O que eu faria sem você?

2 Capítulo 2- tentando se divertir...


Notas iniciais
Oii, sei que ti sumida, mas voltei! Pelo menos essa semana, por que é meu niver... e tbm Pq notícias me inspiraram! Enfim Boa leitura

Cap 2

(Pov Reo)

Abri levemente os olhos e vi Alice me encarando, de uma forma maravilhosa que só ela conseguia fazer. Ela estava deitada sobre meu peito e parecia ter acabado de acordar.

– Bom dia! — ela disse com a voz ainda um pouco rouca, pelo sono.

– Bom dia... — disse beijando seus lábios e a trazendo para mais perto do meu corpo.

– Estou tão cansada.- ela disse ao se distanciar um pouco.

– E tem razão, eu estou exausto por ontem, e nem vomitei um milhão de vezes igual a você.

– Nem me lembre, Percy me chamou para irmos no shopping mas só a ideia de sair de casa me deixa aterrorizada!

– O que ele quer fazer no shopping?

– Comprar roupas e depois ir na costureira pra ver como anda o vestido.

– E isso faz com que eu não está na sendo convidado, certo?

– Nossas mães discutem por causa do sexo do nosso bebê, você quer mesmo ouvir um sermão sobre como você não pode me ver, antes do casamento vestida de noiva?

– Por que vocês não deixam isso pra outro dia, ou melhor outra semana!

– Reo! — ela disse se levantando.

– Eu apenas quero curtir você e nosso bebê.

– Vamos logo tomar café, estou com fome...

– Mas eu achei que estivesse com medo de passar mal de novo...

– Levanta logo! — ela sorriu e foi para a cozinha.

Me sentei na cama e peguei meu celular.

Havia uma mensagem de Fred

"Como vão as férias cara? Acabei de voltar de viagem, que tal ver aquele jogo do Barcelona x Phg?"

– Alice! — gritei para ela, que veio rapidamente para o quarto.

– O que foi? — ela perguntou, vindo em minha direção e parando na minha frente. Apoie minha mão em sua cintura e a olhei com o o lar mais pidão que consegui.

– O Fred pode vir aqui ver o jogo hoje a tarde, não é?

– Ele vai trazer o Murilo?

– Ele nunca vem sem o filho, meu amor...

– Você vai comprar sorvete pra ele por que eu vou sair!

– Isso é um sim?

– Eu consigo dizer não quando você me olha assim? — ela me beijou e se virou, saindo do quarto novamente e eu então a segui.

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Alice estava terminava de se arrumar e seu celular vibrava sem parar.

– Posso? — perguntei o pegando, tens o o intuito de para-lo de me perturbar.

Ela deu de ombros e continuou prendendo o cabelo e colocando o óculos.

Todas as mensagens eram de Percy, que digitava impacientemente dizendo que estava esperando por Alice e perguntando onde ela estava.

– Meu irmão acha que você já deve esta chegando...

– Diga que estamos saindo daqui!

Digitei o que ela havia pedido e deixei seu celular perto da bolsa.

– Não volta muito tarde, quero que você fique comigo...

– Reo, eu vou demorar o tempo que precisar, depois venho, você vai estar aqui com o Fred...

– Mas o Fred é o Fred, você é minha noiva!

–Quando ele chegar você nem vai lembrar de mim, então não seja dramático...

–Por que você sempre estraga o romantismo?

–Por que eu quero te irritar, agora me leve até o shopping por que a tarde vai ser longa...

Ela beijou meus lábios e pegou sua bolsa.

Saímos do apartamento de mãos dadas e fomos até o carro, enquanto Alice falava sobre suas pretensões de compra e sobre como seria ótimo ter Percy e suas amigas para lhe ajudarem.

– Já vi que vai ser mesmo longa...- disse assim que ela terminou.

–Talvez um pouco, mas nada vai ser melhor que você, Fred e Murillo...

– Vai ser legal sim, mas eles vão só as 4 da tarde, então se você não demorar da pra ver o seu Psg perder pro Barça...- impliquei com sua escolha de times na liga Europeia.

– Reo, eu nunca vou entender por que tanta implicância com o meu time...

– Por que eu te amo e quero fazer você se sentir incomodada...

–Pois então está dando certo!

–Ótimo, vou continuar!

Ela sorriu e tudo valeu a pena, só de pensar que aquela mulher estava carregando um filho meu, uma criança que faria nossas vidas serem as melhores que poderíamos imaginar.

