O regresso do soldado a Nova Orleans
4 Missão secreta do Porto sem nome
Miles se questionava porque não tinha pegado um voo direto para casa, e sim preferido passar horas e horas no mar até chegar lá. Sua conclusão foi de que mesmo tendo sido treinado para situações extremas ainda não saberia lidar com aquilo. Sempre fora bom com pessoas, de fato. Todos o amavam, alguns o odiavam, uns fingiam não ligar para sua existem e outros o idolatravam.
Essa mistura de sentimentos uma vez o deixara estranho. Miles tinha acabado de fazer uma grande proeza que não ousara se gabar, ele e os amigos resolveram comemorar num bar local.
Abençoado seja o bar. E os caras que falaram "Bebida grátis aos salvadores." Miles sorriu. E nessa hora não se lembrou dos elegidos de Thomas, seus olhos focaram numa verdadeira cria de Vênus. Que dançava exuberantemente, apenas para si. Miles ficou impressionado. Pensou em chegar até ela, mas a insegurança apertou seu ombro e o fez ficar.
Em que planeta, um moça tão bela como aquela ia sentir interesse num simples fuzileiro como ele. Então, queridos, lhe apresento o Planeta Terra. Onde coisas improváveis acontecem, e aquela linda moça teve a sorte de enxergar Miles de maneira tão bela quanto ele realmente era. Talvez realmente não exista amor à primeira vista. Mas quando Catarina o viu, teve a leve certeza de que seu coração já o conhecia.
Catarina juntou toda coragem que tinha e a carregou debaixo do vestido alvo e frouxo e se aproximou o bar, na cadeira que o destino deixara a sua espera, ela se sentou e fez um sinal. Enquanto esperava sua bebida Catarina se atreveu a olhar para Miles.
— Sinto que já lhe conheço de algum lugar.
— Temo que isso seja impossível. — Miles começou, pensando em mil coisas que poderia acrescentar.
— Talvez seja de meus sonhos. — Disse Catarina.
Em movimento rápido, enquanto Miles se perdia em sorrisos, Catarina pegou sua bebida e pulou para fora do banco.
Delicadamente Miles tocou em seu braço e pediu que ela ficasse mais um pouco. Como todos em sã consciência ela ficou.
Sem muitos detalhes devo me apressar e dizer que foi uma das melhores noites da vida de ambos.
A conversa continuou de uma maneira incrivelmente saborosa, melhor que qualquer fast food ou guloseima da culinária francesa. A flor que Catarina havia posto atrás da orelha parecia sorrir para ele. E ela era um doce místico, era sutil, tinha um mistério e suas frases terminavam com gosto de quero mais.
Miles sempre pedia mais, um pouco receoso de até onde podia ir, mas sabemos onde eles foram parar.
Depois de se despedir dos amigos, chegar à casa de Catarina e tirar seu vestido, Miles descobriu que o que ela carregava ali debaixo não era seu maior mistério. Havia algo em seu jeito e como ela fazia ele se sentir, que a cada toque ele se questionava se aquilo era um sonho.
Catarina tinha em sua consciência de que não era mulher daquilo, não era mulher que se dava em primeira noite. Havia algo em Miles que pedia que ela fizesse isso. E ela nunca se sentiu tão feliz se entregando para alguém como ela se sentia com ele. Ele demonstrava carinho e atenção a cada vez que a tocava. Seu corpo estremecia debaixo dele. E como em uma lenda urbana ela jurava que tinha se sentindo a mulher mais feliz desse mundo quando Miles a possuía e seus dedos apertavam firme os lençóis.
Na manhã seguinte não houve lágrima. Houve apenas vingança da parte dela. Enquanto ele pensava em vestir a roupa e sair, ela segurou suavemente em seus braços, e o puxou para mais perto, beijando-o. Quando ele se afastou ela disse em sussurro.
— Fique mais um pouco.
E Miles ficou. Aqui não descrevo os minutos seguintes, pois sou incapaz de com minhas palavras narrar o tanto de amor e desejo que ali existiu.
Miles ainda sentia em seus lábios o gosto do beijo dela, e em seu coração sabia que Catarina também não havia o esquecido.
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