O despertar do anjo - à procura da felicidade

1 Capítulo 1: O Baile mais esperado do Ano (Parte I)


Notas iniciais
Eu conto contigo para cuidares de mim!

Esta primeira parte pode ser um pouco secante porque é a introdução, mas tentei escreve-la da forma mais cativante possível, espero que tenha conseguido eheh

Presente:

Na cidade de Fryhibt, agosto é o mês mais desejado pelos habitantes, pois é quando acontecem as festas mais importantes de todo o ano. Toda a cidade se enche de vida e de cor, pois para além da quantidade de pessoas de cidades vizinhas que vinham de propósito assistir às festividades, decorriam algumas competições entre os habitantes da própria cidade: todas as ruas eram decoradas com os mais belos enfeites, e, no último dia do mês, é entregue o premio à pessoa que possuísse a melhor decoração.

E quase todos os anos ganhava a mesma pessoa: o Senhor Crapy, um homem rabugento, com uma grande barba e barriga que não gostava nada de crianças, mas, apesar do seu mau feitio, ninguém podia negar que a sua loja tinha, sem sombra de dúvidas, as melhores decorações de toda a cidade. Era o Dono da “Pastelaria Delicias”, onde, tal como o nome indica, as pessoas se deliciavam com os mais maravilhosos bolos e pães. Também as crianças adoravam a pastelaria pois era onde podiam comprar as gomas e os rebuçados mais saborosos de sempre. Quem não gosta de comer rebuçados enquanto passeia ou enquanto está sentado à sombra de uma grande árvore, numa tarde de Verão?

Tanto adultos como criança, adoravam passear pelo Parque, onde faziam muitos piqueniques à beira do lago e, protegidos do calor graças às robustas árvores que cheias de flores deixam belos aromas, relaxavam enquanto conviviam com os familiares e amigos. Os mais novos aproveitavam essas quentes tardes para brincarem com os amigos no pequeno parque de diversões da cidade, ou, simplesmente para dormirem à sombra das árvores.

Lyra Valentine era uma dessas crianças. Adorava esta altura do ano devido, não só ao calor que lhe despertava a vontade de passear à sombra das majestosas árvores, mas também devido à vida e alegria que dominavam a cidade e è claro o convívio com os amigos que infelizmente, nem sempre durava o tempo desejado, pois Lyra não é como as outras crianças, é especial.

– Estou farta de ser diferente! – Berrava a pequena Lyra de 13 anos enquanto andava de um lado para o outro na sala de estar de sua casa – Porque raios é que tenho de ficar em casa? Todos os meus amigos estão a preparar-se para se divertirem no baile, enquanto eu tenho de ficar em casa, como se fosse uma bebé!

O dia 16 é dos dias mais importantes do mês de Agosto, pois é quando acontece o Baile de Verão. Durante o dia há diversas actividades e jogos, mas é durante a noite que a verdadeira magia invade a cidade. Tanto adultos como crianças, vestem os seus melhores fatos e vestidos para dançarem ao som das músicas tradicionais da cidade, e no final da noite os jovens de 7 anos recebem o diploma.

É esse que lhes permite a entrada para a escola, apesar de muitos alunos mesmo antes de entrarem, costumarem fazer pequenos “jogos” que são como que uma preparação, ás terças e ao fim-de-semana, com o professor Limp.

Este é o dia preferido de Lyra. Todos os anos ela adora participar nos jogos de manhã, almoçar com os amigos no parque, brincar um pouco durante a tarde, e à noite ir para casa para vestir a roupa que escolheu com muito cuidado.

Este ano tinha escolhido um vestido verde com algumas folhas no decote que tinha no peito e espalhadas pelo vestido. Usaria uns lindos brincos verdes que comprou com a ajuda de Thomps e Lhuis, seus guarda-costas. Não ligava nada a roupas caras, mas aquela noite era mágica fazendo assim uma pequena exceção.

Lyra é especial, pois ela tal como a sua irmã Eilina, são filhas do Presidente da Câmara da cidade de Frihibt, o Senhor Claude. Apesar de a cidade ser um lugar pacato, existem sempre algumas pessoas que querem magoar os outros, ainda mais quando se trata das filhas de alguém importante. Por isso, Lyra sempre foi vigiada 24 horas por dia desde que nasceu, nunca tendo podido ter uma “vida normal” como os seus colegas.

Como é a filha mais velha, tem uma maior responsabilidade e tem de dar o exemplo à sua irmã mais nova, Eilina, que tem apenas 7 anos mas já se demonstra um pouco reguila.

