O preço do prazer

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Notas iniciais
Olha, manas... babado viu... kkkk Gente, sabem que o 18+ tá marcando ali, né? sabe que tem avisos sobre o conteúdo da fic, então, é isso. FINALMENTE VAMOS DESCOBRIR OS PLANOS DA TENTEN... e muito mais e.e Indicação de song: Heaven - Julia Michaels POR FAVOR, ouçam a música, vocês vão gostar!!!

H e a v e n.

O amor é minha religião, mas ele era minha fé.

De quatro, de bruços e com as mãos amarradas bem firmes em minhas costas, estou totalmente presa e a mercê dele, é sério. Não é brincadeira e nem joguinhos como da outra vez, estávamos realmente fazendo isso. Apesar de estar vestida com uns pedaços de couro rosa e branco, “eu comprei exclusivamente pra você, coelhinha!” eu ainda lembrava dele me falando isso, rouco e lento ao pé do meu ouvido ao me dar o presente, e meu clitóris piscava copiosamente.

Suspiro, é difícil respirar, meu peito bate acelerado com a taquicardia, meus braços estão atados a amarras de mesmo tecido e cor, a única coisa preta é minha calcinha de renda totalmente molhada. Meu líquido lubrificante poderia passar o fino tecido e escorrer por minhas pernas, ou pingar no colchão, bem na cara dele, pra ele ver como eu tô molhada pra caralho. Porque eu sei que ele me observa, como um animal.

— O que você quer, Tenten? — sua voz ressona no ambiente, batendo no meu cérebro como uma colher de metal sob o sino, repetidas vezes, porque é só isso que eu ouço... e eu tremo completamente, gemendo, apenas por ouvi-la. Neji se eu te disser o que eu quero a gente sai daqui direto pro hospital, penso.

Parece que ele deixou isso pro melhor momento, como se soubesse que poderia usar isso contra mim, o meu próprio desejo. Algo tão sagrado, tão difícil de substituir. Eu sei que ele está de pé, atrás de mim, observando sua coelhinha, mas eu não tenho permissão pra olhá-lo, enquanto ele me admira. Brinca comigo. Minha vadia interior grita, mas tudo o que consigo expressar são sons incompreensíveis, agonizando, morrendo... morrendo de tesão. Tremo. É uma sensação deliciosa, estar nas mãos dele. Eu me entregaria mil vezes. Tremo sentindo ele mexer em meus pulsos, até soltá-los. Seu toque me instiga, me rompe, sinto-me desejosa. Mordo os lábios, comprimo meus pés, tento mover minhas mãos, inutilmente. Ele me observa arquejar, quieto. Se apaixonar por ele era como cair em desgraça. Sua voz ainda ressonava na minha cabeça, como o eco de uma sala vazia, escura e quente pra caralho. Aquecendo a porra do meu corpo todo, fazendo minha boceta latejar. Filho da puta, ele sabia que esse momento chegaria, o momento em que finalmente usaria o meu próprio desejo contra mim, desgraçado.

Sinto-me girar num movimento brusco, como se eu fosse uma boneca, e caio de barriga pra cima na cama, posso vê-lo, agora, parado lá no canto do colchão, de pé. Olhando pra mim com aqueles olhos líquidos e doentios. Sem expressar nada. Minha respiração acelera, minha taquicardia aumenta, mais difícil respirar. Eu sei o que ele quer comigo, e eu sou toda dele, toda. Ninguém tem nada com isso, se eu quero também. Ninguém tem nada comigo mesmo, filhos da puta, mas ele tem... ele tem qualquer coisa comigo. Eu sou tão dele que não sou mais de mim. Aqui, na cama.

Segura meus pulsos soltos, as algemas eram grossas pulseiras que se interligavam ou eram independentes entre si, ele puxa meu braço direito até a cabeceira da cama, onde o prendeu. Imitando o gesto no esquerdo, atando-me. E eu apenas observo, mole. Tudo embrulhando em mim, ele tinha tantos pecados.

Teria feito tudo por ele. Ele se aproxima, lentamente... brincando comigo, e eu começo a tremer toda sentindo e vendo-o chegar mais perto, mexendo-me nervosamente, como se tivesse uma convulsão, ansiosa e excitada por ele. Subindo no colchão, vindo por baixo de mim, e me olhando daquele jeito tão promíscuo e tão sujo que era nossa cara, eu adorava a promessa que os olhos de Neji carregavam, me excitavam, como tudo nele. E se você me perguntar, eu faria tudo de novo.

Ele toca-me sob o tecido encharcado da calcinha, deslizando o dedo ali.

— Ahhh... — gemo, copiosamente, erguendo minha coluna. Meus braços atados, me impedindo de fazer grandes movimentos. Minhas pernas tremem, tenho o instinto de fechá-las com o prazer, mas não o faço. Os dedos longos, o toque experiente... tudo brincando comigo, continuo gemendo, sentindo aquela mão invasiva na minha linda bocetinha. Jogo a cabeça pro lado, comprimindo-me, o interior da minha vagina se aperta por completo, e relaxa outra vez, gritando... meu corpo febril e meu coração acelerado de excitação e desejo, esse homem é deliciosamente perigoso, e eu me jogaria de bom grado nas mãos desse perigo.

