O jogo do deus

6 Molho de semideus


Notas iniciais
Molho grego ou romano?

Andrew já estava ficando nervoso de estar quase 2 horas preso em uma parte da maldita caverna. Se ele visse o Sr. D, era capaz de transformar o velho gordo em um par de videiras para decorar a Casa Grande.

Durante a noite havia tido um desabamento que acordara todos. Agora uma grande rocha bloqueava o caminho até a outra saída da caverna, e eles tinham poucos suprimentos na mochila, como biscoitos, que não durariam muito.

– Eu poderia usar meus ventos para empurrar aquela pedra para podermos explorar essa parte e achar um jeito de sair daqui – berrou Fred que estava tão nervoso que o ar ao seu redor ficava turvo de agitação.

– Então faça isso logo! – gritou Louyse, igualmente nervosa.

Katherine, sentada em um canto da caverna, simplesmente se encolheu no próprio lugar, cansada. Tirou o broche de caduceu, nervosamente, e o pressionou, fazendo assim surgir a espada. — Fred, se for fazer, então vá logo. — ela disse, num misto de nervosismo e preocupação- Se não der certo, podemos tentar empurrar a pedra enquanto você faz a sua magia com o ar ou coisa assim -murmurou. Ela estava a beira de um ataque de nervos.

Fred concordou com a cabeça. Pediu, no tom mais calmo o possível, para todos se afastarem. Andrew e Louyse obedeceram sem falar nada e sentaram ao lado de Katherine. Fred inspirou fundo e fechou os olhos. Seus músculos se enrijeceram.

Ele expirou. E o ar se tornou mais denso. De repente, ele fez uma espécie de movimento de "empurrar e puxar" e o ar se moveu a seu comando. A pedra se movera alguns centímetros.

– É pesada demais. — declarou Fred, derrotado.

– Não, não! -retrucou Katherine, se levantando- Está indo bem, a pedra se mexeu! — disse, tentando animá-lo os outros campistas fizeram ruídos afirmativos e gestos animadores.

Fred cedeu e tentou mais uma vez. O mesmo procedimento, mas parecia mais raivoso. E funcionou. Uma abertura se abriu, com o espaço para uma pessoa passar, de lado, tranquilamente.

– Ah, meus deuses! -Katherine gritou, erguendo os braços- Isso foi incrível! -disse, correndo até o lado de Fred e sorrindo como se acabasse de ter feito a melhor pegadinha do mundo.- Você é incrível -acrescentou, dando ênfase ao "você". E o abraçou.

Os campistas se levantaram em um pulo, empacotando suas coisas. Correram na direção da rocha com a pequena brecha. Um abraço grupal se formou na caverna e o clima pareceu mais leve do que nunca.

Mas então Kaya teve os mesmos pressentimentos de antes — Se quisermos sair daqui vivos, temos de ir agora -explicou, puxando-os pelos pulsos o máximo que podia, desfazendo o abraço.

– Ahm... por que? — perguntou Ralf de um canto da caverna.

Um grito agudo percorreu a todos, e a garotinha de Apolo veio correndo da escuridão. Ela balançava os braços e chorava.

– Capturaram meu irmão! Eu acho que ele está morto! — então correu na direção de Kaya, que abraçou-a, tentando confortá-la.

– Quem querida? Quem fez isso com seu irmão? — A filha de Hades pergunta delicadamente.

– Semideuses! — grita com prazer uma voz sibilante no fim do túnel, e então rosna, como se deliciasse algo.

A garota voltou a berrar e chorar.

Então vários pares de olhos avermelhados se iluminaram na caverna escura.

– PASSEM LOGO PELA DROGA DA ROCHA! — berrou Andrew, empurrando as costas dos campistas para que se apressassem. Kaya pegou a garota no colo e a fez atravessar rapidamente. Quando se virou, viu o reflexo de vários corpos deslizando pelas sombras.

– Banquete completo. — uma delas sussurrou, rindo.

E elas avançaram bruscamente contra eles.