O escárnio do desejo.

12 Capítulo 12: As cores do amor


Notas iniciais
O começo do Para Sempre!

Ferdinando e Gina ficaram um longo tempo na sala esperando Seu Pedro e Dona Tê voltarem das Antas,pois segundo Ferdinando ele falaria hoje mesmo sobre o noivado dos dois.Enquanto esperavam não perderam tempo em se beijarem e terem vários apertões fortes e quentes.Gina estava deitada com a cabeça nas pernas de Ferdinando,naquele momento estavam conversando alegremente sobre a vida.
–Nando ocê num imagina o tantu de arterage que eu fazia quando era piquena!
–Imagino sim, si eu era artero qui só,imagina ocê!
Gina riu e o deu um beliscão de leve,fazendo-o fazer um “Ai”
–Ara sua diaba,mi biliscando? Olha qui eu ti bilisco também!
–Vem ! – disse Gina erguendo o queixo ainda deitada
–Meu biliscão vai sê diferente fiquei ocê sabendo!
Gina fez cara de desdém,o desafiando.Ele tinha em mente dar um beijo daqueles nela e depois quando ela estivesse sedenta por mais,ele a beliscaria e a deixaria furiosa,o que ele adorava!Mais quando ia beijá-la ouviu o barulho da porta e Gina se levantou em um salto de seu colo,eram seus pais.
–Ora Ora, ocêis por cá? – disse Seu Pedro
Ferdinando estava vermelho,quase que seu futuro sogro e sua futura sogra o pegara agarrando sua filha!Agradeceu a Deus mentalmente por Gina estar somente deitada em seu colo. Olhou para Gina e ela estava tão vermelha quanto ele e provavelmente pensando o mesmo que ele também.
–Boa Tarde Seu Pedro,Boa Tarde Dona Tê – disse educadamente Ferdinando
–Boa Tarde fio – respondeu Seu Pedro desconfiado
–Boa Tarde Nandinho,a Gina lhe ofereceu arguma coisa pro cê comê?
Na verdade tinha,pensou Ferdinando,ela mesmo.
Afastando esses pensamento respondeu:
–Não Dona Tê,mai a genti fico aqui conversando nem se alembramo disso né Gina?
Gina estava parada com um dois de paus,ainda assustada.
–É mãe, é isso aí mermu! – respondeu a ruiva
–Mai que farta de educação fia! Num oferece nem um cafezin pro moço! Mai pera aí Dotô Nando qui eu vô guarda essas compra e vô lhe passar um café! – disse Dona Tê
–Num carece não Dona Tê! – disse Ferdinando
Mais não adiantou nada,Dona Tê já hava sumido.
Derrepente viu que Seu Pedro o encarava ainda desconfiado,e naquele momento ele se sentiu perdido.
– U qui ocêis ficaro fazenu por cá? Hein Gina? – perguntou Seu Pedro
Gina engoliu em seco,se falasse o que haviam feito...Tinha até medo de pensar no que o pai faria,olhou para Ferdinando com cumplicidade,e mesmo que odiasse mentir para o pai tinha que o fazer agora.
–Ara Pai, o Ferdinando já falo,nóis fico prosiandu,andamu por esses meinho aí..só cunversamu,mai nada.
–Nada mermo Nando?- falou seu Pedro dirigindo-se a Ferdinando
“Meu Deus!” Pensou Ferdinando
–É verdadi Seu Pedro,nóis só demu umas vorta e cunversamu, nada di mais. – respondeu o moço
Seu Pedro enfim se convenceu,ou pelo menos fingiu,e convidou o futuro genro para tomar um café da tarde com eles.
–Aceitu sim Seu Pedro, casu qui eu queru i pricisu tê uma conversa muitu séria com o Sinhor e com a Dona Tê.
–Cunversa? Sobre o que fio?
–Sobre.. eu e a Gina.
Seu Pedro olhou para Gina e Ferdinando e ficou se perguntando que diabos seria a tal conversa.
–Intão disimbuxa fio!
–Carma Seu Pedro,adispois do café eu falu... I num si preocupe qui é coisa boa.
–Intão tá, cê ocê tá dizendo...
–Acrediti Seu Pedro, é sim.. – Ferdinando falou isso olhando para Gina sedutoramente.
