O elfo remanescente
2 Encontro inesperado
Notas iniciais
Ao chegar em sua cabana Feagor, teve uma sensação que o deixou em estado de alerta. Apesar de estar tudo impecavelmente no lugar ele pode sentir a presença de alguém. Deu alguns passos silenciosos, e o seu instinto apurado o fez achar o intruso que estava escondido em um canto do quarto. Em um gesto certeiro Feagor o agarrou pelo capuz tirando-o do esconderijo. O intruso reagiu dando-lhe um chute no estômago, desvencilhando-se, deu ainda uma bofetada na cara surpreendendo Feagor com a sua destreza e agilidade. Rapidamente revidou com uma rasteira no ladrão que o derrubou e o fez bater o rosto na quina da cama caindo no chão. No chão ainda o larápio se virou rapidamente e lhe deu um chute em sua virilha fazendo-o dobrar-se de dor. Isso fez com que Feagor se irritasse, estava divertido exercitar-se assim, mas esse golpe baixo foi de mais para ele. Então agarrou-o pelo pescoço e o ergueu com facilidade. Neste momento Feagor pode notar os traços do rosto, e a mão delicada que tentava desentrelaçar os seus dedos do pescoço.
Recuou afrouxando a força que fazia. Era uma mulher, imediatamente a soltou e ela caiu no chão ao mesmo tempo que chutava o seu joelho e engatinhava para a porta a fim de fugir. Feagor esticou o braço e puxou a sua capa com força mas ela habilmente se desvencilhou da capa e tentou continuar a fuga, se ele não saltasse em sua frente impedindo o caminho.
Feagor impedindo a sua passagem olhou para a intrusa com atenção e curiosidade. Um tanto consternado constatou que era a mulher mais linda que ele já havia visto, seu rosto tinha traços típicos do oriente a boca vermelha e carnuda e os olhos grandes e verdes como uma esmeralda, de forma automática em um ato inepensado ele percorreu os olhos pela figura a sua frente; e os cabelos negros e lisos emolduravam o corpo até os quadris. Ela vestia um vestido ricamente bordado, mas esvoaçante e de tecido fino que lhe revelava a silhueta bem feita. Sua respiração ofegante faziam os peitos estufarem por baixo do vestido verde água recortado em "V" no decote que ia até quase o umbigo, e o pescoço era adornado por uma fina joia de ouro que enlaçava o pescoço, cruzava no colo e descia até os peitos contornando-os de forma delicada. Ela apenas mantinha o olhar fixo nele, era um olhar assustado ao mesmo tempo selvagem que fez com Feagor imediatamente se envergonhasse de ter causado um pequeno ferimento na boca e na têmpora. Eles ficaram alguns segundos em silêncio um contemplando o outro, cada um com seus pensamentos. _Você fala a minha língua? perguntou ele num quase sussurro tentando ser o mais gentil possível. Ela porém apenas manteve o olhar fixo nele, como se fosse o atacar a qualquer momento novamente. _Eu não vou machucá-la! Continuou ele e então o olhar antes agressivo se encheu de lágrimas silenciosas. _Quem é você? De quem está fugindo? — Perguntou em tom paternal. Ele botou a mão dele no peito e disse alto e pausadamente: _E-U A-M-I-G-O...
—Eu falo a sua língua... ela disse em um sussurro cansado com um sotaque atípico.
Ele esvaziou o ar do peito com um sorriso nasal olhando para ela com alívio ao mesmo tempo em que se sentia um idiota por ter gesticulado igual ao um bobo. Ao mesmo tempo que ela encolheu os braços aparentando estar com frio. Em um pulo ele pegou a sua capa que estava no chão e meio sem jeito entregou para ela. Ela pegou e timidamente agradeceu. Colocou a capa nos ombros ao que Feagor perguntou:
—Então por que estava na minha casa? _Quem é você? — Disse servindo um copo de vinho para a moça. Ao se aproximar e fitar os olhos dela novamente, lembrou-se das conversas que ouvira na vila... "...a noiva, a mulher mais linda que já vi, olhos verdes...". E sua pergunta sobre quem ela era estava respondida. Mas por que ela fugira? Então seu olhar tornou-se desconfiado e ele a observou com atenção procurando encontrar mais algumas pistas.
—Eu não sabia que essa casa era habitada... — Disse com tensão. Diante do silencio dela, Feagor abriu os braços como quem espera uma explicação.
Ela deu alguns passos cansados em direção a mesa, a fim de ganhar tempo. _Eu tive que entrar... Olhou para a janela discretamente e apoiou uma das pernas na mesa em um gesto natural. Então o tecido do vestido fino correu vagarosamente a perna sob a mesa, revelando através de uma fenda vantajosa uma das pernas bem desenhadas até a virilha.
Feagor não pode deixar de reparar, assim sentada na mesa, com o sol do entardecer que entrava pela janela iluminando-a, fazia-a parecer uma pintura provocante. Sem que ao menos notasse, ou pudesse controlar, por um flash de segundo foram borbulhando pensamentos impróprios que ele tratou de desfazer balançando a cabeça e desviando o olhar e mudando o foco, virando vigorosamente o vinho em um copo. Só então ele se deu conta que não havia prestado atenção em nada mais do que ela havia dito. Ela o encarava com seriedade aguardando uma resposta.