Deixei Alice na porta do shopping onde meu irmão e Olivia já esperavam por ela.

Ela me beijou, me deixando quase sem ar, e saiu do carro dando um pequeno aceno.

Acenei de volta e gritei um oi para i meu irmão que estava encostado na parede e sorria para mim.

Liguei o carro e comecei a ir novamente para casa.

Fred me mandou uma mensagem dizendo que estava saindo de casa, com suas horas de antecedência e que seu filho não aguentava mais a espera.

Comecei então a preparar o sofá e a TV, além de um lugar para o Murilo brincar Sem ser incomodado.

Coloquei algumas bebidas no congelador e sentei na sala, esperando que eles chegassem.

________

(Pov Alice)

Cumprimentei Percy e Olivia e começamos a conversar sobre o bebê.

– Eu nunca vi a minha mãe do jeito que está... Ela não para de falar sobre sua gravidez e como quer que seja um menino. Meu país ja está pirando, anida bem que agora eu moro sozinho!

– Mas se eu fosse ela também estaria assim, é seu primeiro neto — disse Olivia em defesa de minha sogra.

– Não faço a mínima ideia, ainda estou me acostumando a ser mãe...

– Ah pequena Alice, você vai ser a melhor mãe que eu já vi. Só pela ajuda que terá do meu irmão seu trabalho será o mais fácil...

– Você acha mesmo que Reo irá ajudar tanto assim? — Olivia questionou.

– Do jeito que ele cuidou dela até agora da pra saber...

– Se você diz! — Olivia deu de ombros e foi em direção de Ene, que acabará de chegar.

Ela cumprimentou a todos e nós fomos para dentro do shopping. Ene estava com uma barriga enorme por conta dos gémeos que gerava. Ela parecia completamente esgotada com tudo que tinha a ver com os bebês que nascerão alguns dias após meu casamento.

–Espero que seja um de cada vez Alice- ela disse quando entrávamos na primeira parte de lojas.- dois pesam muito...

Eu sorri tentando mostrar solidariedade e continuamos andando pelo shopping.

A cada loja Percy assinalava algo bonito, que achava que ficaria perfeito em uma de nós, ou pedia opinião sobre algo que amava e queria comprar.

No final de tudo acabou ele, com todas as nossas sacolas em uma mão, e na outra as milhares de coisas que havia comprado.

Fomos até a Praça de alimentação e Ene sentou na primeira mesa que viu.

–Tragam um hambúrguer bem grande, estou morta! — ela disse se recostando na cadeira e me estragando o dinheiro.

Eu, Olivia e Percy fomos para a lanchonete mais próxima e fizemos o pedido. Enquanto esperávamos o pedido ficar pronto e conversavamos, senti alguém se aproximando de mim e me abraçando.

O homem era bem mais alto que eu, como se isso fosse tarefa difícil, e tinha cabelos castanhos curtos.

–Você precisa me perdoar Lice- reconheci a voz de Gilbert perto de mim.

O empurrei com medo e senti uma vontade absurda de correr.

–Primeiro, quem você é? — meu cunhado se colocou entre nós.

–Meu nome é Gilbert, eu sou ex namorado da Alice...

–O idiota que tentou mata-la?- Percy tinha uma voz mais grave do que o normal.

–Lice, eu sinto muito...

– É melhor sentir mesmo- Olivia irrompeu na conversa — e deixar ela em paz! Agora vaza daqui...

Gilbert se encolheu um pouco e eu pude ver o ódio no seu olhar, mas ele se foi.

Repousei minha mão sobre minha barriga r comecei a entrar em pânico.

–Preciso ir pra casa...- disse me distanciando, mas sentindo a mão de Percy me segurar. — Reo, preciso vê -lo.

–Alice, ele está em casa, com Fred se divertindo. Você também veio aqui pra isso, não foi?

Limpei discretamente uma lágrima que saia do meu rosto e acenti.

Olivia me abraçou e eu me segurei para não chorar mais.

O pedido chegou poucos segundos depois e nós fomos para a mesa em que Ene se sentava.

– Aquele que eu vi foi o Gilbert?

–Sim... — disse.

– O que ele queria?

– Um soco na cara... — Percy disse antes de comer o primeiro pedaço de seu sanduíche.

Continuamos comendo em silêncio e eu me sentia a pessoa mais assustada do mundo, apenas com uma lembrança. Só de pensar no dia em que Gilbert quase havia me matado e causou algumas cicatrizes que duravam até hoje.

