O namoro de Ying Yang

7 Conflito 7: O dia de Yang e a noite de Ying.


Notas iniciais
Quinta-feira de Ying e Yang. Esse capítulo é muito bom para quem gosta deles dois, e também para entender melhor as entidades, espero que gostem. Boa leitura. (Pode escutar essa música nesse capítulo https://www.youtube.com/watch?v=pekLpJv3inY&nohtml5=False

O namoro de Ying Yang 7

Depois da batalha na praça contra as entidades do sonho, os representantes do amor estavam bem mais preocupados, na manhã seguinte descobriram que o amor tinha caído mais 04,38%, o que não era algo tão ruim, mas precisavam mudar isso, caso o amor não se recuperasse em uma semana, as entidades do sonho voltariam para acabar com os representantes do amor.

O dia seguinte foi bom, eles visitaram a casa aonde Jiao e os outros ficariam durante as três semanas, se atualizaram de tudo que estava acontecendo, receberam alguns conselhos do proprietário da casa, um senhor, amigo do pai de Jiao, que cedeu o espaço para os jovens, eles ficavam no andar de cima, os garotos em um quarto e as garotas em outro.

Algo que deixava Yang feliz era ter Gang por perto, o moreno era quase um irmão para o garoto, e conversar com ele poderia abrir possibilidades na mente do representante. O dia seguinte logo chegou, Ying e Yang acordaram com duas surpresas aquele domingo.

Conflito 7: O dia de Yang e a noite de Ying.

Yang escutava um "bip", como se algum aparelho alarmasse. O garoto notou que era seu Paradise Info, que a cada poucos segundos piscava uma luz azul, a primeira grande surpresa foi, que ao ligar o aparelho aquele simbolo estranho que parecia um coração estava acompanhado de números verdes +01,56%. Um resultado positivo. Que mesmo representando apenas um porcento de melhora, já era o que deixaria o dia daquele garoto mais feliz, com um sorriso, ele logo abriu a mensagem a mais daquele dia.

Em seu quarto, Ying lia novamente o aviso em seu Info, avisando as entidades que era dia de tarefa.
"Tarefa diária básica: Durante ás 24 horas do dia, você não deve encontrar seu oposto."
Era esse o desafio, será mesmo que pode se chamar assim? Isso era uma das coisas que ela queria, embora na semana anterior a garota tenha passado alguns dias em casa sem falar com Yang, em uma conversa com suas amigas, na visita de ontem, elas incentivaram á representante em sair um pouco sozinha, conhecer melhor a Terra, e essa era uma boa chance.
"Nem acredito que o pessoal da Paradise me ajudou hoje." Pensava a garota, admirando o céu, semi nublado daquela manhã. "Mas não posso me esquecer do amor, hoje felizmente ele subiu um pouco, mas ainda preciso evoluir muito."

Em seu apartamento, Yang se alimentava com pressa, o garoto parecia ansioso.
— O que foi Yang? Aconteceu algo? — Questionou seu pai.
— Hoje surgiu uma tarefa... Em que eu não posso ver a Ying, pensei em perguntar pela a porta o que ela vai fazer. — Explicou o garoto enquanto mastigava.
— Por que você não curte o dia? Em um passeio com calma, sozinho. — Sugeriu o "pai" dele.
— É uma boa ideia, eu posso sair a tarde, a Ying deve preferir a noite, se ela for fazer algo. — Comentou Yang se levantado da mesa, lembrando dos gostos da garota.

