O guerreiro e o Heroi

27 O herói e a revelação


Notas iniciais
Dia 27. The Witcher - Toss a coin to your Witcher

O mês já estava no fim e a formatura se aproximava.

Midoriya entregou a última prova escrita nas mãos do professor e sentiu os ombros relaxarem. Era uma pressão muito grande a que eles eram submetidos. Para jovens em sua situação, ou seja, futuros super-heróis, era preciso aprender a lidar com aquela pressão e as expectativas do colégio, dos pais, dos fãs, das agências.

A última avaliação em campo foi uma simulação da luta contra a liga dos vilões há dois anos. Dessa vez, um distrito inteiro foi utilizado para fazer a evacuação e o resgate de feridos. Embora tenha ocorrido alguns contratempos, eles conseguiram finalizar a simulação antes do horário previsto, mesmo que tenha levado pelo menos quatro horas para que toda a situação tivesse sido controlada. As avaliações individuais de cada um seriam reveladas somente no dia seguinte. O ambiente estava sendo filmado e os voluntários depois preencheriam fichas e entrevistados para saber como foram atendidos.

No final, eles foram levados de volta para a escola no ônibus. Todo mundo estava cansado demais para se mexer ou conversar. Levaria quase uma hora para chegar na U.A., então alguns aproveitaram para dormir.

Midoriya estava acordado, enérgico ainda, sentia todas as células do corpo vibrando e não conseguia dormir naquele momento mesmo que estivesse cansado. Ele pegou o caderno e fez as anotações que achou interessante. Todo mundo trabalhou de forma excelente, mesmo que alguns tenham tido problemas com estruturas desabando e “crianças” perdidas correndo para o meio da confusão.

— Posso me sentar? — Todoroki perguntou, apontando para o banco ao lado de Izuku.

— Claro. — Ele respondeu, tirando a mochila e colocando embaixo do banco.

— Fez alguma observação sobre mim? — Ele olhou para o caderno.

— Na verdade, eu fim sim.

— Pode me contar?

Midoriya abriu o caderno e bateu a caneta na boca algumas vezes enquanto lia o que havia escrito.

— Você parecia um pouco desconcentrado no final, mas eu achei que tomou decisões rápidas enquanto estávamos próximos. — Izuku ouviu o amigo suspirar ao seu lado. — Aconteceu alguma coisa?

— Nada grave, mas acho que você é muito perceptivo.

— Se precisar conversar, eu estou aqui. — Ele sorriu e depois virou as páginas do caderno.

— Esse é o Katsuki? — Todoroki perguntou, a página continha os desenhos da espada do guerreiro, além de anotações sobre ele.

— Sim, eu também estou aprendendo a falar o idioma dele. — Midoriya guardou o caderno e pegou outro de dentro da mochila. — Existe um grupo de palavras muito interessantes que significam praticamente a mesma coisa, então o idioma a expressão corporal e entonação da voz diz muito sobre o que você quer falar. Também aprendi números e frases básicas, como bom dia e Kruarb azan, quer dizer algo como tenha uma bom início de noite.

— Parece interessante.

— Sim, e é muito. — Ele guardou o caderno e descansou novamente a mochila embaixo do banco. — Eu estou aprendendo rápido, segundo ele.

— Acho que o professor ajuda bastante, não é? — Todoroki inclinou a cabeça e seus cabelos vermelhos caíram para frente. — Desculpe, não é da minha conta.

— Tudo bem. — Midoriya realmente não se importava quando ouvia alguma insinuação sobre ele e Katsuki.

— Você pensa em ir visitá-lo quando ele retornar?

— Eu não sei se isso é possível. — Izuku olhou pela janela do ônibus. — Aizawa-sensei me disse que há instabilidade em seu poder, sabe... ele não deu detalhes.

— Mas como ele trouxe de volta Mina, Kirishima e Bakugo?

— Ah! Sim, isso também me deixou curioso, ao que parece, logo que ele acordou criou um portal para escapar. Achou que estava em posse do governo. Kaminari disse que eles viram o portal e correram para entrar sem nem ter tido tempo de se despedir de todo mundo, não é? Então acho que faz sentido.

— Então foi uma sorte de estar no lugar certo e na hora certa? — Todoroki perguntou, levando a mão o queixo. — Posso ser indiscreto e fazer uma pergunta?

Midoriya piscou, movendo os lábios.

— Acho que sim.

— Desculpe, eu não quero me intrometer.

— Não, tudo bem, pode me perguntar. — Midoriya moveu as mãos, curioso com o que Todoroki poderia querer saber.

— Você teria coragem de deixar o nosso mundo para ir para o mundo dele?

A pergunta deixou Izuku em silêncio, fazendo o rapaz ao seu lado se desculpar novamente por ter sido tão intrometido em sua vida.

— Não, não precisa pedir desculpas. Eu, eu... não sei o que responder. — Ele falou, inclinando a cabeça e apoiando na janela. — Existem tantas coisas e sonhos que eu quero realizar ainda, eu não mesmo...

— Eu não queria te importunar com essa pergunta.

— Tudo bem, de qualquer forma, seria algo que eu eventualmente iria pensar. — Ele já havia pensado sobre estar longe de Katsuki, mas pensar em viver com ele em outro mundo não havia ainda considerado.

Seu sonho de ser o herói número um era ainda mais vivo do que nunca, além disso havia sua mãe e seus amigos. Queria proteger as pessoas e retribuir tudo o que All Might e Aizawa-sensei ofereceu ao longo dos últimos anos. Mas seu coração também dizia que amor era algo importante na vida. Contudo, fazia um mês que ele havia conhecido Katsuki, como poderia abandonar toda sua vida e sonhos por... ele o amava?

Notas finais
Um mês, gente HUAUHAHUA um mês o que vocês acham? É amor?