Terminei de comer e pedi licença para ir ao banheiro. Peguei o telefone e liguei para Reo.

–Amor? Ta tudo bem ai? — Ele perguntou assim que atendeu.

– Sim, eu To bem... só queria saber como você tava, se eles já chegaram? — disse tentando ser o mais normal possível.

–Você está estranha... quando chegar em casa eu vou descobrir por que.

– Não estou estranha, e era melhor você ter perguntado...

– Eu ainda quero saber o que foi, mas enfim, sim esta tudo bem. Eles já chegaram e o jogo vai começar.

– Entendi... boa torcida, por que você vão perder. Beijos, te amo.

–Receio que não irei, mas eu também te amo.

Deliguei o telefone e voltei novamente para a mesa onde estávamos sentados.

– Vamos aonde agora? — Olivia perguntou assim que me sentei.

–Prova de vestido pro casamento da Lice.- Percy respondeu. — Vocês também vão ter que provar o vestido de madrinha.

–Apenas me explique como eu vou entrar no vestido desse tamanho! — Ene apontou pra a própria barriga de grávida- eu já devo ter duplicado desde a última prova...

– Ene, você não está tão gorda!- Olivia observou.

– Eu sei que não mas os gemios são para o dia seguinte ao seu casamento, acha mesmo que eu vou conseguir?

–Se não conseguir eu te estrangulo- disse fazendo todos rirem.

________

Fazíamos os últimos ajustes em meu vertido de noiva e a costureira me explicava onde teríamos que alargar um pouco para poder manter o corte do vestido, mas dando espaço para a barriga que ali cresceria.

–Só esperamos que você não engorde muito, cunhadinha...- Percy ironizou ao meu lado.

– Obrigada pela dica! — sorri sarcástica para ele.

Ene apareceu, toda pronta e com um vestido lindo que eu havia escolhido para as madrinhas.

–Alice, achou que vou poder entrar no seu casamento.

Olivia veio atrás, também magnífica.

–Acho que todas entraremos...- ela se olhava no espelho e tentava prender o cabelo, agora longo e totalmente castanho em um coque.

Ene ajeitava suas mechas louras, que até meses antes, permaneciam rosa.

Percy colocava a gravata com maestria e encarava o espelho, como se estivesse seduzindo alguém.

Ouvi a costureira suspirar, enquanto apertava um pouco mais a costura da parte de baixo do vestido.

Olhei para a ela é vi que encarava meu cunhado, encantada, o que fez com que uma pequena risada saísse de minha boca.

– O que foi, Alice? Não gostou das minhas poses?- Ele se virou, indignado e me fez querer rir ainda mais.

–Imagina, você Ta lindo...

Percy voltou a se olhar no espelho, enquanto Ene vinha em minha direção.

–Você ta linda, amiga... — ela disse quando parou ao meu lado.

Sorri agradecida e me olhei no espelho.

Meu vestido era totalmente branco, longo e um pouco rodado, tomara que cai. Ele deixava minha clavícula mais ressaltada e minha cintura mais fina. Eu sabia que dali a 16 dias meu corpo estaria muito diferente, mas a certeza de que Reo amaria aquele vestido eu ainda teria.

–Obrigada!

A costureira terminou de arrematar a ponta do vestido e eu o troquei por minha roupa normal.

Sai do provador e encontrei todos eles já conversando sobre a cerimônia, afinal Percy e Olivia estavam me ajudando a montar tudo desde o dia em que resolvemos marcar a data do casamento.

Fomos para o estacionamento do shopping e esperamos Percy manobrar o carro.

Ele nos levou até a casa de Ene, onde ela pegou suas coisas na mala e se despediu de nós. Fomos para o meu prédio e eu e Olivia pegamos nossas coisas e acenamos para meu cunhado, que se dirigiu até sua casa.

–Acho que vou lugar para Valentim...- minha amiga disse assim entramos no elevador — ele deve estar fazendo alguma campanha, vou irrita-lo!

Rimos enquanto ela ligava no número de seu marido.

Após uma conversa breve, Olivia desligou indignada e forçou o número de meu andar, ao invés do seu.

–O que foi? — perguntei.

–Seu noivo ligou para o meu marido e chamou ele para ver o jogo, estamos lá bebendo agora...

Gargalhei com a atitude solidária de Reo e esperamos o elevador chegar em meu andar.

