O perigo do amor !
3 Capítulo 3
– Pois é, parece que seus pais gostaram de mim. Já que deixaram eu cuidar de você por uns dias, mais relaxa. Eu não mordo — Edgar soltou uma gargalhada enquanto me fitava, o olhar dele sobre mim me fazia ficar hipnotizada e eu nem sabia o motivo, saí do transe que estava e já fui logo pegando meu celular que estava em um criado mudo, ao lado da cama.
–Esse é seu quarto? -Perguntei em tom calmo enquanto já havia me soltado de seus braços, ao pegar o celular decepção, estava sem bateria.
– Não, esse não é meu quarto. Esse quarto é um quarto para visitas, quarto de hospedes sabe ?
– Ahhh, claro. — Como sou idiota em pensar que ele me colocaria pra dormir na cama dele.
–Hey, você tem um carregador pra me emprestar ? Meu celular descarregou e quero ligar para meus pais...- Perguntei a Edgar calmamente sem manter contato visual.
– Hãmm, carregador ? Posso dar uma olhada no meu quarto pra ver se acho algum, mais mudando de assunto; você deve estar com fome não é mesmo ? — Seu tom de voz mudou de uma hora pra outra, agora ele parecia um pouco mais divertido.
– Ah ok, é... estou sim um pouco com fome — sorri de forma meiga olhando para ele.
Pega de surpresa ele segurou na minha mão e começou me guiar, pelo enorme corredor no estilo rústico, até uma enorme escadaria em pisos de mármore preto. Caminhamos de mãos dadas quando percebi, ele nunca falou do pai ou da mãe, que estranho será que um garoto de 16 anos moraria sozinho em uma casa como essa ? Então resolvi tocar no assunto, já que sou muito curioso, quando eu ia perguntar, me dei de cara com uma enorme cozinha, com uma mesa cheia de frutas, pães, vários tipo de queijo e etc.
– É...é você fez tudo isso ?- Olhar pra ele espantada, aguardando sua resposta.
– Mas é claro que não, sua bobinha. Ah Sthefy fez tudo — Só agora quando ele apontou para um quanto, quase isolado da cozinha, que percebi uma garota, não muito velha, devia ter por volta dos 26 anos, baixinha e magra, pele branca, muito branca olhos em uma cor meio violeta. Ela sorriu calorosamente para mim e eu meio sem graça retribuí seu sorriso de forma meiga. Mas logo Edgar apareceu na minha frente me olhando com a cabeça pendendo para o lado, como se estivesse curioso. Então apertou minha bochecha o que fez eu soltar um pequeno gritinho.
– Hey ! — Exclamei vermelha de raiva, eu odiava que apertassem minhas bochechas.
– Vamos comer logo, antes que as coisas esfriem — Ele falou me puxando para uma cadeira, e logo se sentou em uma cadeira a minha frente. Enquanto Sthefy me servia uma xícara de café com leite e um pouco de chantili.
Respondi-o calmamente enquanto afagava minha bochecha, até parecia que a gente se conhecia a séculos, era uma sensação estranha.
– Hoje não vamos para o colégio ?
Edgar gelou com minha pergunta, levando um susto que quase cuspiu o suco, que pela cor devia ser de laranja. Mas me respondeu calmamente como sempre.
– Aconteceu uma coisa, o colégio está fechado. E pelo o que eu soube só ira voltar as aulas daqui umas duas ou três semanas.
– Como assim ? Oque exatamente aconteceu ? — Eu meio que gelei pelo tom de voz dele, que eu não consegui decifrar se era, preocupação ou medo. Mas talvez quem sabe medo e preocupação.
– Dois corpos apareceram de madrugada, um garoto e uma garota, acho que fo assassinato, mas... O jeito que o assassino deixou os corpos.
– Q... Foi a única coisa que eu consegui responder antes de gelar, havia um assassino na cidade, e ele atacava alunos ? Quem seria ? Será que eu o conhecia ? Como ele os matou ? Minha mente se encheu de perguntas, das demais curiosidades possíveis. Mas então resolvi perguntar.
– De que formas foram mortos ?
– Literalmente arrancaram a carne inteira, só sobrou os ossos... Não seria um trabalho fácil, e parece que foi feito com as vitimas ainda vivas.Um jeito horrível de se morrer, e a polícia parece que não tem a mínima ideia de quem fez isso...
– Talvez um animal selvagem ? — Foi quando veio a minha mente a cena de eu sendo atacada. Aquele espectro veloz não parecia humano.
– Bem vamos mudar de assunto, como você vai passar essas semanas que não vai ter aula comigo. Pensei em irmos viajar, o que você acha ?
– Mas eu nem tenho roupas pra levar — Estava achando muito estranha essa situação, meus pais darem permissão de eu ficar com ele, por quase três semanas, assassinato no colégio. Resolvi que quando ele estivesse distraído eu ia fugir de fininho e ir ver meus pais. Sem querer soltei um sorriso bobo
– Hum, por que está sorrindo ? Gostou das ideias ? Ah e se o problema, for as roupas eu compro pra você . Ah quer saber, vamos as compras vou te levar para o shopping.
– Posso fazer uma pergunta ? Mas quero que você seja sincero comigo.
– Diga.
– O que está acontecendo Edgar, eu não sou uma criança para não perceber que algo muito errado está acontecendo aqui. Sei que você está cuidando de mim, e não quero ser mal agradecida com isso mas algo está claramente muito errado pra mim e eu não tenho a mínima ideia do que está acontecendo então, por favor seja sincero e me diga tudo , eu preciso saber o que está acontecendo entende isso ?
Eu acabei de falar tudo o que estava me incomodando e Edgar ficou paralisado, fitei-o impassivamente, não importa o que fosse eu queria saber, odeio ficar por fora das coisas e também odeio que me fação de idiota ou me tratem como criança e nesse momento eu sentia que ele estava me tratando como tudo isso.
– okay, se você quer saber eu vou te disser, mas não me culpe depois certo ? — seu tom de voz era muito sério. E isso me preocupava
– Me conte logo — indaguei em tom de voz de uma criança pidona.
– É o seguinte, sabe quando você foi atacada na floresta ? Então e você me perguntou se eu acreditava em criaturas e tudo mais ? Você foi atacada por um híbrido de Lycan e Vampayo ou seja um híbrido de vampiro e lobisomem, eu não sou humano, Sou como aquele que te atacou, e quem te "salvou fui eu" você é uma pessoa muito importante não só para mim mais para a família real, e também não é humana. Você é hibrida também, mas depois te explico essa parte, e seus pais são da família real, ou seja no caso você é como uma princesa entende? E seus pais agora estão em uma viagem de negócios para saber quem matou aqueles dois adolescentes. Então isso é tudo.
Fiquei perplexa, não sabia o que disser, Vampiros ? Lobisomens ? Princesa, meus pais serem da família real ? Oque seria, na verdade qual seria o significado de tudo isso, eu não entendia mais nada, a única coisa que consegui fazer foi ficar calada, enquanto olhava para Edgar sem reação. Pra mim isso era tudo era história de ficção e agora ele me fala uma bomba dessas.
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