Aproxima o seu rosto de lá, brincando comigo, posso senti-lo me devorar com os olhos enquanto respira pesado sob a minha feminilidade, afundando o rosto , aspirando o cheiro da minha excitação como um demônio do sexo. Seus braços seguram meus quadris, obrigando-me a ficar de pernas abertas pra ele lá, me farejando...

Seus dedos longos escorregam de baixo pra cima até passarem a borda da renda, puxando-a. O ato roça sua pele na minha, eu sinto a sua unha curta escorregar pela minha pele inteira, em ambos os lados, enquanto ele me deixa nua, propositalmente. Minha garganta seca tem dificuldade de expressar meu prazer, pessoas normais precisam de pelo menos dois litros de água por dia, Neji me faz precisar de cinco, ele esgota minhas reservas. Eu tô tremendo, balbuciando coisas inaudíveis, sentindo ele puxar o tecido pra fora de mim. Os dedos estrategicamente posicionados em cada borda escorregam lenta e provocativamente pela extensão das minhas pernas, e a medida que se afasta o líquido lubrificante que ligava minha calcinha e minha vagina se rompe, excitada pra caralho. O movimento de passar uma perna por seu ombro e trazer aquela deliciosa boca pra mim é involuntário, eu precisava de algo sob o toque, que pressionasse ou que estivesse ali, infligindo prazer. Não querendo romper a deliciosa linha da minha agonia. Vejo-o apreciar minha ousadia, lhe obrigando a chupar-me. Grito.

Não preciso imaginar, porque eu sei que é verdade... Essa língua quente, viciada e experiente que parecia ter vida própria, girando minha cabeça enquanto gira no meu clitóris, conhecendo-me bem. Arquejo, gemo, tento puxar os braços em vão. O som do metal batendo enquanto contorço-me, numa deliciosa tortura. Jogo a cabeça pro lado, enquanto ele move a sua com muita maestria, fazendo-me elastificar ainda mais... tento morder o lençol, ou alguma coisa que espremesse um pouco da minha prazerosa tensão. Passo minhas pernas ao meu redor de sua cabeça, abraçando-o pra mantê-lo bem ali, me dando prazer. Não posso gritar se agora mau posso falar. Pisco continuamente, sentindo meu corpo explodir como se tocasse cada nervo em meu corpo. Alcançando meu ápice. Eles dizem “todos os bons garotos vão para o céu”, mas os garotos maus trazem o céu até você.

É automático. Abro os olhos lentamente, sentindo minha visão embaçar. De boca aberta, e garganta seca, completamente seca. Respirar é difícil, curto e acelerado, o olho, observando suas luas tão quentes que poderiam pingar em mim, e queimar-me. É simplesmente o que eles fazem...

— Eu vou marcar você, onde só eu posso ver. — ouço sua voz, como uma promessa, puxando do meu clitóris ardido uma chama de prazer outra vez... e cá estou eu, gemendo outra vez, impiedosamente, sentindo sua boca marcando o interior da minha coxa, sem dó. O som de seu ato, me comendo como um animal feroz, era só o que eu podia ouvir, ardida e com a cabeça pra trás, respirando sem forças... como um delicioso mantra que ao invés de paz e calmaria, me trazia tempestades e catástrofes, dentro de mim. Fazendo-me entrar em ebulição. Tremo, mesmo sem forças, sentindo a dor de suas mordidas. Uma deliciosa dor. Eles dizem “todos os bons garotos vão para o céu”...

Uma, duas, três, quatro vezes, incansavelmente, sua boca escorrega aqui, ali, me provocando, me marcando, e eu gemo, só gemo. Grito, chamo seu nome, implorando por mais atenção. Quero chorar inquieta, tortuosa, quero espernear e segurar seus cabelos com força pra descontar minha frustração, mas não posso... porque os meus braços não estão livres, e eu não posso segurar os seus malditos cabelos pelo casco, e obrigá-los à mim, é agonizante. Uma deliciosa agonia... mas os maus garotos trazem o céu até você.

Ao fim de seu trabalho ele se afasta, igualmente ofegante, deixando-me lambuzada de gozo e saliva... desgraçado, quem tá sendo torturada aqui sou eu! Ele me olha outra vez, e eu fico quietinha, como uma boa menina, sentindo seu olhar impor contra mim. Encolho-me, sentindo-me deliciosamente pequena diante de tanta testosterona e músculos. Ele parece irritado.

— Você grita demais. — constatou, sério.

Um frio sobe por minha espinha, e Neji se afasta, observo inquieta e nervosa ele voltar após algum tempo com um objeto em mãos. Uma caixa. Arregalo meus olhos minimamente, surpresa, ao reconhece-la... e ao erguer os olhos pra ele, o vejo com a sombra de um sorriso nos lábios, filho da puta. Era a mesma caixa do vídeo erótico que ele me mandou, eu me lembro disso, ah como lembro... mas então esse maldito tem guardado isso todo esse tempo?

— Vamos brincar um pouco, tá? — ele fala pra mim, mas sei que não está pedindo minha permissão. — Você é o meu brinquedo aqui, Tenten... — Uau. Já até esqueci porque estava com raiva. Já tô mansinha de novo, hmm.

