O destino de Jane
3 Um retorno á relidade
Notas iniciais
Sério gente, desculpa por ficar tempo sem postar, é que tinha 0 views ushaushaushauhs
Vou postar 3 caps direto hoje
— Anist! – disse ela, correndo até o morcego, que estava mais sólido que o normal, e curiosamente chorando. Ambos estavam chorando, mas Jane chorava mais. Ele tinha a protegido tanto para ficar desse modo? Os homens da vila eram realmente tão cruéis? Preferia ser espancada e mantida como prisioneira, qualquer coisa, para não terem tocado nele.
— Ande pela sombra, garota – disse Anist em uma voz rouca e fraca, e se evaporou, em um raio de sombra que sumiu tão rápido quando apareceu.Jane não costumava ser sentimental, mas aquilo era o limite. O único amigo que ela tivera, além de Gabriel, sumiu, e ela temia dizer que morreu, mas não sabia sobre aquela dimensão. Poderia haver um local para os mortos? Se não tinha um guia, era melhor ela voltar pra casa, aonde tudo estava dito seguro. Então foi a primeira coisa que ela pensou em horas: E Gabriel, o menino que simplesmente deixara inconsciente jogado enquanto se divertia em outra dimensão? E seus pais, ambos, sua mãe em casa e seu pai desaparecido? Eles estariam doidos a sua procura, pela sua imensa demora? Estariam incólumes?A menina sabia que chorar não levava a nada, mas aquilo era o limite. Primeiro, ia voltar a sua dimensão. Tentou lembrar-se da última vez, como se teleportara á esse mundo. Era difícil encontrar a lembrança, sua mente era muito vasta, tinha visto muita coisa ao ir naquele planeta, dimensão, ela mal sabia o que era aquilo, mas aidna temia que fosse sua imaginação, mesmo depois do que passou. Vasculhou o seu colar, o fio brilhava ao sol. O pingente de ursinho cor-de-mel tinha o mesmo botão vermelho, como um “on” e “off”, voltado para o “on”. Ela temia que suas orelhas de gato aparecessem para Gabriel. Iria ser tratada normalmente pelo menino, mas como se fosse uma aberração para os demais. Então o que aconteceria?Resolveu ir de uma vez por todas. Pensamentos bobos só iam fazê-la perder tempo. Deslocou para baixo o botão e uma aura azul tomou seu corpo. Ela viu a cauda desaparecer junto com o corpo. Seria um bom sinal? Então ela foi teleportada á seu checkpoint, como Anist lhe dissera antes. Gabriel estava parecendo que tomava consciência. — O que houve? Ele ainda está aqui? – disse, confuso.Ela saiu, foi acampar em um lugar que ela não conhecia, se passou mais de doze horas com uma sombra e agora seu amigo retomava a consciência. Então ela sobrevivera incólume daquele tornado e seu amigo tinha ficado inconsciente por um dia? Seria que sua habilidade especial a tinha feito isso? Não sabia. Anist tinha lhe dito que sabia modificar pensamentos, e que a parte de saber fazer tornados era só uma brincadeira, ele podia fazê-lo quando era morcego. Gabriel ficou inconsciente de novo. Estava mais pálido e teria batido a cabeça na parede se Jane não o segurasse. Após um tempo, ele ficou rosado novamente (não, ele não era rosado, ele apenas estava pálido) e abriu os olhos.— O que houve aqui?— Você se lembra dos ventos, do tornado, do morcego e tudo?— Que?Ele não se lembrava. Seria um bom sinal? Enfim, sua mãe deveria estar preocupada, não ter visto a filha em um dia inteiro e um garoto desmaiado no quarto não deveria ser um bom tranquilizante. Desceu as escadas, ou melhor, pulou do pedestal, pois como Anist lhe dissera, era um gato. Mas tombou feio no chão, será que é porque aquilo só funcionaria no outro mundo? Provavelmente sim, pois sua mãe veio gritando o que ela tinha na cabeça.Sua mãe era parecida com ela. Tinha cabelos pretos na altura da cintura, pele clara, olhos dourados e tinha um corpo em forma de violão. Tinha umas manchas no rosto, pela adolescência, e algumas sarnas. Era alta e esbelta, mas ganhava seu dinheiro sozinha, sem o pai da menina.Ela nunca falou sobre quem era seu pai, e, antigamente, Jane receava ser um tipo de criminoso ou algo parecido. Mas quando veio Anist, dizendo coisas sobre seu destino e ela só descobriria seu pai se fosse lá, ela ficou confusa. Seria seu pai da outra dimensão?Porém, a mãe de Jane já desconfiava o porque dela pular do topo da escada. Ela sabia que a menina poderia ter algum tipo de poder ou algo assim. Ela sabia quem era o pai da menina. Ela sempre escondeu de Jane, e não iria lhe contar. Quando a mãe de Jane libertou-se dos pensamentos olhou bem para a menina.— Esse seu colar no pescoço. Quem te deu ele ou você roubou? – disse a mãe, olhando seriamente para a menina enquanto mexia em uma panela no fogão. — Foi Gabriel – mentiu. Ela sabia que a mãe não ia gostar de um “namoradinho”, mas era melhor que explicar sobre Anist. Ela ficava muito tensa quando mentia. Suas bochechas coraram e ela começou a enrolar o cabelo. A mãe dela havia percebido isso, era expert em mentiras da filha. Mas, mudando que assunto, resolveu não questionar. Tinha algo importante para falar.— Filha – disse, lentamente – Nós vamos no mudar, ou melhor, você. Vou te mandar para uma escola militar. Não quero nenhum envolvimento com garotos. Essa escola fica do outro lado dos Estados Unidos, em Nova Jersey. Ao terminar a fala. A mãe estava com um sorriso de vitória no rosto. Uma das regras da casa de Jane era: Nunca minta para sua mãe. Agora, ela iria pagar as consequências. Sua mãe não tinha dinheiro para o avião.— E, ah, — disse ela, como se estivesse lendo a mente da filha – o governo pagará o avião e lhe dará uma viagem de graça. Você anda tendo notas muito baixas na maioria das matérias ultimamente, e eu, como mãe, tenho de lhe dar uma forcinha.
Agora Jane começara a levar á sério. Ela sabia que sua mãe era capaz de fazer qualquer coisa, até mandar a filha do outro lado dos Estados Unidos. Ficou imóvel por alguns instantes, e subiu para o quarto, correndo na escadaria.
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