Já em uma especie de deposito abandonado, os jovens Rafael e Rafaela estavam conversando.
— Aqueles dois são um desastre, mesmo assim conseguiram sair da nossa armadilha. — Reclamava a garota, entediada, ela olhava para o teto, em partes destruído.
— A culpa foi sua, por achar que ela era apaixonada e beneficiada do Love Reaction! — Discutiu Rafael, socando uma barra de madeira.
— Olha. Eu já falei que o meu plano era diferente. — A garota se irritou, se levantando e indo na direção do jovem.
Ela parou no caminho, quando uma risada maligna ecoou pelo local, assustando os dois.
— É ele. — Comentou a garota.
— Vamos demônio miserável! Apareça! — Gritou o representante da preguiça.
— Ora, ora... Está irritado? — Zombou o ser, ainda não se revelando, apenas com sua sombras percorrendo pelas paredes.
— Você nos jogou em uma armadilha! Os representantes do amor não eram fracos. — Rafael parecia irritado com o ser.
— Na verdade vocês que são dois inúteis, felizmente, tenho gente mais interessante sobre meu domínio. — Argumentou, surgindo diante dos jovens, um ser grande, seus longos cabelos grisalhos e seus traços de expressão no rosto revelavam a idade avançada.
— Seu filho da puta, vai me pagar! — O garoto tentou mudar a forma de seu braço.
Mas antes de qualquer movimento dele, uma foice rodou no ar e atingiu o jovem, tingindo o chão sujo com o vermelho mais intenso. Um grito de desespero de Rafaela, chamando por sua entidade oposta ecoou pelo local.

Yang caminhava distraido, rumo a casa de Jiao, onde seus amigos estavam.
Chegando no local ele foi atendido pelo o dono da residencia.
Com um charruto na boca, seus cabelos brancos, tudo isso passava um ar elegante naquele senhor.
— Eles não estão aqui. — Afirmou com um sorriso.
— Como assim? São três da tarde. Para onde será que esse pessoal foi? — Perguntou Yang, duvidoso.
— Bem... — O homem olhou para o céu, tentando se lembrar de algo. — Um moreno saiu com um garota de cabelo colorido mais cedo, depois os outros dois também deixaram a casa.
— Ah sim, e Jiao? — Perguntou.
— Ele deve estar estudando algo.
— Eles falaram que queriam ajudar, mas parece que estão é curtindo... De todo jeito, obrigado. — Yang agradeceu ao senhor, que se despediu educadamente.
"Fui abandonado por todo mundo." Pensava Yang com certa raiva, enquanto caminhava pelas ruas.
As nuvens já estavam escondendo o céu, de forma comum na cidade.
"Eu queria visitar aquela praça novamente, mas tenho medo de ser atacado... Pensando bem, hoje os outros devem estar separados também, então deve ser seguro." O garoto se perdia em seus pensamentos, decidiu enfim em visitar a praça.

Chegando no lugar, o garoto sentou em um banco e ficou observando o movimento, mas poucas pessoas passavam pelo local.
— Quem viria para um praça no domingo a tarde? Ainda mais em um dia nublado. — O garoto ria de si mesmo, notando que aquele não era o melhor lugar para o momento, mas não tinha muitas outras opções.
Logo Yang notou que em um banco do outro lado da praça, havia uma garota chorando, sozinha.
Ele logo pensou em ajudar ela, se levantou e foi caminhando em sua direção, mas uma ideia fez ele parar no caminho. "Mas como eu posso ajudar? Eu não consigo fazer nada nem por eu mesmo."

