O namoro de Ying Yang
8 Conflito 8: O vórtice de liberdade.
Notas iniciais
O Namoro de Ying Yang 8
Mais do que um céu azul, o que poderia ser mais raro do que isso naquela cidade?
Simplesmente o calor. Estava bastante quente para nove horas da manhã.
— Quem acorda tão cedo? Ainda mais na segunda-feira? — Reclamava Yang, chegando em uma parada de ônibus, acompanhado de Ying.
— Normalmente as pessoas acordam cedo na segunda. — Falava a garota, ela estava sorrindo de uma forma diferente do comum.
— Que dia estranho, sol forte, você sorrindo, amor subiu igual a uma bomba e estamos indo encontrar um inimigo. — Yang se lembrava de todos os fatos daquela manhã.
Quando acordaram, os dois tiveram uma grande surpresa, o amor tinha se recuperado bastante; + 34, 22%.
O número incrível tinha uma explicação, a tarefa dobrou a qualidade do sentimento diário, e por terem realizado ela de uma forma tão boa, ainda receberam um bônus de mais cinco porcento, com toda essa soma recuperaram bastante, mas ainda precisavam elevar o amor mais, isso só para recuperar o que perderam.
Quando passou da meia-noite, Ying contou para Yang sobre a entidade da liberdade e que ele convidou os dois para um confronto e agora, eles aguardavam um ônibus para ir até o local de encontro.
Conflito 8: O vórtice de liberdade.
Depois de uns 20 minutos o ônibus chegou, nem estava lotado, eles sentaram um ao lado do outro.
Não conversaram muito, não tinham o que falar, depois de um tempo, chegaram em uma área bem arborizada, deveriam estar próximo do local marcado.
— Estamos próximo das montanhas oeste? — Ying perguntou para o motorista.
— Sim, a parada é perto de um campo, logo a frente.
Quando chegaram no local, eles foram os únicos a descerem do ônibus.
Era uma estrada, ao lado só existia um tipo de terreno com várias rochas espalhadas, árvores pelos cantos e ao longe, tinha uma cadeia de montanhas. Era um local lindo, mesmo que não tivesse casas ou presença de outras pessoas perto. Os representantes caminharam pelo o local, mas não encontraram ninguém.
— Parece que o seu amigo não está aqui. — Retrucou Yang.
— Ele não é meu amigo. — Respondeu irritada.
— Que seja, essa pessoa não está aqui.
— E por que ele nos convidou? — Perguntou a garota, cruzando os braços.
— Para te fazer de idiota. — Brincou Yang.
— Aqui, você é o único idiota. — Ela debochou, eles continuavam caminhando, tentando achar a entidade da liberdade.
— Não sou eu que veio encontrar um cara que não existe. — O garoto comentou mais uma vez, até que eles começaram a escutar uma risada.
Caminharam mais um pouco e encontraram Vitor, em uma área com menos rochas grandes.
— Não queria que vocês brigassem por minha culpa. — Explicou o garoto, ainda rindo.
Ele vestia uma camisa de manga comprida, mesmo em um dia quente, o vento parecia que tocava ele de forma respeitosa, causando um efeito de movimento legal nas suas roupas e em seu cabelo.
— Você é o representante da liberdade, por que quis lutar? — Questionou Yang, não muito amigável.
— Sou a entidade. — Corrigiu ele. — Por que lutar? Bem, vocês são do amor não é? Então, me falaram muito sobre vocês.
— Falaram sobre nós? — Repetiu Ying, em tom baixo.
— Dizem que é difícil vencer representantes do amor, ainda mais sozinho... Então escolhi um lugar bom para mim. Pena que o clima não ajudou... Dia de sol deve ser bom para o Yang. E a Ying me perece prejudicada. Então... — Ele falou bastante, assustando um pouco os representantes do amor.
— Que dizer que tudo isso é um plano? — Perguntou Yang.
— Ate mesmo eu preciso de um, ou então de uma forma de ganhar, mas alguém que entra em uma situação de risco sem planejamento nenhum, é um grande idiota. — Pronunciou o garoto, mais sério.
