O romance que eu posso te dar
15 Agressão
Ao acordar, Bulma percebeu que estava sozinha no seu quarto. O céu estava começando a escurecer, ela havia perdido a tarde toda dormindo, pensou. Ouviu o som da voz de sua mãe e pensou que Vegeta havia a deixado quando os pais retornaram.
A porta foi aberta e a Sra. Briefs entrou.
— Bulma, meu amor, você está doente? Porque saiu ontem tão apressada sem se despedir? Seu pai e eu ficamos preocupados, todos ficaram.
— Ah mãe, eu não estava me sentindo muito bem e resolvi voltar.
— Como voltou filha? O helicóptero ainda estava lá.
— Vegeta me trouxe. – Bulma respondeu baixando os olhos.
A Sra. Briefs entendeu tudo. Resolveu não comentar nada, pois havia visto Yamcha na festa com outra garota, Bulma deve ter ficado arrasada e resolveu dar uma chance ao saiyajin bonitão. Ainda mais depois te terem feito amor, ela devia estar tentando esquecer Yamcha de vez. Mesmo não estando tão feliz por ver a filha num relacionamento com aquele homem estranho e violento, que sempre a olhava com muito ódio quando ela tentava iniciar qualquer diálogo, ela tinha que admitir que Bulma parecia muito mais completa com ele doque com Yamcha. Aquele rapaz nunca pareceu muito honesto, sempre tão educado e perfeito, embora a filha estivesse constantemente chorando pelos cantos com alguma notícia dessas revistas de fofoca. As vezes ele ficava dias sem aparecer e Bulma ficava desesperada, depois aparecia com flores e tudo ficava certo, até a nova crise. E foi assim por mais de dez anos. A Sra. Briefs nunca achou isso certo, mas não queria perder a confiança da filha, então portava-se como uma confidente, ao invés de acusadora.
— Filha, você gosta mesmo desse homem? Desse Vegeta? – A Sra. Briefs sentou-se ao seu lado.
— Não sei mãe, estou confusa. Estou arrasada pelo o que Yamcha me fez, mas me sinto presa ao Vegeta, de uma maneira estranha. Quando estou com ele me sinto tão segura, mas tenho medo de que ele passe a me evitar como da última vez.
—Filha, pode ser que ele esteja tão confuso quanto você. Quem pode saber o que esse homem já passou na vida? Quantas pessoas ele já perdeu? Ele pode de alguma forma, temer te perder também.
— Será mãe? Será que é isso? Ele é sempre tão frio, tão silencioso e distante.
— Mesmo silencioso e distante, isso não é garantia de que ele não esteja inteiramente com você. Quem disse que um relacionamento precisa de muitas palavras? O amor é estranho assim filha, ele acontece da maneira que quiser e se mostra para a gente de um jeito que não achamos possível.
Bulma olhava para a mãe com os olhos tristes, mas com uma ponta de esperança. Como ela poderia ser tão sábia? Ninguém poderia imaginar que uma mulher que só pensasse em flores, chá e doces e sempre falando bobagens pudesse ser tão sábia. Bulma a abraçou bem forte.
— Te amo, mãe. Você é minha melhor amiga.
A Sra. Briefs ficou emocionada e abraçou a filha também.
***********
Quando Bulma adormeceu, Vegeta ficou observando seu rosto por um longo tempo. Agora ele sabia que estava mesmo apaixonado por aquela mulher, ele admitiu para si próprio. Uma estranha sensação percorria seu corpo, bagunçava seus pensamentos e aquecia seu coração. Ele se sentia fraco e forte ao mesmo tempo.
— Estou perdido. – ele disse a si mesmo.
Ouviu sons de carro se aproximando na casa e sentiu os ki’s do senhor e senhora Briefs. Pegou Bulma no colo e rapidamente levou-a para o quarto dela sem acordá-la. Deitou-a na cama gentilmente e se retirou voando pela janela. Resolveu que aproveitaria o resto do dia treinando, já que com os velhos em casa não poderia fazer muita coisa com Bulma.
Treinou até o cair da noite, resolveu que no dia seguinte o seu foco seria somente o seu treino. E logo veio a imagem de Bulma o envolvendo com aquelas longas pernas, tentou afastar a imagem da cabeça, mas não conseguia, seu corpo estava pedindo por ela novamente. Terminou o treino e foi tomar banho, depois jantou e ficou procurando o ki de Bulma. Ela estava no quarto dela. Eram quase onze horas da noite e ela ainda não estava dormindo. Ele voou até a janela e ficou a observando deitada na cama, somente com uma calcinha muito pequena e um top fino. Ela estava deitada de barriga pra baixo lendo um livro, as pernas levantadas balançavam no ar displicentemente. Ele entrou no quarto e ela se assustou.
