O outro lado do mundo
3 O plano
Notas iniciais
O plano
O diretor tinha uma expressão séria, encarava os dois, Viktur e Shiro, como se eles estivessem segurando uma granada.
–Devemos manter esse humano em segredo. Você Viktur veio parar aqui devido à conexão entre os nossos mundos, mas ele é diferente, saber que existe um reino INTEIRO de humanos pode causar um pânico geral, o rei vai se sentir pressionado a fazer o que a população pedir, GUERRA. Vocês terão que ir à capital do reino falar com o rei sobre a situação atual. Essa escola ainda tem prestigio então escreverei uma carta de recomendação ao rei, com o selo desta escola com a minha assinatura em baixo com certeza eles deixarão vocês entrarem, e farei questão de que vocês tenham os melhores professores de magia e de esgrima. Estão dispensados.
Ao saírem do cômodo Shiro gritou
–NÓS VAMOS PRA CAPITAL!
–A capital é tão legal assim? – perguntou Viktur num tom desinteressado
–Legal?A capital não é legal. Ela é mais que legal. TEM DE TUDO LÁ! Tudo que você pode imaginar tem lá!
–Realmente parece legal- Viktur ainda estava desinteressado no assunto. — Shiro eu vou falar com o prisioneiro rapidinho e depois eu te encontro no pátio
–Tudo bem, vou aproveitar e trocar de roupa enquanto isso.
Quando chegou a mini-prisão da escola viu o ninja sentado de pernas cruzadas perto das barras de ferro, como se esperasse a visita. O prisioneiro tinha uma expressão tão dura como pedra e tinha o corpo cheio de marcas e cicatrizes, tinha os seus cabelos negros oleosos por causa do calor.
–Sabia que viria- disse o prisioneiro com um olhar desafiador
–Conte-me a verdade- Viktur já tinha interrogado o prisioneiro, mas ele tinha contado as coisas fáceis demais, Viktur desconfiava que ele houvesse mentido, agora é a hora de saber a verdade- Eu não vou caguetar nada, e não tem ninguém aqui.
O prisioneiro olho pra cima e disse
–Tudo bem, vejo sinceridade nos seus olhos
–Digo o mesmo- Respondeu Viktur
Shiro vestiu um simples vestido de gala preto que ia até acima do joelho, com barra ondulada e um leve decote, estava usando um tamanco plataforma preto, combinando com o vestido, afinal eles estavam indo pra capital!Ela estava tão animada, pena que não tinha nada mais elegante para vestir... Mas contanto que o Vikkun (VIKTUR-KUN) gostasse do vestido... Mas ela também não sabia se ele ia gosta do vestido... Shiro sacudiu a cabeça e tentou afastar esse pensamento da cabeça. Foi pro espelho pentear os cabelos e deixá-los cacheados, Shiro usou um discreto batom rosa bebê, ela nunca precisou de muita maquiagem, a única vez que ela teve que maquiar muito foi nos enterros dos seus pais...
–Shiro? Este ai?- indagou uma voz familiar
Era Viktur, Ela percebeu que ficou um tempo sem pensar em nada simplesmente revivendo aquele dia... Não, Não era hora de pensar Naquilo, é tempo de viver o presente.
–Espere um pouco- Ela pegou a carteira com dinheiro e colocou dentro da bolsa rosa.
– Pronto
Quando Shiro saiu Vik ficou sem palavras, sem reação, sem Mente, SEM TUDO.
–Vikkun, como eu estou?
Vik tentou babulciar alguma coisa mais ai percebeu uma coisa errada
–Vikkun?- Perguntou Viktur intrigado
–O que foi não gostou?
–Não é que eu não gostei só não entendi o porquê de você me chamar de Vikkun se o meu nome é Viktur
–Vikkun é o jeito carinhoso de chamar você, Vikkun vem de Viktur-kun, Kun significa “melhor amigo”, então Vikkun significa “Vik, o meu melhor amigo”
Viktur corou e desviou o olhar, e começou a falar de um jeito envergonhado tentando mudar de assunto
–Mas então... O prisioneiro deu informações importantes que eu quero partilhar com você, e são informações sigilosas
–Mas antes vamos comer algo na lanchonete da escola.
–Tudo bem
O pátio da escola era arborizado, ao ar livre e volta-e-meia se encontrava coelhos e alguns animais silvestres dormindo ou correndo pelo local. O lugar estava vazio, com exceção dos animais silvestres que ali estavam e as atendentes do ”Food truck”( lê-se carroça) .Shiro comprou aquelas taças de 700 ml só de sorvete com vários sabores misturados, chocolate, limão, morango, creme e flocos em camadas nessa ordem. Já Viktur pegou um simples copo de café preto. Eles sentaram debaixo de uma arvore de cerejeira, (aquelas arvore com folhas rosa) provavelmente era primavera naquela época do ano, pois as pétalas da arvore caiam, e algumas caiam no cabelo de Shiro fazendo um belo contrate de o preto com rosa. Viktur ficou ali olhando pra ela, durante o minuto mais longo da, aparentemente, curta vida dele, até que Shiro, que estava até então devorando o seu sorvete, tirou Vik do transe dizendo.
