O jogo do deus
7 Um pequeno contratempo
Notas iniciais
Aqueles corpos um tanto esguios faziam tremer as carnes de todos os semideuses presentes naquela cenário. Afinal, quem seriam? Vinha á mente dos meio-sangues diversos monstros e criaturas existentes, mas o medo os propiciaram a pensar que eram definitivamente perigosos...
Mas na verdade eram apenas morcegos.
– Ah, tanta animação pra nada!- retrucou Katherine com cara de desgosto.
– Ainda bem que foram apenas morcegos, estava sem fôlego pra lutar- Fred respirou aliviado.
–Enfim, não se esqueçam da garotinha- sussurrou Ralf apontando para a garotinha de apolo.
– Claro, então conte essa história direito- Kaya pede, encarando a garotinha.
– Me...meu irmão foi capturado, ele parecia morto!
– SEMIDEUSES- grita novamente a voz sibilante, parecendo estar mais próxima.
– Eu acho que não foram apenas morcegos hein- diz Katherine sacando sua espada
– Espera, acho que tem algo tentando me matar, me enrolando... socorro! — brada Ralf, com uma voz medrosa, desesperadamente.
– Monstro! — gritam os semideuses em uníssono, o que ecoou pela caverna.
– Mantenha a calma irmãozinho- sussurra Kaya, tentando acalmar Ralf que estava dando urros de dor.
Com uma espadada súbita a filha de hermes que havia sacado a arma acerta um alvo, neste mesmo momento Ralf urra mas alto.
–Poxa, acho que acertei a vitíma errada!- diz chorando a filha de Hermes, enquanto Andrew vai tratando de fazer um fogo improvisado com duas pedras.
– Consegui, LUZ- grita Andrew com um graveto ardente em chamas apontando pra o local de onde veio o urro do filho de Hades.
– Parece que Katherine acertou o alvo — riu-se Fred vendo que uma serpente enorme estava morta no chão.
– Me ajudem seus idiotas, essa apertada me deu uma baita dor nas costas, e levem a garotinha- Diz Ralf em um tom aliviado.
Todos se levantaram e seguiram e direção de uma trilha longa após passarem pela passagem estreita na rocha.
– Onde vamos dormir? — Pergunta Andrew bocejando
– Está falando como um filho de hipnos — Brinca Fred.
– Olá- Fala uma voz cantante e brincalhona, que não deixava de ser assustadora
– Outro monstro?- Katherine fala, apressada, voltando a sacar a espada.
– Não! Está me xingando filha de Hermes? Meu nome é Jano, sou o deus das duas faces, sou o futuro e o passado, sou a vossa escolha e vim vos advertir...
– Já conheço este malandro- sussurra Ralf com tom de raiva
– Filho de Hades? és tu que está aqui dentre estes semideuses? se mal me lembro sua escolha há 5 anos atrás foi muito boa — diz Jano rindo e apontando pra Ralf.
– Eu me lembro de você também, essas roupas, e essa cara ao quadrado. — disse Ralf.
Jano trajava um terno preto, uma bengala e um chapéu que assentava nos dois lados da face, ele parecia um tocador de blues.
– Então, acho que não vão achar graça do que vou vos mostrar, ABRA-TE-SESÁMO- disse Jano rindo-se enquanto um telão mágico aparecia perante os semideuses ali presentes.
As imagens mostravam semideuses em apuros, sendo esbofeteados por um minotauro de três metros de altura.
– Parece que esquecemos um pessoal dormindo lá na caverna- disse Andrew preocupado.
–Enfim, só vim aqui avisar, parece que vão ter de voltar, e enfrentar um grande minotauro, ah, e garoto de Hades, eu vim a mando de seu pai, não se esqueça de hoje a noite agradece-lo com uma boa fruta selvagem de oferenda, e você sabe como ele é orgulhoso- disse jano desaparecendo repentinamente.
– Nunca pude imaginar jano trabalhando pra o meu pai!- bufa Ralf.
– Mas ele nos deu uma escolha. Voltamos ou não? Vamos nos atrasar ainda mais para a busca.
– É claro que vamos voltar! — gritou Kaya.
Os semideuses suspiraram, cansados, mas nenhum discordou.
Fale com o autor