Durante o café conversaram muito, Seu Pedro e Dona Tê contaram como tinha sido a viagem até as Antas, e Juliana que já havia chegado contou como tinha sido seu dia na escola. A conversa estava boa,porém Seu Pedro depois de um longo tempo disse:
–Intão mãe, o nosso querido Dotô Nando Napoleão mi dissi qui tinha argu importante pra fala cum nois sobri eli e nossa fia,num é mermo Nando?
Ferdinand quase engasgou com o café que ainda tomava,ele não havia imaginado que ficaria tão nervoso assim em pedir a mão de Gina para Seu Pedro,ele achou que iria lá e falaria normalmente, mais percebeu que não seria bem assim, e naquele momento pensou que suas palavras não sairiam da boca,mais respirou fundo e disse:
–Craru Seu Pedru...
–Ara intão fala qui eu tô curiosa! – disse Dona Tê
–Ai Ferdinando, também fiquei curiosa! Pode ir falando! – falava alegremente Juliana
Ele olhou para Gina que o olhava como que dizendo: “Vai..Boa sorte” ou um “ Não queria estar na sua pele.”
Então ele tomou coragem,pegou nas mãos de Gina e olhando-a nos olhos profundamente começou:
– Ieu fiz um pidido pra Gina, e ela já aceito.. mai eu quiria a aprovação docêis tumém..
–Qui pidido? – disse Seu Pedro tomando outra xícara de café
–Seu Pedro – agora Ferdinando o futuro sogro,mais ainda segurando nas mãos de Gina – ieu amo muitu sua fia, i num cunsigu mai fica um minuto longi dela,e pur isso tomei essa decisão..
Todos na mesa o encaravam.
–Seu Pedro, eu quiria pidi .. – Ferdinando deu um tossida de leve para disfarçar a falta de voz- eu quiria pidi.. a mão da sua fia Gina em casamento.
Um baque.
Seu Pedro engasgou com o café que estava tomando.
Dona Tê estava a ponto de desmaiar ao mesmo tempo que batia nas costas do marido.
E Juliana estava...sorridente,se sentia madrinha daquilo tudo.
– Carma pai! – disse Gina
–Meu Deus Gina! Casamento! — falava Juliana
–Oh meu Deus! Deus ouviu minhas prece!! – dizia Dona Tê
Quando Seu Pedro enfim se restabeleceu,Ferdinando arriscou:
–Tudu bem Seu Pedro?
–Tô bem fio, é qui eu num imaginava isso..já! Sabi,até onti a Gina era uma muleca, toda artera correndo pur essa casa,mi ajudando nu sitiu..i agora já tá aí..pa casá!
–Oh Pai! – disse Gina o abraçando – Ieu vô continua ajudando o Sinhor na roça! Num si apreocupe não!
–E além do mais Seu Pedro, em breve terá muitos netinhos correndo por essa casa! – falou Juliana.
Gina a olhou como se dissesse “ Quer matar meu pai é?”
Ferdinando riu do que Juliana disse, e por um instante todos ficaram parados imaginando essa cena. Seu Pedro enfim falou:
–Mai fio, ocê, Ferdinando Napoleão, é o mió genro qui eu pudia tê nessa vida né mermo mãe?
–É mermo pai! – disse Dona Tê que não escondia felicidade
–Intão fio.. é craru que eu dô permissão pro cêis se casá!
Foi uma festa,todos se abraçaram,felizes.Foi tudo muito bem!
–Agora temos que comprar um vestido novo para o seu noivado Gina! – disse Juliana
–Issu mermo Juliana! I eu vô compra um anel pra ela! – falou Ferdinando
Então ficou combinado que semana que vem tudo seria resolvido,vestido,anel.. Ferdinando foi embora com um largo sorriso no rosto, feliz da vida, finalmente teria a mulher que amava para sempre,sua.
Antes de dormirem Juliana não escondia a felicidade pela amiga:
–Gina! Você já parou pra pensar?
–Nu que?
–Você!
–Eu o que?
–Vai!
–Vô o qui?
–Casar! Você vai casar!
Gina ficou em extase.. Iria se casar!
–Ara Juliana, ieu vô casa!
As duas começaram a rir,felizes..
–E eu já vou avisando que quero ser madrinha!
–Mai é craru qui ocê vai sê, ocê e aquele um du Zelão!
–Isso mesmo! E no meu casamento você e o Nando serão nossos !
–Intõ tá bão!
–Gina, o anel de noivado! Ele vai comprar um!
–Ara,ieu já tenhu um!
–Tem?
–Tenho!
