Notas iniciais
Capítulo fresquinho saído do forno hehehe ~ Apesar de não ter sido muito longo, acontece tanta coisa que até fiquei sem saber como organizar tudo haha. Infelizmente a história está próxima do fim, porém ainda tem alguns capítulos até chegar a esse momento. Um bom proveito e boa leitura!

– Ainda está vivo?

A torre que outrora era considerada a maior do Las Noches agora preenchia-se por uma neblina negra que se espalhou sucessivamente após a explosão que dominou os céus. Seu causador encontrava-se em pé do que podia ser considerado os restos do piso que envolvia a circunscrição daquele espaço. Permanecia intacto, em contraste com aquele cenário predominantemente aniquilado.

Entre os entulhos e rochas caídas que preenchiam o antigo teto local, um rapaz esguio e ensanguentado fazia forças para levantar-se. Não possuiu dificuldades em retirar o rochedo que se encontrava por cima de alguns de seus membros, uma vez que sua incomum espada fazia todo o trabalho partindo aquele concreto em pedaços.

– Você está longe de conseguir me matar, Quarto Espada. – O moreno explanou suas duas últimas palavras com certo tom irônico facilmente perceptível.

– Eu não pretendo te matar, Nnoitora. Por mais que essa seja a minha vontade, sei que se fizesse isso estaria descumprindo as ordens de Aizen sama. Porém, devo admitir que estou surpreso. Não esperava que um mero Quinto Espada sobreviveria após receber um de meus ceros.

– Tsk. – Ulquiorra sempre possuiu a proeza de achar as palavras exatas para arrancar de Nnoitora o que restava de sua paciência. Isso tornou-se motivo para odiá-lo cada vez mais, pois sempre que o irritava, era instantâneo aquela garota de cabelos verdes surgir em sua mente, ainda que contra a vontade do Espada. Lembrar-se dela só potencializava o ódio que sentia – Não importa que essa não seja a sua vontade, Ulquiorra, só me matando você conseguirá descobrir toda a verdade sobre os acontecimentos com a Inoue Orih...

O som de suas palavras ainda dominava o ar quando o Quarto Espada surgiu por trás do outro. Apesar do acontecimento repentino, Nnoitora já previa seu próximo passo e, imediatamente, mirou a zampakutou na direção de seu oponente sem excitar. Como se também estivesse a ser premeditado seu ataque, Ulquiorra retira sua espada e defende-se da súbita investida alheia, ricocheteando toda a carga ofensiva.

– Você no mínimo deve sentir-se páreo a mim para achar que eu preciso te matar para obter esta informação.

– Ora seu maldito!

Nnoitora, guiado pela fúria, começa a descomedidamente golpeá-lo com sua espada, enquanto o outro defendia-se de seus ataques em instantes milimetricamente calculados. A velocidade do colidir daquelas espadas era algo incomum, suas armas mal podiam serem vistas a olho nu com a agilidade de suas investidas. Aquela rapidez continuava até ambos serem surpreendidos com uma nova reiatsu que aproximara-se de suas posições. Instantaneamente em um último ataque eles repelem-se, afastando-se um do outro enquanto esperava o novo indivíduo aparecer.

Não demorou muito para surgir em seus campos de visão o único que possuía, além de uma reiatsu, uma cor de cabelo bastante chamativa.

– Kurosaki Ichigo! Ora, e eu achando que isso não podia melhorar!

Seu percurso parou e a garota que encontrava-se em suas costas, pela primeira vez depois daquela disparada, impulsiona-se para cima, observando discretamente o lugar onde seu companheiro de cabelos laranjas a levou junto. Foi automática a surpresa sentida por Nnoitra ao perceber que Ichigo não veio sozinho. Apesar de a garota ter mostrado apenas seus olhos por cima do ombro do shinigami, já foi o suficiente para o Quinto Espada a reconhece-la. Sim, era ela, a primeira Espada a qual foi detentora de seu ódio.

– Nel, é você mesmo?

– Eh? – Ao notar que um daqueles sujeitos estranhos a chamou pelo nome, se assusta e, ainda sem compreender, volta a encolher-se nas costas do ruivo, sem nada responder.

– Nel, você conhece ele? – Questionou seu companheiro, que demonstrava surpresa ao perceber que Nnoitra parecia também a conhecer.

– N-Não, Itsugo, nunca o vi na vida! Será que ele quer matar a Nel?! – Começava a especular as consequências que lhe traria o fato de um dos inimigos saber o seu nome. A criança não estava entendendo aquela situação, e temia que seu companheiro suspeitasse que ela possuísse qualquer ligação com o magrelo a sua frente.

– Sim, é você mesma Nel. Não acredito que ainda sobreviveu depois daquilo, porém estou mais surpreso por saber que fez amizade logo com um shinigami.

– Kurosaki Ichigo. O que faz aqui? – Ignorando aquele debate que deu início, o quarto Espada não demonstrava nenhum espanto com a chegada do shinigami, porém ainda assim não gostava de ser interrompido, principalmente se tratando de uma disputa.

