Notas iniciais
Desculpem nao ter tido reviravoltas e ação nesse capitulo como eu prometi. Foi que eu tive tantas ideias que oque eu planejava bota no capitulo 4 vai ter que ficar pro 5

Depois que Viktur foi embora Shiro ficou mais um tempo terminado de comer o seu sorvete, com cuidado pra não se sujar, pensando sobre a capital, pensando sobre onde iriam se hospedar, em qual ponto turístico iria primeiro, quais roupas ela compraria primeiro, foi ai que pensou naquilo que a impressionava na capital, o castelo real, o castelo real ficava no ponto mais alto da capital, podia-se ver o castelo de todos os pontos da cidade. Seu pai dizia que de noite o castelo era iluminado com diversas cores, ele dizia que era um arco-íris fenomenal. Mas o seu pai não estava mais aqui para lhe contar suas historias de quando ele trabalhava na capital, ela teria que aproveitar a capital ao maximo sua estadia lá para que ela possa contar suas próprias historias sobre aquela maravilhosa cidade.

–Achou que já esta na hora- Falou consigo mesma enquanto se dirigia ao portão.

Chegando lá se viu que Viktur já havia chegado. Kira e o diretor estavam ao seu lado, Kira estava vestindo um, sobretudo bege, estava parecendo um detetive, Viktur estava vestindo o de sempre, casaco amarelo, camisa branca, jeans preto e all star vermelho, o cabelo era visível agora que estava sem capuz e NOSSA o cabelo dele é muito bagunçado, parece que ele penteia o cabelo pra ele ficar bagunçado, Viktur a viu vindo e gritou

–Shiro! O diretor quer falar com a gente! Vem logo.

Ela deu uma corridinha e quando chegou lá perguntou

–Que foi?

–O diretor disse que tem presentes para nós.

Intrigada Shiro chegou mais perto pra ver o que era. O diretor começou a falar

–Em agradecimento por salvarem a nosso colégio estamos dando a vocês 10.000 santis.

Naquele momento podiam-se ver cifrões imaginários nos olhos de Shiro, Já viktur estava interessado em outra coisa.

–Mas que espada é essa que você esta segurando? — perguntou Viktur fitando a algo que parecia uma katana nas mãos do idoso.

–Isso é um presente pessoal pra você Viktur, como você é bom no manejo de espadas e essa katana estava pegando poeira lá no porão resolvi dar de presente a você, e também achei essa arma de fogo (estilo a dos piratas) junta da espada e resolvi te dar também.

Viktur pegou a lamina com a mão direita e a pistola pirata na mão esquerda. Reparando melhor a pistola era bem bonita até, cabo de madeira, o cano tinha detalhes em ouro, a pistola em um todo tinha mais ou menos 30 cm de comprimento.

–Essa pistola usa o que como munição?- indagou Viktur ainda admirando a arma

–Magia, ela usa magia para lançar pequenas cápsulas de fogo, então ela não precisa ser recarregada. E você pode concentrar mais poder nela para que solte bolas de fogo maiores.

–Isso é bom, muito bom, o coldre da pistola veio com um cinto acoplado, ficando mais fácil de carregá-la discretamente. -Enquanto isso Shiro estava contando o dinheiro, ainda com cifrões imaginários nos olhos. Viktur voltou sua atenção pra katana, ela parecia ter mais ou menos um metro e meio, mas era incrivelmente leve e fácil de manusear, quando tirou a lamina da bainha teve uma surpresa, lamina era vermelha como sangue.

–Ei, essa lamina é feita do que?- perguntou Viktur intrigado com a espada

–Ela é feita do mais puro rubi, por isso tem essa cor vermelho-sangue. Essa espada é encantada com vento, resumindo você pode criar rajadas de vento cortante durante os seus ataques.

–Isso pode ser útil em batalhas contra mais de duas pessoas

–Antes que eu me esqueça tenho que disfarçar vocês para se parecerem com nyahrianos, pois humanos andando na capital seria um grande problema.