Gina se levantou e pegou dentro de um potinho o anel de trigo que Ferdinando havia feito pra ela e mostrou a amiga.
–O Nando feiz pra ieu, pur inquantu é meu aner di noivadu até eli compra um,mais por mim já taria bão essi,casu qui significa muito pra eu..
–Que coisa linda Gina! – disse Juliana vendo o anel de trigo
Gina olhava o anel e suspirava,Juliana não perdeu a oportunidade e tacou um travseeiro na amiga
–Gina! Você está apaixonada! Apaixonada pelo Doutor Ferdinando Napoleão!
Gina pegou outro travesseiro e tacou em Juliana e disse:
–Tô mermo! Tô apaixonada pelo Doutor Nando ! E digo mai.. o Doutor Ferdinando Napoleão é o homi da minha vida!
Depois disso,sonhou com ele a noite inteira.
Os dias passaram, e ficou combinado que o jantar de noivado seria na casa de Epaminondas que fez questão que fosse lá, o que todos aceitaram de bom grado, Ferdinando foi com Seu Pedro e Epaminondas para as Antas comprar o anel de Gina,mais deixou claro que ele entraria na loja e escolheria sozinha, sem intromissão, o que ficou claro para os dois,que ficaram do lado de fora da loja. Dona Tê e Juliana também foram com Gina para as Antas comprar um vestido novo para o seu Noivado, e a própria Gina escolheu seu vestido, um vestido que ela amou e que tinha a ver com ela.
Depois de tudo resolvido, havia chegado o grande dia, o Noivado!
Na casa de Epaminondas tudo corria bem ,menos a ansiedade de Ferdinando que faria o pedido novamente para Gina na frente de todos,ele estava tremendo de ansiedade.
Gina também estava anciosa,se olhava no espelho milhares de vezes vendo se estava tudo certo. Ela usava um vestido longo roxo com mangas transparentes com rendas roxas,ia até a base do pescoço,mais deixava seus seis bem avantajados e seu corpo perfeitamente marcado. Juliana havia feito uma maquiagem linda e concluído com um batom vermelho,deixando sua boca chamando por um beijo. O cabelo estava solto,penteado para trás com um pequeno adorno na cabeça ,que deixava um pouco dos seus longos,definidos e ruivos cabelos um pouco na frente e um pouco caído nas costas, a deixando incível! Usava também brincos discretos.
Chegaram na casa de Epaminondas,Juliana também havia ido.
Quando Ferdinando viu Gina,seu coração disparou..Que mulher linda!Ela estava espetacular,ele até se sentiu envergonhado na presença dela,tamanha era sua beleza.
Todos se cumprimentaram,Ferdinando pegou a mão de Gina e a beijou,viu que Gina sorriu,naquele momento ele queria beijá-la apaixonadamente ali, na sala, mais não poderia fazer aquilo,obvio.
–Ocê tá maravilhosa meu amor! Ieu tô até invergonhadu..
–Para cum isso Nando, tô assim pelo ocê.
–Gina.. ocê é linda de quarque forma..mais oia,ocê mi mata dessi jeitu!
–Matu não seu bobo! – Gina deu-lhe um beijo de leve em sua boca disfarçadamente
Depois de muita conversa,todos foram chamados para a mesa.
Era agora.
Pedro Falcão,Dona Tereza,Epaminondas,Catarina,Pituca,Juliana..todos estavam ali a espera do pedido oficial.
Ferdinando suava.
Gina tremia.
Iam ficar noivos.
Ferdinando se levantou juntamente com Gina, pegou em suas mãos,fechou os olhos se lembrando de tudo que havia vivido com aquela diaba, e do quanto tudo tinha valido a pena.
Respirou fundo e a olhando começou a falar:
–Gina..Quandu ieu cunheci ocê,ocê era uma maluca! Num largava aquela arma pur nada e mi respondia na lata tudu qui eu falava, tudo mermo! Ocê é uma brabeza qui só!I acho qui foi isso mermo qui feiz eu mi apaixoná pelo ocê. Cum o tempu nóis num pudia mai negá o amor que pursava nos nosso peitu. Ocê dispertô im mim Gina uma coisa qui ieu nem imaginava qui existia,um amor tão grande ansim.. Foi dificir, ara se foi! Mai valeu a pena,vai vale..si ocê quisé ieu vô fazê ocê a muié mais filiz dessi mundo! Eu amo ocê meu amor! – Ferdinando tinha lágrimas nos olhos.