Olho em seus líquidos sentindo uma mistura de desejo e pavor pelo desconhecido, enquanto ele me amordaça com uma peça de couro rosa e uma bola de metal branca, que fica na minha boca. Eu estou quieta, ainda mais quieta que antes, entrando em um ambiente até então desconhecido por mim. Um anseio, um desejo pelo que poderia acontecer, pelo que ele poderia me causar, junto aquele medo por cair de cabeça em um abismo escuro, o qual eu não enxergava o fim.

E lá vamos nós, finalmente.

Você não percebe o poder que eles têm. A primeira coisa que ele faz após me amordaçar é acender uma vela aromática, deixando-a sob o criado-mudo, observo seus atos com cautela. Seu cheiro me lembra menta. O Hyuuga busca uma corrente de metal da caixa, franzo o cenho, arregalo os olhos ao me dar conta do que eram, e o vejo rir. Eu reconhecia aquelas peças de sex shop que fui, mas eram diferentes. Grampos sexuais, eram como pequenos pegadores de roupa, sabe? E eles sem dúvidas servem pra pegar algo. Engulo em seco, sentindo minha frequência cardíaca aumentar outra vez quando ele fica sobre mim pra posicionar aquelas pequenas pecinhas sob os bicos dos meus seios, jogo a cabeça pra trás, fechando os olhos com a sensação. O som abafado do meu grito de dor quando ele os aperta, causando tensão naquela região.

Até eles deixarem você, e você os querer de volta.

De volta, imersa naquela sensação que mesclava dor e desejo, eu tentava controlar as batidas do meu próprio coração enquanto os grampos faziam seu trabalho. Neji puxa uma terceira parte do conjunto e eu arregalo os olhos ao me dar conta de pra onde era aquela única peça, fechando as pernas num rompante. Ele ria da minha reação, achando graça de mim, maldito filho da puta.

— Não foi você quem me pediu? — indaga-me, alisando minha coxa estrategicamente pra me fazer ceder, enquanto me observava com aqueles olhos felinos. Fecho os olhos, choramingando, eu sinto ele latejar, meu clitóris, pedindo por isso, mas um frio em minha nuca me faz ansiar, relutar. — Vamos, Tenten, eu prometo que vai ser divertido... — instiga-me, deslizando os dedos por baixo das minhas coxas, lentamente. Gemo. Tudo bem, Tenten, você pode fazer isso...

“Você quer fazer isso!” Uma voz ressona em meu ouvido, uma voz feminina, como se eu pudesse ouvir a mim mesma, minha vadia interior. E inconscientemente sinto-as abrir, dando livre permissão para ele.

A fisgada no meu pequeno e inchado órgão duro vem, quando ele prende a última peça lá, e eu arquejo um pouco. Ludibriada por alguém que não era eu, como se meu próprio desejo tomasse forma, o cheiro entorpecente de menta provindo da vela tomando conta do ambiente, como se eu provasse da mais forte droga. A droga era ele.

Nada no mundo prepara você pra isso. É como uma dor, sabe? Em qualquer parte do corpo. Você a sente porque seu cérebro se concentra nela, você se concentra nela, toda sua atenção e tensão se volta para onde está doendo. Causando um certo receio. É a mesma coisa, o mesmo princípio. Meu cérebro se concentrava unicamente naqueles três pontos eróticos e pressionados, apertando, causando uma série de sensações por toda a extensão do meu corpo. Os meus nervos entravam em colapso por conta de toda aquela tensão, deixando-me excitada. Ainda tinha a ideia de que aquilo o agradava de alguma forma, era deliciosamente doentio e obscuro vê-lo excitado por isso, por me domar... era a cara da gente.

Agradava aos olhos de Neji me ver assim, submissa. Era uma dor suportável, você se acostuma com o tempo. Mas seus nervos ficam à flor da pele, e você tá pronta pra gozar ao mínimo toque, outra vez. Tamanha a tensão e agonia. Hmm, gemo. A bolinha branca me amordaçando me impedia os movimentos. E eu salivo.

O próximo apetrecho que ele tira de dentro da caixa é um pequeno chicote. Chicote, Hyuuga!? Uau. Ele era todo preto e mais parecia uma espécie de palmatória. Eu vou apanhar, vou? hmm... derreto-me, sentindo meu clitóris piscar quando a contração vem, ardendo. Faço uma careta.

O balbucio expelido pelo grito que eu dei o fez olhar-me e rir, joguei a cabeça pra frente com os olhos arregalados ao sentir o grampo fisgar meu pequeno órgão, ofegando.

— Precisa controlar seus pensamentos, Tenten... ou sempre vai sentir uma picadinha. — sussurrou a última parte, próximo a mim.

Deitei outra vez, olhando pra ele como se eu pudesse expressar um enorme bico, manhoso. Eu quero sentir é uma picadura... tsc. O filho da puta tava mesmo se divertindo com isso. Deito a cabeça no travesseiro, eu não tinha pra onde ir.

O Hyuuga usa a vela pra brincar comigo, ao invés do chicote. Ele a deita sobre mim, e arquejo choramingando ao sentir a gota quente pingar sob minha pele, bem acima do meu ventre, despertando novas sensações em mim. O calor da pele se espalhava por todo o meu corpo como um choque forte, e eu mordo a bolinha de metal, esganiçando. Eu gostava mesmo dessa dor. Eu era uma sádica filha da puta, igual a ele. Hmm... arquejo, tremo, sentindo novos pingos caindo estrategicamente em pontos do meu ventre, aquecendo tudo ali. Jogo a cabeça pro lado, tentando puxar meus braços outra vez. Gemendo, balbuciando coisas inaudíveis.

