O namoro de Ying Yang

13 Conflito 13: Triângulo odioso.


Notas iniciais
Acho que pedir desculpas não é a coisa certa. Perder o prazo me deixou triste mas infelizmente tive problemas com meu celular, e para fazer essa história chegar aqui rola um processo meio difícil, vou tentar manter voltar prazo, mas não sei se vou conseguir. De todo jeito, Boa leitura. (Podem escutar essa música durante o capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=kua_iJ4bAmo )

O namoro de Ying Yang 13

A grama era bem verde naquele ponto, ali poderia observar toda a escola, as outras crianças brincando, as meninas conversando. Uma hora ou outra uma forte brisa passava por seu corpo, a liberdade estava presente com aquele enorme azul circulando tudo sobre sua cabeça, mas o melhor de ficar naquele local é que poderia observar Ying. Embora Yang ainda não entendesse bem o que sentia, fazia bem olhar para a garota, e não era mal nenhum para qualquer um deles, era isso que ele pensava.

Um outro garoto se aproximou de Yang, um pouco ofegante, ele se jogou na grama próximo ao representante.
— Já está aqui de novo? — Questionou encarando o céu. — Você vai perder todos os intervalos assim.
— Quem disse que eu estou perdendo? — Retornou.
— Daqui você pode observar ela, isso é estranho. — Voltou a atenção para Yang.
— Como assim estranho?
— Um pouco assustador eu acho, quero dizer, você deveria falar com ela e não ficar espionando.
— Não é assim, eu gosto desse lugar, e eu estou apenas observando, daqui eu posso sentir um bom vento e olhar para o céu. — Explicou o garoto, por algum motivo feliz. — Ela não quer conversar comigo também.
— Isso é algo bom, sabia? Não vale a pena falar com ela. — Brincou, deixando uma risada escapar.
— Zhang... — Repreendeu o representante.
— Vamos descer logo, a aula vai começar. — Ele continuava rindo.

Conflito 13: Triângulo odioso.

— Você lembra daquela época? — Questionou Zhang, fitando Yang que estava em sua frente, preso na cadeira.
— Sim, acho que foi uma das melhores épocas da minha vida. — Respondeu, mesmo assim não demonstrava muita emoção.
— Foi uma grande chance, estudavamos todos ali naquele ano, eu, você, Gang e até mesmo Liang. — Continuou relembrando.
— Eu também acho, mas onde você quer chegar?
— Calma cara. — Zhang caminhou até a cama e sentou ali. — Eu te perguntei se queria voltar uns oito anos no tempo, ou apenas dois, foi você que escolheu.
— Se fosse apenas para falar do passado, eu não precisaria está nessa cadeira e você não estaria fazendo parte desse grupo. — Yang se irritou, voltou o olhar para Zhang.
— Então... — Agora ele encarava o chão, levava aquela conversa de uma forma estranha. — Lembra também quando mudaram as salas?
— Sim, tínhamos quatorze anos. Foi um ano mais difícil. — Embora não achasse muito sentido em apenas lembrar o passado, Yang continuava a conversa normalmente.
— Pois é. Você continuou com Gang e Quon, enquanto Ying estava na minha sala. Liang mudou de escola, ele já demonstrava ser melhor naquela época. — Relembrou Zhang, com seu tom calmo, parecia gostar de falar do passado.

