O idiota mais que perfeito
31 Capitulo XXXII
Notas iniciais
VISÃO MELISSA
Já era natal. Estava eu no aeroporto com uma plaquinha escrita “Jimin” e com um lindo sorriso estampado no rosto. Não se fez muito tempo desde que o vi, mas a saudade era enorme.
Logo vejo um garoto de cabelos rosa e óculos escuros sorrindo de volta para mim. Jimin...
— Olá. – Ele tentou falar em um inglês um pouco desajeitado.
— Olá. – Respondi para ele em coreano. – Continue falando em coreano comigo, vai ser mais fácil. – Joguei-me em seus longos braços.
Estar acolhida naquele abraço era muito gostoso. Suas pequenas mãos afagavam meus cabelos e isso me fez sentir-me “em casa”. Aquele com certeza era o terceiro melhor abraço do mundo. O de minha mãe era o melhor lógico, e o do Yoongi vinha logo depois. Não eu não consegui esquecer esse idiota, além do mais, não se faz muito tempo que eu saí da Coreia.
— Então, aonde eu irei me hospedar por enquanto?
— Hum? Como assim por enquanto?
— Irei estudar aqui, então meu pai já está cuidando do meu apartamento e da minha mudança. Achou mesmo que eu iria deixar você sozinha?
— Ué... Você poderia ir morar lá em casa. E você vai se hospedar lá.
— Não quero me aproveitar de sua hospitalidade apesar do convite ser irresistível.
— Descarado! – Dei-lhe um murro fraco em seu braço.
— Ai!
— Nem doeu!
Logo aparece minha mãe com aquele sorriso que eu conheço. O sorriso de quem achara um garoto perfeito para mim.
— Olá senhora. – Ele retirou os óculos e curvou-se em reverência.
— Senhora está no céu meu querido. Pode me chamar de Selene. Filha, não me lembro de quando conversávamos sobre o Jimin, você ter mencionado que ele era tão lindo assim!
— Mãe! – Pronto, lá vai ela com a operação cupido...
As bochechas do Jimin coraram imediatamente e minha mãe o apertou em um doce e quente abraço, e ele como uma criança fofa retribuiu.
— Vamos para casa meus queridos? – Ela apontava para seu carro.
Fizemos que sim, e entramos.
— Então, meu filho, quer dizer que você e minha filha são bons amigos?
— Sim senhora.
— Senhora está no céu amorzinho. Pode chamar de Selene mesmo.
— É que lá na Coreia devemos tratar os mais velhos com respeito... Posso chamar-te de tia? – Ele falava em um inglês estranho.
— Tudo bem, você venceu... Mas não mude de assunto.
— Ah, sim. Melhores amigos poderia dizer.
— Jimin, acho que minha filha é cega! Como ela pode ser só amiga de um rapaz como você? Filha, teremos que ir ao médico urgentemente!
— Mãe! – O Jimin só ria. – Para de rir você também. – Dei um tapa na coxa do Jimin que não se aguentava mais no banco de tanto rir.
Onde eu estava com a cabeça de ir buscar o Jimin com minha mãe? Sabia que ela ia me fazer passar uma vergonha dessas!
Chegamos em casa, e mamãe apresentou o quarto que o Jimin iria ficar. Demos um tempo para ele descansar, afinal a viagem tinha sido longa.
XXX
Estava chegando à noite quando ele saiu do quarto, vestido em uma bermuda e uma blusa branca de manga longa.
— Hora certa viu!
— O cheiro está bom! – ele sentou-se na cadeira rindo, observando a comida que minha mãe tinha preparado. – Cadê a tia?
— Ah, ela precisou ir contar a novidade ao vizinho e parece que se atrasou!
— Que novidade?
— Você! – Ele corou e fez uma careta fofa.
— Eu?
— Preparado para o povo te chamar de meu namorado? Porque é isso que ela vai espalhar para o mundo.
— Não me importo!
— Safado!
— Fofinha! – Ele olhou-me de cima abaixo, pois trajava um shorts curto de malha e uma regata.
— Você já me viu pior... – Dei de ombros.
— Verdade. – Ele jogou-me um olhar de malícia, mas ignorei.
Jantamos em paz, e logo nos jogamos na sala para assistir TV.
Tempo depois já havia cochilado e acho que cochilei no ombro do Jimin. Senhor que eu não tenha babado nele!
VISÃO JIMIN
Ela adormeceu em meu ombro, e fiquei a encarando por um bom tempo. Seu rosto tinha uma expressão serena e doce, não me controlei em acaricia-la.
Tempo depois ouço o barulho da porta se abrir, era a mãe da Melissa e eu fiz menção de silêncio com a boca.
Ela pediu-me que eu a levasse para seu quarto.
Assenti e a peguei com todo cuidado do mundo para não acordá-la.
Apesar de pequena era um pouco pesada, mas isso não me atrapalhou de aproveitar aquele curto momento.
A deitei cuidadosamente em sua cama e depositei um beijo em sua testa e sussurrei um “boa noite pequena”.
Eu realmente estava apaixonado por ela, mas não queria estragar nossa amizade. Ela sabia que eu a amava, e não se afastou de mim por causa disso. Com todas as minhas forças eu preservaria essa linda amizade entre nós e ninguém irá retirar ela de mim.
UM ANO DEPOIS
VISÃO MELISSA
Um ano se passou em minha vida. Jimin e eu continuamos bons e melhores amigos, ele recusou morar em minha casa por mais que minha mãe fizesse o maior auê por isso. Aproximamo-nos muito nesse ultimo ano, podemos dizer que sabemos tudo um do outro (sim ele sabe do Jefferson). Minhas amigas deram em cima dele, e eu juro que tentava não ligar, mas o ciúme era óbvio. O Jefferson o odiava, pois aonde eu ia o Jimin estava logo atrás. Somos muito grudados um no outro.
Nunca mais vi o Yoongi e nem soube notícias do mesmo. Achei melhor assim. Ainda sentia meu coração teimoso bater por ele e eu juro que tentei esquecê-lo, mas foi impossível.
Estou agora com 18 anos, o Jimin com 19. Minha mãe ainda insiste que fiquemos juntos como um casal e eu digo que se pudesse eu ficava, mas no coração não se manda.
Hoje é véspera de natal, está muito frio em Nova Iorc, e eu estou comprando presentes e algumas coisas que minha mãe me pediu para o natal.
Paro e encaro uma vitrine, sinto um cheiro agradável e conhecido o que faz meu coração acelerar. A neve cai, eu me arrepio, borboletas brincam em meu estômago e me viro.
Não é mais preto, mas sim verde, o que o deixava mais lindo ainda. Ele está em minha frente e sinto uma saudade arrebatar meu peito fazendo lágrimas quentes descerem em meu rosto gelado. Ele se aproxima e eu encaro aquelas pupilas negra que me tentavam tanto. Toca o meu braço e meu corpo logo reconhece aquele toque: Min Yoongi.
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