–Ieu também lhe amo – disse Gina com lágrimas nos olhos também
Ele retirou do bolso uma caixinha com um anel,se ajoelhou, abriu a caixinha e dentro dela havia um lindo anel,não era enorme nem pequeno,era médio,do jeito que Gina esperava, tinha uma linda pedra preciosa que brilhava com uma estrela,era um anel meio transparente que mudava de cor conforme mexia..era..divino! Todos admiraram o lindo anel.
Gina olhava Ferdinando encantava..Ah como o amava.
Ferdinando a olhou e todos em silêncio.
–Gina, ocê quê casá comigo?
Todos esperavam pela resposta.
–Aceitu! É craru que aceitu!
Todos estavam chorando, emocionados!Começaram a bater palmas, e Ferdinando colocou o anel em sua agora,noiva,beijou a ponta de seus dedos e se levantou, e sem se conter a beijou,na frente de todos mesmo, que aplaudiram mais ainda e gritavam:
–Viva Gina!
–Viva Ferdinando!
–Vai tê casórioooooo!
–Eu lhe amo – disse Gina em meio a bagunça
–Lhe amo lhe amo – falou Ferdinando
–Amei o aner Ferdinando, é u mai lindu qui ieu já vi na vida!
–Qui bão qui gostô me amor, ele tem um significado pra nóis!Olha – entregou a ela a caixinha vermelha que antes comportava o anel –Aqui dentro tem um bilhete que escrevi procê sobri o aner,quando ocê chega em casa ocê lê!
–Tá bão – disse ela guardando a caixinha na sua bolsa
O jantar correu extremamente bem,melhor que o esperado..Ambas as família estavam se dando muito bem,depois do jantar todos se sentaram na sala e começaram a conversar animadamente sobre como seria o casamento,o local, a decoração,depois pularam para quando teriam netos, depois já mudavam o assunto, estava um reboliço, e foi aí que Ferdinando puxou Gina e os dois sumiram da multidão,queriam ficar a sós, já fazia muito tempo que não tinham um momento a sós.
–Ferdinando onde ocê tá me levando? – disse Gina
–Lá fora Gina! Vem
E foram, era um lugar um pouco distante da casa,uma clareira.
Gina escostou em uma árvore e foi surpreendida por Ferdinando a beijando,o que ela..adorou!
Começaram a se beijar fervorosamente..ah fazia tanto tempo..
Seus corpos começaram a formigar, um necessitava do outro,de novo..
Ferdinando beijava o pescoço de Gina,que pedia por mais,tinha sido rápido que o desejo havia crescido e isso era maravilhoso.
–Gina, ocê é minha noiva! Nem acriditu!
–Nem ieu! Meu noivo! – disse ela o puxando para si
–Eu quero ocê Gina...
Ela parou abruptamente e o olhou espantada:
–Aqui fora? Ocê tá maluco?
–Tô! Pelo ocê!
Ele começou os beijos novamente, Gina estava queimando por dentro,estava prestes a explodir! Quando ele começou a apertar seus seios ela disse:
–Ara! Qui si exproda!
Ele a pressionou mais forte na árvore, a beijando mais
–Nóis somo loco Ferdinando! Loco! – gritava Gina
Ferdinando já havia abaixado sua calça,e como o vestido de Gina era pesado, teve que tirá-lo todo..E quando ele tirou viu que Gina estava com um corpete da cor do vestido e... cinta liga!
Seu coração quase saltou pra fora,que .. delícia!
Ela disse:
–Veio juntu cum u vistidu.. A mãe num quiria não mai a Juliana disse qui era bão pá dexá o corpu bonitu..
Ferdinando só a olhava com aquilo,como estava... Gostosa.Era isso..Gostosa,queria devorá-la totalmente.
–Gina, ocê tá muito...gostosa.
Ela adorou o que ele disse, mordeu os lábios e disse:
–Então me prova!
Ele tirou o corpete dela,mais deixou as meias, as meia da cinta liga a deixavam super sexy, e ele queria fazer amor com ela usando aquelas meias. Então ele retirou tudo, estavam praticamente nus.. e Ferdinando já não conseguia se conter! Prndeu as pernas dela em volta de seu corpo, e ela o agarrava pelo pescoço o beijando..Então ele se preparou e entrou com tudo dentro dela, fazendo –a gritar de prazer,e foi maravilhoso..Ele foi selvagem,forte, ela sentia seu pênis ir fundo nela,como se fosse no estomâgo,ele se movia rapidamente dentro dela , ambos gemendo, gritando, loucos de prazer.
