O que existe além de revenge...
7 Capítulo 7:
— Tem alguma coisa errada Nolan, eu tenho quase certeza disso. – Emily entrava exasperada e a passes nada pacientes pela porta de sua casa, a loira parecia movida por um sexto sentido, uma inquietude que ela não conseguia decifrar de onde vinha. Tão somente sabia que não conseguia convivê-la com ela muito tempo sem saber de onde vinha seu real motivo.
— Emily, bancar a apaixonada nunca fez seu gênero, ok isso eu já sabia. – Nolan parou a fita-la com sorriso que era puro deboche, Emily parecia mais preocupada em andar apressada pela sala de casa em busca de repostas, buscando puxar da memória um fio, algo que a fizesse saber do paradeiro de Aiden. – Mais a desesperada atrás do bofe, e ainda por cima sensitiva, está me dando mais medo ainda. – Nolan zombava aos sorrisos irônicos. Querendo desesperado uma resposta comprometedora da loira.
— Nolan, pare, o assunto é sério. – Emily fez uma cara séria e carrancuda, demostrando todo seu descontentamento com o fato de que o amigo e fiel companheiro de agenda de vingança, parecia fazer piadas irônicas com seu desespero, como era de costume em situações turbulentas. Nolan e suas ironias sem hora certa.
— Tá bom, mais Emi’s, quem te garante que o Aiden não se mandou, ele já fez isso tantas vezes. – ele finalmente tentou dar ouvidos ao jeito intrigado da loira, sentando-se a ponta do sofá devagar. Para Emily estar quase histérica, algo sério poderia estar rolando mesmo de fato.
— Não, não agora, não com o fato de que ele pode finalmente descobrir o que aconteceu com o pai dele, o que o motivou de verdade a colocar aquela bomba no avião, de que talvez ele não seja um desertor, covarde, mas uma vítima. – ela o contrariou descartando a hipótese de que Aiden teria sumido por vontade própria, puxando mais uma vez o celular do bolso para tentar contato com ele.
— Bom eu vou dar uma olhada pela casa, quem sabe não encontro algum vestígio de que o teu bom marido fugiu com a amante. – brincou Nolan se dispersando, enquanto Emily pegava o notebook em mãos e o depositava em cima da mesa no centro da sala.
— Droga nada, nada vezes nada. – Emily se irritava ao não conseguir encontrar nenhuma pista que a levasse onde estava Aiden, ou o que ele poderia ter ido fazer com tanto mistério.
— Hei, Emily, Emily! – Nolan vinha da varanda gritando pela amiga.
— Que é Nolan tá incendiando a casa, o que aconteceu com toda tua calma de minutos atrás. – Emily indagou em um tom nervoso e evidenciando toda sua acidez.
— Olha isso. – pediu ele, lhe alcançando um papel.
— Se quer ver o Aiden vivo, venha até mim. – a loira leu as palavras sem compreender muita coisa. No final do bilhete havia um endereço Emily conhecia aquela rua, era onde tinha uns galpões abandonados, próximo ao cais do porto.
— Sabia, te avisei, mas você não me ouve, sabia que o Aiden estava se metendo em alguma encrenca, também o que eu poderia esperar do cara que tentou me estrangular, só porque entrei na tua casa. – Nolan ironiza, mas também ficando em estado de alerta.
— Nolan o Aiden nem sabia quem você era naquela época, ele só tava tentando me ajudar, mesmo que do jeito dele. – ela alegou, fuçando em uma das gavetas do balcão da cozinha, impaciente. — Você pode ir pra sua casa, não estava organizando uma festa, pode ir, eu vou resolver isso, e do meu jeito, como sempre. – garantiu a loira altivamente e segura de si como era de costume. Não passando por sua cabeça, ficar ali esperando por mais notícias sem fazer nada.
— Emily sei não, você não tá cem por cento, anda meio doida da cabeça, isso pode ser perigoso. – diz Nolan, que teme pela segurança da amiga.
— Eu não estou bem da cabeça, desde que meu pai morreu e eu fui parar naquele lugar Nolan, onde sobreviver era quase impossível. – Emily não se convence. Se esse fosse seu problema já teria enlouquecido há um bom tempo.
— Pra que a arma. – ele retruca incomodado, quando a vê guardar o objeto em uma mochila enquanto veste uma jaqueta preta. Um fio de receio percorrendo seu corpo, precisava abrir os olhos da loira.