— O que? Eu... não consigo te escutar... — provoca-me, levando uma mão até o ouvido.

Humm! — lamurio, outra vez, totalmente mole. Meu sangue fervia em minhas veias, a quentura da vela derretida parecia intensificar esse efeito em mim, alertando ainda mais meus pontos sensíveis. Era parte do joguinho dele, do joguinho sujo e cruel, dele.

— Ah, é isso? — ele aponta pra minha boceta. E puxa o grampo, pegando-me de surpresa. Ah, ah, ahh.

O puxão repentino no meu ponto meu sensível me deu um fisgado tão grande que eu joguei a cabeça pra frente com os olhos arregalados, sentindo uma veia pulsar firme em meu pescoço. Choramingando e balbuciando coisas inaudíveis, sentindo minha boceta latejar, literalmente, caralho. Puta que pariu, que arrombado, desgraçado do caralho. Sinto meus olhos lacrimejarem com a explosão de tantos sentimentos que eu não posso distinguir, eu podia sentir claramente uma veia pulsar ali, rapidamente. Tremendo.

Passar para palavras a sensação era difícil, ainda mais quando sua mente não pensa direito, mas aquilo crescia cada vez mais, como uma pedra jogada em um rio parado, sabe? As ondas crescem, crescem e crescem até chegar na borda. É assim que eu me sinto, inquieta, agitada, porque ele atirou uma pedra em mim ao puxar aquele pequeno objeto. Era algo sublimemente delicioso, inenarrável. Doía, doía pra caralho, mas era bom de verdade. Tão bom também... um prazer que te leva ao limite e te exaure ao máximo, mesmo sem a penetração.

Neji me posiciona de volta a como estava antes, abrindo minhas pernas outra vez, já estou sem forças para movimentos bruscos, e com muita dificuldade em respirar. Talvez o pouco oxigênio tenha me deixado assim, mentira, era ele. Era sempre ele.

Jogando comigo, como se eu fosse mesmo um brinquedo. Um brinquedo vivo.

Após colocar de volta a vela sob o criado-mudo, ele busca o chicote, e eu já mal tenho forças pra balbuciar. Piando fracamente, sabendo o que estava por vir. Eu não sou uma pecadora, ele não era o único.

Ele brinca com o chicote um pouco, provocando-me, observo e sinto amolecida ele deslizar a peça como uma pena em meus seios, braços, barriga e pernas, tentando falar. A sensação ainda quente da cera endurecida sob meu ventre e partes do meu seio, o cheiro que ela exalava, e o fato de eu já estar molhada o suficiente, tudo extraindo e sugando minhas forças. Não tinha ideia do que nos tornaríamos.

Ahh! Gemo, em pensamento, ao sentir a primeira chicotada lá, acendendo aquela chama outra vez. Meu clitóris ardido e duro volta a piscar ao ser literalmente estapeado, gritando. Sinto o sangue correr com mais força por minhas veias, aquecendo a minha pele e arrepiando-me ainda mais. Eu podia sentir ele tremer, como se tivesse vida própria, como uma antena capturando um sinal. Deleitável. E então vem a segura... contorço-me, é muito ruim não poder gritar com ele, exalar um pouco da tensão que se acumula em mim. Seria menos tortuoso se ele tivesse apenas me vendado, eu poderia gritar à vontade, mas eu sei que ele sabia disso, por isso jogou sujo, acertando o alvo... AH! Mais uma vez... tento fechar as pernas, proteger-me daquela invasão, mas ele ameaça amarra-las também. Desgraçado... choramingo em pensamento, remexendo-me amolecida.

Após quase gozar com o puxão repentino do grampo da minha vagina, sinto novamente aquela sensação entorpecente tomar conta de mim, tremendo, queimando e ebulindo todos os poros do meu corpo lentamente. Mais uma vez, hmm... é uma verdadeira surra sexual. Arquejo outra vez, puxando as algemas em meus pulsos. Se não fossem confortáveis, tenho certeza que fariam-me ter marcas. Mas as únicas marcas que ele quer é lá, ele mesmo disse isso.

É uma montanha-russa, subindo e então descendo, voando entre o céu e o inferno. O choque que o couro faz ao estalar no meu órgão pequeno e duro arde, e então espalha uma sensação deliciosa por todo o resto do meu corpo. Subindo por minha coluna, ensurdecendo em meus ouvidos. Era uma dor que vinha pro prazer. Era assim que eu me sentia.

— Não goze sem mim, eu te proíbo. — queixo-me diante de suas palavras.

Seu filho de uma cadela, como você não quer que eu goze assim? Penso. Ele continua a torturar-me, e a cada chicotada dele eu sinto uma das minhas forças se romper, gradativamente, até que não sobrasse nada. Choramingo.