–Ferdinando,mais , mais!! – implorava ela
E ele obedecia,investindo cada vez mais.
– Gostosa!
Eles estavam ofegantes e desejosos,que sexo era aquele? Ao ar livre,no quintal da casa dele, a noite,que delícia,pensavam!
Ele entrava com força e vitalidade,mostrando o macho que era.Gina estava quase desmaiando de tanto que ele estava delicioso dentro dela..Até que explodiu e chegaram ao clímax.
Quando isso aconteceu ela o mordeu na orelha fazendo-o gemer, e ele apertou sua bunda, e Gina teve certeza que ela cairia para trás caso não estivesse encostada em uma árvore.
Os dois ficaram parados,se beijando , Ferdinando ainda dentro dela, ele queria ficar assim com ela. Se beijaram e enfim se separaram.
–Ocê Ferdinando... – disse Gina ofegante-
–U que minha noiva?
– Eu lhe amo,e ocê é delicioso..
–Ocê também é.. e tá cada veiz mió,meu Deus!
Riram-se um do outro, se beijaram,e se trocaram. Ficaram falando um ao outro das maravilhas daquele sexo, e do perigo que passaram, pois seria fácil alguém ver.
Andaram de mãos dadas até a casa, e souberam que se estivessem casados voltariam e fariam mais amor, e muito melhor.
Quando chegaram ninguém parecia ter notado a falta deles por incrível que pareça,tamanha era a conversa na sala, só Juliana que parecia desconfiar,mais ficou quieta. Viram que já era tarde e decidiram ir embora,a saída foi cheia de agradecimento e elogios, de ambas as famílias. Gina e Ferdinando se despediram com um beijo e Nando a lembrou:
–Não si esqueça de lê meu bilhete!
–Num vô isqueci MEU NOIVO!
–Bão mermo MINHA NOIVA.
Outro beijo e Gina foi embora.
Ao chegar em casa correu para o quarto e a primeira coisa que fez foi ler o tal bilhete de Ferdinando,assim dizia:
“Minha querida Gina, meu amor.
Quando fui comprar o seu anel de noivado,me deparei com várias opções.
Primeiro vi um azul turquesa e pensei em comprar pra que você se lembrasse dos meus olhos quando o visse.
Depois vi um amarelo,parecido com o trigo,e pensei em comprar,pra quando você visse se lembrasse do trigal..você sabe porque não é?
Depois vi um vermelho, que lembraria o fogo do nosso amor.
Um laranja, da cor dos seus cabelos.
Enfim,todas as cores me lembrava algo de nós...
Mais aí vi esse que mudava de cor e percebi que era perfeito.
Tem todas as cores.
E a cada movimento é uma cor, e em cada cor algo te fará lembrar de mim,de nós!
Azul dos meus olhos, o amarelo do trigal , o vermelho do nosso amor.. Todas!
Quero que esse anel faça você se lembrar de mim todos os dias,e espero que eu posso te fazer feliz durante todos os dias da minha vida.
Eu te amo Gina Falcão (Em breve Gina Falcão Napoleão ou Gina Napoleão,como preferir) Te amo,minha e somente minha.”

Gina suspirou e chorou,apaixonada..Era a coisa mais linda que já tinha lido!
–Ara Nando- disse Gina para si mesma- comu si eu precisasse do anel pra mi alembrá do cê! Tudo mi lembra ocê,tudo..Desde o vento que me toca até as batidas do meu coração! Até o ar qui eu rispiro mi lembra ocê!Casu qui assim comu eu necessito dor ar pa vive ieu necessito docê! Eu lhe amo Ferdinando Napoleão! –gritou ela
Gina abraçava o bilhete e dizia dentro de si: “Te amo Nando Te amo!”

Notas finais
Esse capítulo foi um dos mais fofos e quentes que eu já escrevi.. Eu própria chorei com ele, tem o amor deles, que eu acho incrível e único, e tem também o fogo da paixão, que é selvagem! Amo escrever isso tudo.. Ah e eu não consegui colocar a imagem do VESTIDO que ela usa nesse capítulo,mais aqui está o link , é LINDO, a cara da Gina https://scontent-a-lga.xx.fbcdn.net/hphotos-xaf1/t1.0-9/10530729_677847885625213_1419865866364141021_n.jpg Espero que gostem , beijos ;*