O poder da saudade
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Olá! Aqui está o capítulo sete. Espero que gostem e boa leitura!
Adrien ficou paralisado quando ouviu aquelas palavras e acabou deixando o objeto que estava segurando cair, mas, antes que a vassoura atingisse o chão, o senhor a pegou.
— Q-quem é você? — gaguejou.— Eu sou mestre Fu, guardião dos miraculous.— Mestre Fu? Ah, o Plagg me falou do senhor!— Falou?— Mestre! Wayzz! — Plagg acordou e cumprimentou o grande guardião e seu kwami.— Plagg, você falou com o Adrien sobre mim? — Me desculpe, mestre, eu não sabia o que fazer. Ele me disse que viria pra cá e…— Está tudo bem. Por falar nisso, preciso conversar com você, Adrien.— Comigo? — o homem assentiu e os dois sentaram-se no sofá.— Bom, o que você acha de voltar para a França? — perguntou mestre Fu.— Voltar?— Sim.— Quando?— Hoje.— Hoje? Mas… aconteceu alguma coisa? Precisam do Chat Noir? — o homem assentiu — Mas… a Ladybug não encontrou novas parceiras?— Sim, encontrou. — Mestre Fu olhou para o relógio — Bom, não temos muito tempo, você quer voltar?— É o que mais quero, mas infelizmente querer não é poder.— Então fale com sua tia, tenho certeza que ela saberá o que fazer. — dizendo isso, o homem apontou a porta e Adrien a encarou.— O quê? Mas mestre… — quando o loiro olhou para o lado, o senhor não estava mais lá. — Mestre? — ouviu a campainha tocar. Era sua tia. O menino se levantou e abriu a porta.— Nossa, nunca tinha visto aquele lugar tão vazio… — disse Margot, enquanto guardava as coisas que tinha comprado. — Adrien? Está tudo bem? — perguntou a mulher, quando percebeu que o sobrinho estava distraído, mas ele não respondeu. — Já sei, você quer voltar não é? — disse, se aproximando do menino.— Como descobriu?— Dá para ver nos seus olhos toda vez que alguém fala "Paris". — o menino sorriu.— Eu sinto tanta falta da minha cidade, da minha escola, dos meus amigos e…— E de uma certa garota. — completou a tia.— Como você…— Ah, Adrien, eu também já tive sua idade e… eu também tive que ficar longe de uma pessoa especial. Me arrependo tanto de não ter dito que o amava. Ela sabe?— Não. Eu não consegui me declarar ainda.— Ah, mas você vai!— O quê?— Você vai voltar e vai dizer que a ama!— Mas… eu não posso voltar. O meu pai…— Quer saber? Como irmã mais velha, eu aturei muito o seu pai quando éramos crianças, agora ele vai ter que me aguentar.— O que quer dizer com isso?— Eu não aguento mais te ver infeliz, Adrien. Nós vamos voltar.— Sério? — a mulher assentiu — Muito obrigado, tia! Você é incrível! — disse o loiro, abraçando Margot. — Quando vamos?— Hoje.— Hoje? — perguntou, surpreso.— Sim. Vá arrumar suas malas, enquanto eu compro as passagens.— Muito obrigado! — disse, a abraçando novamente — E a Nathalie?— Vou ligar e perguntar se ela quer ir com a gente.— Tudo bem.— Ah, e pense no que vai dizer para a menina.Adrien entrou no quarto e não conseguiu parar de sorrir. Ele finalmente voltaria para sua Paris, sua escola, seus amigos e sua lady. Pensou em se transformar e ligar para Ladybug, mas achou melhor fazer uma surpresa. Com um sorriso estampado no rosto, começou a arrumar suas malas.— Pare de sorrir assim, Adrien. Você está me assustando! — falou o kwami.— Não dá, Plagg! Eu finalmente vou voltar! Ainda não acredito!— Vamos voltar? — o loiro assentiu. — Ai que bom, não aguentava mais o camembert daqui, o de Paris é bem melhor! — o menino revirou os olhos.Assim que terminou de arrumar suas coisas, o loiro pegou seu celular. No bloqueio de tela, tinha uma foto dele usando o chapéu de penas que Marinette fez. Nos últimos dias, o nome da azulada não saía de sua cabeça. Ele sempre lembrava do dia em que lhe emprestou o guarda-chuva e, sem querer, suas mãos se tocaram levemente, assim como no dia em que ela lhe entregou o chapéu e, também, quando visitou a menina, para que pudessem treinar para o torneio de Ultimate Mecha Strike III, quando foram pegar os controles do jogo, suas mãos novamente se tocaram. Lembrou de todos os momentos que passaram juntos e sorriu. Quando percebeu o que estava acontecendo, o loiro novamente balançou a cabeça. Adrien, você gosta da Ladybug! — pensou.Marinette acordou confusa. Quando abriu os olhos, percebeu que não estava no seu quarto e que tinha muitas pessoas conversando ao seu redor. Assim que levantou, percebeu que estava na torre Eiffel. Rapidamente, inventou uma desculpa para as pessoas e foi para casa.Na noite anterior, assim como todas as outras depois que Adrien e Chat Noir foram embora, ela não conseguia dormir, então resolveu se transformar e dar uma volta na cidade. Parou no topo da torre e tentou ligar para Chat, mas, como sempre, não foi atendida. Então começou a chorar, estava sentindo muita falta daquele gato bobo e não conseguia imaginar sua vida se ele não voltasse mais. Chorou tanto que acabou adormecendo por lá mesmo.Quando chegou em casa, pegou sua mochila e foi direto para o colégio, pois estava atrasada. No caminho, só conseguia pensar em Chat.
