O amor vence qualquer diferença
1 Como tudo começou...
Notas iniciais
Floresta de Madagascar, 10 de Novembro de 1786.

A floresta mais intocável do mundo, pelo menos assim deveria ser...
Uma única família de vampiros reinava nesta floresta, únicos pois não existia de fato outro ser vivo que não fosse humano, ou quase humanos. A família poderosa se chamava Ápice Dulteros, (Vou aqui falar muito em AD, para vocês saberem a abreviação do nome da família). Eram vampiros do mal, seres perversos que tinham 40 membros ao todo em sua família, incluindo ate os primos mais distantes. Charloth Vandherberg, era uma linda jovem, de 15 anos de idade, possuía a pele branca como a neve selvagem, seus olhos herança fiel dos AD eram cor de rubi vivo e brilhantes, possuía cílios longos, cabelos vermelho-sangue naturais, era considerada por todos a filha mais linda do patriarca dos vampiros e dono do clã dos AD, o Lord Arthur Vandherberg II e da Lady Cyndi Laurence Vandherberg. Lord Arthur alem de ter Charloth, que era a caçula dele, também tinha mais 3 filhos: Ghug que era o mais velho tinha 28 anos, Steve de 25 anos, e Marcus de 18 anos de idade. Charloth era muito agarrada ao irmão Ghug que desde de pequena sentia mais afinidade, e Ghug a protegia como um irmão mais velho deveria fazer. Como era de se imaginar, Charloth era os mimos de Arthur e Cyndi Laurence, além de ser caçula era a única menina deles.
Sábado, 16 de Novembro de 1786, 06:00 AM
Como de costume, e como vampiros sedentos por carne fresca e sangue quentinho, Ghug acordava cedo e ia ate o quarto de seus 3 irmãos mais novos: Steve, Marcus e Charloth, para os acordar para mais uma manhã de sábado, era o dia da semana que eles iam floresta a dentro caçar, animais e matar a sede de sangue.
Ghug: — Acordem meus amores, hoje é dia de matarmos nossa sede! Quem quer beber sangue??!! * Falava de uma forma risonha aos irmãos que dormiam em camas separadas formando um triângulo.
Steve: — Opa! Hoje vamos caçar mamíferos suculentos, quero beber muito sangue!! Levantando-se e vestindo uma camisa vermelha, com um colete de couro cor caramelo calças de algodão pretas e suas botas. Vamos! Vamos cambada acordem é hoje o nosso dia de banquete. Os outros dois irmãos iam acordando e vestindo-se também, Marcus vestia uma roupa parecida com o de Steve, só mudando a cor das calças, um azul petróleo. Charloth vestia um lindo vestido de algodão e seda por cima, cor azul claro, com detalhes de renda prateada. Juntando-se a Ghug que estava ancioso.
Ghug deixava um bilhete escrito com tinta negra feita de uma substância de cheiro forte, parecida com petróleo, escrevia com uma pena de pavão: Pai, fomos eu e meus três irmãos para a floresta, hoje vamos ter um banquete, vamos caçar para nós e para o senhor, prepare a casa, hoje teremos festa. Atenciosamente vosso filho, Ghug.
E assim o fizeram. Os quatro irmãos foram correndo em velocidade impressionante para dentro da floresta fechada, não era 07:00 am ainda, e os animais acordavam cedo. Ghug estava com os olhos firmes, farejando sua primeira vitima, um cervo macho, grande e suculento. Enquanto Steve e Marcus caçavam perto do rio, um búfalo. Charloth era a que menos tinha experiencia mesmo sendo uma vampira, era a que mais tinha dificuldade nesse negocio de caçar, ela sentia vontade de beber sangue e comer carne fresca, mas algo estranho sempre existiu dentro da bela moça. Ela caçava porque sua família exigia, mas se por ela fosse, ela jamais iria caçar. Seu pai jamais aceitaria uma filha que não seguisse as regras. Charloth, saia em busca de uma caça, não muito grande, mas que desse para ela comer sozinha, e matar a vontade repugnante de comer e beber sangue que ela odiava sentir, mas que fingia que gostava. Ela avista um belo lobo negro, com olhos firmes, castanho girassol, aqueles olhos eram os olhos mais lindos que a bela Charloth ja viu em 15 anos de sua existência, ela estava atrás de uma grande pedra perto das árvores observando o grande lobo. Tomando coragem para saltar na hora certa e dar a mordida fatal na jugular do lobo negro.