Os amigos das entidades representantes do amor estavam reunidos na casa de Jiao, só faltavam os dois.
Mesmo diante daquela situação, Ying não apareceu ou disse algo, mas os outros precisavam tomar uma atitude e estavam ali, reunidos, prontos para criar um plano.
— Bem pessoal, até agora não sabemos nada sobre as pessoas que levaram Yang e nem para onde elas foram, mas já pedi ajuda para o meu amigo e dono dessa casa, ele tem alguns contatos aqui nessa cidade e acha que pode encontrar nosso amigo. — Se pronunciou Jiao, encarando todos sentados em volta de uma mesa.
— Tudo bem, mas além disso precisamos saber mais sobre aquelas pessoas, quantas são e o que podem fazer, provavelmente estamos em desvantagem! — Comentou Gang, pensando de forma inteligente mesmo em uma situação ruim.
— Tem razão Gang, precisamos de uma estrategia para tirar Yang do lugar onde está, e se possível sem entrar em lutas.
— A Ying nem se quer apareceu. — Disse Quon.
— Eu vou falar com ela hoje, preciso saber o que ela vai fazer. — Se pronunciou Hao, ela não era amiga de Yang, mas não queria ficar apenas esperando.
— E se ela não quiser ajudar? — Yu parecia nervosa com a situação.
— É possível. — Respondeu Hao.
— Aquela garota! — Gang bateu seu braço na mesa, estava irritado. — Não dá para acreditar nela.
As duas amigas da representante encaravam ele, não tinham muito o que dizer.
— Ela não é uma pessoa ruim. — Argumentou Hao.
— Simplesmente não consigo gostar dela. — O moreno se levantou irritado e deixou a cozinha.
— Bem, precisamos continuar. — Jiao tentou retornar o assunto.
— O que acha que pode está acontecendo com Yang? — Perguntou Quon.
— Não sei, é por isso que precisamos encontrar ele o mais rápido possível. — Afirmou Jiao.
— Espero que ele esteja bem. — Disse Yu com sua doce voz.
— Só podemos esperar isso mesmo. Por enquanto que não temos mais ideias, vamos comer algo? — Sugeriu Jiao com um sorriso amarelo.

Uma vez quando tinha quatorze anos, Yang foi ofendido por dois garotos mais velhos, eles diziam que o representante era muito fraco e nem merecia ser uma entidade, ele ainda não era capaz de controlar algum poder; quando esses caras estavam a ponto de agredir o garoto, Ying surgiu, foi a primeira vez que Yang viu um poder dela, com suas lâminas de gelo, ela fez os dois agressores fugirem do local, na realidade ele não havia entendido por qual motivo a garota tinha ajudado, ela não mostrava nenhum sentimento de amizade pelo representante, e quando Yang perguntou a razão que levou ela a tomar aquela atitude, a garota respondeu:
"Não somos amigos mesmo, na verdade eu não me importo com você. Mas ver pessoas como essas, falando tanta merda e querendo se divertir com os mais fracos, me irrita. E querendo ou não, nós dois somos entidades."

Foi desse momento que eles lembraram agora, uma das coisas marcantes para Yang na Paradise, teve muito muito pouco contato com sua representante oposta lá, e naquele dia estava acompanhado de Zhang e Gang, e lembra bem que os pontos de vista deles dois começaram a mudar naquela época. Yang abriu um pequeno sorriso, Zhang estava pálido e um pouco nervoso, mas o representante não iria notar isso.
— Já fazem quatro anos que isso aconteceu. — Afirma Zhang.

Yang estava para começar a falar algo, quando a maçaneta da porta girou, ela foi aberta e uma garota meiga, bonita e de baixa estatura entrou na sala. Ela segurava uma bandeja, com algumas frutas e bebidas.
— Bem, eu trouxe algo para comerem, precisam se alimentar, principalmente o hospede. — Avisou, sua voz era característica, baixa e revelava um pouco de seu jeito desajeitado.
Zhang puxa uma mesinha que estava escondida sob a cama, Yang nunca imaginou que havia algo ali.
— Vocês costumam torturar seus hospedes? — Questionou Yang.
— Ainda existe ironia, então, parece que não chegaram no ponto principal da conversa, do que estão falando? — Ela deixou a bandeja sobre a mesa e se voltou para Zhang.
— Eu faço as coisas do meu jeito. — Respondeu, demonstrando desinteresse.
— Como eu vou comer com as mãos presas? — Perguntou o representante.
A garota começou a desamarrar as cordas, Zhang em um movimento de impulso se levanta, ele até pensa em dizer algo, mas apenas pega uma fruta e avisa:
— Voltarei depois que ele terminar.