– Ulquiorra? Por acaso é você que está enfrentando Nnoitora?

– Isso não te interessa, shinigami. Eu te fiz uma pergunta.

– Eu vim aqui para enfrenta-lo. Não entendo os seus motivos para estarem disputando, mas não desperdiçarei esta chance.

– Quanta ignorância. Não se intrometa nos assuntos dos outros, Kurosaki Ichigo.

Sem ouvir as palavras do Espada, Ichigo parte em direção ao portador da descomunal zampakutou. Ao notar que o ruivo não deu ouvidos a Ulquiorra, Nnoitora já se prepara para dar as boas-vindas ao seu novo adversário naquele duelo. Para ele, quanto mais rivais tivesse, melhor. Quem sabe assim deixariam a luta mais divertida, o que sempre foi o objetivo do Quinto. De todo modo, não importa a quantidade de adversários que ele precise enfrentar, em sua cabeça, sempre conseguiria dar conta de todos, como sempre deu. Nnoitora era um dos piores assassinos do Las Noches. Enquanto alguns suprem seu potencial para enfrentar apenas aqueles ordenados por Aizen, o moreno aproveita seu tempo livre para aumentar o seu número de vítimas. Uma das coisas que mais detesta é estar no tédio, e tédio para ele sempre foi sinônimo de não ter quem tirar a vida.

– Getsuga Tenshou!

Quando o ruivo alcança uma relativa distância do moreno esguio, uma onda negra consome o ar e, velozmente, parte em direção ao seu alvo. Nnoitora inicialmente se surpreende com o potencial daquele ataque o qual nunca viu antes e, antes que pudesse ser perceptível qualquer movimento seu, a avalanche escura corroe toda a atmosfera ao seu redor.

Aparentemente a investia do shinigami lhe consumiu mais forças do que imaginava, fazendo-o cair de joelhos, equilibrando seu corpo na zampakutou apoiada ao chão. Arfava em ritmos acelerados, ainda não estava totalmente curado da luta que tivera contra Grimmjow. Nelliel observava seu companheiro por trás de uma das rochas despedaçadas do lugar, era inegável sua preocupação com Ichigo, principalmente por saber pelo que ele já passou contra seus inimigos.

– Não se intrometa nos assuntos dos outros, Kurosaki Ichigo. — O Espada permanecia em seu lugar, parado. Percebendo a condição física do shinigami, sabia que ele não duraria muito. No estado que se encontrava, não chegaria a ser páreo para o Quinto.

– Nossa luta ainda não terminou, Ulquiorra. Pretendo continuar ela outra hora, agora meu objetivo é enfrentar Nnoitora.

– Você fala como se conseguisse vencer qualquer um nesse estado. De onde vem tamanha confiança, shinigami?

O Kurosaki desvia seu olhar para o moreno ao lado, carregando em seu semblante a própria personificação da determinação. Não era preciso dizer muito para que Ulquiorra compreendesse que Ichigo não desistiria de seu objetivo, seja ele qual fosse. Independentemente de sua condição física ou força restante, a persistência em continuar tentando gritava em sua feição, em uma resposta translúcida a indagação feita. Ainda assim, carregando a mesma fisionomia, o ruivo o responde.

– Quando os meus amigos estão em perigo, não importa o meu estado, continuarei a dar o meu melhor para salvá-los, pois este é o meu dever.

– Itsugo... — A garota, que assistia a tudo, surpreende-se com as palavras do ceifeiro de almas, o que a fez admirá-lo ainda mais.

Ulquiorra permanecia em silêncio após ouvir aquilo. Aquelas palavras não faziam o menor sentido para o Quarto, porém antes que pudesse respondê-lo, algo o surpreende.

Imediatamente, uma nova reiatsu é sentida naquele espaço. Não, eram duas reiatsus, mas a maior parecia encobrir a outra, tornando-a quase imperceptível com a elevada diferença de nível. Não demorou muito para surgir naquela área os portadores dessa pressão espiritual. Todos naquele local direcionaram suas visões para os novos integrantes e, instantaneamente, as orbes esverdeadas se expandem com aquela imagem.

– Ora, ora, vejo que a diversão está grande por aqui.

Notas finais
A todos que continuam acompanhando a minha fic um muito obrigada! Inclusive aos que nunca depositaram a sua opinião, ver as visualizações que estou recebendo também me faz muito feliz! Quem vocês acham que são os novos integrantes? Confesso que eu não esperava que minha fic tornasse tão shounen, porém como tento mantê-la fiel ao universo Bleach que, em sua essência é shounen, não havia como fugir disso. Logo digamos que este momento da história é onde ocorre as batalhas conhecidas dos Arrancars e shinigamis, mas não prolongarei muito o momento, pois além do foco da fanfic não ser esse, estou ansiosa para chegar ao momento UlquiHime. Tentarei continuar em breve! Beijinhos!