Meu Deus! Ele é lindo... lindo... mas não posso voltar de braços abanando para perto de meus irmãos... terei que matar esse animal, eu juro a mim mesma, que sera a minha ultima vez de caçar, nao vou mais fazer isso, meu pai tera que entender, isso... sera a minha ultima caça. *Mal sabia ela, que estava certa, seria a sua ultima vez de caçar.
Charloth, saia de fininho rastejando, e erguendo aos poucos a cabeça, friccionando os braços, pronta para pular no pescoço do lobo que estava concentrado comendo um coelho. Então ela salta numa velocidade incrível, sem dar chances do grande lobo negro se defender, e o mata. Olhando o sangue escorrendo, a bela Charloth começa a beber o sangue do animal, sentindo repugnância, mas consumindo, pegando pedaços de carne do corpo do animal, comendo com um semblante nada amigável. Tudo estava aparentemente normal, na vida de uma jovem vampira, ela havia abatido sua presa, havia bebido sangue e consumido parte da sua caça, é aí que tudo se torna um engano, um engano que lhe custaria algo que ela jamais poderia sonhar que aconteceria com ela. De repente, ela sente uma forte tontura, e cai ao lado do corpo morto do lobo, ficando de barriga pra cima em um estágio de pré-dormência, não chegando a desmaiar, podendo ver o que acontecia ao seu redor, mas sem poder mexer-se, ela via uma luz forte, que ia tomando sua verdadeira forma, a forma do lobo negro que ela havia matado a poucos minutos. Charloth queria gritar, queria levantar-se e sair correndo, mas não conseguia mover um só dedo. A alma do Lobo negro, começa a se comunicar com Charloth com uma voz firme e alta, mas que somente ela ouvia, em um dialogo que a faz ficar mais paralisada do que ela ja estava, a paralisava ate a alma.
Lobo Negro: — Tu acabas de fazer teu maior erro, tu mataste o lobo alfa, o mais inteligente que já existiu, eu era o único líder de minha matilha. Em castigo tu geraras uma criança em teu ventre que não terá nada do sangue dos vampiros Ápice Dulteros, ela sera cem por cento sangue alfa, ela sera como eu, pois eu serei o pai dela. Daqui a alguns meses tu vais ja estar com ela em teu ventre gerada, sua gestação sera muito rápida por ser uma vampira, e na decima lua, neste mesmo local onde matou-me iras parir a criança e a chamara de Misha, mas ela sera conhecida como Mi Alfa por qualquer matilha, ela sera uma criança precocemente sabia, sera assustadoramente mais evoluída mentalmente do que qualquer criança na idade dela. E tu vais amar esta criança tanto, que a protegera dos teus descendentes e de qualquer coisa, sentiras o afeto que tu não tevês comigo, ela nascera na Decima Lua, a lua dos alfas, só nasce de cem em cem anos outro alfa como eu, e Misha sera minha descendente pura. Esse sera o teu castigo, aprenderas a amar um lobo, e melhor vais gerar um em teu ventre.
A alma do lobo negro alfa, desaparece na floresta, fazendo a bela jovem, Charloth acordar por completo, e levantar-se chocada, petrificada é o mais correto de descrever como ela estava psicologicamente. Aquelas palavras lhe caíram como bombas sobre seu corpo. Olhava a sua caça no chão, nao iria nem levar o resto do lobo consigo, saia correndo sem olhar pra traz. Encontrando seus irmãos sentados conversando e rindo alto, debaixo de uma árvore. Parava perto deles, com a cabeça baixa, e tremula.
– Mas o que houve meu doce? Não me diga que não conseguiste caçar? *Perguntava seu irmão Ghug a ela.
Vendo os outros irmãos caçoar dela:
–(Risos) Ora essa, a gente já imaginava que a Charloth não iria conseguir caçar sozinha, ela nunca conseguiu mesmo fazer isso sozinha, sempre eu e Marcus que caçava pra ela levar ao nosso pai. *Falava em um tom arrogante o Steve.
Charloth: — Calem a boca! Calem a boca todos vocês, essa é a última vez que eu entro nesta maldita floresta para caçar!! Eu nunca mais vou caçar nada, e saiba Steve eu cassei sim, e foi o meu pior erro. Vou cumprir meu castigo, até o fim, mesmo que isso custe a minha vida. * começava a chorar baixo, com as mãos no ventre.
A bela jovem, deixava os três irmãos sem fala, sem saber o que fazer, eles não compreendiam. Então em silêncio e assustados, não mais do que Charloth estava, os quatro seguiam ate o castelo onde moravam, alguns quilômetros da floresta de Madagascar.
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