— O que? Eu não estou te entendendo... — brinca comigo, sinto vontade de chorar, chorar de frustração. Meus olhos lacrimejam. Poderia contar nos dedos as vezes que ele realmente fez isso comigo, me levando ao limite, tinha tempos que ele não era tão mau assim. Na verdade, ele nunca foi tão assim... — É isso? Tá doendo? — aponta pros meus seios, ah não... ahh! Desgraçado... ele sabia mesmo me tirar de um extremo frio e me encher de calor, ele me levava do zero ao cem em segundos. E aquela sensação novamente voltou, só que mais em cima. Duplamente, em cima. Ele tirou um seguido do outro, multiplicando tudo, triplicando com mais uma chicotada em minha boceta, fazendo meu clitóris gritar mais uma vez. O grito abafado ecoou no ambiente, como se eu fosse parir meu próprio prazer, tentando expulsa-lo de mim.

Eu não aguento mais.

Jogo-me de lado, exausta, sinto meus ombros chacoalharem, a medida que respiro com dificuldade e rápido, as lágrimas salgadas escapam por meus olhos, exausta. Meus olhos embaçados com a sensação excessiva de ânsia e frustração, eu não conseguia segurar, eu simplesmente não conseguia. Frustrada. Completamente exausta e necessitando gozar. Ele tira minha mordaça, totalmente babada, e fica sobre mim. Sinto sua mão grande segurar meu pescoço por baixo, trazendo-me pra ele, respiro com dificuldade tentando puxar ar para os pulmões assim que me vejo livre da peça de metal, ergo os olhos pra ele.

Estuda-me, sem tirar os olhos de mim, olhando-me com carinho, como se esperasse que eu dissesse algo. Você não queria me dizer algo? Podia vê-lo dizer em seus olhos.

— Por favor... — imploro, sem forças, mas quase não há som. Engulo em seco, sentindo as lágrimas de cansaço e desejo escorrerem até suas mãos. — Por favor! — peço um pouco, quase nada, mais firme. Suplico outra vez, ele me beija. Não há arrependimentos...

Eu só pensei que era divertido. Ele se afasta, finalmente soltando meus pulsos, junto meus braços cansados de frente ao meu corpo, ainda de lado. Neji volta pra cima de mim, ouço o som do zíper de sua calça, e internamente eu sorrio preguiçosa, agradecida. Sinto a cabeça de seu pau me invadir quando ele se posiciona, usando a mão livre pra segurar as minhas, arquejo, fecho os olhos extasiada quando ele me penetra, uma, duas, três vezes. Fazendo meus nervos agradecerem por finalmente serem atendidos naquela deliciosa sensação de vai e vem. Sua respiração é curta, eu a sinto contra minha pele, meu pescoço, me comendo de lado.

Não é necessário imaginar, porque eu sei que é verdade.

Fecho os olhos diante daquela inebriante sensação, eu sabia que gozaria logo, porque eu já estava no limite. As paredes da minha vagina se comprimiam jogando ele pra fora, e ele voltava a meter mais uma vez, bem fundo. Arfo, meu pobre clitóris chegando ao extremo outra vez. Era isso que ele fazia comigo, me preparo quietinha pra gozar, sentindo que ele também era capaz disso. O líquido quente expelindo dentro de mim a cada firme estocada, ele poderia gozar em dois minutos ou duas horas, ele era um puta homem do caralho. Mas Neji sabia que eu não resistiria mais tempo, e não resistiria mesmo, porque eu já estou explodindo e vendo tudo embaçado, desfalecendo... sentindo a exaustão me apagar. Mas completamente satisfeita.

Eles dizem “todos os bons garotos vão para o céu”, mas os garotos maus trazem o céu até você.

***

Ainda naquela madrugada eu despertei, como um despertador biológico em meu cérebro me avisando que: a hora havia chegado. Desce devagar, bom senhor... tento mover-me, instintivamente fechando as pernas firmemente e fazendo uma careta ao sentir uma ardência incômoda na região abaixo do meu ventre.

Giro um pouco no colchão, ainda com uma mão sob as partes íntimas. Caralho, Neji me arrombou... no bom sentindo da palavra, é claro. Amor, você deixou tudo aberto na cidade. Com certo esforço e ainda sentindo meus ombros, quadris e vagina doloridos, sento-me no pé da cama. Com a mesma cara azeda de quem tava toda ardida, me remexendo um pouco, procurando uma posição confortável.

Meus olhos voam para o relógio digital que ele guarda sob o criado-mudo, marcando pouco mais que 02:15hrs da manhã. A vela aromática ainda estava lá, apagada, alguns pingos caído sob o móvel de madeira. Ela tinha uma cor esverdeada e vinha dentro de um recipiente propício.

Negócio escrito, ela não brinca.

Ai. Precisava de um banho, urgente. Havia ainda partes da cera sobre mim, e eu pego um pedaço trazendo aos olhos com uma sobrancelha arqueada, jogando-o longe. Fala sério. Respiro fundo, levantando-me lentamente. Ignorando o ardor latente nas minhas partes íntimas, incluindo meus seios, eu caminho devagar até o banheiro que está com a porta entreaberta e a luz acessa, Neji provavelmente estava lá.

Abro a porta colocando parte da cabeça pra dentro, sentindo o cheiro da loção pós-barba e da espuma enquanto ele está sob o espelho, passando o prestobarba na região abaixo do pescoço, de baixo pra cima, com o rosto levantado. Uau. Ele olha pra minha cara através do espelho, a qual, diga-se de passagem, não é das melhores. Essa ardência do caralho mau me deixa andar. E ri, de canto e mostrando os dentes, maldito.

