O amor vence qualquer diferença

2 Então se cumpre aos poucos a profecia...


Notas iniciais
Aqui neste capitulo que a jovem mãe de primeira viagem poe a prova sua verdadeira coragem.

Meses se passam, a pequena barriga de Charloth como o que havia dito o espirito do lobo estava já mais avantajada, levemente, mas notava-se se olhassem ela de lado e de perto. A jovem agora já mãe, carregava a pequenina loba dentro de sí. Seus sentimentos eram confusos, uma mistura de amor com medo, muito medo. Ela temia quando chegasse o momento em que não conseguisse mais esconder a sua barriga, ela teria que inventar algo, mas ao nascer todos os membros de sua família iriam notar que a criança não era um deles, mesmo nascendo da jovem vampira. Como ela ira explicar tudo que havia acontecido, naquela floresta, seu pai jamais iria crer em sua palavra, e pior seu pai iria achar que ela tinha se relacionado com um lobo em sua forma humana, o que seria uma traição mortal a família dos AD. A jovem mantinha-se escondia em seu quarto, saindo muito pouco para fora do castelo. Havia inventado que estava doente, para não ir mais para aquela floresta caçar, pois ela mesma havia prometido até ates de matar o lobo alfa, que não queria mais provar de sangue e nem de carne fresca. Sua mãe, a Lady Cyndi Laurence, andava a meses preocupada com a jovem, além de ser a sua única menina, era a mais bela vampira do reino, e muito cobiçada por pretentendes da região. Um casamento real, com um rapaz da mesma classe social e da mesma linhagem ou seja outro vampiro, seria de muito agrado para seus pais. E uma vampira doente, não seria jamais escolhida.

Castelo dos Ápice Dultero, 14 de Dezembro de 1786. 21:00 pm

* toc toc toc... (batia na madeira oca da porta de seu quarto).

– Filha? Filha... posso entrar meu bem? * Perguntava a sua mãe.

Charloth estava em pé, vestindo um vestido mais largo, e confortável, onde não conseguia-se notar sua gravidez iniciante, um lindo vestido vermelho, com detalhes brancos nas mangas e na gola. . olhando para fora do castelo, na janela de seu quarto, no quarto andar do castelo. Ouvia aquelas batidas, e mantinha-se de costas olhando a paisagem do lado de fora, onde na altura que ela estava conseguia enxergar o lindo jardim do castelo.

– Óh! Sim mãe.. claro pode entrar... entre. * Falava em um tom suave mas audível a sua mãe do outro lado da porta.

Lady Cyndi Laurence, entrava no quarto, fechando a porta. Andando em direção a filha que estava encantada com o jardim. Notando o encantamento e os olhos brilhosos da filha, falava em um tom meio que espantoso.


– É a primeira vez meu amor, em todo esse tempo desde que você nasceu, que eu noto isso em você, sei que sempre foi diferente dos seus irmãos, mas confesso meu bem, eu nunca lhe vi tão sensível assim... nunca!


Sua mãe, após dizer aquelas palavras, acariciava com amor os longos cabelos vermelho-sangue de sua amada filha Charloth. Ainda olhando ela, com um olhar de estranheza mas com afeto de uma mãe coruja.
Charloth não respondia diretamente o que a sua mãe havia notado nela. Apenas suspirava profundamente como quem pede socorro, como alguém que não vê saida nem luz no final de um túnel. Apenas virava-se lentamente , ficando olho no olho com sua mãe. Falava em um tom doce, tentando disfarçar seus mais profundos medos.

–Ora minha mãe... não estou mudada.. eu apenas me sinto... me sinto... *Respirava fundo. Eu... me sinto muito perdida... esta bem, você tem razão, tem toda a razão, a senhora me conhece mais do que ninguém, não é a toa que és a minha mãe. Eu já não sei mais quem sou... não sei minha mãe.. eu não sei... *Falava em um tom de desânimo com desespero.

Lady Cyndi Laurence, abraçava de imediato a filha, acariciando as suas costas, falando para ela com a voz doce que ela tinha.

– Meu amor! Não diga estas palavras, estas palavras me ferem pois te ver desta forma me corta o coração, sei que nós vampiros temos que ser frios, mas eu entendo que você é diferente desde que era pequena, vosso pai graças a Deus nunca notou que você não gostava de ver ele caçar, nem de ver ele beber sangue humano nas festas, não penses que eu não notava a expressão de desespero teu, ao ver aquela cena que para a nossa família e até para mim, eram normais. Eu fui criada nesse ambiente assim como você meu amor... E eu sei melhor do que ninguém que tu es especial, uma vampira fora do comum. E saibas meu bem que para tua mãe tu poderás contar tudo, mas tudo que te aflige a alma meu amor. * Apertava a filha no abraço, chorando enquanto falava essas palavras a mesma.