Yang não tinha certeza se deveria falar com a garota, mas ele como uma entidade deveria tentar ajudar em algo.
Foi depois de mais alguns passos, que a garota levantou o rosto e encarou o garoto, assim ele hesitou novamente, percebendo a origem dela.
"Asiática? Droga! Até agora, todas as pessoas com esses traços que eu encontrei eram entidades, mesmo se ela não for uma... Deve ser da Paradise." Ele pensava sobre todas as possibilidades, embora esse não fosse o normal do garoto, ele estava bem mais cauteloso na Terra.
Agora já era tarde, a menina encarava Yang que se aproximou e perguntou de forma direta.
— Por que está chorando?
— Eu estou triste... — A garota comentou com voz fraca, ela já não chorava.
— Por quê? — Perguntou novamente.
— Por causa do meu namorado, ele me deixa triste — A garota abaixou o rosto.
— Mas... Você é bonita. Ele deveria te tratar bem. — O garoto nem sabia o que dizer, mas tentava ajudar, e era sincero.
— Não é isso, ele não me acha útil... — Ela balançava o rosto de forma negativa.
— Acho que esse cara é um idiota. — Yang comentou irritado. — Mas qual a sua idade?
— Eu tenho 15 anos. — Respondeu a garota revelando a baixa idade, que Yang já esperava.
— Você ainda é nova, deve procurar outros motivos de felicidade, não apenas esse garoto. — Ele continuava tentando usar palavras de apoio.
— Você não entende. O amor nesse mundo está desequilibrado. — Falou a menina, enraivecida. Para a surpresa de Yang.
— Ele entende bem melhor do que você pensa. — Uma voz vinda de trás chamou a atenção dos dois. Era um garoto asiático, mais ou menos da idade da garota, vestindo roupas em um estilo bem "jovem" e com cabelo bagunçado. — Ele é o representante do amor, afinal. — Comentou com um sorriso.
— Como sabe disso? — Perguntou Yang assustado, olhou ao redor, percebendo que as poucas pessoas não desapareceram, pelo menos ele não queria lutar.
— Isso é fácil... — Respondeu o garoto, em tom de deboche.
— Você fez essa garota sofrer! — Lembrou Yang.
— Quem é você... Para me julgar?! — Bradou.
— Sou o representante do amor. — Respondeu orgulhoso.
— Nossa... Então, você sabe que fez muita gente sofrer. — Zombou o garoto.
— Eu? — Perguntou Yang confuso.
— Sim, você não sabe nem ser uma entidade. — O garoto levantou o rosto e olhou nos olhos de Yang.
O jovem não sabia o que responder, mas estava com raiva.
— E você quebrou uma tarefa, encontrando ela. — Yang retornou.
— E daí? Você não sabe o que é ser uma entidade de bosta! Que não serve para nada! — O garoto gritou furioso, Yang já quase se preparava para uma luta, fechando os punhos.
— Você quer lutar? Só pode estar brincando. — Comentou o garoto, ainda furioso.
— Você parece mesmo determinado, mesmo que seja novo para ser uma entidade. — Explicou Yang.
— Você entende bem pouco da Paradise. — Ele coçava a cabeça, enquanto falava.
— Bem, pelo menos eu entendi algo. — Dialogou.
— O quê? — Perguntou desinteressado o menino.
— Eu me perguntava o por que de nós enviar para o Brasil, se o distrito é bem mais próximo da China em cultura... Mas parece que colocando pessoas de outros países aqui, fica bem mais fácil de encontrar as outras entidades para uma luta. — Explicou Yang.
— Não faz muito sentido, mas é verdade que a Terra é o campo de lutas da Paradise para a gente... — O garoto pausou, e voltou a atenção para a garota. — Vamos lá, Sam.
A menina se levantou logo, precisou correr para acompanhar o garoto que já estava indo embora, mas antes de sair ele disse.
— Por que não evitar uma luta?
Yang ficou encarando eles dois desaparecerem pelo caminho, ele estava feliz por não ter precisado lutar outra vez. Logo gotas de chuva, serenamente começavam a cair, era hora de voltar para casa.

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Já era noite, a chuva continuou fraca, e mesmo assim ela limpava toda a cidade Céu Azul, um local com muita presença de seres da diretoria do Céu, e um desses seres era a representante do amor.
Que caminhava sozinha pelas ruas quase desertas, o único movimento grande era dos veículos.
Ela vestia uma jaqueta preta deixava as mãos no bolso, cobria o seu rosto com o capuz ela não tinha medo das ruas, nem da chuva... Se molhava. E aquele clima, parecia deixar ela mais forte.
— Como é lindo, como é perfeito... — Ela olhava cada gota de água, iluminadas pelas luzes dos postes, dos sinais, dos faróis.
Continuar caminhando sem rumo, era o que ela fazia, não queria voltar para casa e ficar observando tudo através da janela, ela preferia andar para lugar nenhum... Quem sabe encontraria algo.

Mas mesmo que ela não chegasse a lugar algum, aquele dia já estava valendo a pena. Ela se sentia livre, de uma forma inexplicável, tudo o que se juntou naquela noite, criava um dos dias mais lindos dela, ser uma entidade começava a fazer sentido. Ela encontrou uma pequena bailarina, acompanhado de sua mãe, elas estavam caminhando rumo a um carro, mas a mulher não parecia feliz.
Ela abriu a porta e balançou a cabeça de forma negativa.
— Não quero te ver falhando novamente. — Afirmou a mulher para sua filha.
— Sim, mamãe. — Foi a resposta da criança.
Ying se lembrava de quando era pequena. Era forçada a muitos treinos, por sua mãe, que também obrigava a garota em estudar, sem contar que ela quase nunca recebeu carinho. Nos piores dias ela pensava em seu futuro, que um dia poderia ser feliz sem depender de sua família.

