Notas iniciais
Nesta história o leitor poderá entender o que leva, muitas vezes, um ser humano a querer descobrir os efeitos trazidos pelas drogas e consequências das más companhias. Veja como Jack resolveu mudar de comportamento e como fará para voltar a ser o que era antes, depois de muito esforço.

- Ah, vamos lá, Jack! Não vai se arrepender!

- Hum... não sei, não, Eduardo... acho que não é uma boa ide...

- Fala sério! Hahahah! Deixa de ser molenga!

- Ou então pelo menos acompanha a gente, bobão!

- Boa, Max!

- Hahahah!

- Se é que ele vai ter coragem de ver... HAHAHAHAHA!

- HAHAHAHAHAHAHAHA!

Desde que mudei de cidade, minha vida virou um inferno. A escola nova é terrível, a classe é horrível, meu bairro é ruim... tudo é ruim. Parece que estou cercado de bandidos o tempo todo. Em vez da classe estar se preocupando com o vestibular, já que estamos no último ano do Ensino Médio, preferem dar atenção a coisas fúteis que não levam à lugar algum.

Meus pais não podem saber que ando com o Max, Eduardo e o Mauro. Em meio a uma sala de aula lotada de caras sem futuro, justo estes vieram me encher a droga da paciência?!

As meninas? Não sei o que é pior: um bando de raparigas putas gordas que só ligam para a aparência ou esses moleques trouxas que me zoam por ficar o intervalo sozinho. Praticamente me sinto obrigado a andar com eles, só para não ficar de fora. Sei que não é o certo, mas tente ter opinião própria num lugar como este.

Hoje é dia 13 de abril. Quinta-feira. Wilson, o professor de Álgebra, iria dar revisão para a prova de amanhã. Contudo, antes das aulas iniciarem, Eduardo — considerado o "líder" do "grupinho", veio até mim com seus amigos (sua tropa idiota) e começou a "trocar uma ideia" comigo.

- Aí, Jack! Nós vamos matar aula. Tá afim de ir com a gente?

Encostado numa árvore e com um livro na mão, senti meu coração acelerar. Eu sabia que, se respondesse "não", provavelmente — aliás, com certeza — levaria uma surra e seria xingado na frente de todo mundo.

Assutado, não respondi nada.

Senti meu rosto corar quando Max derrubou bruscamente meu livro na grama verde e suja do campinho do colégio.

- Seu mulherzinha! Tá com medo, é, panaca?

- Hahahah! Você não perdoa mesmo, né, Max? — disse Eduardo, lançando-me um olhar ameaçador.

Mauro, se aproximando lentamente de mim, disse em voz baixa, porém firme:

- Se você não for com a gente... vamos espalhar para as garotas que você ainda faz xixi na cama!

Senti minha fúria chegar ao limite. Apertei os dedos das mãos, dobrando os punhos, e gritei:

- NÃO SEJAM COVARDES! ISSO É UM PROBLEMA DE SAÚDE!!!

Até hoje não faço ideia de como eles descobriram que tenho Enurese Noturna. Não sei se eles inventaram por coincidência ou se andaram me espionando.

Mauro, Eduardo e Max deram gargalhadas entre sim. Várias pessoas olhavam para nós. Eu só conseguia encarar o chão.

- Tem certeza, Jack, que o covarde somos nós?

Ainda de cabeça baixa, vi pela sobra da árvore que um dos rapazes se preparava para me dar um soco no rosto. Com lágrimas nos olhos, desisti:

- Está b-bem, está bem! E-eu vou!

- Hahahaha! Eu sabia!

Notas finais
Espero que estejam gostando, pessoal. Deixem comentários e deem sugestões para melhores capítulos.