O senhor ergueu os braços e mudou a aparência dos três ali presentes. Shiro ficou com aspectos de um tigre mais branco que a neve, Viktur uma pantera e Kira um guepardo.

–Que legal!- exclamou Viktur

–Dito isso se aproximem um dos outros, por favor- Shiro, Viktur e Kira ficaram mais próximo uns dos outros, até que o ar começou a tremer ao redor deles, uma aura roxa os envolveu, fazendo tudo ficar preto.

Viktur estava em um corredor longo, estreito e escuro e que parecia não ter fim. Quando se virou viu um lobo gigante correndo em sua direção, Viktur tentou correr, mas não conseguia sair do lugar, Viktur tentava gritar por ajuda, mas sua voz não saia e o lobo estava cada vez mais perto, numa ultima tentativa de sobreviver Viktur virou na direção do lobo, mas já era tarde demais. Tudo voltou a ficar preto, Viktur começou a ouvir uma voz familiar que parecia vir de um lugar muito longe

–Viktur... Viktur... VIKTUR ACORDA!

Ele acordou sobressaltado e um pouco desnorteado, olhou em volta e viu que estava em um salão de festa de um grande nobre, com vários convidados de honra com roupas de gala e todos olhavam pra eles.

–Cara... O velho disse que vocês viriam, mas eu não achava que seria DESSE jeito- alguém no fundo disse enquanto ia em direção ao grupo. Todos deram passagem a ele, que parecia ser o anfitrião da festa.

–Então vocês são Viktur, Shiro e Kira?

–Sim por quê?- Perguntou Viktur

–Por que meu pai disse que viriam.

–Seu pai?

–Sim, meu pai é o senhor Andaluz diretor da sua Escola.

Os convidados ainda estavam olhando confusos com aquela situação.

–Não se preocupem, eles são meus convidados, só chegaram aqui de forma... Inusitada.

Alguns instantes depois a banda voltou a tocar, os convidados recomeçaram a dança e tudo voltou ao normal, se os convidados estavam incomodados com a situação não aparentavam estar.

–Já que estão aqui aproveitem a festa. Ao final da festa venham falar comigo.

Os três ficaram numa mesa em um canto afastado do salão observando a dança e apreciando a musica. Até que Shiro quebrou o silencio.

–Vikkun, vamos dançar?- perguntou Shiro com um sorriso no rosto.

–Mas eu não sei... – Viktur nem conseguiu terminar a frase quando Shiro disse enquanto puxava ele na pista de dança

–Eu te ensino!- Disse Shiro, animada com a festa.

Eles foram para o centro da pista de dança, mas como tinha bastante gente dançando, eles ficaram despercebidos. Eles começaram a dançar valsa.

–Viu! Até que você sabe dançar!- Disse Shiro sorrindo

Na verdade Viktur não se lembrava de saber dançar, mas os passos saiam automaticamente.

Algum tempo a festa acabou depois os dois já estavam dormindo de bruços na mesa quando as empregadas os acordaram e os levaram para seus respectivos quartos. Viktur foi direto pra cama.

Viktur acordou com umas batidas na parede, já que a cama fica colada com a parede que da pro quarto esquerdo, quarto onde Shiro estava.

–Ei Vikkun, ta acordado? – Perguntou Shiro

–Estou, mas só porque você me acordou- Respondeu Viktur com uma voz de sono.

–Ah! Então pode voltar a dormir... – Respondeu Shiro um pouco envergonhada.

–Agora que você já me acordou – Disse Viktur em uma voz sarcástica- pode falar.

–Ah... É que... Eu não estava conseguindo dormir... Então... – Shiro foi interrompida quando Viktur disse.

–Vamos pro telhado? – perguntou Vik de forma inusitada

Shiro foi pega de surpresa com a pergunta, mas respondeu:

–Sim, mas como você pretende ir ao telhado?

–Abre a sua janela e olhe pra direita.