— Parece que ele não é tão relaxado assim. — Comentou Ying, ela havia dito para Yang que provavelmente não seria uma luta séria.
— Vamos começar separando vocês dois. — Disse o garoto, apontando suas mãos para o espaço vazio entre Ying e Yang, uma corrente de vento começou a se formar lá. — Fuerte Corriente.*
O vento entre os dois começou a ficar mais forte, eles até tentaram resistir, mas a corrente jogou um para cada lado.
— Uma boa estratégia para vencer representantes do amor é... Separar eles dois. — Disse o garoto sorrindo, observando que a garota caiu em algumas pedras e levaria algum tempo para se recuperar, e Yang tombou sobre a areia e já estava se erguendo.
"Bem, eu posso atacar a representante. Ele provavelmente não vai me alcançar a tempo. Mas não é uma luta real, então... " O garoto da liberdade criava sua base para a luta, acabou que ele avançou em direção ao garoto.
"Droga, vai me atacar? " Pensou Yang preocupado, usando seus braços para defender o corpo, não estava com coragem de atacar.
A entidade dos ventos desferiu alguns socos que foram anulados facilmente, mas no fim ele deixou sua mãe aberta, próximo do estomago de Yang, lançou uma rajada de vento. Jogando o garoto contra uma rocha. Devido ao golpe muita poeira subiu, e o garoto não era mais capaz de saber onde o representante do amor estava, ele ficou alguns segundos em guarda, esperando algum movimento.
"Será que ele caiu? " Se perguntou o garoto.
Até que o representante do amor saltou para fora da poeira surpreendendo seu oponente.
— Fire Tempest*!— Gritou, jogando um grande jato de chamas, o representante da liberdade foi engolido pelo fogo.
— Nossa, parece ainda maior do que da última vez. — Ele estava surpreso com seu próprio golpe.
Mas não foi suficiente, Vitor saiu das chamas, também em um salto e começou a fazer uma corrente de ar correr em seu braço.
— Rapido de las Cuchillas.*— Disse, atirando um tipo de lâmina feita de vento no garoto, Yang ainda esquivou por pouco, mas quando atingiu o chão, o golpe causou uma explosão de ar, que derrubou novamente o representante do amor.
— Seu golpe é grande. — Brincou o garoto que controla o vento.
— Ice Blades.*— Essa foi a unica coisa que ele conseguiu ouvir antes de ser atingindo por duas espadas de gelo.
Ying surgiu de repente por trás da entidade da liberdade e derrubou ele.
— Não se esqueça de mim. — Afirma ela.
— Quando você... — Balbuceia o garoto ainda no chão.
— Bem, eu demorei um pouco para me recuperar, mas quando isso aconteceu eu me aproximei de forma cuidadosa usando as rochas para não ser notada. — Conta ela, feliz.
— Bom trabalho. — Elogia Yang, voltando para a luta.
— Sorte a minha que esse golpe não está com força total.
— O garoto estava voltando a ficar de pé.
— Vamos te acertar novamente! — Diz Yang.
— Não tenha tanta certeza. Gran Vórtice.*— Afirma o garoto abrindo os braços.
Uma forte onda de vento começa se desenvolver de seu corpo, como se formasse um pequeno furação. Grãos de areia e pedaços de rocha voam por todo o local e atingem os representantes, aquele golpe era um problema, a garota acha uma rocha para se esconder e Yang é jogado para outro lado.
— Parece que vocês não são tão fortes contra o vento. — Debochou o garoto. Ele se aproxima da rocha na qual a garota usou para se defender do ataque, talvez ela já tivesse caída lá atrás, mas Vitor é surpreendido por ela, que salta de repente na direção do garoto.
"Vamos ver se ele é bom de luta física."
Ela o ataca com alguns socos, o garoto se defende com certa dificuldade, até que ela o acomete com um chute, assim ele fica mais vulnerável aos próximos golpes, e ela aproveita para usar uma rápida sequência de movimentos, mas não parece suficiente, mesmo depois disso, ele não se mostra abatido.