— Apenas precaução. – a loira afirma sorrindo irônica e sem paciência para o interrogatório do amigo, estava aflita demais com tudo em sua vida para ter paciência para os argumentos de medo de Nolan.
— Bom nem vou te perguntar que se você não voltar até a noite, posso contatar a policia não é. – ironiza Nolan, enchendo um copo com uma dose de uísque. Só assim pensaria com um pouco que fosse de calma.
Emily sorriu entre uma leve risada. – Bate a porta Nolan quando você sair. – ela pede saindo apressada.
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Chegando ao endereço especificado no bilhete, Emily ainda ficou observando a fachada do prédio velho e com cara de que estava abandonado há muito tempo. Cautelosa e arredia ela entrou no local procurando chamar o mínimo possível de atenção, não sabia o que podia estar a esperando, depois do que viveu nos últimos dias, mais do que nunca tinha que ter cautela com suas ações, a loira nunca teve medo de morrer, sempre se pegava pensando que sua vida era algo tão incerto, na verdade só foi trazida até ali, porque seu forte desejo de vingança contra os Grayson a alimentava todos os dias. Mas agora por algum motivo ela realmente queria olhar para um futuro, quem sabe um dia conseguisse, talvez ficar tão perto da morte realmente fez alguma coisa mudar dentro de si. E depois podia até conhecer Aiden, mas assim como ela, ele nunca foi totalmente verdadeiro quando contava o que aprontava por aí, talvez fosse por isso que os dois eram cúmplices de uma forma tão intensa, com uma ligação tão leal, que mal os dois sabiam explicar. Eram almas que eram feitas da mesma matéria e movidas pelos mesmos sentimentos, mesmo que às vezes esses tais sentimentos não fossem bons, mas torturantes.
— Niko, me solta, isso tá ridículo, esta claro que a Emily não vem. – Aiden que só se deu por conta da armadilha, quando acordou amarrado em uma peça escura e silenciosa que ele nem sabia onde se localizava. O inglês tentava há bons minutos convencer a mulher de que aquilo era sandice, Emily não apareceria ali, se ela quisesse resolver algo teria que ser só com ele.
— Você matou meu pai, e acha mesmo que está em condições de pedir alguma coisa. – a mulher rebateu transtornada com o que havia acabado de descobrir. – Ela vem, ou eu estou muito errada mesmo a acerca dos sentimentos da humanidade. – ela afirmou, sentia raiva da loira, seu pai sempre parecia a preferir. – Ou realmente a Emily só te usa, quando precisa de alguém pra limpar o caminho dela, derramando sangue. – ela o provoca. Se Niko conhecia algum ponto fraco de Aiden, era exatamente esse, Emily, a loira e os sentimentos que o britânico nutria por ela, poderiam ser o caminho mais fácil pra destruí-lo.
— Você não acha que isso sou eu que decido. – Emily confrontou, surgindo do local menos iluminado da sala e foi caminhando até eles.
— Olha só, meio atrasada Emily. –Niko debochou cheia de raiva.
— É, eu tive que traçar um plano pra te matar antes. – a loira dissimulou, com um meio sorriso atrevido. – Brincadeira... – Agora solta ele. – ela ordena, mudando suas feições para uma irritação escancarada.
— E seu eu não quiser. – ela contesta rindo.
— O que você vai fazer, matar ele, você não vai ter coragem Niko, digamos que ele é mais útil pra você vivo. – Emily sorriu com ironia.
— Ele não matou meu pai, porque eu não posso acabar com ele. – cobrou à morena. – Você realmente se importa com ele Emily. – perguntou ela totalmente debochada.
— Niko, solta ele vai... – Emily realmente não estava com disposição para levar aquele confronto a diante, só queria acabar com ele e rapidamente. – Ele só matou o teu pai, por minha causa, ele usou nós dois pra uma vingança que era dele, e quando a gente se sentiu tentado a cair fora, ele não gostou, o Aiden ficou sem escolha. – a loira ainda tentou argumentar.
— Você é só uma traidora. – a outra enraivada, avançou contra Emily a pressionando contra a parede que estava atrás, antes de que ela pensasse em reagir. De fato Nolan tinha razão, Emily ainda estava fraca, e penando para se recuperar dos tiros que havia levado de Daniel e vir ali confrontar qualquer um que fosse, não havia sido mesmo uma ideia nada boa, a situação tensa poderia ter um desfecho amargo para a loira, que mesmo destemida não deixou de pressentir.