—E então... Estou livre? — Como ele não deu resposta, ela desceu a perna da mesa e foi na direção de Feagor com o olhar suplicante, que levantou-se feito um raio a fim de evitar a aproximação, como se ela fosse invadir o seu campo de pesamentos e descobrir o que ele havia imaginado. Ela parou e pediu angustiada: _Deixe-me ficar apenas essa noite?
Ele abriu a boca para falar e a voz saiu rouca, pigarreou. A sua vontade era de dizer: Claro que sim... mas ele precisava de respostas, passou tanto tempo fugindo, escondido, lutando, que neste momento que sentiu a sua paz ameaçada ficou inseguro: _Você entrou para fugir de alguém. De quem exatamente?
—Então eu já falei haviam uns homens maus... me seguindo... — Falou ela gesticulando, mentindo muito mal por sinal.
Ele a fitou com seriedade. E como quem cansou de fingir falou: —Você é a noiva de Herartes! — O olhar dela se transformou subitamente, como acontece com quem é pego em uma mentira. _Você pertence a ele! — Essa afirmação Feagor fez mais para si do que para ela.
—Não! — Ela balançou a cabeça negativamente. _Eu não pertenço a ninguém e nunca vou pertencer a Herartes, eu o odeio... eu o desprezo. — Disse ela de forma ríspida. _Escute-me, você precisa me ajudar a fugir, eu não quero me casar com ele. Eu não o suporto, eu, eu...
Feagor a encarou com nervosismo e lhe deu as costas. Ele estava pensando em ajudar uma moça mimada a fugir do casamento, e não era qualquer casamento não... De qualquer forma isso era ridículo, ele já havia vivido tantas coisas, mas algo assim, patético, pensou ele. Dando alguns passos com as mãos na cintura ficou calado por alguns segundos pensando, deixando a moça na expectativa.
Após alguns segundos de silêncio ele virou-se subitamente e a pegou abruptamente pelo pulso:
—O que você vai fazer? — Perguntou com surpresa.
—Você precisa sair daqui, não posso te ajudar.
—Você não entende! Não posso me casar.
—Olha casar não é tão ruim assim...
—Olha quem fala, o cara mais estúpido que já conheci, duvido que uma mulher se aproximou de você já... — E como o seu discurso não estava apresentando efeito ela mudou de estratégia:—Já está ficando tarde.... deixe-me ficar aqui apenas essa noite. Eu parto amanhã pela manhã! — Falou aflita tentando puxar o braço da mão dele.
—Eu não vou me envolver em mais confusão...
—Você não passa de um covarde! — Gritou ela, porém ele parecia não ter escutado:
—...não posso sair por ai salvando todo mundo! — Falou ríspido em quanto a arrastava pela cozinha para fora da sua cabana.
—Não! — Suplicou ela! Não por favor! Escute-me, escute-me! — E por que ele parou de caminhar ela foi na sua frente, e lhe olhou nos olhos tentando moldar a voz de forma carinhosa: _Eu posso ser uma boa companhia pra você... — Disse colocando as mãos no rosto de Feagor que tentava desviar o olhar para não cair na cilada de sedução que ela habilmente sabia aplicar. A proximidade do corpo dela fez com que ele sentisse um calor percorrer o seu corpo como um raio. _Vi que você é um homem solitário e que não tem família, eu me senti atraída por você, de um jeito que nunca senti... — Ela continuou com um sussurro: _Deixe-me ficar.... — Finalmente ele olhou para ela. O olhar que antes era de desdem se transformou instantaneamente em um olhar de desejo e o sorriso irônico que ele mantinha logo sumiu e deu lugar para uma expressão de seriedade.
Ele franziu a testa preocupadamente enquanto tentava não pensar no que estava pensando, a final fazia um bom tempo que já não tinha uma mulher nos braços. Ela era tão atraente, que ele quase não se continha de vontade de tocá-la. O rosto dela estava tão próximo ao seu, ele sentia a sua respiração, ela tinha um cheiro bom. Ele ergueu os olhos para ela, e ousou olhar em seus olhos. Insistentemente ela procurava a boca dele com a sua e ele desviou, uma, duas, três vezes, mas então ela avançou ainda mais, puxando a sua nuca com as mãos, ela lhe deu um beijo caloroso. Feagor deixou a excitação tomar conta. Ela pulou em seu colo, enlaçando o seu quadril, e ele não tinha mais opção além de segurar as suas suas coxas, ele deu alguns passos incertos para trás enquanto ainda se beijavam loucamente, enquanto ela se livrava da capa dele ainda no colo, ele passou um dos braços para afastar os objetos que estavam em cima da mesa, a fim de abrir espaço, e os objetos caíram no chão fazendo estardalhaço. Com certa violência ele a apoiou sobre a mesa, tateou o peito com a mão e afastando o tecido que cobria os seios, os acariciou com vigor e paixão enquanto beijava o seu pescoço. A corrente dourada dela se rompeu caindo no chão, mas eles se quer notaram.
Quem visse a cena acharia que se tratava de um casal apaixonado que não se amavam a muito tempo. Eles se beijavam com loucura e paixão. As suas respirações ofegantes estavam repletas de desejo. Ela gemia de prazer agarrando os seus quadris com as pernas, puxando-o para bem perto dela. Ele colocou a mão firme entre as suas pernas erguendo o seu vestido, enquanto ela lhe tirava a blusa com impaciência. Ele a ajudou erguendo os seus braços e revelando o peitoral forte e bem desenhado. Ela o fitou com admiração silenciosa por alguns milésimos de segundo, e por que ele se aproximou novamente ela o pode sentir com as suas mãos.
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