Notas iniciais
Heeeeeeeeeey! Mais um capítulo saindo! Então, eu provavelmente não postarei com muita frequência a partir de segunda-feira, pois nesse dia minhas aulas voltarão, e além do colégio, eu tenho aulas extras, como a de natação e de violão. Mas juro que vou postar quando estiver livre ;)

– Sério mesmo? — Perguntou Alfredo, com uma cara de tédio — A gente tá no Nordeste, como iremos ao Norte sem transportes?

Eu dei de ombros.

– Perguntei a mesma coisa ao Bob — Falei — Ele disse que teremos que se virar.

Alfreda, que estava na minha frente, se virou.

– Ué Alfre, por que você se... — Quando eu entendi a lógica dela e dei um tapa na minha testa naquela hora — Não foi isso o que ele quis dizer Alfre.

– Mas ele disse para nós se virar — A menina falou com carinha de sapeca — Se virar, sacou?

– Meu Deus, que amiga burra eu tenho! — Eu exclamei.

A loira deu um tapinha de leve no meu braço.

–Ei, chega de brigar. — Falou o pálido.

– QUEM DISSE QUE ESTÁVAMOS BRIGANDO? — Eu e Alfre gritamos ao mesmo tempo na cara dele.

– Ai, peguem um pau e metam na minha cabeça! — Brincou o pálido com um sorriso.

Rimos um pouquinho, mas logo paramos.

– É melhor a gente ir logo, estamos perdendo tempo. — Resmunguei sem vontade de ir, pois eu só tinha 0,1% de chances de sobreviver.

– Você sabe que teremos que escalar aquela montanha que tem no bosque para ir pra cidade, né? — Alfredo perguntou, apontando para a montanha pela janela.

– Sério? — Indaguei de volta.

– Sério mesmo. — Ele confirmou.

Era só o que me faltava. Eu teria que escalar com duas pessoas uma montanha que tinha no mínimo uns 700 metros, e naquela época eu não conseguia nem subir uma escada com 50 degraus sem morrer — eu era tipo, MUITO sedentária — ou levar um tombo quando chegasse no topo.

– Vamos logo com isso — Murmurei — Temos que ir ao Acre enquanto der tempo.

Saímos do internato e começamos a caminhar no bosque. Não achava o bosque tão perigoso quanto falavam.

Quando estávamos a cerca de 50 metros da montanha, ouvimos um rugido distante, mas não era nada parecido com um rugido de leão. Aquele som parecia o som de leão, cabra, vaca, cavalo e gorila ao mesmo tempo.

– O que é isso? — Perguntou Alfre — Não parece nenhum dos animais que eu conheço...

– Isso pode ser um dos animais exóticos desse bosque — Alfredo argumentou — São animais que ninguém nunca viu na vida. Por isso não é permitido sair do internato. Temos que sair agora desse bosque.

Começamos a correr desesperadamente no bosque. O "rugido" começou a se aproximar.

A cada metro que corríamos, o rugido mais se aproximava, não o contrário.

Chegamos na montanha, e, quando começamos a escalar, o barulho chegou até nós. Quando o monstro se mostrou.

Fiquei decepcionada e com raiva na hora ao mesmo tempo. Era apenas uma espécie de coelhinho com a cara mais fofinha do mundo, a única coisa diferente é que seu pelo era turquesa, ao invés de ser de cores de coelhos normais.

– Estávamos fugindo disso? — Perguntei.

– Isso parece ser inofensivo! — Gritou Alfre — E até fofo!

Alfreda começou a acariciar o "coelho", e percebi que ela fez burrice.

Quando ela colocou a mão no pelo do animal, ele fez uma cara de assassino e se transformou em um coelho gigante com músculos gigantes e começou a "rugir". Ele crescia mais a cada segundo, chegando a ficar uns 500 metros maiores que a gente.

– E agora? — Alfredo apenas perguntou.

– Vamos correr! — Gritei, fazendo todos começarem a escalar.

O gigante então pegou a gente pela gola da camisa, lançando a gente para o mais longe possível. Ele provavelmente estava com muita raiva da gente.

Voamos longe, sem trocar nenhuma palavra. Caímos praticamente, em cima de um carro super-chique, e o mais incrível que só tivemos algumas feridas, não quebramos nenhum osso.

– Ai... — Sussurrei.

Olhei em volta, e reconheci de imediato o lugar. Era a frente do meu colégio antigo.

– Onde estamos? -Perguntou a Alfre.

– Em cima da montanha. — Respondi. — Na cidade onde eu moro, ou morava...

– Chega de recordações, Marina — Alfredo falou sério. — Temos que ir logo, e a pé ainda por cima.

Quando eu lembrei de um lugar da minha cidade onde tinha aluguel de bicicletas.

– A pé não. — Falei sorridente — Podemos alugar bicicletas lá em frente.

Eles concordaram com a ideia, e fomos alugar as bicicletas.

Chegando no lugar onde fazia aquilo, vimos 3 bicicletas exatas. Eu paguei o aluguel das 3, e subimos nelas.

Começamos a pedalar rapidamente. Viajamos por horas e horas pedalando. Tanto tempo que a gente decidiu parar em uma lanchonete, em plenas 11 horas da noite. A sorte era que a lanchonete fechava meia-noite.

Entramos no lugar, cujo se chamava "Delícia de Pernambuco". Deduzi que estávamos em Pernambuco. Realmente, pedalamos muito.

Pedimos nossos sanduíches, comemos e procuramos um lugar pra descansar. Eu estava tão cansada que quando a gente encontrou um lugar pra dormir — uma farmácia, por sinal — eu desabei no sono.

Quando eu acordei, vi o Alfredo com um saco na mão.

– O que é isso? — Perguntei.

– Café da manhã para todo mundo. — Ele respondeu. — Comprei uns cachorros-quentes.

Tomamos o café da manhã, e fomos pedalar novamente. Mas dessa vez não foi tão tranquilo quanto a primeira viagem de bicicleta.

Nós todos estávamos pedalando, até que a gente começou a descer uma ladeira. A ladeira descia a 90º, por isso eu não estava segura. Daí, o Alfredo perdeu o equilíbrio.

Ele despencou de ladeira a baixo, com a bicicleta.

– Marina! — Gritou Alfre — Temos que salvá-lo!

Concordei, e pedalamos em direção dele. Contudo, uma pedra grande tinha no meu caminho. Minha bicicleta bateu na pedra, fazendo eu perder o equilíbrio e cair.

Comecei a rolar ladeira abaixo juntamente com o Alfredo. Ele recuperou o equilíbrio e começou a se segurar na estrada. Já eu caí num buraco.

Achei que aquilo foi... O fim da minha vida.