Rapidamente Yang começou a comer as frutas, fazia um bom tempo que o garoto não se alimentava. A mulher encarava o desespero e falta de educação dele com um olhar de nojo e curiosidade. Yang até notou, mas não se importava muito, então questionou:
— Posso te fazer uma pergunta?
— Claro. — Ela assentiu com a cabeça.
— Você me desamarrou para que eu podesse comer, mas nesse tempo eu poderia tentar fugir, afinal apenas você está nessa sala. — O representante não se importava em falar de boca cheia. E ele tinha uma imagem tão desanimada que, provavelmente ninguém iria acreditar que ele tentaria algo.
— Eu acho que existem duas respostas. Ou eles acham que mesmo saindo desse quarto, não vai fugir da base, ou, acreditam que eu sou o suficiente para te parar. — Ela já não falava mais com o mesmo tom igenuo.
— Eu não vou tentar fugir. — Yang afirmou, encerrando a refeição.
A garota que estava em sua frente, caminhou até a parte de trás da cadeira para amarrar seus braços. Então ela abaixou seu rosto, deixando sua boca perto do ouvido do representante, e cochichou:
— Ignore o que ele vai te dizer.
Aquelas palavras foram uma surpresa para Yang, não entendia porque aquela garota havia dito isso, e nem o seu comportamento.
— Do que está falando? — Retornou o garoto.
— Apenas ignore a realidade. — Ela falou baixo novamente, mas logo cortou essa conversa. — Zhang, pode voltar.

O garoto entrou no quarto.
— Obrigado pelo trabalho, Laila. — Ele agradeceu.
A garota se curvou em cumprimento, pegou a bandeja e deixou o local.
— Podemos reto... — Zhang estava para falar algo, mas foi cortado por Yang.
— Por que ela pode ficar sozinha aqui enquanto eu estou solto, mas com você eu preciso ficar preso? — Perguntou, mostrando uma atitude mais forte, na qual ainda não tinha aparecido nessa conversa.
— Ela é uma garota forte. — Brincou.
— Não é isso, você me conhece, sabe que sou fraco. — O representante não encontrava humor na resposta.
— Eu te conheço? Faz mais de dois anos que não te encontro. — Zhang respirou fundo e voltou a falar sério.
— Só não entendo porque eu preciso está aqui e amarrado para conversamos sobre o passado. — Yang estava confuso, mas tentava buscar uma explicação.
— Tudo bem Yang, vamos falar sobre o passado que importa. — Afirmou Zhang, olhando dentro dos olhos de Yang.

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Caio e Melida foram levados até uma casa por duas pessoas desconhecidas, os dois foram servidos com bastante comida, estavam famintos. O garoto que tanto havia encarado Caio, estava ao canto da cozinha, ele apenas observava com desdem aquela situação. Caio devorava tudo de forma desesperada, e embora estivesse com bastante fome, Melida se alimentava com mais calma.
— Obrigada pela comida. — Agradeceu simpática.
A outra garota sorria para ela, também estava sentada.
— Não foi nada, precisamos nos ajudar. — Respondeu de forma amigável.
— Então... Você também é uma entidade, não? — Perguntou, ela já sabia que sim, mas mesmo assim se sentia surpresa.
— Sim, somos representantes como vocês.
— A comida estava ótima. — Disse Caio, se inclinando para trás na cadeira.
— Foi eu que fiz. — Ela fez uma expressão de orgulho engraçada.
Aquela altura o garoto ao canto já sentia uma raiva irritante de Caio.
— Com licença. — Melida timidamente, chamou a atenção da garota em sua frente. — Por que você disse que precisamos nos ajudar?
A garota riu um pouco, mas depois se fechou em uma expressão séria.
— A Paradise está planejando algo para fazer com as entidades.
— Que tipo de coisa? — Caio agora parecia mais interessado no assunto.
— Foi uma entidade que me contou. Faz algum tempo, mas esse momento deve está chegando. A realidade nas palavras daquele ser eram muito grande. — Sua resposta continha um pouco de emoção. O outro garoto se aproximou e falou:
— Vocês não podem imaginar como a Paradise é ruim.

Melida bateu forte na mesa com seus dois braços, assustando todos os outros ao redor. E de cabeça baixa e triste voz, pronunciou:
— Na verdade, podemos sim.
O garoto engoliu seco e deixou a cozinha. A menina na frente dela sabia que seu parceiro havia dito algo errado, mas não sabia exatamente o que fazer.
— Ei, desculpa tá? — Ela tentou algo.
— Sem problema. — Respondeu baixo.
— Você quer tomar banho? Eu tenho algumas roupas e posso te emprestar uma, não seria bom? — Ela falava rápido e quase se perdeu em suas palavras.
— Seria bom sim. — Respondeu com um leve sorriso.
Então a garota foi levada até o banheiro e Caio ficou aguardando na sala, junto do outro garoto.

