Notas iniciais
Consegui postar antes :B eu ia postar amanhã :B mas o final de FMF4 me deixou inspirada :B boa leitura ;)

O buraco que havia na pista era extremamente enorme. Aquilo causaria um acidente de carro e tanto.

Eu caía a uns 400 quilômetros por hora, eu sentia a mesma sensação quando eu caía naquele portal estranho. Acho que se eu tivesse acrofobia, eu teria morrido assim que começasse a descer daquela ladeira.

Mas, assim que eu fiquei a 5 centímetros do chão, eu tive uma ideia. Usei o poder Flutuarlidica, que, como diz o nome, eu flutuaria.

Enfim, eu consegui flutuar. Eu achava que tinha morrido, mas eu consegui.

Quando eu achei uma boa posição, eu desativei o poder, fazendo eu cair segura naquele lugar.

Eu limpei algumas sujeiras que ficaram em mim, e depois conferi se eu tinha me machucado. Havia um corte profundo no meu braço, que escorria muito sangue. Além disso, não havia nenhum machucado grave, somente arranhões.

Por sorte, minha mochila não foi pro beleléu. Peguei um gorro que eu trouxe na mochila, rasguei uma parte dele e cobri minha ferida. Eu tinha levado dois gorros, e eu nem usava eles, então um rasgado não faria diferença.

Arranjei um jeito do pedaço do gorro ficar no meu braço. Depois examinei o local. Era fedido, e tinha uma água imunda correndo na minha frente. Quando eu vi que era esgoto.

– Deus, tenho que arranjar um jeito de sair daqui rápido! — Eu falei comigo mesma — Não vou aguentar por muito tempo nesse fedor.

Tentei voar com os poderes, mas eu estava muito fraca pra isso. A ferida me deixou totalmente esgotada, junto com a queda na bicicleta e o tempo que passei pedalando.

Em outra tentativa, eu decidi escalar, porém a parede era muito... Não sei explicar. Se eu encostasse minha mão naquela parede, minha mão cortava.

Olhei pra cima, e vi Alfredo e Alfreda gritando alguma coisa pra mim, só que eu não consegui escutar.

Tentei gritar também, mas o buraco era tão fundo que não dava para escutar nada. Mas uma coisa estranha aconteceu: o buraco da saída começou a se fechar. Alfredo tentou impedir, empurrando, mas não conseguiu. Quando a saída fechou-se totalmente.

Lancei o meu poder de destruição no local por onde eu me salvaria, mas o poder não conseguiu destruir.

Comecei a ficar desesperada na hora. Lancei novamente, mas nada. Apenas fazia um estrondo.

– Essa tampa é totalmente indestrutível — Falou uma voz misteriosa — Só eu posso tirar essa tampa.

Virei-me, e vi um garoto que tinha aproximadamente 17 anos, moreno, com cabelo raspado, óculos escuro, uma blusa vermelha com um casaco cor-de-vinho, uma calça jeans e um All-Star vermelho.

– Quem é você? — Perguntei.

– Eu? — Ele perguntou de volta — Sou Tobias. Sou um ex-aluno do ICP. Eu era o melhor aluno de lá. Mas aquele lugar me enjoava, então, decidi traí-los. Estou me unindo com vilões. Estou ajudando a invasão extraterrestre. — Ele deu um sorriso malicioso — Creio que você seja uma aluna de lá que vai impedir a invasão e blá blá blá.

– Sim, sou. — Respondi fitando-o — E tenho orgulho disso. Salvarei o mundo em honra do meu pai. Tobias, você fracassa-rá com esse extraterrestres idiotas. Se liga cara, se o mundo acabar por causa deles, onde irá viver?

Tobias riu.

– Eu dominei eles. Eu os controlo. Quando eles destruírem o planeta, eu ficarei no poder, vou ser o dono do mundo. — O garoto argumentou — Serei venerado e adorado por todos. Serei o poder. Construirão um palácio pra mim.

– Mas... — Pensei num argumento bom — Com quem você vai viver além desses extraterrestres?

– Ora essa, deixarei meus companheiros comigo. — Tobias falou mudando o timbre de voz para um mais grosso — Eles estão me ajudando, se é que eu preciso de ajuda. Os mesmos farão parte do meu palácio. Vamos destruir tudo. E vamos destruir você primeiro, Marina.

