O outro lado do espelho

6 Não gostei daqui


Notas iniciais
Agendei esse capítulo porque já o tinha feito à algum tempo, postarei outro no fim de semana ou na próxima semana. Não se esqueçam de falar o que gostaram e suas ideias para melhorar, me mandem uma mensagem pela página no facebook Bela Fanfics, postarei todas as novidades e projetos para histórias novas lá

Era a segunda vez que entrara em um espelho, coisa que nunca nem imaginou fazer. Aquela casa seria sua por pouco tempo, e esperava ainda mais isso depois que a viu. Seu quarto era pequeno e havia rachaduras e mofo pelas paredes, assim como o resto da casa. Estava claro que naquela vida ela era de uma classe social muito mais baixa que a de antes.

O que a deixou mais chocada foram as roupas, além de estar em um número menor eram de um estilo totalmente diferente do dela.

Seus pais estavam na sala e não estranharam quando ela apareceu. Parecia nem terem notado que ela sumiu por horas.

– O-oi. — gaguejou Jane acenando.

– Oi filha. Achei que demoraria mais. — comentou a mãe-clone Fabiana.

– Ah é?

– Você não foi na festa com seus amigos? — perguntou o pai-clone André.

– Não, eu só dei uma volta por aí.

Seus pais eram menos superprotetores, isso parecia até mais legal. Tinha que resolver logo aqueles desejos, mesmo que algumas coisas fossem melhores ainda preferia a sua vida.

– Posso ter um animal de estimação? — perguntou na lata.

– O que? Achei que já tínhamos conversado sobre isso! — estranhou André engasgando- se um pouco com o café.

– Sabe que não podemos filha. — respondeu Fabiana séria.

– Mas por que não?

– Você sabe muito bem porque não, te falamos várias vezes! — gritou André.

– Mas eu...

– Nada de mas! Não seja teimosa! Não é não!

Viu- se obrigada a desistir. Nunca tinha visto seu pai tão nervoso, aliás continua sem ter visto. Aquele não é seu pai, e nunca seria como o clone queria que fosse.

O que será que aconteceu para ele ficar daquele jeito só por ela falar sobre ter um mísero bichinho de estimação? Até um hamster servia! Mas até que ele deu uma boa idéia, sair com os amigos. Uma das coisas da lista era ser amiga da classe toda, não seria tão difícil. Convencida como era, achava ser o máximo.

Descobriu pelo facebook que estavam no cinema, logo começaria a sessão e todos iriam. Ótima chance.

Foi fácil acha-los, um amontoado de gente gritando que ela não tinha nenhum vontade de ser amiga. Mas era um desejo do clone, se ele queria ela não poderia discutir para sair dali. Correu até eles acenando pensando que parariam. Não pararam, e não foi porque não a viu, parecia que não gostavam dela. Mas não podia desistir por isso, continuou correndo finalmente os alcançando.

– Ooooooi! — tentou parecer o mais simpática possível diante daqueles seres estranhos para ela.

– O que faz aqui Jane? Não me lembro de ter lhe chamado. — falou Mariana, parecia a "líder" daquilo tudo.

– Mas é que eu... Eu tava... Eu tava andando por aqui e encontrei vocês, e pensei que seria legal irmos todos juntos ao cinema! — improvisou.

– Realmente não seria. — deu um fora com aquela cara de tédio, que mesmo estando apenas a algumas horas naquela dimensão, percebeu que ela não gostava nada de Jane clone.

– Jane! O que faz aqui? — uma voz atrás dela fez a mesma pergunta que tinha ouvido a poucos minutos — Achei que tinha ido pra casa porque precisava ajudar sua mãe!

Quem era aquela? Não tinha visto seu nome nas postagens pra ir ao cinema.

– Não acredito que nos deixou aqui para se encontrar com eles! — espantou-se com um certo ódio ao pronunciar "eles".

– Bem eu...

– Não quero saber! — cortou — Se prefere eles vai em frente!

Meu deus! O que que tava acontecendo ali? O que "eles" fizeram de tão ruim? Quem eram aquelas meninas que pareceram tão traídas por Jane ter falado com "eles"? Puxa! Mais um desejo da lista que deveria ser adiado para bem mais tarde. Aquela vida era uma droga! Pelo menos tirar notas maiores que cinco ela conseguia!

Talvez devesse descobrir como o clone conseguiu sair da sua dimensão e escapar também. Seria mais fácil que completar aqueles desejos impossíveis.