Quando apareceu novamente, Melida estava renovada, com seu brilho especial, era bem mais fácil notar sua doçura, meiguice e beleza agora, a roupa emprestada também caiu bem, deixando ela muito carismática. Caio estava boquiaberto, até o outro garoto ficou surpreso.
— Pode deixar que eu lavo sua roupa. — Afirmou a gentil entidade.
— Obrigada. — Melida apenas agradeceu, mas ela queria dizer muito mais.
— Bom, agora eu quero trocar com vocês uma ideia em relação ao que podemos fazer caso a Paradise tente algo. — Avisou. E todos concordaram.

Yang lembrava que há dois anos Zhang havia feito uma mudança passando a morar em uma parte distante do sétimo distrito, dois de seus amigos foram morar em outro distrito, Ying também havia sido transferida para outra escola. Foi uma época triste para ele, sua sorte era Gang está ao seu lado, embora eles tivessem se encontrado bem menos, voltaram a conversar, Gang também havia se apaixonado e agora era capaz de entender melhor o que Yang sentia, mas naquela época os sentimentos do representante estavam mudando, a coisa que mais queria era esquecer qualquer tipo de sentimento que existisse. Naquele meio tempo eles conheceram Jiao, era um garoto inteligente, mesmo que em alguns momentos fosse desagradável, acabou se tornando parte daquele pessoal.

O que Yang jamais poderia imaginar, era que do outro lado da cidade, a mãe do representante do amor fazia uma proposta para o pai de Zhang:
— Acho que seu filho seria bom para ser um representante. — Contou a mulher.
Eles estavam em uma das mesas de um nobre café do sétimo distrito.
— Então... — Ponderou o homem. — Até onde sei, entidades, são escolhidas por Deus, você acha que pode alterar isso assim?
— Bem... — A mulher não estava tão paciente, mas seria necessário explicar. — A minha família vem fazendo o lado Ying do amor há algumas gerações. Quando eles fizerem dezoito anos serão submetidos a um teste de equilíbrio, obviamente minha filha vai ser diferente e superior aquele garoto. Ele não vai ser mais um representante. No entanto, como os atuais estão velhos, ela vai precisar seguir como entidade, acredito que arranjarão outro Yang para ela. Eu pretendo adiantar isso, e comunicar ao diretor para que seu filho possa ser preparado para se tornar o próximo representante.
O homem não gostava da forma que a mulher tratava daquele assunto, mas ainda sim pensava sobre a situação.
— Não sei se meu filho iria querer... — Respondeu.
— Como assim? — Questionou a mulher abismada. — Isso seria muito bom para sua família, quem não iria querer esse título?
— Acho que você deveria ter essa conversa com o Zhang.
— Você como pai deveria levar ele para o melhor caminho. — Argumentou a mulher. Mas aquele homem não queria continuar com a conversa então se levantou da cadeira.
— Você precisa falar disso diretamente com meu filho. — Afirmou deixando o local.
A mãe da representante ficou surpresa com aquela atitude, não conseguia seguir a linha de pensamento do homem.

Mesmo assim Zhang foi avisado daquela conversa, nessa mesma época conheceu Niou Zhiyao, viu ali uma oportunidade de crescer. Começou a se aproximar da representante do amor, ela até preferia ter ele como um Yang. Passaram a treinar juntos, pode ter sido uma boa época na vida de Zhang, quanto mais conhecia Niou, mais se interessava no grupo, queria de alguma forma entrar, ser um membro. E havia sido avisado que se fosse uma entidade suas chances seriam bem maiores.
— Quer dizer... Que você iria me substituir? — Questionou Yang, cortando as lembranças que compartilhava com Zhang, se sentindo confuso, mas querendo saber cada vez mais o que havia acontecido.
— Era mais ou menos isso. Vou continuar. — Zhang falava de uma forma diferente de quando entrou na sala.
Yang não tinha muito o que dizer, continuava imóvel naquela cadeira.

