O romance que eu posso te dar
2 Conflitos
Notas iniciais
Já na cozinha, Bulma pegou um prato e entregou à Vegeta.
— Aqui está, pode se servir do que quiser – e indicou as panelas no fogão. A comida ainda estava quente e o cheiro era tentador, o saiyajin ouviu o próprio estômago roncar e a boca começou a salivar.
— O quê? Pensa que eu vou colocar a comida no prato? – Vegeta sentou-se à mesa e colocou o prato diante de si – Você me serve terráquea, quero porções bem generosas de tudo.
Bulma riu.
— Então o príncipe vai ficar com fome, pois agora vou passear com o meu belo Yamcha. Fique à vontade, a casa é sua.
Girou nos calcanhares e saiu saltitando porta à fora, ignorando os gritos do saiyajin.
— Maldita! Mulher irritante e vulgar! Se ela pensa que vai me fazer de bobo está enganada! Vou matá-la hoje mesmo – dizendo isso ouviu o estômago roncar de novo.
Olhou para os pratos e as panelas, foi até lá e checou a qualidade da comida. O cheiro era delicioso, havia um assado com legumes, arroz e molho, além de uns bolinhos fritos. Pegou um dos bolinhos, cheirou parecia peixe e comeu, era bom, bem melhor que os lagartos da nave. Resmungando muito, colocou tudo o que coube no prato, sentou à mesa e usando os hashis comeu, repetiu mais duas vezes e sentiu-se satisfeito. Como saiyajin, seu corpo necessitava de grandes porções de comida para suprir as necessidades calóricas exigidas pelos treinos, a dieta diária de um saiyajin variava entre 6.000 a 10.000 calorias, dependendo da intensidade do treino. Além disso, tinha que ser uma dieta variada para suprir as necessidades de vitaminas. Fazia tempo que ele não se alimentava adequadamente, talvez por isso não rendera tanto quanto queria, e não tinha alcançado o poder do Super Saiyajin.
Após comer, Vegeta voltou até o seu quarto. Agora depois de tomar banho e comer, estava realmente sentindo o cansaço da viagem, ficou meses naquela maldita nave, a cama era dura e fria, tentou ajustar o controle da temperatura do ambiente mas não conseguiu, então teve que amargar duras noite frias. Mas desde que se recordava suas noites eram assim. Tirou as roupas ridículas, dobrou-as cuidadosamente e colocou no balcão, elas eram indignas dele, mas ele era um príncipe e organizado. Deitou-se nu na cama, os lençóis eram macios e cheirosos, sentindo-se aconchegado adormeceu. A última imagem que veio em sua mente foi a da terráquea com aquele sorriso atrevido no rosto.
*******
Yamcha dirigia o seu carro, um modelo esportivo, vermelho e com teto solar rebaixado. Estavam indo em direção a uma área afastada de um parque público, então Yamcha parou o carro e imediatamente virou-se para Bulma e começou a beijá-la, ela cedeu envolvendo-o pelo pescoço com os braços. Ela estava especialmente deliciosa aquele dia, com o cheiro adocicado porém refrescante, a boca úmida e doce. Yamcha apertou-a num abraço mais forte exigiu mais do beijo colocando a língua dentro da boca dela, há tempos queria transar com ela e agora seria um momento perfeito para isso. Começou a passar a mão em seus seios, ela deixou. Foi descendo até a cintura fina e depois os quadris, ela estava ofegante. Começou a beijar o pescoço e logo estava nos seios, os bicos estava durinhos, ela era tão macia e cheirosa. Suas mãos percorreram até o meio das pernas, parando na calcinha, ele podia sentir o calor e umidade ali. Lentamente moveu a calcinha de lado, Bulma gemeu e apertou as unhas nas costas dele, ele começou a penetrá-la com o dedo, ela estava molhadinha e quente, ele retirou toda a sua calcinha, e colocou-se em cima dela, ele só ouvia a respiração ofegante dela. Rapidamente abriu as calças e ela pôde ver o grande volume na sua cueca, ele a abaixou e ela fechou os olhos envergonhada. Ela sentiu o membro grosso e rijo entre as suas pernas, ele não a penetrava, somente passava a cabeça de leve na sua entrada, ela sentia a maciez e calor daquele toque e estava alucinada. Viu quando ele abriu o porta-luvas e tirou uma camisinha, abriu o saquinho e lentamente começou a desenrolá-la sobre o seu membro, colocou-se em cima dela apoiando-se com um braço, mais uma vez massageou a entrada úmida e quando se aproximou para penetrá-la ouviu o que mais temia.
— Não Yamcha, ainda não! Não sei se estou pronta.
— Você está prontinha Bulma, está louca por isso tanto quanto eu – Yamcha dizia com a voz cheia de desejo.
— Não é isso, eu também quero, mas... – ela estava com os braços encolhidos em cima do peito, parecia muito frágil e indefesa, ele a desejou mais ainda.
— Vamos, meu amor, já estamos aqui, estamos no clima. E mais, logo vamos nos casar, qual o problema nisso?
— Casar, Yamcha? Casar? Como se você nem fez o pedido? Você não se decide! – ela agora tentava sentar, mas o peito forte dele a impediu.
— Bulma, eu te amo. Só espero finalizar essa temporada de jogos e nos casaremos, eu prometo.
— É Yamcha? Toda vez que finaliza a temporada você fala isso, mas nada. Você nem falou com o meu pai, nem me deu uma aliança.
— Isso é coisa do passado, meu amor. Nós não precisamos seguir essas convenções.
