O namorado do Izaya
3 Segundo Capítulo - Parte II
Notas iniciais
Shizuo partiu para o banheiro, sendo acompanhado por Orihara. Ao chegarem no cômodo, o loiro começou a se despir tentadoramente devagar. Vestia sua roupa habitual de garçom, porém sem o colete e a gravata. Levou os dedo aos botões da camisa, os retirando com delicadeza de suas casinhas.
Izaya permanecia próximo a porta, observava as costa do loiro. Achava uma graça esse cuidado que Shizuo tinha com as roupas dadas por Kasuka. Assistiu com visão privilegiada o deslizar do tecido da camisa pelas costas definidas de Shizuo, tal visão lhe causou uma espécie de arrepio. Apertou o lábio inferior com alguma força, contendo-se. Não devia ser tão entregue assim, repreendeu-se.
O ex-barman, ainda despreocupadamente, direcionou sua atenção para a calça que usava. Sem dificuldade a retirou e logo em seguida, sua cueca boxer. Com tudo pronto, virou-se para o informante que, para sua surpresa, permanecia vestido e, estranhamente, estava com os braços cruzados em frente ao peito.
O loiro pronunciou-se, sem demonstrar qualquer surpresa — Não vem comigo?
Orihara abriu um sorriso e encarou o loiro dizendo em tom desafiante- Shizu-chan não está merecendo a minha presença em seu banho~
Shizuo sorriu no canto dos lábios ao ouvir aquela afirmação. Aproximou-se do informante e levou as mãos ao quadril do mesmo — O que eu fiz de errado? — Perguntou firme. Sua voz saiu mais rouca que o usual.
Izaya ainda o encarava convicto, parecia não estar nenhum pouco afetado pela aproximação do loiro — Discutiu comigo por motivos questionáveis, ficou horas fora, se embebedou e ainda está de segredinhos com Shinra.. -Disse pausadamente como se lendo uma lista — Ai ai, Shizu-chan~ — O moreno fez que não com o rosto e com o dedo indicador, mostrando seu total desapontamento.
Shizuo apertou um pouco mais o quadril do informante e aproximou seu rosto do pescoço do mesmo. Não chegou a tocar no moreno, mas sabia que sua respiração quente já ia de encontro a pele gelada de seu namorado. Gostava quando Izaya se fazia de difícil, mesmo que por pouco tempo — Eu vou ser um bom garoto a partir de agora — Comprometeu-se, sussurrando no ouvido do informante.
O moreno sentiu todos os seus pelos arrepiarem. Irritava-se profundamente com seu próprio corpo por ele ser tão entregue ao loiro, era inacreditável como uma ação simples como aquela poderia resultar em reações tão espontâneas e intensas. Era inaceitável.
Utilizando de seu invejável autocontrole permaneceu com os braços cruzados, mesmo sentindo agora as leves mordidas e lambidas intercaladas em seu pescoço. O guarda-costas sabia onde devia tocar e não tinha pressa alguma quando o assunto era enlouquecer o informante. Sentia-se tão confiante no assunto que conseguiria falar abertamente sobre o tópico e até, quem sabe, lecionar algumas técnicas.
Com dedicação, continuou intercalando mordidas e lambidas. A pele de Izaya, para Shizuo era o mais delicioso doce que já havia provado. Era macia, tinha um odor singular e inigualável, sem contar no seu gosto extremamente viciante. Admirado com tais características, perdeu o controle que tinha e acabou abocanhando com vontade aquela pele altamente apetitosa. Izaya conseguiu conter o gemido que ficou preso em sua garganta. Porém, o ex-barman ainda não estava satisfeito, em um segundo momento, chupou o local que havia mordido com tanta intensidade que sabia que a marca ficaria por semanas em seu namorado.
– Na- Não — Vacilou o moreno, sentindo os lábios do loiro chuparem sua pele com tamanha força desnecessária. Nesses momentos o informante realmente se perguntava em como conseguia manter um relacionamento estável com um animal selvagem como Shizuo.
Izaya acabou descruzando os braços, na tentativa de afastar o rosto de Shizuo de seu pescoço. O loiro, por sua vez, agora com caminho livre, levou sua mão direita até o abdômen do informante e com um movimento rápido o prensou na parede.
Havia perdido a calma, Izaya seria dele, ali e agora.