— Emily! – Aiden se assustou com o confronto das duas, tentando soltar suas mãos que estavam amarradas. Emily continuou tentando tirar as mãos da outra mulher de seu pescoço, que já atrapalhavam sua respiração, deixando a loira cada vez mais sem forças.
— Você vai se arrepender disso, Niko você não é assim... – Emily balbuciou querendo juntar forças, para empurrá-la de perto de si. Já Niko estava transtornada demais, com o que havia descoberto para dar ouvidos a qualquer um que fosse, Emily parecia sempre tirar tudo dela, primeiro seu pai, e agora até Aiden havia a deixado para voltar novamente a correr atrás da loira.
— Niko! – Emily argumentou com a voz engasgada, devido às mãos da outra que sufocavam sua respiração apertando seu pescoço. – Ah chega... – a loira cansou de ser a fraca que não tinha animo para reagir, se a outra não queria lhe ouvir, então que uma guerra se desse e que ela não fosse à perdedora. Emily demorou para que as ordens dadas por sua mente a corpo fossem acatadas, tinha se descuidado realmente, a possibilidade de abandonar aquilo tudo, deixando toda sua vida vazia para trás, e um recomeço a deixou mesmo distraída e se esquecendo que ela havia sobrevivido, a tudo que viveu em sua vida, porque sempre esteve alerta, para derrotar seus inimigos não importando quem eles poderiam ser, antes que eles a derrotassem, era ela como os vencia... E como sua vida ficou desde que seu plano de cair fora deu errado, tudo desmoronando, e sua sede de vingança se via posta à prova, a fizeram mais ainda se esquecer de quem realmente era Emily Thorne.
A loira acabou apanhando ainda quando começava a revidar, logo depois empurrou a outra com um pontapé, que caiu ao chão, vendo que Niko rumava a arma sob uma mesa velha que tinha no local, ela foi mais ágil e empunho a arma que estava escondida a sua cintura.
— Emily, não faz isso. – Aiden pediu, já livre das cordas que o prendiam, vindo em direção da loira.
— Porque não, será mesmo que ela teria a mesma consideração com a gente, ela queria te matar Aiden. – Emily disse ofegante e tomada por raiva, um sentimento que a corroía por dentro, anulando qualquer outro sentimento racional.
— Emily ela só queria vingar o pai, ninguém melhor do que nós dois sabemos, o que é ser atormentado por um sentimento desses. – ele afirma, atento a tudo que se passava, temendo o desfecho que aquilo poderia ter. – Deixa ela ir... – implorou ele a encarando nos olhos.
Emily mal moveu o olhar para encarar os dois, sem demostrar nenhum reação, apenas concentrada em seus pensamentos. – Vai, você ajudou a salvar minha vida, mesmo que eu saiba que foi o Aiden que te pediu, mais... – Eu não sou tão, sem escrúpulos assim. – a loira abaixou a arma, comtemplou o olhar medroso e confuso da outra, que saiu o mais depressa possível da vista dois. Enquanto a loira via sua mente, retumbar, completamente zonza, em um turbilhão de sensações angustiantes.
— Emily, você tá bem. – ele se preocupou, que a loira parecia prestes convalescer.
— Ai Aiden, a gente tem que sair daqui logo. – ela percebeu, se sentindo ainda zonza, definitivamente não estava pronta para aquele confronto.
— Vem vamos. – concordou ele
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— Você tem certeza que ninguém vai achar a gente aqui. – Emily indagou confusamente, olhando para o local desconhecido aos seus olhos, não se recordava de ter pisado ali antes, naquela casa imensa, repleta de árvores em volta e com um grande jardim.
— Não, a casa é afastada, a gente pode ficar aqui o tempo que a gente quiser sem ser notado. – ele garantiu trancando a porta e jogando suas coisas sob a grande mesa que havia no corredor que dava para a sala.
— Você tá bem? – Aiden questionou olhando para ela.
— Ah to meio zonza, talvez o Nolan tivesse razão. – a loira alega sentando na pronta do sofá que havia na enorme sala. – Mais eu vou ficar. – Emily ao perceber sua aflição quis ser branda.
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