— Mas eu quero seguir! Eu quero! Quero me casar linda de véu e grinalda e fazer uma grande festa para os nossos amigos e familiares, depois disso sim, serei toda sua.
— Bulma, você me mata assim. Me deixa louco de desejo e depois se nega dessa maneira. O que quer de mim, quer que eu perca a cabeça? Quer que eu force você?
Bulma ficou irritadíssima ao ouvir isso, ajeitou o vestido e empurrou-o com força de cima dela, para sentar no banco em seguida.
— Me leve embora para casa, Yamcha. Agora mesmo! Você conseguiu estragar a minha noite! – disse séria e com a voz pesada.
— Me perdoe, Bulma-chan, eu não queria. Sinto muito.
Yamcha vestiu as calças e estava quase ligando o carro quando parou:
— É ele, né? É o Vegeta?
— O quê? Ficou louco?
— Eu vi como você tratou ele, como você olhava para ele.
— Nada disso, só fiz o que qualquer um faria. Além do mais, um quarto e comida não vão pesar nada para nós, sabe que minha família é rica e gosta de ajudar as pessoas.
— Sim, eu sei. Mas isso não é o que qualquer um faria. Aquele homem nem é humano, é um e.t., já me matou uma vez e outros dos nossos amigos, se ele se irritar poderá matar sua família, poderá matar você.
— Ele não vai matar ninguém, ele não fará isso.
— Ah é? Como pode saber? Ele é um assassino Bulma, um assassino. Não se envolva com ele. Eu te proíbo!
— Você não proíbe nada, não vou fazer o que você manda. Você não tem direito algum sobre mim.
— Depois de dez anos de namoro, acho que tenho sim, somos quase marido e mulher, você me deve respeito.
— Isso mesmo: quase! E enquanto eu não for sua esposa, farei o que quiser. O Vegeta fica lá até enquanto eu quiser e você não tem nada com isso. Ele vai usar a sala de treinamento. Aliás, você deveria treinar também, logo os androides chegarão e se não estiver preparado, vai morrer como da última vez. Aí eu terei que reunir as Dragon Balls e te ressuscitar.
— É isso que acha de mim, não é? Que sou um inútil.
— É assim que você se parece quando a coisa fica feia de verdade. Então temos que recorrer à Goku para nos salvar, dessa vez temos o Vegeta também, se ele ficar do nosso lado, teremos mais chances.
— Aquele maldito, miserável! – Yamcha resmungou enquanto ligou o carro e saiu bruscamente.
Yamcha estava mesmo irritado com a súbita mudança dos acontecimentos. Seu plano do dia era sair com a Bulma e transar com ela. Mas então o maldito saiyajin apareceu e estragou tudo. Se ao menos ele pudesse bater nele, mas não, Vegeta não era oponente para ele, estavam em níveis completamente diferentes. Ele morreria simplesmente se tentasse algo.
Deixou Bulma na frente da casa dela, ela saiu do carro sem se despedir.
— Ah, que se foda – Yamcha falou enquanto saia cantando os pneus.
— Esse idiota! – Bulma estava magoada e com o orgulho ferido. Força-la? Quem ele pensava que era?
*********
Já era noite quando depois de dirigir sem rumo, Yamcha entrou em um hostess club. Pediu bebidas e sentou-se, logo uma linda jovem de cabelos curtos e saia minúscula veio servi-lo. Ela sentou-se ao seu lado sorrindo, era maravilhosa.
— Até aonde vai o limite dos seus serviços? – Yamcha perguntou.
— Posso te contar um segredo? – ela disse com a voz sedutora – para um rapaz como você, não há limites.
Sem mesmo pensar, Yamcha sorveu toda a bebida de uma vez. Largou uma nota na mesa e puxando a moça pelo braço, levou-a até o carro. Dirigiu até ao mesmo parque onde estivera mais cedo e lá, onde planejara transar com a sua futura esposa, transou com aquela mulher linda e desconhecida, ela era cheirosa e quente, mas não tão apertada como ele queria, como ele imaginava que a Bulma era. Irritado por pensar em Bulma numa hora dessas, bateu na moça enquanto entrava violentamente nela, ela gritava e chorava, mas ele não parou de bater nem por um momento. Pensou que aquela poderia ser a Bulma, como ele gostaria que fosse ela, iria machucá-la também. Gozou e deixou-se cair em cima dela. Ele estava arrasado, queria matar o Vegeta e dar uma boa lição na Bulma, mas não podia fazer nada disso, estava louco de ciúmes e precisava pensar numa maneira de dar a volta por cima da situação.
A moça estava ofegante e assustada.
— Seu porco, saia de cima de mim! – ela gritou – vou denunciá-lo para a polícia.
— Ah é? O que uma puta como você vai alegar? Que não tinha limites?
Ela baixou os olhos e um sorriso de deboche plantou-se em seu rosto.
— Desculpas senhor. Não há limites para os meus serviços, mas há um preço. São duzentos dólares.
— Que puta barata você é – disse Yamcha atirando as notas no seu rosto – agora saia do meu carro.
— Mas, como vou voltar? Aqui é muito longe!
— Se vire, você tem duzentos dólares na carteira, pegue um táxi – dizendo isso, ele segurou o seu rosto com força, ela estava assustada e parecia indefesa, ele ficou novamente excitado com isso — Ah que se foda! — Puxou-a para si e penetrou-a mais uma vez, dessa vez ela em cima do colo dele, com uma mão ele prendia seus braços atrás do corpo e com a outra segurava seu rosto com força, enquanto mordia seu pescoço e seios.
— Seja boazinha que te levo para jantar mais tarde – ele disse debochado.
— Seu animal – a moça era tão safada quanto ele.
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