Notas iniciais
Tá, confesso que este capitulo não sairia hoje, mas fiquei contente com os comentários. Já adianto que hoje conheceram um lado frágil de Melissa, e como sempre: Altas tretas.

Confesso que estava satisfeita por tê-lo deixado jogado no parque, mas acho que exagerei um pouco. Aposto que amanhã ele vai estar uma fera comigo.

XXX

— Graças a Deus hoje é sexta! Não aguentava mais essa semana infernal. – Falei olhando para a Min Jae.

Viramos amigas desde quando cheguei aqui, ela é legal e também foi super gentil comigo, e pelo que vi ela é meio só como eu.

— Também não aguentava mais essa semana. Preciso de algo para me distrair. Já sei! – Ela deu uns pulinhos do meu lado. – Que tal irmos ao parque de diversões amanhã?

Entramos na sala. Ufa, ele não estava lá.

— Acho que sim, preciso realmente me distrair.

Ela riu.

— E o caso com o Suga, como foi?

Suga?

— Ah, o insuportável. – Lhe contei os detalhes e tudo que ela conseguia falar é que eu era louca.

Repentinamente ela levantou-se assustada da cadeira que ficava ao meu lado. Levanto meus olhos e me deparo com o idiota.

— Bom dia idiota! Como foi a andada de volta para a sua casa? – Esbocei um sorriso.

— Ah garota, você tá brincando com fogo... Vai ter volta.

— To tremendo de medo, olha. – Levantei a mão e a tremi. – Mas sério, curtiu a paisagem?

— Foi até legal. Mas ainda dói um pouco. – Ele abaixou o olhar. – Talvez eu precise de uma massagem.

— E tá fazendo o que aqui? Procura uma massagista. – O professor entrou na sala, e o garoto se sentou.

— Hahaha engraçadinha você.

Joguei o molho de chaves e a carteira dele em cima da mesa.

— Bonita a sua foto da identidade. – Dei uma risada abafada.

— Cadê meu celular?

— Ah, você fala daquele receptor de pornografia? Tá lá em casa, ainda não estou afim de devolver...

— Você tá começando a passar dos limites.

— Parece que alguém não aguenta brincadeiras. – Joguei o aparelho em cima da mesa. – Relaxa, eu só bisbilhotei, mas não tirei print de nada não.

— Acho que sua mãe não lhe ensinou que é errado mexer nas coisas dos outros.

— Ela me ensinou a ser educada com as pessoas certas. Agora cala a boca que o professor tá vindo.

Era aula de matemática. Ele explicava algumas coisas que eu já havia aprendido, mas o garoto do meu lado parecia ser burro feito uma porta, não havia entendido um A que o professor explicou.

— Pelo visto alguém não entendeu o que foi passado. – Eu estava fazendo as atividades que o professor havia passado.

— Vê se não enche!

— Quer ajuda? Suga. – Pausei um pouco. – Afinal por que Suga? Você não é nenhum doce.

— Está curiosa? Talvez eu deva mostrar. – Ele faz um sorriso travesso.

— Não, obrigada! Guarde para suas peguetes. Vai querer aprender ou não? – Engraçado, não sei por que estou ajudando ele.

— Tudo bem, eu aceito. Mas isso não vai mudar o fato de eu odiar você.

— Idem.

Expliquei o assunto tentando sugar toda a paciência que não tinha, até que ele conseguiu raciocinar.

— Amém! Antes tarde do que nunca.

— Obrigado, realmente aprender com você foi mais fácil do que com aquele careca lá na frente.

Era a primeira vez que conversávamos sem ofendermos um ao outro.

Tocou o horário. As aulas passaram rápido, e no mesmo ritmo fui voando para casa. Estava varada de fome.

— Ana! Tem o que para comer ai?

— Oi Mel, que bom que está com apetite. Fiz um espaguete. Seu pai falou que você gosta muito.

— Gosto não, eu amo!

Sentei-me e me servi, comi como se não houvesse amanhã.

Corri para o quarto e deitei-me. Quando acordei já era noite.

Olhei no meu celular, havia cinco chamadas perdidas da Min Jae, a retornei.

— Desculpa não atender, estava dormindo.

— Tudo bem! Só liguei para confirmar se você iria mesmo.

— Claro que vou. A que horas você passa aqui?

— As sete.

Jogamos conversa fora por uns vinte minutos e desligamos, fui assistir a um filme que minha mente não consegue lembrar o nome.

XXX

Era manhã de sábado, acordei e tomei um belo de um banho. Desci para o café, e por um milagre meu pai ainda estava em casa. O cumprimentei.

