Notas iniciais
Oi amores ❤✨ Trouxe mais uma história Com o gênero fantasia, estava meio chateada, por que minha nova história do ontem, não fez muito sucesso. Boa leitura. Capítulo betado, mas pode conter erros.... Também postada no social sprit, lá também sou conhecida como jaabuzinha.

P.V.O Autora

A água cristalina do “Rio Triste” refletia a imagem cansada de um jovem rapaz, loiro de olhos azuis.

Ele se divertia arremessando pedrinha na água, observando ela pular algumas vezes, antes de se afundar de vez naquela imensidão azul.

— O que ainda faz aí parado? Você não vem? — questionou outro jovem dos cabelos verdes espertados, andando em cima de um cavalo alazão.

Aquele ali era seu irmão mais velho, ambos moravam numa chácara no mato grosso, perto do enigmático Rio triste — o qual tinha uma beleza encantadora.

— Agora não. Diga a Camus que mais tarde vou. — respondeu o garoto sem encarar o irmão, ainda atirando pedras contra água cristalina. Isaac deu de ombros e retornou para a chácara, cavalgando no seu cavalo, deixando o loiro sozinho diante ao Rio.

Aquele era seu refúgio, o único lugar onde se sentia bem. O ar era fresco e puro, as árvores exalavam um aroma único, totalmente prazeroso.

— Idiotas! — murmurou ao lembrar do pai e do irmão. Os dois eram bem diferentes de si, tanto na personalidade, quanto na maneira de pensar.

A família conseguiu a riqueza através da pescaria em grande escala, contrabandeando peixes.

Hyoga é totalmente contra. Aquilo era ilegal, gerava um grande desequilíbrio ecológico.

O loiro rolou os olhos mais uma vez, até que no horizonte avistou uma criatura estranha, mergulhando na imensidão do Rio.

— Chatice. — bufou dando de ombros, pensando que era apenas um grande Peixe.

Entediado, Hyoga deu as costas, se preparando para ir embora, quando escutou um barulho na água — tipo alguma coisa mergulhando. — Rapidamente se virou forçando um pouco a vista.

Até que diante de seus olhos, surgiu um grande peixe pulando e mergulhando.

A única coisa que o loiro viu foi sua calda coberta por escamas esverdeadas.

— Macacos me mordam! — exclamou chocado, de boca aberta com tal criatura enigmática. Aproximando-se mais da margem, para ter uma visão mais privilegiada.

Até que o grande animal se mostrou presente, mostrando sua verdadeira forma ao loiro, exibindo a parte de cima de seu corpo.

Era um menino pálido, de cabelos esmeraldinos ondulados. Seus olhos também eram verdes, com um brilho profundo, pareciam duas jóias preciosas, seus lábios eram avermelhados.

O Tritão, assim que notou que estava sendo observado, se assustou e se afundou no rio, batendo a calda na água antes de sumir perante aos olhos do loiro.

(…)

Hyoga voltou para casa encabulado, pois não tirava da sua mente aquele ser, metade homem e metade peixe ou seria garota?

Nunca tinha visto nada igual, estava totalmente impressionado.

Assim que o loiro chegou em casa foi direto ao seu quarto, onde encontrou o irmão estirado na cama.

— Que cara é essa? Parece que viu um fantasma… — questionou Isaac.

— Isaac, você acredita em assombração?

P.V.O Hyoga.

Será que eu estava ficando louco? Realmente tinha visto uma Sereia… Ela era tão linda, aquelas orbes esmeraldas estavam mexendo comigo. Isaac me fitou dos pés a cabeça, agindo como se eu fosse louco.

— O quê? Ficou louco? — ergueu as sobrancelhas pra mim, sentando-se na cama. Maldita boca que tenho, deveria ter ficado calado.

— É só loucura da minha cabeça. — sorri amarelo, coçando a nuca. Rezando para que ele acredita-se. Isaac deu de ombros, ainda desconfiado, voltando a deitar na cama.

Suspirei aliviado. Ele não poderia saber daquilo, era um assunto só meu.

Tinha que arrumar um jeito de voltar naquele rio, para tentar encontrar aquela sereia de novo. Só assim iria saber se fiquei louco ou não. Sem ser percebido me retirei do quarto, igual um ninja, sem fazer barulho… Agora eu iria ir até o fundo daquela história.