Cerca de um mês depois do inicio de tudo isso, a mãe de Ying se encontrou com Zhang, ela precisava ter certeza de que ele iria se tornar o representante, então, em uma noite fria, ela avisou para o garoto que ele precisava inicar um relacionamento com a representante, ela alegou que se eles namorassem seria o melhor motivo para que substituisse Yang, sendo essa uma prova de amor, algo que normalmente também seria cobrado, coisa que não existia entre os atuais representantes. E aquela vontade foi realizada, não apenas por desejo da mulher, mas Ying e Zhang acreditavam em um sentimento que estava se desenvolvendo.
— Pare! — Gritou Yang.
Zhang se assustou, acreditava até que o garoto poderia tentar atacá-lo, mas isso não aconteceu. Na verdade Yang estava completamente desanimado, e não acreditando na realidade, era quase como a tortura anterior, mas sem precisar do efeito de uma droga.
— Você ainda é o representante! — Afirmou Zhang.
No entanto Yang nem se quer conseguia ouvir aquelas palavras, sua vista começou a girar, enquanto seu corpo esquentava e seu olho esquerdo foi tomado por uma dor indescritível, tudo era dolorido. A amarra em suas mãos não serviram de nada, as cordas foram facilmente rompidas, e sua mão foi de encontro ao olho, ele tentava amenizar aquilo de algum jeito. Gritou desesperado e foi ao chão. A realidade era absolutamente horrível, mas para sua sorte ela já estava deixando de existir, ou pelo menos foi o que parecia quando ouviu uma voz tão odiável que poderia ser de um dos piores demônios lhe incentivando:
"Mate-o."
Naquele momento a dor foi amenizada, por um breve instante, no qual pode perceber que Zhang o observava com uma expressão assustada, mas Yang não fez nada, ele estava completamente perdido, então retornou a ouvir algo em sua mente:
"Vamos mate-o! Você esperou tanto tempo por isso. Acabe com ele. Acabe com você! Destrua tudo. Você é um fraco. Ninguém precisa de amor! Você é o pior ser! Mate-o. Mate-o. Mate. o. Faça isso... Agora!" Agora as vozes se alternavam, não eram apenas de um ser.

Yang se perdeu entre esses gritos e desmaiou.
Se sentia como se estivesse viajando em uma dimensão diferente, quando seus sentidos foram retornando, a primeira sensação que teve foi de que seu corpo estava sobre um solo macio, de algum jardim, era uma tranquilidade maravilhosa. No entanto, um grito vindo dos céus assustou o garoto e tirou ele dessa paz.
— Você aqui de novo?
Yang olhou na direção do homem e viu que era o mesmo ser de antes, que havia lhe atacado, ele voava esbanjando as asas de sua bela e negra armadura.
O representante olhou ao redor e ficou surpreso com o que encontrou, uma quantidade incontável de túmulos, até mesmo o horizonte ainda fazia parte do cemitério, para todos os lados que olhava, isso era a única coisa que encontrava.
— Você não é uma entidade. — Afirmou o homem.
— Sou! — Respondeu furioso.
— Se é realmente uma entidade, onde está a mulher? Qual o nome dela? A minha está aqui. Não pode ver? — O homem abria os braços e se orgulhava de seu próprio corpo, sua própria existência.

Naquele momento Yang lembrou de tudo que havia acontecido há poucos minutos, não sabia dizer o que era realidade ou ilusão naquele momento, mas tinha certeza de qual sentimento existia em seu coração e simplesmente se deixava levar pelo desespero.
— Eu não preciso de uma! — Suas palavras calmas e tristes vieram acompanhadas de seu punho em chamas. - Fire Tempest.*

As chamas que estavam indo em direção do homem nos céus poderiam até serem grandes, mas para ele não passava de uma falta de respeito. Apontou seu dedo na direção do garoto, e quase respondeu da forma que estava preparado, porém pensou duas vezes e mudou de ideia.
— Não.
Ele lançou uma flecha brilhante daquele dedo, uma flecha que dissipou todo o fogo e perfurou o corpo de Yang em uma velocidade próxima a da luz, com aquele ataque terebrou o coração do representante.

Zhang deixou o quarto e seguiu com passos rápidos, chegou a ouvir uma reclamação daquele que estava ali fora, o torturador.
— Demorou para fazer essa sua parte.
O garoto apenas ignorou e seguiu seu caminho. Enquanto aquele estranho homem retornou para a sala.

Zhang parou em um de seus locais preferidos daquele prédio, uma janela, onde poderia ver bem os movimentos da cidade. Encarou aquela visão por alguns segundos e disse para si mesmo:
— Você também está diferente, Yang.

— O namoro de Ying Yang 13 — Fim.

Notas finais
É isso, espero que tenham gostado. A história ficou meio diferente, eu sei, alternando entre pensamentos e falas, mas foi assim que eu preferi fazer esse capítulo. Até mais.