Ela joga o garoto longe com o último soco, precisava recuperar seu fôlego.
"Droga, é bem mais difícil tentar derrubar ele sem usar poderes..." Pensava agarota ofegante.
— Não esperava isso de você. — Comenta o garoto, ganhando tempo.
— Sou bem melhor em atacar assim, aqui.
— É muito bom, esse tipo de luta... — Ele falava com um sorriso, mas é surpreendido por Yang que volta, atacando por trás.
— Fire Tempest.*— Ele joga um fogo mais concentrado para atingir somente seu oponente dessa vez.
O garoto consegue esquivar, mesmo cansado, ele se esconde em algumas rochas pela frente.
"Os ataques do Yang estão diferentes mesmo." Pensa Ying.
— Esse cara é estranho. — Comenta Yang, para a garota.
— Assim, ele não está levando essa luta a sério, parece que é só diversão para ele. — Ela, diferente de seu oposto, não levava a luta a sério, e achava que seu oponente pensava da mesma forma.
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— Então, por que ele nos chamou aqui?
— Se essa luta te irrita, vamos acabar logo com ela. — Propõe a garota, ignorando a duvida do garoto.
Vitor aproveita o tempo que os representantes não atacam para descansar, ele passa a ficar em um ponto mais visivel ao lado da rocha.
" Será que esses dois desistiram da luta?" Se questiona o garoto.
Ele pula. Ficando sobre a rocha, para observar melhor a arena.
"Parece que não estão mais aqui." Ele pensa, olhando ao redor.
No entanto, em questão de segundos, Ying sai de trás de um rochedo e avança na direção do garoto, a velocidade dela é fora do real.
"Ela sempre aparece do nada." O garoto reclama, antes de tentar se defender dos golpes dela.
A representante do amor começa atacando com socos, até quebrar a resistência de seu oponente, quando isso acontece, ela ataca com um chute forte, na intenção de jogar o garoto para o alto, e consegue.
A entidade da liberdade gira no ar, e em um rápido momento, observa Yang com chamas no punho.
— Esse plano da Ying foi bom. — Fala o garoto sorrindo. — Fire Tempest!*
Yang atira uma tempestade de chamas ainda maior que as anteriores, usando boa parte de sua energia.
Enquanto o fogo se aproxima de seu inimigo, Yang se lembra do que sua parceira havia dito, o plano era surpreender Vitor com golpes pesados, para que não tivesse chance de esquivar de outro movimento durante a queda, e foi isso que ela fez. Depois entra Yang, que estava distante observando tudo e preparando seu ataque, para que no momento certo ele o lançasse com tudo.
E foi isso que aconteceu, Vitor estava para ser engolido pelo lume.
O ataque parecia ter atingindo o oponente, mas a explosão foi grande e turbulenta, diferente de quando se atinge uma pessoa.
— Conseguimos? — Se pergunta a garota.
Um pedaço de pedra cai perto de Yang, e outros fragmentos por toda área.
— Como? — Yang não entendia o que tinha atingindo, e a nuvem de fumaça e poeira no céu atrapalhava sua visão.
Quando a fumaça cessou, não existia mais nada no local, a entidade da liberdade teria sumido?
— Nossa, que sorte. — Foi isso que eles ouviram, o grito ecoante de uma garota, que estava sobre a parte baixa de uma montanha ali perto.
— Se eu não tivesse aparecido, esses dois acabariam com você. — Disse a garota, voando em cima de uma pedra, se aproximando da arena.
— Obrigado. — Agradeceu o garoto se levantando, distante.
Ele não estava muito machucado.
— O que tá acontecendo? — Yang pergunta confuso.
A garota de cabelos castanhos amarrados em um rabo de cavalo, vestida com um estranho vestido azul, pousa ao lado de seu parceiro.
— Eu salvei ele, mais uma vez. — Afirma ela, sorrindo para Yang.
— Como se eu nunca tivesse te ajudado, Vitória. — Debochou o garoto.