Shiro estava um pouco confusa, mas foi até a janela botou a cabeça pra fora e olhou pra direita e viu Viktur sentado no telhado observando as estrelas.

Shiro vestia um pijama branco, com direito a gorrinho e tudo. Ela foi se equilibrando até se sentar do lado da Shiro

–A vista daqui é muito linda né?- disse Viktur impressionado com a paisagem

–Realmente... Sabe, o meu pai costumava contar estórias sobre esse lugar, às vezes eu achava que ele exagerava, mas agora percebo que ele não só estava contando a verdade como é muito mais lindo de tudo que eu imaginei.

Ao norte viam-se fileiras e fileiras de casas com alguns castelos de nobres entre elas, castelos de várias cores e tamanhos, alguns se pareciam com torres asiáticas, outras se pareciam com fortes da era medieval, da era vitoriana, renascença, parecia que todas as culturas estivessem em um único lugar, em uma harmonia linda de se ver. No lado esquerdo via-se florestas, bosques, lagos que refletiam o céu estrelado e longos vales com alguma aldeias espelhadas. No lado direito viam-se montanhas tão altas que chegava a acumular neve na parte mais elevada, colinas verdejantes, Fazendas com plantações mais diversas e animais pastando. Se você se virar para o sul poderá ver praias e rochedos onde as ondas quebravam. E a parte mais linda e magnífica de tudo, o céu, as estrelas eram tantas que pareciam grãos de areia na praia, dava pra ver outras constelações e planetas de onde eles estavam.

Eles ficaram ali durante algum tempo sem falar nada, só observando aquela paisagem de tirar o fôlego. Mas como tudo que é bom dura pouco...

–Desculpe interromper o momento, mas... Vocês terão que vir comigo- Disse uma voz masculina

Viktur procurou a pistola que trouxe consigo por precaução, e que seria perfeita em momentos como esses, mas ela não estava ao seu lado, onde havia a deixado, mas a arma não estava lá.

–Esta procurando por isso?- disse o homem de forma irônica enquanto segurava a pistola pelo cano.

Viktur encarou o homem, ele vestia um capuz para esconder sua identidade, mas mesmo se ele estivesse sem capuz Não daria pra ver seu rosto, pois já eram quase duas da manha.

–Para demonstrar que não quero lhes causar nenhum mal devolverei a sua arma- Disse o homem enquanto jogava a pistola na direção de Vik .

–Então o que quer? – Perguntou Viktur ainda confuso com a situação.

–Quero apenas que vocês me sigam.

–Tudo bem, mas antes me deixe ver o seu rosto.

–OK.

O homem tirou o capuz, mas como estava escuro ele criou uma pequena chama em sua mão. Olhando mais de perto ele parecia ter 17 anos, era alto, esguio, de pele clara, seu cabelo era curto e cor de salmão, suas feições eram bem alegres, mas por trás daquele sorriso havia algo irônico.

–Não sabia que tinha mais humanos aqui...- Disse Shiro

–Antes que me pergunte meu nome é demias. Pode me seguir agora?

–Shiro fique aqui.

–O QUE? NÃO VOU FICAR AQUI NÃO!- Respondeu Shiro fazendo pirraça.

–Mas Shiro... Você ta de pijama...

Shiro olhou para sim mesma durante um instante, não dava pra saber devido à escuridão, mas parecia que ela estava corando e saiu correndo para o seu quarto pela janela. Fez um silencio mortal durante uns 2 minutos até que Shiro saiu da janela usando um simples vestido branco de alça curto.

–Pronto, não estou mais de pijama- Disse Shiro sorrindo

–Mas ainda esta com o gorrinho- Disse Vik se segurando pra não começar a rir.

Shiro pegou o gorro e jogou longe e disse já irritada

–PRONTO. Agora não estou mais usando pijamas!

Demias ficou um pouco desconsertado com a situação pigarreou e disse

–Podemos ir agora?

Notas finais
gostaram? qualquer incoerência ou erro ortográfico me falem nos comentarios