O jogo do deus

8 Picolé de carvão


Notas iniciais
Oh como eu amo dragões!

Os meio-sangues não gostaram nada de voltarem toda aquela trilha, mas ao longo da caminhada surgiu a questão: qual seria a escolha que Ralf teria feito há 5 anos atrás? E por que ele ainda não dissera nada sobre o assunto?

– Ei, Ralf -diz Andrew, cutucando seu amigo com o indicador. Na sua voz, o desconforto era um pouco aparente.

– Fale, feioso -respondeu o garoto, ironizando-o por ser filho de Hefesto — O que você quer?

– Quando Jano falou de uma escolha, o que seria? — perguntou, arregalando os olhos de curiosidade.

– Olhe isso -diz o filho de Hades, levantando a camiseta. No segundo seguinte, uma ventania preenche o lugar e o fogo se extingue.

– Foi mal, pessoal — ouve-se a voz de Fred. Katherine ri e o empurra de leve.

– Bom, parece que eu não vou conseguir ver nada. Alguém apagou o nosso fogo -ironiza Andrew, já tateando o chão a procura de pedras.

Repentinamente, ouve-se um grunhido vindo do sul da trilha.

– Rápido com o fogo aí, moleque de Hefesto — Kaya dá um tapinha nas costas de Andrew com o objetivo de apressá-lo.

– Parece que os passos da coisa estão cada vez mais próximos -observa Fred.

– É, vou logo tratando de desebainhar minhas espada! -acrescenta Katherine, ao ouvir os passos cada vez mais perto.

– E pelos passos acho que é um dragão — Ralf diz se recompondo e vestindo a camiseta rapidamente.

– E pelo jeito é não é um dragão versão pocket! -Fred brinca, a voz claramente tensa.

– Isso não é hora de brincadeiras, e acho que esse dragão veio me buscar... -sussurra a garotinha de Apolo, assustada.

– Olha, parece que você não é muda! — admira-se Fred, ainda mais tenso.

– Cale-se, seu idiota, deixe a menina terminar de falar — Ralf tenta dar um tapa na cabeça de Fred, ás cegas e quase acaba acertando Katherine — Porque você acha isso, filhote de poeta?

– Oras, eu sinto! — A menininha fala botando a mão no seu coração e passando a outra em seus compridos cabelos loiros.

– Isso é um tipo de poder? — comenta Kaya — Sinistro isso.

– Não se esqueçam que o pai dela é Apolo, o deus das profecias e tal — diz Katherine, na defensiva.

Os passos agora estão mais audíveis, se vê um clarão.

– Fogo? O dragão já está se manifestando? -berra Andrew, já desistindo de fazer fogo.

– Ah, pelo menos assim consigo ver mais longe que um palmo na minha frente -comenta Fred.

–Me dá essa espada, menina de Hermes, eu sei o que fazer! -diz a garotinha de Apolo, erguendo a voz.

– Meus deuses, não sabia que você conseguia falar tão alto! -retruca, não entregando a espada a ela.

–Dá a espada, Kathe, ela parece saber o que diz — fala Ralf, meio que em devaneio.

A menina toma a espada da mão de Katherine e sai correndo em direção do dragão que acabara de ficar visível.

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Ele era ainda maior e mais majestoso que o que os atacou no Acampamento, sua pele escamosa verde não combinava com seus olhos castanhos refletindo o fogo. A garota de Apolo saiu correndo atrás do dragão desviando por pouco de virar churrasco.

Kaya que estava mais um pouco a frente começou a atirar suas flechas de bronze celestial na cabeça do dragão sem ter nenhum efeito, Katherine golpeava o pé do monstro com ferocidade sem efeitos também. Ralf e Andrew tentavam sem sucesso atingir algum ponto fraco, Fred apagava um pouco do fogo com suas rajadas de vento, a garotinha de Apolo tentava sem sucesso subir no dragão, quando foi derrubada.

Kaya correu em direção a garota se esquecendo do dragão por um momento.

– Você está bem? — pergunta ela assustada.

– Sim — responde a garotinha fracamente.

– KAYA! — grita Andrew do outro lado. O dragão estava olhando-as com seus grandes olhos castanhos e narinas bufantes pronto para soltar fogo. Num instante muito rápido tudo aconteceu.

Andrew empurrou as garotas para o lado e se pôs na frente do fogo, Ralf e Katherine atingiram o dragão na cabeça ao mesmo tempo enquanto Andrew estava "em chamas". Fred tentava desesperadamente apagar o fogo do corpo do amigo, quando de repente ele cessou.

– Mas que.. — disse Fred o olhando com surpresa.

Andrew estava inteiro, ao não ser pelas roupas queimadas. Parecia que alguém era imune ao fogo.

Notas finais
Acho que temos um cosplay Leo