— Ei Yang, parece que essa luta vai ficar um pouco difícil para nós. — Comenta Ying, assustando o garoto que não viu ela se aproximando, talvez porque estava concentrado nos outros dois.
— Parece que está brincando com aqueles dois... — Fala Vitória.
— Sim, mas eles são melhores do que parecem. — Ele finalmente se levanta, ficando ao lado de sua parceira.
— Vou entrar na luta, pode ser? Pergunta a garota, de forma estranha para as entidades do amor.
— Droga, eu estou bem cansado. — Yang avisa sua parceira, preocupado.
— O que podemos fazer é fugir, e esperar o momento certo. — A garota fala cuidadosa, sem tirar os olhos de seus oponentes.
— Que bosta... — Yang parecia temer seus adversários. — Agora são dois...
— Lá vou eu, ok? — Pergunta Vitória, ela parecia feliz por aquele momento. — La Distorsión de la Gravedad*.
Após ela recitar essas palavras, algumas pedras e rochas começam a levitar ao redor das entidades da liberdade, não parecia ser um movimento ofensivo.
— Que ela tá fazendo? — Pergunta Yang, que esperava um golpe bem mais forte.
Vitor aponta seu braço para frente.
— Fuerte Viento!*— Grita ele.
Fazendo com que todas aquelas pedras voassem em alta velocidade contra os representantes do amor.
— O quê? — Yang reclama com medo.
Ying puxa seu parceiro que é quase atingido, as rochas variavam entre grandes e pequenas, aquele era um golpe perigoso.
Eles usam uma rocha para se esconder, mas o ataque dos dois quebra ela, então eles correm juntos, mas Ying é atingida na pena por uma pedra, e cai.
— Parece que esse golpe combinado está muito forte. — Comemora Vitor.
— Você está bem, Ying? — Questiona Yang, preocupado.
— Vou ficar... Eu acho. — Ela responde, se esforçando para ficar de pé.
Mas logo eles notam que as entidades da liberdade voltaram a lançar rochas.
Yang puxa sua parceira pela mão, fugindo daquele local.
"Droga, se eu tivesse força para carregar ela." Pensa o garoto irritado.
A melhor coisa que ele consegue é achar uma rocha maior para se esconder.
A garota se apoia sobre a rocha, enquanto está escondida.
— Se sente melhor?
— Não muito. — Ela faz uma leve expressão de dor.
— Esses malditos... — Yang deixava a raiva dominar.
— Isso é uma luta, eles vão atacar. — Fala a garota, sem entender a fúria de seu oposto.
— Sabe, algumas entidades tem alguns ataques em dupla. — Conta Vitor. — Tipo eu e a Vitória, ela é boa em controlar a gravidade em um objeto. E posso usar a força do meu vento para jogar esses objetos em vocês... Separados não somos muito fortes.
Ying tentava pensar em alguma forma de combinar o ataque dela com o de Yang.
— O pior é que eu ainda estou com pouca energia. — Lembra Yang, quando parte da rocha que eles estão se escondendo é destruída.
— Seres como eles dois, ainda influenciados pela Paradise Ma... — Vitória estava para falar algo, quando nota um movimento dos representantes.
Yang deixa seu esconderijo e continua ajudando sua parceira a fugir. — Eles vão ficar fugindo para sempre? — Reclama o garoto da liberdade.
— Eu tive uma ideia. Vamos atacar com algo que eles não possam se defender. — A garota se volta para seu parceiro.
Yang estava segurando a mão de Ying, e notou que esse tempo correndo, ajudou ele a recuperar a energia.
— Eu estou me sentindo mais forte. — Disse Yang confuso.
— Como assim? Só estamos correndo. — Falou a representante, irritada com a situação.
Ela senta, atrás de uma rocha menor dessa vez, mas parece que os oponentes não estavam mais atacando.
— Pelo menos, parece que eles para... — Foi só Yang tentar falar, que o chão começou a tremer e eles escutaram um grito, de Vitória.
A garota estava mirando seus dois braços em direção da montanha.
E um grande pedaço de pedra é separado de lá.
