O perigo do amor !
2 Capítulo 2
A aula de história não era uma das minhas preferidas, porém não era uma das que eu odiava, o professor era até legal, não passava tanto texto como vários outros professores que eu tinha
Trimnnh
E o sinal bateu
Peguei meu material e fui caminhando, até o café do colégio, já ligando meu celular e colocando os fones de ouvido. Comprei meu lanche e fui me sentar perto de umas árvores que tinha no pátio, sem perceber acabei adormecendo ali mesmo...
– Hey, acorda ! — Uma voz familiar me fez despertar, Edgar ?
Abri as pálpebras meio confusa e lá estava ele a imagem perfeita de um garoto perfeito
– E- Edgar ? — Olhei aos arredores, já havia escurecido
– Não magina, é o Drácula- Ele sorriu de forma maliciosa para mim, meu Deus meu coração quase parou e minha respiração pesou
– Então, seu nome é Monique não é ?
–Sim... Que horas são ?
– Deixe-me ver — ele levou uma de suas mãos para seu bolso do blazer e pegou um celular e logo me respondeu em tom sarcástico de sempre
– São 20:20, o colégio fechou faz tempo sabia mocinha ?
– 20:20 ? Não pode ser eu dormi por umas 4 horas — perguntei a mim mesma, não conseguindo acreditar, mas logo recobrei minha consciência peguei minha bolsa que estava no chão e logo fui me levantando
– É já são quase 21:00 e você pelo que eu soube mora um pouco longe, e pega trilha pela floresta não é ?
Olhei-o espantada, como ele sabia de algo assim mal me conhecia
– Como você sabe ?
– Ah querida, digamos que tenho meus contatos, mas voltando ao assunto,você quer uma carona ?
– Acho melhor não, vou ficar bem indo sozinha, ah e obrigada por me acordar...
– Se você diz, até então- Observei Edgar se virando no caminho oposto, do qual eu deveria seguir e ele foi se distanciando cada vez mais e mais... até que sumiu de minha vista, respirei fundo e fui andando até a trilha da floresta que cercava o colégio...
–Nossa está tudo tão escuro, eu devia ter aceitado a carona do Edgar- Falei comigo mesma...
Eu olhava para todos os lados, com a impressão de que estava sendo observada por algo, tanto que sem perceber acabei entrando em uma trilha errada, e como estava andando sem prestar atenção alguma.
– Ham? Onde estou ? — Foquei meu olhar as árvores a minha volta e sabia, estava perdida, peguei o celular do meu bolso colocando no modo da lanterna, tentei lembrar de qual lado eu havia vindo, mas nada não tinha mínima ideia de onde eu havia vindo. Então do nada, aparece um espectro negro na minha frente e me golpeia com toda a força na testa, instantaneamente caí para trás com uma dor enorme, aquela coisa estava vindo na minha direção e eu não sabia o que fazer, estava paralisada aquilo pulou em cima de mim, e então a última coisa que vi antes de apagar foi, uma outra sombra, partindo pra cima daquele ser, e então tudo ficou escuro...
No dia seguinte...
Abri as pálpebras bem lentamente, minha cabeça doía muito e também parecia estar umas cem vezes mais pesada. Olhei ao meu redor, percebi que estava em um quarto bem grande por sinal, estava deitada em uma cama de casal , ao meu lado tudo estava arrumado, quem quer que seja o dono da cama não havia dormido do meu lado, me levantei da cama com muito dificuldade, caminhei até a porta do mesmo. E quando ia girar a maçaneta, alguém do lado de fora abri-a primeiro, me fazendo ir de encontro ao vácuo ao ver a pessoa a minha frente dei um passo para trás bruscamente, me fazendo quase cair. Era Edgar, ele segurou de forma firme na minha cintura e me puxou de encontro ao seu corpo, me fazendo ficar de pé e logo me falou de forma baixa
– Ainda bem, você acordou... Mas Monique, quando te encontrei ontem na floresta, pensei que estivesse morta, fiquei tão preocupado, que te trouxe pra minha casa
– Você ? Me trouxe... — E então gelei, com a a cena que tinha acontecido noite passada na floresta, aquele espectro me atacando, uma sombra muito veloz lutando contra e por fim eu apagando...
– Sim, você se lembra de algo ? — Edgar falou de forma muito calma, e até estranhei ele normalmente é tão frio e seco comigo, e de repente parecia sinceramente preocupado comigo. Então eu o respondi em voz baixa.
– Você acredita em seres...
– Em seres ?
– È em seres, tipo lobisomens, vampiros...
–Hum... Acredito mais você não acha que foi atacado por um desses não é ? — Ele soltou uma pequena risada que me fez perder a voz de continuar a contar.
– É claro que não... Bem você poderia me levar pra casa ?
– Já avisei seus pais, eles deixaram você ficar aqui uns dias até se recuperar.
– Quê ?- Fiquei pálida não acreditava que meus pais haviam dado permissão pra mim ficar na casa de um estranho...
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