— Boa madrugada, Tenten. — ele diz-me enquanto caminho igual uma velha até o vaso. Rindo.

— Vai pro inferno. — respondo com uma enorme cara de cu. O que o faz rir mais. Ai caralho. Fazer xixi arde pra porra, encolho-me um pouco, choramingando, pra show do Hyuuga.

Meu clitóris estava sensível, extremamente sensível, ele literalmente havia levado uma bela surra. Então o mínimo contato com a região iria doer, iria doer por pelo menos o resto do dia inteirinho. Ai caralho, justo hoje? Maldito Hyuuga, sem dúvidas havia feito de propósito.

— Está tudo bem? Precisa que eu examine? Uma pomada? — provoca-me, vindo em minha direção, trinco os dentes erguendo a cabeça, furiosa.

— Sai daqui! — grito, jogando um rolo de papel higiênico nele. O desgraçado sai do banheiro rindo alto.

Respiro fundo, outra vez. Tudo bem, Tenten, tudo bem! Hora do banho... não deve ser tão ruim assim... tento me convencer. Ah! Mas meu grito fino ecoou pelo prédio inteiro quando a água tocou lá, a dor muscular nos ombros até dava pra ignorar, mas essa puta ardência na boceta tava infernal. Infernal. É, todo prazer tinha consequências. Todo prazer tinha seu preço.

— Tenten, você vai acordar meus vizinhos... — sua maldita voz ressona outra vez por detrás da porta, ele tava mesmo se divertindo às minhas custas. Sinto-me vermelha de raiva, e por um segundo até esqueci a dor. Gritando:

— Cala a boca, Hyuuga. Antes que eu te jogue desse apartamento!! — crispei os dentes.

Não houve resposta, mas eu sabia que ele tava atrás da porta com a mão na boca, eu podia sentir as vibrações do divertimento dele. Ah seu desgraçado, você não vai ganhar esse jogo não... penso. Ele sem dúvidas estava me dando o troco das vezes que eu provoquei ele na frente de Hinata e seus familiares, sem dúvidas ele é um filho da puta muito vingativo. E esperou o melhor momento pra isso.

Demorei um pouco mais do que gostaria pra terminar meu banho, fui ao inferno e voltei pelo menos umas três vezes quando a água fria batia na minha parte ardida. Tudo bem, eu também posso jogar esse jogo, e se fosse diferente, não teria graça pra mim. Confesso, conversando com a minha vadia interior, e sorrindo com a ideia.

Sai do banho cheirando a pura erva doce, passando a toalha ao redor do corpo e caminhando para fora, pingando. As gotículas deslizavam pelo meu corpo até o chão, ou se perdiam na toalha felpuda. Meus cabelos faziam um caminho a cada passo que eu dava, molhando tudo. O Hyuuga já estava praticamente pronto, vestido com um de seus caríssimos Armani, o rolex no pulso de praxe e os cabelos soltos. Ele olhou pra mim sorrindo, lascivo. Pisquei meus longos cílios, inclinando um pouco a cabeça. Vamos lá!

Desprendendo a toalha ao redor de meu corpo, jogo-a sob o colchão, sabendo que provavelmente o Hyuuga desaprovaria. E nua, busco o secador ligado a tomada, de frente ao enorme espelho do recinto, inicio o processo de secar meus cabelos displicentemente. Olhando-o, vejo ele se virar para mim ainda com aquele sorriso lascivo e apoiar-se de costas na parede, pondo as mãos no bolso, balanço a cabeça de um lado pro outro, deixando o vento morno esvoaçar demoradamente meus longos fios. De baixo pra cima, o ar fazia minhas madeixas voarem enquanto meu namorado observava vidrado o meu show. Apreciando a vista.

Olho-o, sorrio sem mostrar os dentes. Vejo o volume sinuoso sob sua calça, admirando à minha visão nua. Ignoro-o, continuando o processo. Cobre muito terreno, recebe por libra. Ao fim do ato, desligo o secador deixando-o novamente sob o pequeno banquinho de couro, caminhando de volta até a cama onde busquei a toalha branca. Com meus olhos cravados nele, dou início a segunda parte do processo de secar o resto do corpo. Passei a peça felpuda sob minhas costas, segurando cada respectiva ponta distante com uma das mãos, esfregando-a demoradamente. Ficando pelada de frente pra ele, encarando-o. O tecido deslizou sob meu colo e então coloquei um pé sob a cama e esfreguei a toalha sob minhas longas pernas, uma de cada vez. Sem deixar de olhá-lo. Seus olhos sequer piscavam.

Se aproximou de mim.

— Precisa de ajudar pra secar aqui!? — seu tom é grave, tão pesado que sinto a respiração quente contra minha nuca, ao indicar a minha região íntima. Excitado.

— Não... é naturalmente molhado. — digo-lhe, com a sombra de um sorriso. O vejo tentar conter a excitação diante meu atrevimento, evitando demonstrar que respirava fundo, falhando miseravelmente. Tremendo, com seus olhos em chamas. Tenten wins. Nós dois podemos jogar esse jogo, meu amor.

