O herói das chamas.
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Corria pela floresta sem prestar muita atenção, difícil dizer o quão longe eu fui, ou em quanto tempo, so sei que eu acabei parando em algum lugar em uma floresta perto de Central city.
Sento em meio a uma clareira onde passava um pequeno riacho, era ate bonita parecia um bom lugar para trazer a namorada, me aproximo do riacho para beber um pouco de água, e algo acontece, a água que toca minha pele evapora, aparentemente estou fervendo.
Me concentro tentando me acalmar, não sinto muita mudança em mim mas a minha pele fica mais fria já que consigo pegar água pra beber. Um cansaço muito grande se instala em mim, encosto em uma arvore e durmo.
Sou acordado no susto, uma tempestade acontece na cidade, mas pelo barulho a chuva deveria estar aqui também, as luzes dos raios param mas uma bola incandescente cruza o céu próximo a clareira que eu estava e cai no meio da floresta.
Muitos simplesmente iriam correr na direção contraria, mas eu vou na direção que ela caiu, a floresta era toda igual e facilmente me perderia ali, porem o local aonde a bola de fogo caiu estava emitindo um calor muito grande e de alguma forma eu conseguia saber exatamente aonde estava.
Chego de vagar no local, vejo próximo a mim um cara que deveria ter a minha idade ou um pouco a mais. Ele me vê e faz alguns sinais que normalmente so vejo em filmes de policiais.
Dedo indicador nos lábios, dedos apontando para os olhos e indicando o local do acidente.
Tradução, silencio vamos ver o que acontece antes.
Não sei o porque dele ter me pedido algo, não sei nem quem ele é, mas por algum motivo acho que posso confiar nele, parece meio maluco mas confiável.
Uma pequena nave se encontra no meio do buraco, quando a porta se abre uma onda de ar dissipa um pouco as chamas ao redor da nave e podemos ver quem estava La dentro.
Era uma menina, de 9 ou 10 anos no máximo, pele branca e cabelos escuros, ela estava com medo das chamas e eu começo a me aproximar pra ajudar ela.
— Tá doido garoto, se meter nesse fogo para salvar uma menina que nem conhece? Ou conhece e você também é um et?
Quem falou isso foi o cara que estava fazendo sinais pra mim.
—Não se preocupe eu vou tirar ela de lá.
Inesperadamente o homem da um sorriso e estende a mão pra mim.
—Vic Sage jornalista investigativo, se sobreviver meu carro está do outro lado desse fogo em uma encosta me encontra lá.
Ele sai correndo pro meio da floresta e eu me viro para o meio das chamas já acendendo as minhas, quanto mais eu acendia mais fácil de fazer ficava, mas dessa vez eu fiquei cansado de cara.
Eu não ia desistir a menina estava no meio do fogo. As chamas mais próximas de mim começavam a ficar azul e vinham para mim, o cansaço diminuiu, o fogo estava me alimentando de alguma forma.
Pensando bem faz tempo que não como nada. Caminho para mais perto da nave e o fogo abre caminho.
—Pyronita? Fala a menina.
Não sei o que significa isso é a fala dela pareceu em outro idioma, eu subo na nave e estando os braços, e com esse movimento as chamas vem pra mim sendo absorvidas.
—Pyronita? Ela diz
Me viro pra ela, mesmo não entendendo o que ela queria dizer com isso eu sabia que era direcionado a mim. Senti na nave, aquele fogo todo me deixou energizado mas tinha que conversar com a garota. Indico para ela se sentar ao meu lado, não apago as chamas.
Ela se senta e fica me encarando.
—Você entende o que eu falo?
Ela concorda com a cabeça e aponta para um pequeno círculo que passaria por um brinco.
— É um começo, de onde você é?
—Krypton. Diz ela
Ela estava dando respostas curtas, tentando dar menos detalhes possivel só não sei o porque.
—Acho que vou ter que ensinar meu idioma.
Ela concorda e entra na nave e me entregando um disco pequeno com um botão.
—O que eu faço com isso? Vai explodir na minha cara?
Ela faz que não sabe com os braços e aperta o botão. Uma mulher de talvez uns 30 anos aparece em um tom azul, era claramente um holograma e ela se dirige a mim aparentando ter inteligência
— Olá meu nome é Alura in-Ze sou a que vocês terráqueos chamam como mãe, sou esposa de zor’el, infelizmente nosso planeta explodiu e já estamos mortos, a anos atrás meu marido criou uma fortaleza em algum lugar do extremo norte do planeta.
— Não sei se vai funcionar mas vamos lá, primeiro, não entendo nada, porque está me dizendo isso, quem é essa garota?
— Ela se chama Kara Zor’el, essa interface holográfica eu fiz para ajudar minha filha em sua adaptação na terra, se você está vendo a mensagem é porque ela desbloqueou pra você é isso significa que ela confia em você.
—Porque confiaria? Acabei de chegar na nave dela que caiu de um buraco negro.
—Isso só ela poderá te dizer mas provavelmente ela se interessou pelos suas habilidades Pyronitas, eles sempre foram uma raça amiga dos kryptonianos.
— Não sei que raça é essa é minha cabeça está doendo, como vou achar essa Fortaleza?
Kara que estava até agora olhando para a imagem da mãe e balançando as pernas me joga dentro da nave com bastante facilidade, eu claramente estava apertado atrás do banco de uma nave pra uma pessoa.
—Ponha o disco holográfico no painel e as coordenadas serão acionadas.
Aquele holograma era mandão, mas eu faço o que ela fala, a nave se fecha com nos dois dentro e levanta voo.
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