Adrien saiu do quarto com as malas já prontas.— Nosso voo sai às 16h. Vou arrumar minhas malas e vamos direto para o aeroporto. Ah, a Nathalie também vai.— disse Margot.— Tia, está pensando em ficar por lá ou vai só me levar? — Eu ainda não sei… Sinto tanta falta de Paris, mas, ao mesmo tempo, gosto tanto daqui. Bom, eu vou me arrumar logo para não chegarmos atrasados.— Tudo bem.Assim que a tia de Adrien ficou pronta, eles pediram um táxi e foram para o aeroporto.No local, o loiro olhou para os lados e avistou um certo senhor, mas, quando olhou novamente, não o encontrou.Já no avião, o menino começou a pensar no que diria para Ladybug. Será que deveria se declarar? E se ela ainda estivesse com raiva? Afinal, nem o encarou pela última vez. De qualquer maneira, tentou escrever em um bloquinho de papel, mas as palavras simplesmente fugiram da sua mente. Resolveu olhar para as nuvens, poderia ter alguma inspiração. "Ladybug, desde o dia em que te vi pela primeira vez, fiquei encantado com seus olhos da cor do céu." Riscou o que tinha escrito, aquilo era muito brega, ele não diria essas coisas. Pensou um pouco mais. "My lady, você é tudo para mim, sem você eu não consigo viver." Riscou novamente. Quando o assunto era Ladybug, ele não conseguia usar muito bem as palavras. Tentou lembrar dos momentos que passaram juntos e tentou escrever de novo, mas nunca ficava feliz com o que lia. Parecia que nada era bom o suficiente para o amor de sua vida.— Às vezes, é melhor improvisar. — falou Margot, quase adormecida no assento ao lado do sobrinho.— Eu simplesmente não sei o que dizer ou como dizer. E se eu parecer muito brega? E se ela não gostar? E se eu levar um fora? Será que vamos continuar sendo amigos?— Calma, Adrien. Vai dar tudo certo.— Como você tem certeza?— Eu sinto isso, bem aqui. — a mulher apontou para o coração — Bom, eu vou dormir, boa noite. E largue esse bloquinho de notas, só vai te deixar mais nervoso. — O menino riu e, em poucos minutos, também estava dormindo.Quando acordou, ainda estava no avião.— E então? Já está mais calmo? — perguntou Margot.— Não, nem um pouco. Ainda não sei o que dizer.— Diga o que você sente. — o menino suspirou.— Mas isso é tão complicado…— Apenas seja você mesmo.O loiro lembrou que tinha dito essas mesmas palavras ao seu amigo, Nino, quando ele queria se declarar para Marinette.— Vou tentar. — afirmou.Algumas horas depois, a aeronave pousou no solo parisiense e Adrien não conseguiu esconder o sorriso. Os três desceram do avião.— Então… o que vamos dizer para o meu pai? — perguntou o menino, dentro do táxi.— Ué, que você não é obrigado a nada. — o loiro e Nathalie riram. — É sério, Adrien. Mesmo sendo menor de idade, seu pai não pode simplesmente te colocar em um avião e mandar para outro país porque "Paris não é segura". — Margot imitou a voz de Gabriel e o menino riu novamente — Quando seu pai me pediu para que você ficasse lá, pensei que era apenas uma fase louca dele, que logo ia sentir saudade e pedir para você voltar. Mas o tempo foi passando, e ele só ligou umas duas vezes.— Acho que ele quer se livrar de mim. — disse o loiro, cabisbaixo.— Ah, não fique assim. — a mulher abraçou o sobrinho.Logo, os três chegaram na casa de Adrien. Tocaram o interfone e Gabriel os atendeu.— Adrien? Margot? Nathalie? O que estão fazendo aqui?— Oi para você também, irmão. Quanto tempo não é? — ironizou Margot.— Ah, me desculpe. Entrem, por favor.Adrien olhou para trás e viu um certo senhor.— Eu… deixei uma coisa cair. Já vou. — os três assentiram.O loiro atravessou a rua e andou até Mestre Fu.— Muito obrigado, mestre.— Eu não fiz nada, agradeça a sua tia.— Claro que o senhor fez, se não tivesse viajado até lá…— Uma hora ou outra você voltaria.— Adrien! — chamou Nathalie, do outro lado da rua — Seu pai quer falar com você!— Já estou indo. — respondeu — Bom, de qualquer maneira, muito obrigado. — quando olhou para trás, Mestre Fu não estava mais lá.O loiro atravessou a rua e entrou na casa. Margot disse que Gabriel o esperava no escritório. Adrien entrou no local e encontrou o pai sentado em uma cadeira, de costas para ele, encarando uma foto no porta-retrato.
Notas finais
O que acharam? Bom, acabei conseguindo postar o capítulo no horário de sempre. Obrigada por ler!
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