Ao pegar o vestido, ele me olha e fala:

— Você vai mesmo com isso? — arqueia uma sobrancelha, e eu imito seu gesto, inclinando um pouco a cabeça.

— Por que não iria? — balanço o modelo ao agitar o cabide. Era uma peça bege e justa, seu tecido era uma malha gostosa. Eu gostava do modelo, marcava bem minhas curvas.

Ele cruza os braços, e sua resposta vem em gesto. O Hyuuga abaixa a cabeça indicando a região entre minhas pernas, e franzindo o cenho ao olhá-la, vejo as marcas no interior das mesmas na região próxima à minha boceta, as quais já começavam a ficar roxas. Tenho minha boca aberta em um perfeito “o” de indignação e até surpresa, porque eu realmente não havia visto essa merda antes, maldito.

— Filho da...

— Shiii. — ele se aproxima de mim, deslizando o indicador sob minha boca, até o queixo. Sorrindo. Sorrindo. Como ele se atreve? — Se verem isso vão pensar que eu tô espancando você... e, não é como se você não quisesse, não é!? — ele pega o terno na poltrona, vestindo-o, com aquele mesmo sorriso vitorioso. Eu continuo aqui, parada igual uma idiota, em total perplexidade. — Aliás... foi você quem pediu. — ele abotoa dois botões, com aquela mesma cara de filho da puta, ah em pensamento eu te xingo, desgraçado! com um sorriso vencedor, e sai.

Eu vou matar ele! Desgraçadoo!!

Ótimo! Tudo bem, Tenten, tudo bem... você pode lidar com isso! tento organizar meus pensamentos, andando de um lado pro outro. Joguei o vestido na cama, como se pudesse exalar 1% da minha fúria. É inútil, é claro.

Suspiro, olhando pra minha mala, eu precisava do vestido por conta do meu estado. Era literalmente questão de necessidade não ter a porra de nenhum tecido sarrando na minha boceta ardida. Mas, ah, ele sabia... ele fez de propósito! penso, com os dentes crispados e olhando pra porta com as mãos na cintura como se pudesse olhar pra cara dele. Foi tudo um joguinho de marketing, será que era pra me fazer desistir? Ah, Hyuuga, não vai ser tão fácil assim. Tudo bem, de novo, como eu disse... duas pessoas podem jogar esse jogo.

E com certo desgosto e já sentindo a ardência pesar só com o pensamento, eu olho pra minha mala montando o único look extra que eu havia trazido. Que consistia em uma calça cintura alta e uma blusa de seda branca e uma jaqueta, com um cinto. E, claro, meus saltos. Mas que caralho, pela primeira vez na vida eu vou me arrepender por gostar de roupas justas.

É isso, dois podem sim jogar esse maldito jogo.

Ser paga é o forte dela. Ajeitei-me como pude, vestindo-me. De fato incomodava andar um pouco, mesmo com o absorvente que eu havia posto para evitar um pouco do atrito. Mas eu supero. De certa forma, eu tinha que lembrar que era uma dor boa. Eram males que vinham pro bem, e que indicam que se eu cheguei a esse ponto, quer dizer que a foda foi realmente boa.

Com bolsa, documentos e meus saltos ecoando pelo apartamento vazio, eu aguardo o elevador chegar após chamá-lo. O Hyuuga já me esperava no carro. O cubículo de metal parecia não querer chegar nunca, precisava alguém morar em um lugar tão alto? Tsc. Quando meus pés pisam o chão de concreto, ele já está me esperando na saída do elevador com o carro ligado. Esse riquinho filho da mãe já havia trocado de carro outra vez. O modelo da vez era somente uma Mercedes Benz da linha Maybach Exelero, essa belezinha estava avaliada em somente oito milhões de dólares. Mas gente rica tem que encontrar alguma coisa pra estregar dinheiro, não é mesmo? E antes comprando um carro do que um cabaré.

Todos os dias, como uma jogadora.

— Está tudo bem aí? — provoca-me, assim que sento no delicioso banco macio. O problema é que eu sentei um pouco de lado, e ele notou, rindo. Respiro fundo, olhando-o.

— Melhor impossível. — digo, ríspida. Ele nem disfarçava como estava se divertindo às minhas custas. Será que se divertiria assim se o motivo dessa ardência fosse outro? E o pensamento divertido me rendeu uma expressão sapeca que eu sequer havia notado expressar, até que a cara dele mudou.

— Não... não ouse. — alertou, e eu virei a cara. É claro que ele sabia que eu ia provocar ele de alguma forma que ele ia querer arrancar os cabelos, mas mesmo sem olhá-lo, o olhar divertido e o sorriso incontido não fugiam do meu rosto. Deixando ele puto, muito puto. E os pneus cantaram.

Eu não posso tirá-la da minha mente. A cidade de Nova York, conhecida como a cidade que nunca dorme, estava fazendo jus ao seu nome. Manhattan estava totalmente desperta, como se o pico de tudo ali fosse a noite e o dia só servisse pra comércio. E talvez realmente fosse assim. Passamos por milhares de bares, botecos e casas noturnas até chegar ao nosso destino. Passamos até pela fonte dos nossos problemas: A Heaven. Que em breve mudaria de dono.

Eu penso sobre essa garota o tempo todo.