Assim quando finalmente tinha chegado a noite do baile, Lyra estava na entrada da sala muito alegre enquanto esperava pelo seu pai para poder sair de casa. A sua irmã já tinha saído com os amigos. Como tem 7 anos, é a altura de ela receber o seu diploma para poder entrar para a escola onde irá principalmente estudar, mas também irá receber algum treino de luta, tal como a sua irmã mais velha o fez quando tinha a sua idade.

Lyra tinha esperança de o convencer a ir ao baile sem os guarda-costas. Mas, toda a alegria desaparece assim que Lhuis lhe diz que o seu pai afinal não a vai deixar ir ao baile, pois ele acha que é demasiado perigoso para ela.

O Sr.Valentine tinha recebido notícias de que a criminalidade na cidade vizinha tinha aumentado bastante. Pelos vistos várias casas de pessoas ricas e importantes estavam a ser assaltadas. Ele não suportaria se alguma coisa acontecesse às suas meninas. Não podia impedir Eilina de ir ao Baile, mas com Lyra, a história era outra.

– Mas a menina ainda é a nossa bebé. – disse Thomps que sorria enquanto trocava um olhar divertido com Lhuis, mas rapidamente ficou sério ao perceber a expressão de raiva de Lyra, que naquele momento estava parada à frente dele, e ele acreditava que ela desejava bater-lhe, arrependendo-se imediatamente de a ter chamado bebé. – Quer dizer, nós sempre gostaremos de si como se fosse. Você sabe que o seu pai apenas lhe quer o melhor.

– Ele preocupa-se muito consigo menina – disse Lhuis tentando acalmá-la.

– Eu sei… – Lyra deixou cair os braços em forma de derrota, pois sabia que o seu pai não fazia por mal. – E por um lado também o compreendo, mas é difícil para mim ouvir os meus amigos combinarem encontrar-se no baile e quando me perguntaram se desta vez eu posso ir eu disse que sim, e agora não vou aparecer! E não é a primeira vez que isto acontece!

Lyra sentou-se no sofá e começou a sentir que os seus olhos se enchiam de lágrimas, pois tornava-se cada vez mais difícil focar as flores que se encontravam em cima da mesa para as quais olhava.

– Tem que ter paciência menina. – disse Lhuis enquanto se sentava ao lado dela e a abraçava. – Vai ver que com o tempo as coisas vão melhorar. Não se pode deixar ir abaixo! – exclamou sorrindo.

Lyra estava quase a deixar que as suas lágrimas se derramassem, mas nesse momento Kanna, a sua ama, chamou-a para ir lavar as mãos e se dirigir à sala de jantar, pois já estava na hora. Se Kanna não tivesse interrompido a corrente de pensamento de Lyra, esta teria permitido que as emoções a dominassem, coisa que não costumava acontecer com muita frequência, pois quase sempre o conseguia impedir. Mas naquele momento, sem saber muito bem porquê, sentia-se muito frágil, mais frágil do que o costume. E o facto de não poder ver os amigos nessa noite, estava a piorar a situação.

«Será por causa do…?». Mas Lyra não conseguiu terminar o seu pensamento pois Kanna voltou a chamá-la demonstrando desta vez alguma impaciência. O seu pai não gostava quando ela se atrasava para o jantar.

– É melhor ires antes que a Kanna nos culpe por lhe fazermos crescer cabelos brancos antes do tempo. – exclamou Thomps que enquanto ajudava Lyra a levantar-se, sorria.

Nesse momento toda a tensão que anteriormente se encontrava na sala, tinha desaparecido, e agora tanto Lyra como Thomps e Lhuis riam alegremente. Antes de ir lavar as mãos, Lyra abraça os amigos.

– Adoro-vos! – sussurrou-lhes aos ouvidos.

Thomps, Lhuis e Kanna são criados da família Valentine quase desde que se lembram. Kanna é a ama de Lyra e Eilina, e é considerada quase como que uma mãe para elas, pois a Senhora Vantine, L’Arachel, morreu pouco tempo depois de dar à luz a segunda filha.

Lyra achava injusto a irmã poder ir, mas ela que é mais velha não, mas tentou esquecer este pensamento, pois ela já tinha ido ao respectivo baile quando tinha 7 anos, e agora era a vês da sua irmã.

Thomps e Lhuis são os guarda-costas responsáveis pela segurança das filhas do Senhor Valentine, praticamente desde que elas nasceram. Com o passar dos anos foram criando uma forte ligação com “as suas meninas”, como as costumavam chamar, tendo-se tornado grandes amigos. Sempre que possível, procuravam ajudar Lyra encobrindo as suas escapadelas para esta poder brincar com os seus amigos sem ser vigiada. E, apesar das aparentes dificuldades, Lyra era uma criança feliz de 13 anos.

Notas finais
E aqui está a primeira parte da minha história, ainda não desenvolvi muito, mas prometo que em breve vão haver cenas muito mais interessantes :3