Após saírem daquele lugar cheio de luzes e plumas das mais exóticas cores. As ruas escurecidas, feitas apenas de cimento e alcatrão que até à luz do dia parecia noite. Iniciaram a sua caminhada por um caminho de basalto negro e branco, os quais todos juntos faziam muitos desenhos no chão desde: barcos, cordas, seres marinhos e até sereias. Ao caminharem viam muitas pessoas muitas com pressa para irem para o trabalho, outras por apenas calhar passar ali. Cães abandonados vagueavam, dormiam ao sol e pior que eles só mesmo os mendigos. Tristes corpos abandonados ao solo, com trapos que fingiam ser roupas da história da cinderela, com sujidade em todo o seu ser, seus amigos, por vezes, apenas eram os animais, que tal como eles tinham perdido tudo. Também havia aqueles que tocavam acordeão ou outro instrumento para ganharem uns trocos. Estavam perto do mar azul em que muitos barcos encontravam a sua parada segura. Tinha algumas palmeiras e outras árvores em linha recta, plantas pelo ser o humano para esconder a sua vergonha de ter tirado o lugar a quem pertencia… à mãe Natureza. Para contrastar e tirar as essências do ar, do mar e das flores, carros passavam em frenesim, com motores barulhentos, luzes dos semáforos que os faziam parar.

Poluição, era o que numa cidade existia, embora ali fosse melhor que no lugar onde nada existia, onde nem a luz passava, onde eles tinham de trabalhar. Nesse lugar havia pior cheiro que a poluição, um cheiro apodrecido, de coisas mortas, os cães abandonados nem lá entravam apenas baratas, ratos, ratazanas e moscas. Mundo podre! Pensavam. No caminho que agora caminhavam havia lojas de tudo, desde roupa interior até lojas de animais e restaurantes desde comida rápida até comida portuguesa.

Num momento, tiveram que parar, uma inglesa loira com olhos azuis muito simples, com chapéu de palha, um casaco de ganga e bochechas rosadas, os fez parar. Ela tinha uma máquina fotográfica, timidamente, puxou a sua amiga com cabelo pintado de negro, com piercings e olhos muito negros deviam ser lentes de contacto e era uma perfeita emo. Seguidamente a bela rapariga pede-lhes:

– Can you have a photo with us?

Os rapazes não se surpreenderam com a pergunta inoportuna. Era natural muitos já lhes haviam perguntado o mesmo, ora por estarem num país em que eram famosos pelas suas músicas, ora por serem mesmo muito diferentes e esquisitos. Os dois grandes gémeos puseram-se ao lado das duas raparigas muito mais baixas que eles, ficando elas no meio. Elas pedem cheese e os dois tentam esboçar um sorriso para elas. Roxy dispara a foto que fica muito bonita, antes de deixarem os rapazes, elas comentam:

– You there are very handsome! And… very tall! – diz a de cabelo artificial.

Eles sorriem. A loirinha vendo que a amiga se esquecera de Roxy deu-lhe um beijinho na bochecha, este fechou os olhos com surpresa e a inglesa disse-lhe:

– And you are very cute! – diz ela sorrindo.

Envergonhado raspa um dos pés no chão, com as mãos atrás das costas e com a cara rosada. Sam atrevido e simpático como era pergunta-lhes:

– Where are you from?

– Well, of England, London. – dizia a loirinha com uma camisa rosa.

– Ya, and I have heard about you. I don’t listened your music yet, but I will I promise to you.Everyone likes your music. – dizia a emo deixando a amiga de boca aberta.

– They are a band? – diz a loira ainda surpreendida.

– Ye, and is very cool.

– I believe. Well, boys we need to go. Was nice meet you. – diz a loira com um pouco de tristeza.

– See you in a next time. – diz a emo já abando a mão ao longe.

– Bye we will see you soon! – diz Rafael.

Continuaram a andar todos juntos, Roxy seguia à frente tentando apanhar alguns pombos que debicavam o chão à procura de comida e pedras. Daniele pensava agora sem saber, o porque de isso lhe vir à mente, que de facto eram diferentes em relação ao mundo, chocavam contra o normal. Eram diferentes no seu modo de vestir, de viver. Todos eles não se importavam mais com os olhares de espanto e repulsa e muito menos com as fotos. Era normal para eles. No grupo tinham dois gémeos, um pequeno com uma madeixa rosa e um rapaz muito alto com rastas compridas mas não tanto quanto o cabelo dos gémeos. Rafael e Sam ambos tinham um belo cabelo liso, negro e comprido que chegava à sua cintura, embora o tamanho do seu cabelo conseguia-se ver que eram rapazes pelas suas feições muito masculinas. O corpo de Rafael era mais musculado que o do Sam, embora também tivesse um belo corpo. Seus olhos eram castanhos escuros que por vezes pareciam negros como o carvão. O Sam possuía uma cara mais alegre que seu irmão. A roupa que vestiam era parecida, Rafael adorava vestir-se de preto e vermelho, mas tinha muitas outras cores. O essencial era estarem, nem que um pouco, diferentes. O Sam tinha um pouco de tudo no seu vestuário: azul, branco, preto, vermelho… Rafael era apenas uns centímetros mais baixo que o Sam que teria mais ou menos um 1,89.

Quanto a Roxy podíamos dizer que era uma figura alegre, saltitava muitas vezes… inocente. Tinha um cabelo loiro com uma grande franja pintada com uma madeixa rosa, os olhos eram azuis e quanto à sua altura, bem o que posso dizer, era pequeno. Adorava tudo (excepto algumas coisas negras do mundo) mas à sua maneira amava o mundo e as cores. Bem, quanto ao Daniele era também um belo animal raro de cabelo loiro “rasteado”, apanhado entre dois bonés e roupas tão largas que mal se via a forma do seu belo corpo, isto o fazia parecer um cantor de hip-hop. Tinha uma cara perfeita, pele lisa e os seus olhos eram o que mais de belo existia nele, eram azuis de uma clareza bela como água, quem olhasse para eles encantava-se. Ele era magro, mas também era musculado mas não muito, não daquele tipo Hércules, era levemente esculpido. Era alto tinha um centímetro a mais que Sam, ou seja tinha um metro e noventa. Os seus olhos vinham sempre tristes numa cara que por vezes sorria e triste ficava. Chegaram ao McDonalds, juntaram o seu dinheiro em cima de uma mesa da rua no meio de tantas outras do McDonalds, tinha um chapéu e tudo. Sam foi pedir o que cada um queria.