O idiota mais que perfeito
2 Capitulo II
Cheguei à sala. Yoongi não estava lá... Ainda. Sentei-me em meu lugar, e finalmente consegui respirar um pouco. Eu não estava afim de ver a cara daquele cretino, que provavelmente agora deve estar se atracando com outra.
A professora entrou na sala, e com ela o demônio vinha atrás. O encarei e o segui com os olhos, enquanto ele se aproximava para a sua carteira, não retirei meus olhos dele nem por um segundo e ele fazia o mesmo, e em seus olhos profundos e escuros estavam depositados ódio e uma jura de vingança.
Ele jogou-se em seu acento e eu fiz questão de arrastar minha cadeira para o mais longe que eu pudesse (O que não era tão longe, afinal nós éramos duplas).
Ele aproximou seu rosto e sussurrou eu meu ouvido:
— Eu não me esqueci do tapa, aconselho que mude de escola se quiser permanecer viva.
A professora começou a aula. Abri meu caderno e escrevi o mais rápido que eu pude. Arranquei o pedaço da folha e joguei sobre a carteira do meu parceiro.
“Se acha que eu tenho medo de um menino arrogante e metido a besta que nem você se enganou. Se eu fosse você, não ousaria fazer nada comigo, e, por favor, quanto sentar a raba na sua carteira, finja que não existo. Já basta dividirmos o mesmo ambiente e também o desperdício de oxigênio.”
Ele leu, e eu observei a sua expressão. Seu rosto expressava que ele teria um bom desafio a frente. Ele escrevia um bilhete no verso da folha em que eu havia escrito, e então o depositou em minha carteira.
“Adoro desafios. Veremos se você não vai pedir que eu pare e veremos se você não terá medo de mim.”
Soltei uma risada abafada com um tom sarcástico. Sussurrei algo para ele parecido com “veremos quem vai pedir arrego aqui, idiota”.
As duas aulas se passaram rapidamente, e já era hora de voltar para casa.
Percebi que enquanto voltava, havia alguém me seguindo, não sabia quem era, mas provavelmente era o idiota. Continuei a andar normalmente, assim virei em uma esquina e o esperei escondida em uma placa que estava presa no poste.
Ele havia parado com sua moto e estava procurando-me como um gato que caça um rato. Então eu disse:
— Procurando-me? – Eu estava rindo da expressão dele.
— Ora ora, não é a garota bravinha? Te encontrei aqui por um acaso, será que é o destino exigindo que você pague a sua dívida comigo? Sabe não gosto muito que qualquer um toque meu precioso rosto.
— Acaso minha bunda, você estava me seguindo... Acho que deve ter ficado fascinado por que nem todas as garotas são fascinadas por você. Cuidado para não se apaixonar viu! – Sai andando.
— Não é qualquer uma que nasce com bom gosto.
— Se essas que vivem correndo atrás de você tivessem bom gosto se valorizariam e não se apaixonariam por um imbecil feito você. Ah desculpa... Elas todas são vadias, esqueci-me desse detalhe. Se não tem mais nada para falar comigo, me dê licença, não sou desocupada como você.
— Você me chamou de imbecil? – Não dei atenção e simplesmente saí andando, e ele me seguindo. Óbvio.
Cheguei em casa, tomei um banho e troquei a roupa. Precisava de ar, então desci até a garagem e peguei uma das motos que lá havia. A mais veloz para ser mais exata.
Aquele idiota ainda estava de olho em mim. Coloquei meu capacete, e estava com trajes de motoqueira, então sai em minha moto preta.
Estava eu em uma das avenidas mais movimentadas de Seul, graças a Deus não havia muito transito, e poderia andar livremente. Olhei pelo retrovisor e vi Yoongi me seguindo, então peguei mais velocidade na moto, ele também insistia e corria mais rápido. Estava cansada daquele jogo, que nem se quer havia começado direito. Seria uma boa coisa para me distrair, mas eu estava sem saco para aguentar birra de garoto mimado.
Estacionei em um parque, e esperei o trouxa descer da moto também.
— Olha brincar de pega-pega é legal, mas não estou com ânimo agora, então, por favor, vá ver se estou na esquina.
— Legal essa sua moto em. Pensei que você era aquela fresquinha birrenta, mas pelo visto é uma fresquinha birrenta com bom gosto.
— E pelo visto você é o filhinho de papai sem mais vagabundas para pegar, já que está atrás de mim. Não me confunda com uma delas, ok.
— Primeiramente: Você não faz meu estilo; Segundamente: Eu já passei o rodo em todas elas, e você me parece interessante ao ponto de me distrair, e também me deve pelo tapa.
— Se não tivesse me chamado de vadia. Quer um creminho para passar na sua pele delicada, princesa?
Ele riu e em um ato rápido me empurrou contra uma árvore e segurou meus punhos. Podemos dizer que ele estava numa distância não tão segura de mim, já que eu podia sentir seu hálito de chiclete de menta.
— Olha aqui, você vai me pagar de uma forma ou outra! – Ele me encarava com seus olhos escuros. – Pense em mim como sua sombra, te seguirei em todos os lugares e da sua vida, farei dela um inferno. Você só vai se ver livre de mim quando eu me cansar de brincar com você.
— Me solta! – Eu me debatia, mas ele era mais forte que eu. Foi então que dei uma bela de uma ajoelhada em suas partes baixas e logo ele se jogou no chão. – Eu te avisei, não sou alguém que você possa brincar.
— Sua vaca, você me paga. – Deu até pena dele rolando no chão de dor, espero que fique assim por um bom tempo.
Peguei meu capacete e o coloquei, então antes de dar partida, abaixei e peguei suas chaves, seu celular e sua carteira.
— Até amanhã, idiota! – Saí rindo da cara de lástima que ele havia feito.
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