O idiota mais que perfeito
32 Capitulo XXXIII
VISÃO YOONGI
Vim passar o natal deste ano em Nova Iorc a pedido da Hae. Sim, continuamos noivos. Infelizmente...
Eu andava em devaneios pelas lojas, pensando o que agradaria a Melissa em um dia como esse. De verdade: Ela é a única mulher em meu coração e tenho certeza que será sempre assim.
Avisto um ser baixinho encarando uma janela, o vento sopra gelado e ainda não neva. Ela estava vestida com roupas maiores que ela, o que ficava fofo por sinal. Aproximei-me para poder ver o que ela via com tanta convicção, até que eu percebo a incrível semelhança dela com a Mel.
Automaticamente a encaro e ela vira-se lentamente para mim, até que pude ver seu pequeno rosto. A toquei na pele nua de seu antebraço onde as muitas sacolas raspavam em seu sobretudo fazendo sua pele ficar a mostra. A neve caiu naquele momento como mágica! Como um movimento ensaiado e programado para ser feito, estiquei meu braço até o encontro de sua pele e a senti estremecer perante o toque. Ambos estamos frios perante o tempo, mas, nosso toque é quente assim como a lágrima que descia em seu lindo rosto. Ela está em choque com um misto de expressões em eu rosto.
— Melissa... – Pronuncio como um sussurro.
— Yoongi... – Meu corpo se estremece a vendo sussurrar meu nome e me incendeio automaticamente. – Mas... Como? É você mesmo?
— Sim, sou eu Mel... – Tento aproximar-me.
— Por favor, não se aproxime – Ela engolia em seco com uma expressão de incomodo em seu rosto.
— Desculpe. – Me recolho. – Como você tem passado? Meus dias não foram tão quentes como eram com você.
— Eu tenho passado bem, obrigada. Preciso ir, minha mãe está me esperando.
— Mel... Não vai, precisamos conversar.
— Acredito que não estamos nesse tipo de relacionamento. Faça o meu trabalho ser fácil passando por você e fingindo que nunca o vi na minha vida.
— Você sabe que eu não posso, e eu sei que você não consegue. – Aproximei-me assim podendo sentir sua quente respiração.
— Então pelo menos finja! – Ela sussurrava.
— Não vou, não quero e nem posso. – Neste momento eu a prensava na parede.
— Por favor... – Ela chorava. – Eu não quero enganar-me novamente, só quero viver minha vida.
— Sem mim?
— Esse tempo todo estive vivendo bem sem você. Não sei se já esqueceu, mas eu não. – Ela olhava para mim com uma expressão triste. – Por favor, deixe-me ir.
— Espero encontrar você em uma ocasião melhor.
Ela simplesmente saiu sem nem olhar para trás.
Mas também, o que você esperava idiota? Você foi magoado e a magoou injustamente.
VISÃO MELISSA
Pensei que meu coração pararia ali mesmo. Ele estava mais lindo do que antes, e mais forte? Minha cabeça gritava alarmada em sair dali, mas meu coração e corpo desejavam em ficar e desejavam por ele.
Ainda me machucava pensar nele, mas em vê-lo assim, toda dor dissipou-se, esqueci-me dela por uns míseros minutos. Eu não posso deixar-me levar novamente por aquele rostinho bonito e corpo sarado. Ouviu bem coração? Controle-se!
XXX
A ceia de natal passou-se bem. O Jimin percebera que eu estava estranha e fora de mim, mas o resto foi lindo.
Recebi de presente dele um colar prata que continha um floquinho de neve de brilhantes como pingente. Amei o presente, e sempre tenho usado aquele colar que ele me deu antes de eu sair da Coréia. Virou meu amuleto.
Mamãe deu-me o box de Dark Hunter, um livro que eu pirava em ler... Apesar de só ter lido um livro da saga. Meu pai mandou-me meu presente pelo correio: Uma pulseira dourada cheia de pequenos pingentes, a coisa mais fofa.
Os dias passaram-se rápido e já era 31 de dezembro: A noite da virada. Fui eu, mamãe e o Jimin para o restaurante cujo minha mãe era chefe, ela trabalharia hoje, pois o estabelecimento ficaria cheio e aproveitamos para ir junto comer de graça.
Sentamos em uma mesa reservada e minha mãe foi diretamente para a cozinha. Fizemos nosso pedido, que se concentrava em massas e jogamos conversa fora enquanto esperávamos o pedido.
Como dias atrás, senti aquele cheiro que me fazia delirar: O perfume do Yoongi.
O vejo entrar junto com a Hae e a mãe e seu pai, senhor Hyuk.
— Ai não...
— Que foi Mel? – Jimin me encarava curioso.
— Olha para trás.
Ele assustou-se em vê-lo.
— O que esse cretino faz aqui?
— Fala baixo! Quer que ele nos veja? – Tarde demais! Ele me viu e veio em direção a minha mesa. – Droga!
— Melissa, Jimin. – Ele nos cumprimentou. – Quanto tempo... Como vocês vão indo?
— Melhor do que você! – Jimin retruca e olha com deboche para Hae.
— Ora ora, que mundo pequeno não é meu amor! – Hae falava em um tom nojento. – Oi Melissa, oi Jimin.
A ignoro.
— Então Jimin, quando seu pai vem? – Eu perguntei ignorando a presença dos dois.
— Nem sei Mel, mas ele enfatiza que quer nos ver namorando. – Ele dá um sorriso descarado.
— Safado! – Dou um tapa de leve em seu ombro e sorriu.
— Acabei de ser ignorado? – Yoongi pergunta seco. – Hae, vamos sentar aqui! – Ele fez menção às duas cadeiras que ainda estavam vazias.
Arregalei os olhos.
— Sai! Você e esse projeto de boneca inflável.
— Vem me fazer sair.
— Às vezes sua criancice me assusta! – Levantei uma sobrancelha e fiz uma voz em tom de escarnio.
— Sente-se, minha querida noiva.
Ai que nojinho.
— Senti um cheiro de coisa podre, você sentiu também Mel? – Jimin passava os braços por meus ombros.
— Cheira muito mal mesmo. – Eu me aconchegava nele.
Yoongi olhou-me irado.
— Vamos Hae! – Ele vociferou.
— Mas por quê?
— Você é surda, levante-se! – Ai que ignorância.
Eles sentaram-se junto com os pais.
— Obrigada. – Sussurrei para o Jimin.
— Não precisa agradecer. Se você sussurrar mais uma vez tão pertinho assim, você me paga. – Ele sorriu.
— Vou ao banheiro. – Peguei minha bolsa e levantei-me.
Na porta do banheiro uma massa corporal de cabelos verdes me esperava encostado na porta.
— O que quer? – Perguntei.
— Não está óbvio? Você? – Ele caminha como um gato calculando seus movimentos.
— Me deixe em paz!
— Tem certeza? – Ele puxou-me para dentro do banheiro e em um movimento rápido me prensou na porta.
— Me solta!
— Não quero. – Ele se pressionava contra mim e enfiou sua coxa entre as minhas pressionando minha área sensível.
— Yoongi, deixe-me ir! – Falei como um sussurro.
— Não é isso que o seu corpo quer. – Ele me apalpava e apertava e em cada ponto onde tocava, incendiava.
— Por favor! – Choraminguei.
— Não... – Sussurrou bem perto de meus lábios.
Eu estava tentada em agarrá-lo e, sem pensar duas vezes o fiz.
Era um beijo de necessidade e saudade, agressivo e cheio de desejo.
Eu enlouqueci por desejar beijar esse homem novamente!
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