O levante de Hogwarts
2 Fúria
Fred acordara com berros no andar debaixo , por alguns momentos ficou em alerta e sacou a varinha, cutucou o irmão fortemente, George se espreguiçou e derrubou uma caixa ao seu lado, e se assustando com o impacto, esperava não ter acordado ninguém.Saíram sorrateiramente do quarto e desceram alguns degraus, tomando o cuidado para não rangerem, pararam ao se deparar com a causadora do barulho ao pé da escada. — Droga, ela não deveria estar dormindo? — George sussurrou bocejando — Dei uma dose que apagaria um dragão! Eles se entreolharam e sorriram, de certa forma, Muriel Weasley era um dragão. Silenciosamente Fred entrou no quarto de Rony e George foi ver se os berros tinham acordado alguém. -Acho que ninguém acordou — George apareceu aliviado — Ela bebeu o suco? Fred estava com copo cheio em mão "Droga" pensaram ao mesmo tempo, Resolveram tirar o pijama e ajudar a alma penada lá embaixo, torceram para que não fosse a mãe e a tia-avó lá. A cena que encontraram era muito cômica, a irmã estava com a boca entreaberta e seu rosto tinha uma tonalidade vermelha e Charlie ajudava Muriel a se sentar, gemendo de dor quando, por vezes, quando a tia segurava-a na tentativa de se apoiar. — Dia — Fred conteve o sorriso — Acordaram cedo. Por um momento viu que a irmã queria lhe dar uma resposta mal criada, mas foi impedida pois Muriel se virou e desatou a falar. -Claro que acordei cedo, essa casa está cada vez mais descuidada, não tem quem consiga dormir muito tempo ! — Charlie deu um urro de dor quando a tia segurou mais forte em sua mão esquerda enfaixada para sentar — fique quieto Carter, vai acordar a casa toda. — olhou para os outros três — peguem uma água para uma velha que viveu muito, estou com a boca seca. Ela não precisou pedir duas vezes, os quatro prontamente foram juntos para a cozinha. — Que faremos com ela? — Charlie estava desesperado, diferentemente dos irmãos mais novos, ele, Bill e Percy conviveram mais tempo com a tia-avó e não tinha memórias doces e calorosas desses encontros. Antes que um deles pudessem responder a tia começou um monólogo sobre com tratar os familiares mais velhos, os jovens voltaram com a água antes que se iniciasse uma confusão. — Aí estão vocês, que demora para pegar uma água. Parecem abortos, usem magia! — Charlie fechou os punhos direitos. — Seu pai ainda está dormindo? Com todo aquele alvoroço no Ministério? É por isso que esta pobre ! — se remexeu na cama. A paciência dos irmãos se extinguira e Ginny sacou a varinha, pronta para estuporar a tia. Nenhum dos irmãos pareciam querer mover um dedo para interver. -Bom journée — falou o Monsier Delacour, num forte sotaque.Salvos, a confusão esperaria. Os irmãos Weasley disfarçaram e começaram a conversar com o Sr.Delacour, e em poucos instantes desceram Apolline e Gabrielle. A movimentação logo se estendeu a casa e todos estavam acordados, ainda havia tensão pelas palavras de Muriel mas os outros problemas mereciam mais atenção ao de uma tia chata e rabugenta. A mesa foi expandida para caber a todos, a conversa fluía levemente, havia um acordo mudo, pelo menos teriam uma manhã tranquila, e por alguns instantes, esqueceram que o relógio dos Weasley marcavam todos os ponteiros no perigo, esqueceram que, logo depois, teriam que reparar os jardins e se deixaram levar por uma esperança, que estava bem longe de sentirem, ainda mais após a morte de Dumbledore e Moody, e agora o sumiço de Harry, Rony e Hermione. Todos estavam felicitando os noivos, e falando sobre a breve mudança para o Chalé das Conchas, quando Muriel interrompeu-os para mostrar sua indignação. — Nossa , tudo isso é por causa do Potter. Tá vendo Molly, o que deu você acolher esse moleque, agora ele fugiu com seu filho, com o rabo entre as pernas, certamente com medo de Você-Sabe-Quem — os sorrisos foram se apagando, Molly que se servia de um empadão de fígado parou no ato — Agora ele vai perseguir a nossa família. — O culpado é o Voldemort — Ginny rebateu, saturada das palavras da anciã — Ele tentaria nos matar com ou sem o Harry. Somos todos seguidores e apoiadores de Dumbledores abertamente. A menção ao nome de Voldermort tornou o clima ainda mais pesado e foi um balde de água fria em todos; mais uma vez Ginny se sentiu idiota por ter temido um nome por tanto tempo. A raiva crescente que sentia de Riddle, da profecia, de Muriel, do Ministério, tudo veio como um tsunami varrendo qualquer controle que ela quisesse ter, guardara por muito tempo essa raiva. — Pois Dumbledore foi outro pirado e agora está no túmulo e quer nos levar com ele. Esqueça esse menino Ginevra, ele é marcado! — ela se mexia tanto ao falar que sua cadeira rangia. Finalmente Ginny chegou ao seu limite, falar do Harry como se ele não tivesse valor, não tivesse vida. Sentiu o clima esfriar, apesar de estarem numa manhã de verão, alguns objetos tremeram, e o conjunto de taças no armário explodiram. O olhar feroz da garota fez a avó hesitar e olhar para Arthur e Molly que olhavam alarmados para a filha, desde que entrara em Hogwarts houveram poucas vezes em que ela perdera o controle de sua magia, e isso, mesmo quando ela era mais jovem nunca era bom sinal. Os Delacour estavam chocados observando a discussão, envergonhados demais para descontrair. Charles segurou a mão da irmã e esta se sentou, olhando mortalmente para tia, o copo em sua mão explodiu, espalhando o liquido por todo o lado. — Ginny ! — a mãe ralhou, a garota encarou-a inexpressivamente. -Desculpem-me — ela se dirigiu a todos, mas lançou o olhar mortal a tia novamente — vou arrumar os jardins. Viu as rugas de preocupação da mãe, suspirou, a fuga de Rony provavelmente a tornara ainda mais protetora e não tinha certeza se a mão a deixaria retornar a Hogwarts... Ainda mais quando Snape era o diretor. O sol estava radiante e o clima contrastava com a destruição no lugar e, de certa forma, com o ambiente na casa. Pensou em sua falha tentativa de manter-se no controle, falhou miseravelmente,não poderia deixar acontecer outra vez, não quando o inimigo espreita e fareja qualquer mínimo deslize e fraqueza, iria se provar capaz e faria sua parte na guerra. " Bem, eu e os outros... Não estou sozinha aqui, nem lá" tocou a moeda em seu bolso, remoera as palavras de Harry durante o funeral, pensara e indagara diversas vezes esse plano louco que tinha, mas quanto mais o tempo passava, mais certa ficava disso.
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