— Gran Movimiento Contra la Gravedad!*— Grita ela, fazendo com que aquela enorme rocha flutuasse nos céus.
Ela estava se esforçando de verdade.
— Agora é minha vez! — Afirma Vitor, puxando uma grande corrente de ar.
— La Liberdad Súper Tomenta!* Após o garoto realizar mais um poder, a corrente de ar fica bem mais pesada, ele levanta ainda mais a rocha, o estrondo era assustador.
Aquele era realmente um golpe para eliminar qualquer inimigo.
As entidades do amor estavam com um grande medo do que poderia acontecer.
— Vamos ver... Como responderam isso. — Diz Vitória, ainda se esforçando para manter a rocha no ar.
— Usem tudo de vocês, representantes do amor!
Vitor finalmente lança a grande rocha, era o último movimento dele, mas era fatal.
"Droga, existem alguns poderes que eu poderia usar para tentar defender, mas no estado que estou, é impossível." Pensa Ying, tentando encontrar uma saída.
"Eu preciso me salvar, salvar ela... Posso usar toda a energia que tenho em meu coração para explodir esse esse ataque... Que Deus ajude." Yang sempre pensava em Deus quando estava em desespero.
Ele sentia o fogo crescer, em seu coração e em seu punho, e lançou um de seus melhores ataques, que ele praticamente não conhecia ainda.
— Fire Explosion!* — Ele socou o ar, atirando uma esfera de energia vermelha contra a rocha.
Quando os golpes se chocaram, houve uma grande explosão, fragmentos da rocha foram arremedados pela arena, junto de Yang que voou com o impacto.
"O Yang realmente salvou a gente? E eu não fiz nada?" Ying ficou envergonhada com a situação.
— Eu não posso mais... Lutar — Balbuciava o garoto no chão.
Sua parceira estava preocupada, seria ruim continuar o confronto sozinha, sem muita força para usar sua energia, mas quando a fumaça se dissipou de vez, ela notou que Vitor estava exausto e Vitória já havia caído.
— Melhor acabar com essa luta. — Sugere a representante.
— Você tá certa. — Concorda o garoto, se deixando cair.
Depois de alguns minutos eles se juntaram para conversar sobre aquela luta.
Falaram sobre a Paradise agir de forma errada com as entidades.
Yang também mencionou sobre ter recuperado sua energia, Vitor explicou que poderia ser porque ele ajudou sua parceira e segurou a mão dela, o contato era bem respondido pelo Love Reaction.
Vitória contou que era uma viajante que passou um tempo fora, ela falou um pouco sobre liberdade e como os poderes dela combinam com os de Vitor.
Na verdade não era exatamente a gravidade, mas sim que os objetos passavam a ficar mais leves, principalmente para os ventos do parceiro, algumas entidades lutavam muito bem em dupla, talvez os representantes do amor também deveriam tentar. Por fim, eles também receberam uma recomendação de chamarem seu oposto pelo nome dele na Terra, para chamar menos atenção, e assim aquele encontro terminou.
Algumas horas depois, em um prédio escuro.
Um jovem asiático, loiro, vislumbrava outros prédios pela vidraça, do andar onde estava. Ao fundo ele era capaz de ouvir o grito de uma garota muito importante para ele, por mais que a malquerença dominasse ele, o garoto nada poderia fazer.
O clamor da jovem para que aquilo acabasse, deixava ele em um desespero indescritível.
Os gritos dela foram escutados por mais alguns segundos, mas finalmente cessaram.
Então, um ser pavoroso surgiu por trás dele, o garoto notou tal presença e ignorou.
— Dessa vez eu fui bondoso, é a sua chance de acabar com aqueles seres, espero que isso aconteça em breve. Ou a Melida vai... — A voz do demônio continha um tom de ironia.
— Vou usar tudo o que tenho. — Respondeu, sem emoção.
— Tudo? Fico contente. Boa sorte, Caio. — O ser finalmente desapareceu.
O garoto continuava a vislumbrar a cidade iluminada por todos os tipos de luzes daquela noite de poucas nuvens.
— O Namoro de Ying Yang 8 — Fim.
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