— Não entre assim, por favor. Use a porta. – ela pediu.
— É mais fácil voar doque andar. – ele sentou-se ao lado dela.
— Pra você deve ser mesmo. – ela respondeu fechando o livro e colocando de lado.
— O que estava lendo? – ele perguntou.
— Nada importante. – ela apoiou a cabeça em um dos braços e pousou o outro ao lado do corpo.
Vegeta podia ver o corpo perfeitamente curvilíneo, os seios fartos que mal eram contidos por aquela fina camiseta de alcinhas. Ele aproximou as mãos dela e começou a acariciar-lhe o corpo, era macio e quente, ele já estava excitado. Abaixo as alças do top dela e libertou os seios, ficou somente observando a brancura e maciez daquela pele. Logo ele tomou um dos bicos na boca e começou a passar a língua muito lentamente. Bulma o envolveu com os braços e o trouxe para mais perto dela. Ele apertava a cintura dela muito firmemente enquanto beijava seus seios. Ela tirou sua camiseta e ficou admirando aquele peito musculoso.
— Você é tão forte. – ela sussurou.
Com isso, Bulma começou a beijar aquele peito musculoso, depois passou a dar leves mordidas em toda a pele dele. Vegeta estava alucinado de desejo, queria possuí-la imediatamente. Ela foi descendo as mãos até tocar no seu membro, ele estava rijo e latejante. Bulma foi passando a língua pelo abdomên perfeito dele enquanto lentamente retirava sua cueca. Agora Vegeta estava deitado de costas na cama, Bulma em cima dele, o seios roçavam na sua pele com os bicos duros, enquanto ela lentamente ia aproximando a boca do membro dele. Será que ela vai? Vegeta estava louco de desejo somente em pensar naquela boca carnuda.
Lentamente, Bulma envolveu o membro dele com os lábios, Vegeta soltou um gemido rouco com o toque. Ela descia os lábios suavemente por todo o membro dele, ele era grosso e longo e tinha um gosto e um cheiro deliciosos, era o cheiro que ela sentia quando ele ficava excitado, algo quente e animalesco, o cheiro do desejo dele por ela.
Agora Bulma estava sobre ele, enquanto envolvia todo o membro dele com a boca, ela subia e descia, passava a língua em volta da cabeça. Vegeta estava alucinado de prazer, ele massageava os cabelos da nuca dela e suavemente ajudava com os movimentos de sobe e desce. Bulma parou e olhou para ele, seus olhos pegavam fogo, ela retirou a calcinha e abriu as pernas. Ele entendeu o que ela queria, e colocando a cabeça entre as pernas dela, começou a acariciar o clitóris com a língua. Bulma gemeu de prazer, a língua dele era quente e macia, agora ele estava beijando toda a vagina dela, enfiava a língua na sua entrada e sentia seu gosto doce.
Ela estava excitadíssima e pediu por ele. Ele postou-se em cima dela e começou a penetrá-la. Primeiro suavemente e como ela puxava o quadril dele para mais perto, ele aumentou o ritmo. Vegeta estava alucinado, ele queria tudo dela, entrou profundamente, enquanto a ouviu gemer seu nome. Ficaram nesse ritmo por longos e deliciosos momentos, Vegeta a envolveu num beijo enquanto a penetrava e Bulma achou que fosse morrer de tanto desejo. Vegeta afastou se ordenou com a voz rouca.
— Vire de costas.
Ela obedeceu, tremendo de prazer pelo o que ele queria. Com os joelhos dobrados na cama e abraçando um travesseiro, Bulma sentiu ele penetrá-la, naquela posição, ele entrava completamente nela. Ele segurou-a pelos quadris e penetrava com força num ritmo firme e contínuo, Bulma ficou um pouco assustada com toda aquela luxúria, mas adorava a maneira como ele fazia, começou a mexer os quadris levemente como uma dança, Vegeta soltou um gemido rouco de desejo. Ele se inclinou sobre ela e pegando-a pelos cabelos fez ela virar o rosto para beijá-la enquanto continuava com seu ritmo.
