Notas iniciais
Oi gente, prontas para mais um capitulo? Andei pensando no cronograma de postagem, e pelo fato dos capítulos serem pequenos, acho que poderei soltar três por dia. Bem, tenha uma boa leitura ^^

Era manhã de domingo, eu não queria me levantar, nem comer, só queria ficar ali, sozinha sem ninguém para me incomodar. Até que ouço batidas na porta.

— Flor, sou eu. – Ana entrava com uma bandeja.

— Oi, Ana...

Ela apoiou a bandeja em cima da escrivaninha. E correu até mim, me dando um abraço confortável e apertado.

Desabei em seus braços, chorava feito uma criança.

— O que foi princesa? Qual o motivo de você estar assim? Alguém te fez alguma coisa? – Me senti protegida enquanto ela me abraçava.

Aquela semana que passei ali, Ana e eu nos tornamos muito amigas, eu sentia que realmente poderia confiar nela.

— Ana... – Eu já estava soluçando de tanto chorar. – Me diz que ele não vai voltar, eu não quero sofrer de novo.

Ela percebeu que eu ainda estava em choque, e falava coisa com coisa.

— Filha, me fala o que aconteceu. – Eu só chorava.

— Por favor, me deixe só.

— Tudo bem, coma um pouco. Quando você estiver mais calma conversamos.

Fiz que sim e ela me deixou só.

Assim fiquei pelo resto da tarde e da noite, às vezes a Ana vinha me ver para saber se estava tudo bem.

XXX

Era segunda de manhã e eu não tinha nenhum ânimo para ir para escola. A Ana veio bem cedinho falar comigo, pedi para ela avisar para o meu pai que eu não estava bem e que não iria ao colégio. Ela me abraçou e logo saiu.

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VISÃO MIN YOONGI

Eu ainda estava meio confuso com o que tinha acontecido entre mim e a Melissa no sábado. Ela ficou desesperada, fora de si quando eu a beijei. Tá que ela é muito louca, mas eu realmente não esperava aquele tipo de reação dela. Eu sei que ela gostou do beijo, se não tivesse gostado não teria me beijado de volta. Mas logo depois é como se algo dela fosse destrancado.

Estava me sentindo um pouco mal, eu queria visita-la.

A diretora entrou na sala, e explicou para o professor e os alunos que a Melissa não viria ao colégio, pois estava doente, e não saberia quando retornaria.

Recebi aquela notícia com um grande susto. Doente? Como assim?

Eu precisava vê-la.

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Eu finalmente criei coragem e saí de meu quarto. Encontrei a Ana na cozinha, ela olhou para mim com um pouco de susto e logo correu.

— Princesa? Aconteceu algo?

— E-eu fui beijada sábado... Eu me lembrei dele. – Fiz uma pausa e meus olhos já estavam inundados pelas lágrimas. – Ana, não deixa ele vir aqui me buscar, não deixa o Jefferson vir aqui.

Ela me abraçou. Eu não expliquei muito bem, mas acho que ela tirou suas próprias conclusões.

XXX

Já era quarta-feira e nada de eu ir para a escola, eu conversava com a Min Jae pelo telefone, mas sempre evitava que ela viesse me ver.

Era meio dia, meu pai novamente não estava em casa, mais uma vez ela me ligou... Assim que atendi a ligação alguém bate a porta, fui atender já que estava perto.

Mel, algo de muito esquisito aconteceu hoje na escola.

Eu não deixei ela continuar a frase.

— Jae, tenho que ir... Depois nos falamos. – Desliguei o telefone, e me direcionei a visita. – O que você tá fazendo aqui? Veio rir da minha cara? Idiota.

Não acreditava no que eu via o Min Yoongi na minha frente, com uma expressão meio preocupada.

— Calma bravinha, senti a sua falta e por isso vim ver como estava. – Ele foi entrando e se sentindo em casa, mas que menino mais folgado. – Bela casa. – ele falou sentando no sofá e colocando seus pés numa mesinha que tinha na frente do sofá.

— O que você quer? Já viu que estou bem, agora vaza!

— Stress dá rugas viu! Será que podemos conversar em particular?

A Ana se aproximou.

— Ei flor, tudo bem? Este por acaso não é o Jefferson não né? – Ela estava preocupada em aquele ser o desgraçado.

Tá que o Yoongi é um desgraçado, mas o Jefferson era um desgraçado em um nível superior.

— Oi Ana, esse aqui é um amigo da escola, o Min Yoongi, mais conhecido como Suga. Vamos lá pra cima, qualquer coisa me avisa.

Agarrei o braço dele e fui o puxando até meu quarto.

— Tá, desembucha.

— Queria saber o porquê de você sair estranha daquele jeito lá no parque.

— Não sabia que te devia satisfações... E o grande Suga preocupado comigo? Conta outra.

— Olha só, desculpa ter te beijado daquele jeito, eu fiquei preocupado mesmo, você foi à primeira garota que fez isso, eu te beijei e você saiu assustada. Eu vi que você curtiu o momento, mas depois não entendi merda nenhuma.

— Olha, não temos intimidade suficiente para falar de coisas intimas com você, então, por favor, esqueça isso.

— Não vou esquecer não baixinha... – Ele bagunçou meu cabelo, e ele estava sendo simpático? Incrédula. – Quem é Jefferson?

Ele perguntou e eu fiquei pasma, não sabia o que fazer... Logo desabei novamente.

Meu Deus tudo o que sei fazer é chorar? Aff.

— Shh, não chora. – Ele se aproximou com receio de me tocar e eu recuar, mas não o fiz. – Se quiser conversar, estou aqui para isso. Sei que não somos amigos, mas poxa, sinto que fui eu que te deixei assim.

— Você não tem culpa, eu sou somente uma idiota por não conseguir olhar para frente e esquecer o que aconteceu no passado. – Eu soluçava, mas de algum jeito o idiota estava me confortando. Era gostoso ficar perto dele.

— Você quer falar sobre ele?

— Desculpa, mas eu não confio nem um pingo em você... Por favor, me deixe só.

Ele abaixou a cabeça meio desapontado, e foi se dirigindo a porta.

— Amanhã eu volto baixinha.