— E ai filha como está à escola?

— Tá indo bem... Conheci uma amiga, que por sinal vamos sair hoje, para o parque de diversões.

— Que bom. Apresente-me ela depois.

Assim correu o dia, jogando conversa fora com a Ana, ela realmente era legal.

A noite chegou, mais uma vez sai correndo para meu quarto para me arrumar. Depois de um banho, gritei a Ana loucamente. Tadinha dela, a fazia correr por todos os lugares da casa.

— Que foi querida? – Ela estava ofegante.

— Você me ajuda a escolher uma roupa? Vou sair com uma amiga hoje.

— Claro flor.

Nossa escolha foi unanime. Um vestido preto com flores brancas de alcinha um pouco para cima do joelho ficava uma graça. A Ana também havia escolhido uma blusa de manguinhas para vestir já que ela insistia que poderia fazer frio.

Coloquei uma sapatilha simples, peguei uma bolsa e joguei dinheiro e o celular dentro. Logo ouço a campainha tocar. Era ela.

Ela também estava fofa em uma saia cintura alta com uma blusinha branca. Eu não havia comentado, mas eu realmente achava a Min Jae bonita. Cabelo curto com uma franja média, ela era um pouco mais baixa que eu (não que eu seja enorme) e tinha um corpo descente para a idade dela, que era a mesma que a minha. Dezessete.

— Vamos!

Um motorista dela havia nos levado para o parque.

Tinha muitas pessoas lá, era muito fácil se perder. Logo compramos algodão doce e corremos para a roda gigante. Brincamos em uma porção de brinquedos até que ela pediu para ir ao banheiro.

Fiquei a esperando na porta até eu ser arrastada para um beco escuro que havia próximo.

— Aish! Me solta. – Eu não enxergava quem era.

— Oi bravinha, senti saudades.

— Saco! Está me seguindo agora idiota? Me solta. – Não, ele não me soltou.

— Por que eu seguiria você? Pensava que o parque era de acesso a todos.

— Tá, agora me solta, está me machucando!

— Isso não foi nem perto do que você fez comigo. – Agora ele estava pressionando seu corpo no meu, como fizera antes no parque, mas dessa vez ele não quis poupar espaço.

Então ele aproximou sua boca da minha orelha.

— Eu disse que você ia me pagar. – Saiu como um sussurro, e não sei por que diabos havia me arrepiado com aquilo.

Ele se pressionava mais ainda em mim. Mais um pouco de força e acho que a parede que estava atrás das minhas costas se quebraria.

Eu tentava me mexer, mas ele obviamente era mais forte que eu. Em um momento rápido ele pressionou uma de suas pernas entre as minhas aquilo quase me fez gemer.

Eu só podia estar louca.

Ele foi se aproximando, tanto que quando falava seus lábios tocavam os meus.

— Relaxa baixinha, eu não mordo. – E foi então, ali, naquele beco escuro que fui beijada pelo Min Yoongi.

No começo eu protestei, eu não queria, mas logo abri passagem para ele, assim ficamos em um só ritmo.

Meu corpo foi relaxando, ele foi soltando minhas mãos, e foi passeando pela minha cintura. Eu logo depositei minhas mãos atrás de seu pescoço. O idiota soltou uma risada de “Viu, você não resiste a mim” e então eu acordei daquele transe. O empurrei para trás.

— Você ficou louco? – Passei a mão em minha boca em sentido de limpá-la.

— Olha bravinha, não esperava isso de você, mas até que beija bem hein.

Saí andando com passos pesados pelo corredor. Ele segurou minha mão, e mais uma vez o som de estralo se repetiu. Um tapa.

— Vai se foder seu cretino! – Lágrimas brotavam em meus olhos, ele me olhou sem entender o porquê de eu estar naquele estado. Saí correndo.

Procurei um taxi e o pedi para ir o mais rápido possível para minha casa. Mandei uma mensagem para a Min Jae falando que algo havia acontecido em casa, e teria que ir urgentemente. Ela mandou um “Espero que consiga resolver, Mel”. Ainda bem que ela é compreensiva.

Cheguei e como uma louca corri para meu quarto, sem ninguém entender o que havia acontecido. Entrei chorando, parecia um zumbi com o rímel escorrendo por conta das lágrimas.

“Não, ele não vai te seguir até aqui, não vai te forçar a nada, afinal está em outro país”. Eu repetia para mim mesmo abraçando minhas pernas. Nesse estado de pânico adormeci.

Notas finais
E ai o que acharam? Foi meio bombástico esse final confesso que surtei relendo o capitulo AHUAHUSHUAHUS