Ela sentiu todo o prazer percorrendo o seu corpo, o corpo todo pegava fogo e aquele beijo dele levava-a até o céu. Gozaram juntos, ela gemeu bastante, isso deixou Vegeta satisfeito. Ele deixou o seu peso cair sobre o corpo dela. Ela estava completamente envolvida pelo corpo dele, sentindo seu peso e o suor que escorria dele para ela.
Vegeta descansou o seu corpo no dela, ela era tão frágil e deliciosa, ele não queria sair dali.
— Vegeta, você é pesado, deixe-me sair. – Bulma pediu.
Ele saiu de cima dela e deitou-se ao seu lado. O rosto dela ainda estava corado. Ela continuou deitada de barriga pra baixo e olhava para ele. Após algum tempo se olhando em silêncio, Vegeta começou.
— Bulma eu quero que saiba, que a partir de amanhã vou precisar focar mais no meu treino. Ontem acabei não lutando com Kakarotto e ele pode estar pensando que eu fiquei com medo dele.
— Desculpe, eu sei que não lutou com ele por minha causa. – Bulma disse.
— Não tem problema. Não devo satisfações ao Kakarotto, mas superá-lo ainda é o meu principal objetivo. – a voz de Vegeta era calma e fria.
— Tudo bem, eu preciso retomar minha vida também, preciso ajudar o papai nos seus inventos. Estamos desenvolvendo uma nova nave, melhor doque a anterior, quero terminá-la logo. – Bulma falava calmamente, embora o seu coração estivesse apertado. Ela temia que Vegeta dissesse que aquela tinha sido a última vez.
— Eu continuarei vendo vê-la, somente a noite, após o meu treino. – ele dizia tranquilamente – mas antes, quero que me prometa que não vai mais sequer pensa naquele maldito do Yamcha. Eu não posso ter seu corpo sabendo que seu coração está com ele, não seria algo digno.
Bulma virou e deitou de costas, olhando para o teto com o olhar perdido.
— O Yamcha não existe mais. Ele morreu pra mim depois de tudo o que me fez passar, ele me magoou profundamente, não merece mais nada de mim, nem o meu desprezo.
Vegeta ouviu as palavras, mas sabia que ainda havia um sentimento ali dentro, ele podia sentir a melancolia no ki dela.
— Você ainda o ama Bulma, eu sei disso, posso sentir no seu ki. – Vegeta sentenciou.
— Como pode saber o que eu sinto? Você não tem idéia do que é acreditar no amor de alguém e ser traída, depois ter tudo atirado na sua cara. Ele destruiu meu coração, pisou e cuspiu em cima, é lógico que estou triste, mas não posso amá-lo mais.
Bulma virou-se para Vegeta, o olhar dele estava bastante sério.
— Você me impediu de matá-lo aquele dia. Isso tudo poderia ter sido evitado.
— É mesmo? Ele morreria como um santo sem eu saber de tudo o que ele me fez, aí eu te odiaria para sempre. No final reuniria as Dragon Balls para ressuscitá-lo e continuaria com ele.
Vegeta resmungou com ódio.
— Vegeta, não é assim que nós humanos resolvemos as coisas. – ela continuou — Não podemos sair matando as pessoas que nos fazem mal. Por pior que tenha sido, foi melhor eu saber a verdade, agora estou livre para seguir minha vida, pois sei que ele nunca me amou, não como eu queria.
Vegeta estava com muita raiva de ouvir aquilo tudo. Suas feições eram duras, ele sentia um ciúme louco queimando no peito, principalmente quando a ouviu dizer que ele não a amou como ela queria. Ficou pensando que tipo de amor a Bulma queria, um que talvez ele nunca pudesse dar, pois não existia dentro dele.
— Que seja Bulma. – ele virou-se para ela e a segurou pelos braços, queria dizer que ela tinha que ser só dele e de mais ninguém, que mataria qualquer homem que ousasse olhar pra ela, mas achou que assim ela saberia do poder que tinha sobre ele, que ele estava totalmente apaixonado, e ela claramente não estava apaixonada por ele. Sem perceber ele começou a apertar os braços dela com mais força, seus olhos ardiam em fúria.
— Vegeta, você está me machucando. – Bulma estava assustada – me solte!
Ele a soltou e ela massageou o local onde ele havia apertado, estava vermelho e dolorido.
Ela sentou-se na cama, ele a observava calado.
— Não faça mais isso, por favor. Não me machuque assim. – seus olhos estavam vermelhos e algumas lágrimas começavam a escorrer.
Odiando a si próprio por tê-la ferido, Vegeta levantou-se e se vestiu rapidamente, saiu voando pela janela, enquanto Bulma chorava baixinho.
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