Estava mais do que determinado, tanto que assim que o moreno abriu a boca para protestar, sentiu os lábios do guarda-costas e logo em seguida a língua do loiro invadindo sua boca.
Que se dane, Shizuo havia ganhado essa batalha.
Foi o que Izaya pensou e demonstrou quando laçou o pescoço do ex-barman correspondendo o beijo como o loiro queria.
O beijo era intenso, apaixonado e principalmente necessitado. Shizuo e Izaya eram feitos um para o outro. Suas personalidade eram igualmente fortes, por essa razão a convivência entre eles era no mínimo difícil, porém quando em harmonia o encontro dos dois era algo admirável, pois os dois funcionavam perfeitamente bem juntos. Era notável para qualquer pessoa que os observasse unidos.
Izaya mordeu o lábio inferior de Shizuo com força, quando o mesmo apertou de leve seu membro coberto pela calça. O loiro desfivelou o cinto do informante e novamente atacou seus lábios. Apressou-se em retirar as roupas que cobriam Izaya e as retirava com tanta maestria que era inevitável questionar quantas vezes já teriam feito aquilo.
Já completamente nú, o informante foi carregado pelo quadril até o box do banheiro. Foi prensado novamente na parede, sentiu seu corpo estremecer com o contato dos frios azulejos em contraste ao corpo quente que ia de encontro ao seu. Para completar, Shizuo ligou o chuveiro. A água morna que caiu sobre eles de certa forma foi como um analgésico para Izaya que soltou um suspiro de puro alívio.
O guarda-costas vendo aquela expressão satisfeita em Izaya, não tardou em agarrar o membro do informante com firmeza. A expressão do moreno foi de surpresa e sofrimento, mas que logo amenizou-se pelos movimentos precisos de vai e vem de Shizuo.
As bochechas do informante estavam levemente coradas, seus olhos semicerrados e sua respiração saia pesada. Aquilo era muito bom, ele tinha que admitir. Vendo o rosto de Izaya, o ex-barman, sentia-se privilegiado e orgulhoso por ser a causa de tal tentadora expressão. A saudade que sentiu de sua pulga no dia anterior o dominou naquele momento. Munido desse sentimento, o loiro ajoelhou-se e lambeu o pênis de Izaya da base até a glande va-ga-ro-sa-men-te.
– Aarh...Shizu-chan.. — Gemeu o informante, totalmente entregue. Shizuo continuou, mas agora com o ritmo mais acelerado. Estava óbvio que Izaya gozaria logo e se ele não poderia prolongar mais aquele momento, colaboraria para que fosse o mais intenso possível.
O loiro olhou nos olhos castanhos avermelhado e sorriu divertido antes de por o membro todo em sua boca. Izaya arfou e pôs a cabeça para trás. Levou os dedos finos aos cabelos dourados de Shizuo e os agarrou em pura demonstração de descontrole. O loiro seguiu ritmado, chupou a glande com vontade e depois a apertou com mão. Ouvia os gemidos de Orihara que tentava contê-los, em vão, mordendo os lábios.
Para finalizar, Shizuo em um ritmo realmente rápido, chupou a bola direita de Izaya e depois dirigiu-se ao membro, o abocanhando e masturbando ao mesmo tempo. O moreno parou de conter os gemidos e antes que pudesse avisar, ejaculou na boca do ex-barman. O loiro não se importou, levantou-se, ficando frente a frente ao informante.
Izaya tinha um sorriso largo no rosto e seus olhos brilhavam em excitação, trocaram um breve olhar e um beijo impudico.
Shizuo já ia virar Izaya contra a parede, não aguentaria mais um minuto sem estar dentro do informante. Contudo, para sua surpresa, Izaya o barrou — Espere, Shizu-chan. Feche os olhos — O moreno disse com entusiasmo e divertimento. O loiro não queria de maneira nenhuma esperar, mas obedeceu. Obedeceu pois da última vez que ouviu aquela sequência de palavras vindas do informante, ele foi agraciado pela sua visão pessoal de paraíso: o belo bumbum de Izaya sendo melecado por calda de pudim. Só de lembrar de tais imagens já era suficiente para deixar o guarda-costas fora de si.