A mulher já tinha dado partida no carro e deixado o local, onde a garota lembrava de seu passado, mas agora isso tinha acabado e a vida dela estava começando, embora não fosse isso que ela esperava.
Existia um perigo grande cercando ela, as vezes era melhor nem refletir, apenas ignorar tudo. Ela voltou a caminhar. Depois de pouco tempo encontrou uma pista de skate, onde alguns poucos garotos praticavam por lá, outros observavam e um grupo ao canto bebia.
Era um ambiente hostil, mas a garota resolveu ficar por lá observando.
Um garoto distraído, desceu uma rampa e quase atropelou a representante, mas ele desviou na última hora, e acabou caindo.
— Você não pode ficar no meio. — Reclamou ele.
— Desculpe. — Respondeu baixo, sem humor.
— Sem problema... Nunca te vi aqui. — Comentou se levantando.
— Me mudei faz pouco tempo. — Ela disse sem jeito.
— Sei, você veio de onde? — O garoto perguntou, sorrindo, ele estava bem molhado, tanto de chuva quanto de suor.
— É, de longe... — Ela respondeu duvidosa, com a mão no queixo e olhando para o céu.
— Você realmente não parece daqui. — Brincou o garoto.
— Pois é. — Ela passou a encarar ele.
— Sabe andar de skate? — Perguntou, depois de alguns segundos sem dialogo.
— Não.
— Quer aprender?
— Pode ser. — Respondeu.
Não precisou de muitas dicas para que ela já dominasse o objeto.
"Lembra o Ice Board." Pensou ela enquanto se movia no skate.
— Você é boa. — Comentou o garoto surpreso, quando ela voltou para cima da rampa.
— Eu tenho bom equilíbrio. — Ela explicou, sem saber o que dizer.
— Ah... Qual seu nome? — Perguntou o garoto, notando que ainda não tinha perguntado isso.
— Ying. — Respondeu, já descendo com o skate.
— Que garota estranha. — Disse o menino, confuso.
Ela parecia animada com o skate, voltou rápido para cima da rampa.
— Você é boa, Ying! — Elogiou.
— Obrigada.
Um outro garoto apareceu do nada e questionou:
— Posso falar com você um pouco?
Ele tinha cabelos loiros, quase castanhos, sorria.
— Sim. — Aceitou, sentindo que ele provavelmente não era uma pessoa qualquer.
Deixou o local com ele.
— Eu escutei alguém te chamando de Ying. — Disse o garoto, tentando caminhar nas pedras, em uma poça de água da chuva.
— Foi. — Ela tocou seu próprio braço, já imaginando o que o garoto era.
— Sabe, você usa esse nome de uma forma muito precipitada... — Comentou.
— Como assim? — Ela se sentia mais tranquila, parece que o garoto não era agressivo, mas permanecia atenta.
— Por exemplo, pode me chamar de Vitor, esse é meu nome aqui, e o seu? — Disse o garoto, tentando explicar algo.
— Não entendi.
— Nossa. — Ele olhava ela, com certa pena. — Bem, você deve ter recebido um nome quando veio para a Terra, qual esse nome?
— Ah, tem algo a ver com Lu... — A garota tentava se lembrar.
— E só uma dica... Usar sempre o Ying pode chamar a atenção de outros seres. — Explicou.
— Obrigada. — Agradeceu, sem entender direito o que ele queria.
— E o seu nome completo, qual é?
— Já ouvi falar sobre isso, mas até agora só sei o "Ying" mesmo. — Ela já sentia vergonha de nem se conhecer direito.
— Realmente é muita coisa para lembrar, nome de entidade, nome na Terra, e estou falando apenas de nomes. — Riu o garoto.
— Você é uma entidade. E não é asiático? — Questionou a garota.
— Como você tem a mente pequena... — Murmurou o jovem. — Você representa um sentimento, mas qual?
— Amor. — Ela pensou se deveria responder ou não, mas acabou aceitando.
— Sério? — O garoto riu mais um pouco, surpreso. Ela ficava encarando aquela figura a sua frente, apenas um garoto magro, que fica em qualquer lugar do mundo sem se preocupar.
— E sua entidade oposta, teve tarefa também? — Perguntou a garota.
— Sim, as tarefas valem para todos. Mas para mim é fácil não encontrar ela. — O garoto respondeu, olhando para o chão.
Antes que ela conseguisse falar algo, por achar que tinha dito algo ruim, ele finalmente revelou:
— Sou Yang, o representante da liberdade.
"Nossa, mas um que não representa sentimento." Pensou ela.
— Sou uma entidade especial, diferente de você, que é uma entidade representante.
— Especial? Não sabia dessas divisões. — Afirmou a garota.
— Tem também as entidades reais, acho que são só esses três... — Contou ele.
— Você sabe me explicar quais as diferenças?
— Sim... Entidades representantes são como você, como o nome já diz, elas representam um sentimento. As entidades reais estão acima de vocês, elas também representam sentimentos, a diferença é que elas trabalham de forma mais direta, são fieis á Paradise e consideradas mais importantes. Deve existir alguma do amor lá em cima. E você, um dia deve substituir ela. — Ele explicou de forma sincera. Deixando a representante do amor surpresa.
— Não sabia que eu iria me tornar uma entidade ainda mais importante. — Disse boquiaberta.
— Todos nós, no futuro. Vamos nos tornar mais ou menos importantes, isso só depende das nossas atitudes. — Falou, sorrindo.