O rádio para quando ele desliga o carro, assim que estacionamos no nosso destino. Enfim. Sinto seus olhos sobre mim, mesmo que os meus não estivessem sobre ele, e sabia que havia receio neles. Retiro o cinto de segurança, saindo do veículo sem retribuir o seu olhar. Do lado leste até o oeste.

Dirigindo passeios tentadores, sem surpresa. O local era um restaurante que agora estava fechado e que pertencia aos Uzumaki's. E não era pelo local em si que estávamos aqui, e sim pelas pessoas que estavam lá dentro. Era um ambiente espaçoso e aconchegante, as luzes estavam acessas e dava pra ver a arquitetura moderna através das enormes janelas de vidro. Passamos por uma pequena passarela de madeira por sob um pequeno rio artificial até a porta de entrada.

O Hyuuga fez as honras, abrindo a peça de vidro para mim, agradeci-lhe um sorriso, entrando quase saltitante. Ele não compartilhava da minha alegria, na verdade Neji tinha cara de bicho, e não era pra menos. Ele era totalmente contra o meu plano. Que pena, dois a um, nós vencemos!

Em uma área reservada para além da parte alimentícia, encontramos Uzumaki Naruto que já nos aguardava apoiado sob a mesa observando alguns documentos com outro homem moreno bem vestido. Ele deveria ser o Notary Public e o responsável por autenticar a compra. Ela tem truques em seu esconderijo.

— Senhorita Mitsashi! — ele ergueu a mão para mim, cumprimentando-me. Retribuí o gesto. — Prazer conhecê-la! Sou Momochi Zabuza e advogado pessoal do senhor Uzumaki Naruto. — apresenta-se, sorrio, assentindo. Ele volta-se pra Neji, que estava sentado ao meu lado. — Senhor Hyuuga... — sua mão não é retribuída dessa vez pelo Hyuuga que virou a cara. Como eu disse: cara de bicho. Sorrio por ele, passando as mãos pelos ombros do meu homem, e a gente finge que nada aconteceu.

— Achei que não vinham... — Naruto se pronunciou. Olho pra ele:

— Eu não perderia isso por nada! — exclamo, animada. Sinto Neji ficar tenso, praticamente castigando a cadeira ao comprimir seus dedos nela. — Então... vamos começar? — questiono, passando meu olhar do loiro ao moreno que estava ao seu lado, ignorando meu namorado que praticamente rosnava bem a minha frente.

— Os papéis já estão aqui, senhorita Mitsashi... — ele para, observando-me. — A senhorita não quer sentar? — aponta pro assento livre ao lado do Hyuuga, e ouvimos seu riso anasalado. Filho da puta. Forço um sorriso, gesticulando com o ombro.

— Estou bem, obrigada. — sem dúvida todo mundo entendeu a repentina mudança de humor desse desgraçado, e agora todo mundo aqui sabe que eu tô assada igual peru de natal. Afundei minhas unhas no seu pescoço, beliscando ele. — Continue, por favor. — peço, gentilmente, ainda fingindo sorrir. Ele assente.

— Como dizia... os papéis já estão aqui! A partir do momento que forem assinados, toda e qualquer evidência de que o senhor Uzumaki tenha com a Heaven desaparecerá por completo. — não me surpreendia ele saber sobre a casa de diversão deles, na verdade, parece que foi esse mesmo homem quem criou os termos para Kiba assinar da primeira vez.

— Pode fazer isso com o Neji? — indago, direta. E séria.

— Se assim preferir... — deixa a frase no ar.

— Faça! — eu sentia seus olhos brancos sobre mim mais uma vez, provavelmente me amaldiçoando porque isso era assumir dupla responsabilidade. Naruto só observava, ele não tinha muito o que fazer, estávamos todos no mesmo barco. Momochi abaixou-se anotando algumas coisas nos papéis com uma caneta estereográfica mesmo, trazendo-os para mim.

— Tenten... — Neji interceptou, antes que eu pudesse alcançar os documentos, afastando-os de mim. Praticamente me implorando.

Encontrei os seus olhos, pedintes. Ele meneou quase que imperceptivelmente em negativa, como uma súplica. Senti meu próprio peito falhar uma batida, ignorei-o. Havia se tornado terrível pra mim vê-lo frágil. Busquei os papéis nas mãos do advogado, inclinando-me sob a mesa, e com a mesma caneta, assinando o meu nome em todos os pontos marcados. Juntando dinheiro.

Ao fim do processo, devolvi as folhas impressas para o homem que voltou ao seu lugar e então carimbou duas vezes. Devolvendo-me.

— Mitsashi Tenten, a senhorita é oficialmente, a dona da Heaven. — sorrio.

Rápido quando se trata do gás; Em nenhum sentindo; Enquanto ela tem que tê-lo.

Querida, você é um dez perfeito.

Notas finais
kakakkaka eu aposto que cês já sabiam, só não sabem o que eu planejo com isso mwhahahahhaha Cês queriam que eles apimentassem um tantin a relação? então... tentei, tentei. POR FAVOR, comentem *O* fiz o capítulo de ontem pra hoje e achei ele gostosinho demais, porque não precisei refazer mil vezes pra ficar do jeito que eu queria... enfim, é isso! Músicas do capítulo: *Heaven - Julia Michaels *No Diggity (feat. Ariana Savalas)