– Ei, Shizu-chan — O loiro estranhou a distância que a voz estava, mas permaneceu com os olhos fechados — Não quero mais interromper seu banho — A expressão de Shizuo tornou-se sutilmente confusa — Divirta-se — O loiro abriu os olhos de imediato, pode ver o sorriso travesso de Izaya pela fresta da porta do banheiro antes de fecha-la — Ah, não se esqueça — A porta foi aberta novamente — da promessa que fez a entregadora: nada de brigas no apartamento de Shinra! — O moreno soltou uma gargalhada alta, fechou a porta e se afastou o mais veloz possível.
Shizuo ainda estava processando o que havia ocorrido ali. Aquela pulga maldita havia o enganado? Deixando-o ali...... com o pau extremamente duro?! Não. Não podia ser... O ex-barman respirou fundo, juntando todo o folego que tinha para se acalmar e gritar — IZAAAYA! VOLTA AQUI, SEU DESGRAÇADO! — Teria saído do banheiro, quebrado toda a mobília que visse pela frente e arrastado o moreno até ali pelos cabelos se não estivesse no apartamento dos Kishitani. Lembrava-se da promessa que havia feito a Celty há muitos anos atrás e a respeitaria. Seu rosto estava vermelho de raiva. Mesmo depois de tantos anos, Izaya ainda o irritava como ninguém.
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Enquanto isso, nosso querido informante irritante, dirigia-se saltitante até o dono do apartamento. Tinha uma pequena toalha de rosto em volta do pescoço, para conter alguns pingos de água oriundos de seu cabelo e também para cobrir a vermelhidão de seu pescoço "acariciado" pelo seu amado monstro.
Estava contente, o placar marcava um a um entre ele e Shizuo. Agora focava-se no dia anterior, descobriria o que estavam escondendo dele.
Shinra estava sentando em frente ao seu computador. Não queria nem imaginar, nem cogitar e muito menos saber o que os dois amigos estariam fazendo em seu banheiro. Sentiu a mão de Izaya pousar sobre seu ombro e virou-se na cadeira giratória para vê-lo.
– Como foi o banho? — Perguntou irônico, como já dito, não tinha nenhum interesse em saber. Mas não conseguiu evitar perguntar assim que viu o moreno enxugando os cabelos — Não achava que vocês faziam isso aos berros, como quando brigavam pela cidade — Comentou, referido-se ao grito que Shizuo havia dado a poucos minutos atrás.
– Ah, isso... — Izaya sorriu — Só estava me divertindo um pouco. Sobre o banho, só participei do início, Shizu-chan precisa esfriar sua cabeça loira sozinho — O moreno respondeu normalmente, as conversas com o médico eram regadas a ironia, palavras rebuscadas e algumas vezes descontração.
– Hum.. — O médico clandestino sorriu — Fico aliviado que estejam se dando tão bem. O amor realmente faz milagres~ — Sua mente vagou com destino certo até a fada irlandesa, só de pensar em sua amada sentia seu coração realmente bater forte contra o peito. Verificou o relógio no pulso e percebeu que logo ela estaria de volta.
Izaya analisava o amigo, sabia que ele estava pensando na dullahan. Não que fosse necessário ser um grande observador para notar isso.
O moreno achava intrigante o fato dos humanos serem tão frágeis e suscetíveis quando estavam apaixonados. O amor, para Orihara, era o sentimento mais perigosos que existia, pois ele tinha o poder de mudar as pessoas mesmo a contra gosto.
– Quando vão embora? — Izaya foi retirado de seus devaneios quando ouviu a pergunta do dono da resistência. A frase soou leve e sincera, mostrava a intimidade que existia entre eles. Porque, mesmo sendo estranho comentar, era uma amizade de muitos anos. Não que ela pudesse ser classificada como uma amizade comum. Pois não era. Mas como nada na vida daqueles homens era convencional, estava valendo.
– Mais que indelicado, Shinra. É assim que trata seus melhores amigos de infância!? — Izaya sentou na cadeira ao lado da do médico ilegal. É claro que não estava ofendido, afinal Shinra não havia sido indelicado de forma alguma — Eu e Shizu-chan ficamos muito contentes de estar aqui com você~ — Não era necessariamente mentira, mas a forma como o informante falava, claramente com ironia, mascarava qualquer sinceridade que poderia existir na frase.
Shinra riu divertido assistindo o moreno — Ok. O que você quer saber, Izaya-kun?~
Izaya abriu um sorriso fino — Quando cheguei ontem a noite aqui, notei que vocês estavam falando do meu precioso gato yu-chan. O que diziam sobre ele? — Perguntou sem rodeios.
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