A garota também sorriu, ela ainda estava um pouco preocupada com o que o jovem havia falado sobre entidades.
— E tem as entidades especiais... — Lembrou.
— Ah sim, continue... — Retornou.
— Então, as especiais representam algo, tipo eu sou da liberdade, podem existir outros como um da sorte ou sono... Não podemos influenciar de forma tão direta na vida das pessoas, a Paradise não se importa muito com a gente, as vezes, acho esse título de "especial" meio errado. — Ele explicou, com certo desanimo.
— Entendi. — Respondeu a garota.
— Bem isso é o que eu sei, algo pode estar errado e posso ter generalizado também.
— Tudo bem, já foi de grande ajuda. As vezes parece que a Paradise não quer explicar nada. — Ela estava um pouco furiosa.
— Eles tem apenas uma forma de vida diferente do que se espera, poderia ser mais fácil. — Conta.
— Sim, ainda tenho tempo para descobrir. — Ying afirmava, era difícil ela ser otimista.
— Você... — O garoto iria falar algo, pelo seu sorriso parecia algo bom, mas foi cortado por um de seus amigos.
— Ei Vitor, não vem mais não? — Chamou um garoto em cima da rampa.
— Já vou. — Respondeu ele.
— Então é isso, até mais. — Se despediu, se voltando para a garota.
— Certo, obrigada por me contar essas coisas, até mais. — Se despediu ela.
Quando a garota já tinha caminhado um pouco, Vitor chamou a atenção dela:
— Ei, Amanhã ás nove horas, você pode ir nas montanhas do lado oeste da cidade? Não esquece de levar o seu Yang, um treino seria ótimo!
Sim, aquilo era um convite para uma luta.
A garota respondeu com um sorriso de canto e continuou seu caminho. Ela tirou da jaqueta um colar, com um pingente do lado Yang.
"Seria tão bom se tudo tivesse se tornado verdade, Zhang..." Pensou ela, triste, visualizando o céu escuro e nublado.
A chuva começava a se tornar mais pesada. A garota logo voltou a caminhar rumo sua casa, não antes de cobrir seu cabelo com o capuz da jaqueta.

— O namoro de Ying Yang 7 — Fim.

Notas finais
Obrigado a todos que estão acompanhando. Comentem o que acharam! A fic está quase na metade da primeira temporada, isso me deixa feliz. Até mais...