–Então Vikkun, você não me chamou aqui só pra ficar comendo sorvete chamou?
Shiro estava olhando pra ele quando o mesmo começou a rir
–O QUE TEM DE TÃO ENGRAÇADO VIKTUR? – gritou Shiro irritada com a risada histérica dele
–É que, a sua boca, ela esta toda suja de sorvete e o seu cabelo ta cheio folhas — Disse Viktur aos risos e gargalhadas
Shiro começou a esfregar a mão na boca, mas ela acabou sujando as bochechas
Até que Vik disse:
–Dexa que eu cuido disso- Viktur puxou um lenço do bolso da calça, nem sabia o porque do lenço estar lá, mas ele estava lá.Agora foi a vez de shiro corar, Viktur começou a limpar as manchas de sorvete do rosto dela com cuidado.
–Pronto, o seu cabelo limpe você mesma, — O que seria uma pena, pois tava muito legal.
–Ta, Ta, Ta, diz logo o que você ia dizer – disse shiro olhando pro chão com cara emburrada, ela lembrou que tinha de limpar o cabelo então começou a chacoalhar os cabelos fazendo eles baterem, propositalmente, no rosto do Viktur. Ela prendeu o cabalo em um rabo de cavalo para que as folhas não grudassem no seu cabelo de novo.
Viktur começou a falar gesticulando bastante
–Ei por que você, ah esquece. Mudando de assunto, irei falar o que eu ia dizer desde o inicio. Eu interroguei o prisioneiro, de novo, e dessa vez ele disse a verdade, ele disse que, não só tem um reino inteiro de humanos como eles são mais evoluídos que nós, em termos tecnológicos, por exemplo, todos sabem que humanos não podem usar magia, com a estranha exceção de mim, agora eles conseguem usar magia por meio de objetos, tipo, um mago nyahriano quando vai soltar uma bola de fogo, ele se concentra solta o fogo pelas mãos certo? –Shiro concordou com a cabeça- Então, eles conseguiram fazer uma arma parecida com essa – Vik materializou uma Volcanic Pistol ilusória na mão dele e continuou- que dispara as bolas de fogo- Shiro ficou com cara de OHHHHH durante toda a explicação dele- Vou usar um exemplo mais simples, por exemplo, um nyah consegue fazer qualquer feitiço de mãos nuas, já os humanos precisam usar varinhas ou cajados pra conjurar um feitiço. Mas isso tem uma fraqueza, sem o objeto em questão (varinha, cajado, ou arma encantada) os Humanos não têm poder nenhum...
Shiro interrompeu Viktur perguntando:
–Você quer atacar os humanos Vikkun?
–Não, não, não, só estou fazendo o que um velho ditado diz: conheça os seus inimigos, e conheça mais ainda os seus amigos. Ou seria o contrario?Não lembro agora, mas você entendeu. Eu pretendo convencer o rei a se aliar aos humanos, mas antes tenho que o fazer acreditar na existência do reino humano, entende? Não tem como ele se aliar a algo que acredita não existir. Quem contratou os ninjas e o que eles vieram fazer aqui. Eles vieram roubar um artefato que segundo o prisioneiro pode fazer o usuário transitar pelas dimensões/realidade alternativas, e levar exércitos consigo, que nem quando você me trouxe para cá, só que isso só foi possível, pois o meu mundo, sim o diretor explicou de onde vim, mas ainda não me lembro de nada, foi criado a partir desse aqui, então eles possuem certa ligação, mas o orbe é diferente, ele conseguiu abrir portais para qualquer dimensão aonde quer que ela esteja no espaço-tempo continuo. Já quem contratou os ninjas foi alguém que se autodenomina “o escolhido”, mas Kira acha que ele representa toda uma organização. E mais uma coisa o nome dele é Kira, e ele me falou que tem interesse em me treinar, e caso eu aceite quando ele terminar de me treinar, serei um lutador melhor que ele
Shiro disse estarrecida como que acabou de ouvir
–Você vai deixar aquele cara que tentou te matar treinar você?!
–Sim, eu confio nele, ele só tentou me matar por que ele foi contratado para roubar aquele orbe, como só um dos três que foram contratados voltou, eles devem acreditar que Kira morreu, Dito isso ele não pode mais voltar, e como ele não tem filhos a única opção que ele tem é a de me treinar para que o legado de sua família continue.
Shiro ficou mais aliviada ao ouvir isso. Se o vikkun confiava em kira ela também confiava nele.
Viktur se levantou e foi em direção ao dormitório e enquanto andava disse
–Te vejo no portão da escola daqui à uma hora para irmos à capital.
–Sim. ATÉ MAIS!-gritou Shiro.
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