Chegamos em meu apartamento e eu abri a porta com apenas uma mão, pois a outra estava cheia de sacolas.

–Quem deixou isso aqui?- cheguei perguntando e ganhando a atenção deles.

–A mãe do ano chegou, Murillo vamos embora!- Fred disse rindo.

–Tia Lice! — contrariando as ordens do pai, Murilo veio correndo até mim e me abraçou.

Cumprimentei a todos e me sentei ao lado de meu noivo, que me puxou para perto e me beijou desesperado.

Eu me distanciei de Reo, totalmente vermelha e percebi que estava com gosto de cerveja na boca.

–Acho que vou ficar bêbada depois disso... — disse me virando pra TV e recostando no peito de Reo, que ria de minha atitude e enrolava os braços em meu corpo.

–Para te situar dos problemas Alice, estamos empatados.Seu timezinho acabou de fazer um gol e levar a coisa toda para a prorrogação... -Valentim disse.

– E é por essas e outras que eu não tenho time e torço para o que meu marido torcer...

–Rivalidade às vezes é bom... a não ser quando é com Reo, por que ele vai te infernizar pra sempre.

–Não sou tão mal assim... — ele tentou se defender.

– Na verdade — Fred disse- teve aquela vez que você puxou Alice e vocês quase caíram da escada... Aquilo foi muito ruim cara!

–Pai, eu posso te puxar igual o tio Reo?

–Fica quieto, menino, acompanhe o jogo!

Todos tiram e voltaram sua atenção para a tela toda TV.

O segundo tempo acabou e ouvimos o telefone de alguém tocar.

Fred levou a mão ao bolso e pegou o celular. Murilo veio em minha direção e se tacou no colo de Reo que envolveu ele e agarrou a nós dois.

–Filho temos que ir...- Fred disse assim que desligou o telefone.

–Não quero ir!

–Mas sua mãe quer que cheguemos dm casa cedo, então vem!

Murilo fez a carinha mais triste do mundo e se despediu de nós.

–Acho que também já vamos, não é Valentim?

–Sim, vamos...

Eles também se despediram de nós e foram para casa, nos deixando sozinhos.

– Você não quer ver o jogo, quer?- Rei beijou meu pescoço, fazendo com que eu me arrepiasse.

–Eu to cansada, quero aguardar as coisas, tomar um banho e dormir...

–Mas eu não mereço nem um beijo?

–Não enquanto estiver com esse bafo de bebida...

Dei um beijo em sua bochecha e peguei as sacolas do chão, as levando para o guarda-roupa. Comecei a organizar as coisas e senti braços envolta do meu corpo.

–Agora eu mereço um beijo? — o hálito fresco de Reo me atingiu e eu me virei para beija-lo.

Ficamos nos beijando por longos e ótimos minutos e então quando percebi que Reo iria evoluir as coisas me distanciei.

–Melhor não... -disse, repousando minhas mãos em seu peito, que ofegava.

–Desculpa, amor...

–Precisamos conversar...

–O que foi?

–Encontrei Gilbert hoje...

–Ele ainda está vivo?

– parece que sim!

–Sabia que iria descobrir o motivo de você estar estranha...- ele parecia completamente sério, mesmo tentando fazer uma piada.

–Você sempre descobre! — repousei minha cabeça em seu peito e senti ele me abraçar, como se quisesse me proteger das memórias.

–Eu deveria ter estado lá, me desculpa...

–Reo, não. Você não tem culpa, só te contei por que precisava.

–Ele fez algo?

–Não, nada!

–Ótimo.

Ele se sentou na cama, onde havia uma última sacola, minha primeira compra para o bebê.

Ele a pegou e abriu, tirando um ursinho Rosa e outro azul.

Me sentei ao seu lado e peguei um dos bichinhos da mão dele...

–Comprei para termos algo, nosso, e não que nossos pais nos passaram. Ele ficou em silêncio, por um tempo.

–Alice... -ele me chamou.

–O que, meu amor?

– Eu sei que devem haver muitas dúvidas, mas eu tenho uma certeza. Eu te amo, e não importa o que acontecer, quem aparecer, eu vou amar você sempre.

Passei a mão nos cabelos brancos dele e beijei sua bochecha.

– Eu também sempre vou te amar, independente se qualquer coisa...

Notas finais
Então gente? Espero que tenham sentido tanta saudade quanto eu... Beijos e fui -Avia