Descia as escadas aborrecido, porém, no último degrau. Camus se meteu na minha frente, carregando algumas redes de pescaria, nas costas.

Hoje era dia de sair para pescar.

O ignorei totalmente, enrugando o nariz, mas, Camus jogou as redes no chão, apontando o dedo no meu peito.

— Aonde vai? Não vem comigo e seu irmão? — questionou enfurecido.

Nunca gostei daquela profissão, pescaria/caça de peixes em grande escala.

Pescaria para sobrevivência era uma coisa, mas, Camus fazia aquilo por pura matança… A parede da nossa sala, possuía provável, cabeça de animais marinhos, petrificadas.

— Não concordo com essa porcaria de massacre que você faz diariamente… Eu não sou assassino. — botei para fora tudo que estava entalado em minha garganta, em troca recebi uma bofetada na bochecha, tirando-me sangue do canto dos lábios.

Mas, aquilo não me afetou. Passei a língua no local machucado, fitando meu pai, com indiferença e repulsa.

— Você é uma vergonha para nossa família… — rosnou.

Nem exitei em responder, passei por ele, esbarrando no seu ombro, saindo de casa.

Era sim todos os dias…

(…)

P.V.O Tritão

A água doce do rio, amaciava minha pele como óleo de flores. O cheiro dela penetrava minhas narinas, causando em mim uma sensação de prazer. Eu nadava glamourosamente, batendo “minha calda" Dando leves piruetas, me deliciando com a delicadeza d’água.

Jabu — meu amigo, lacaio. — vinha logo atrás de mim. Estávamos disputando um torneio, para saber quem era o jovem Tritão mais veloz e argiloso. Eu estava na frente, ganhando. Sabia nadar com agilidade, pois, eu era o príncipe das águas, que banhavam a região.

Meu irmão era o rei, e por direito, no futuro esse trono também seria meu.

— Assim não vale Shun, você está trapaceando… — Reclamou Jabu parando do nada, ficando para trás.

Arregalei os olhos, e também parei. Fitando-o indignado. Sou um príncipe, trapacear nunca foi meu porte e nunca será.

— Está usando magia. — insinuou apontando o dedo para minha calda, onde transmitia um brilho verde fluorescente.

— Meu jovem rapaz! Chamar nosso príncipe de trapaceiro é algo muito grave. Com direito a pena nas masmorras. — Me defendeu meu protetor real, com suas palavras rudes e grossas.

Eu não permitia tal ato, mas, seu trabalho era ser firme e rude.

Em fúria ergui minha mão para cima, tomando posse do meu tridente, herança do meu Tataravô Netuno.

— Aldebara, lhe agradeço, mas não necessito de seus serviços de babá… Com licença. — o dispensei com toda educação que os Deuses me deram, dando as costas e nadando para longe.

Vi o grandioso sol refletido na água, sorri nadando até a luz. Há dias que não vou lá fora da superfície. Pois, atualmente uma onda terrível de pescadores, estavam rodando nosso povo… Estávamos correndo risco de vida, por isso meu irmão tomou aquela providência. Manter os tritões, sereias e crianças — Servos e da realeza — bem longe da superfície. Mas, algo estava errado.

Algumas pedrinhas despencaram do nada dentro das águas, assustando os peixinhos, moradores dali.

Curioso, dei um maravilhoso mergulho, virando meu corpo no ar, de maneira tão rápida que olhos humanos não podiam me ver.

— Jabu, Humanos!! Avise ao rei! Proteja as crianças e as mulheres, os jovens e os idosos, e os mantenha seguros. — ordenei aflito, voltando da superfície e fitando Jabu. Ele também se desesperou, nadando às pressas para o palácio.

Sei que era perigoso, mas resolvi dar uma espiadinha. Nunca vi um humano de perto e nunca pude analisar aquela espécie, com detalhes.

O humano parecia um anjo. Possuíam cabelos amarelos, como os raios solares. Pele bronzeada e olhos azuis. Ele era lindo.

— Pelas águas do Netuno… -Exclamei.

Sempre achei a beleza humana estranha, pois são cruéis e perversos por natureza e nossa raça, admiravam era a beleza da alma e a doçura do coração.

De repente ele olhou na minha direção, rapidamente engoli o seco, me afundando nas profundezas, até voltar para o castelo.