Gelei naquela hora.

– Não. Não antes de eu destruir vocês. E como você sabe meu nome?

– Somos muito informados. — Ele respondeu — Mas, não acho que irá destruir a gente... Com o braço assim. Bruno, Pedro, Guilherme?

E assim, apareceram os 3 meninos. Um era exatamente igual a Tobias, mudando um pouquinho a aparência e a altura, outro era loiro e branquelo e outro era careca e moreno. Ambos musculosos.

Resumindo? Eles iam lutar comigo. Só uma palavra pra aquela hora: me ferrei.

Foram duas, mas ninguém se importa.

Tobias disse que Bruno era o irmão dele, o que era mais parecido com ele, Pedro era o loiro e o careca era Guilherme.

– Ataque-a meus amigos! Ela disse que iria derrubar nós! Provem o contrário! — Ele gritou.

Bruno lançou o poder de choque em mim, mas desviei-me com grande facilidade. Então, os 4 fizeram isso ao mesmo tempo, tornando um pouco mais difícil de desviar.

Minha vez de atacar. Fiz um furacão surgir. Eles se batiam um nos outros com as cabeças, fazendo Pedro desmaiar.

– Esse inútil desmaiou de novo — Reclamou Tobias — Ele não serve pra nada!

Enquanto eles se recuperavam, em uma questão de segundos, lembrei que eu tinha trazido um estilingue na mochila. Tirei rapidamente e peguei umas pedras que tinha por lá. peguei tantas até o meu bolso se encher.

Comecei a atirar na hora certa. Uma acertou bem no olho de Guilherme, várias no peito de Guilherme e uma na cabeça de Tobias. Me concentrei e acertei no olho de todo mundo.

Os garotos, enquanto rugiam de dor, eu invoquei fogo, e atingi neles. Caíram no chão, mas Tobias logo se levantou e tentou lutar. Eu atirava pedrinhas nele, o que dificultava a caminhada dele.

Mas as pedras acabaram. Então, eu lancei choque nele, mas Tobias se desviou, acertando em Guilherme.

Guilherme despencou e estava se eletrocutando, rebolando sem parar no chão.

Logo, só restava o Bruno e o Tobias em pé.

– Bruno, só não deixe ela fugir! — Tobias gritou.

– Claro! A única saída que tem é lá em cima! E a senha da saída é "senha"! — Bruno falou muito feliz, quando viu que fez besteira — Ops...

Quando ele falou, a saída abriu. Eu teria que fugir dali.

Alfredo e Alfreda jogaram uma corda pra mim, aproveitando uma oportunidade da saída aberta.

– Você não vai escapar tão cedo! — Tobias rangeu entre os dentes pra mim, que eu já estava subindo na corda.

Tobias saiu correndo e começou a subir na corda. Me apressei e consegui sair do buraco. Gritei a senha, e começou a tapar lentamente.

O buraco tapou-se, mas ele gritou a senha de novo, e ele começou a abrir.

– Vamos fugir logo! — Gritei — Corram!

Começamos a correr, correr e correr mais ainda. Logo estávamos bem distante do local, mas Tobias começou a nos seguir.

Deu pra ouvir um grito dele:

– Eu voltarei Marina! Quando você menos esperar, eu voltarei!

Tobias parou de correr e deu meia-volta, como se tivesse desistido de nos alcançar, mas por via das dúvidas, continuamos a correr até achar onde nos abrigar.

Encontramos uma lanchonete. Entramos lá, afinal eu pelo menos estava com fome.

– O que aconteceu lá? — Alfredo perguntou — Você parece esgotada!

– Depois eu explico — Falei — Eu estou com muita fome, daria minha vida para uma pizza ou um hambúrguer agora!

– Eu também estou. — Contou Alfreda — Quando a gente achar um lugar pra dormir, você conta tudo.

– Tá bem — Falei — Mas onde estamos?

Quando o garçom chegou com a comida, eu perguntei.

– Vocês estão na fronteira de Pernambuco com a do Piauí — O garçom respondeu — Acho que deveriam saber.

Expliquei que estávamos viajando "sem rumo" e não sabíamos onde estávamos. Essa foi a desculpa.

O garçom franziu as sobrancelhas e foi embora, deixando a gente comer a sós.