Ps: Lady Cyndi Laurence, assim como Charloth mesmo sendo criada em um ambiente onde os vampiros eram violentos e maldosos, tinha um coração maravilhoso. Charloth havia herdado esse lado diferenciado de sua mãe. Ela é a única que conhecia de verdade a filha, pois seu pai e seus irmãos assim como também a família não imaginavam como Charloth pensava negativamente e se envergonhava do que os familiares faziam.

Charloth, derrubava lagrimas ao ver ouvir tudo que a sua mãe falava, e ela sabia no fundo que sua mãe jamais iria contar nada para seu pai, era a única pessoa na família que ela não tinha medo, pois o seu pai, o dono poderoso do clã onde viviam era um homem obscuro e muito conservador. Seu pai havia já mandado matar até o próprio irmão para ter direito ao trono de líder dos AD. Charloth olhava a mãe mais uma vez nos olhos. Pegava a mão da mesma, e a fazia sentar-se sob a sua cama. Indo até a porta e passando a chave para que ninguém tentasse entrar. Voltava e sentava-se ao lado da mãe.

–Mãe... eu confio plenamente em tí, sei que me compreende mais do que qualquer pessoa neste mundo cruel onde vivemos. Eu vou lhe contar tudo que aconteceu meses atrás, depois daquele dia que com as caças que meus irmãos trouxeram, fizeram aquela festa, que pra mim foi mais um circo dos horrores... Mãe, eu cheguei sem caça, você deve se recordar, meus irmãos chegaram cada um com um animal abatido nos ombros, e eu cheguei atrás deles sem nada... não é?

– Sim.. sim minha filha, mas prossiga! * Falava nervosa e ansiosa a mãe.

– Mamãe... eu naquele dia, antes de caçar, eu jurei a mim mesma, que jamais iria voltar a caçar, e que aquela morte que eu faria acontecer, seria a última. Eu então estava de olho em um lobo negro grande, ele era a criatura mais linda que eu nunca tinha visto em minha existência... ele era fora do comum... eu então o matei... e quando eu ja tinha bebido e comido parte de seu corpo, pela vontade repugnante que havia sentido, eu entrei numa espécie de tranze, onde eu conseguia ver o que acontecia, porém, eu não podia mover um dedo se quer de meu corpo, nem piscar eu piscava, eu cai ao lado do corpo que eu havia abatido do lobo negro, e vi uma luz forte, e uma voz poderosa masculina, que me disse que eu iria pagar caro por ter matado o lobo, que eu iria ter um castigo, que daqui a alguns meses eu iria engravidar de uma criança que não teria nada do nosso sangue vampiro, e sim gerar uma criança cuja a inteligência seria fora do comum para a sua idade, e que ela seria uma loba alfa, cem por cento sangue de lobo, o lobo que eu matei mãe, se materializou naquela luz, e me deu a minha sentença, gerar a filha dele, a alma do lobo esta agora dentro de meu ventre, eu estou esperando a minha pequena... minha Misha... Mi alfa... este nome que ele disse que eu terei de por na minha menina... E eu ja amo ela, tanto mas tanto mãe, é um amor que esta acima de qualquer regra, eu farei de tudo para ter a minha filha, nem que eu tenha que morrer e ela viver, mas ela sera a minha prioridade, eu me arrendo de ter matado o grande e sábio lobo alfa, mas ele pensa que me deu um castigo, mas eu não vejo assim, eu vejo como um presente, para por fim nessa barbaridade que eu nunca fui, eu nunca me senti uma vampira AD, me perdoe mamãe mas nunca me senti tão mal tendo que seguir as regras do papai.

Lady Cyndi Laurence, fica petrificada olhando a filha, sem piscar. Após receber aquela bombástica revelação, levanta-se e vai para a janela com o coração na garganta.

–Meu Deus! Meu Deus! minha querida... eu.. não sei o que lhe dizer... mas não vou julgar, é a natureza que lhe deu esta condição... seu pai não poderá jamais sonhar com isso, ele mandaria matar você sem nenhum remorso, você sabe que seu pai, faz de tudo para manter as aparências, e você estar gravida de um lobo alfa, seria o fim, ele entenderia automaticamente que isso foi uma traição sua, contra a nossa familia, é inadimissível uma vampira ter contato com um lobo, a não ser de caça e caçador... Minha filha, teras que deixar o reino, assim que vossa barriga começar a crescer, ou terás que inventar algo, terrivél mas que poderá salvar vossa vida. Eu serei testemunha de tudo isto, teu pai se souber da verdade além de matar a ti, mandaria me queimar viva, por ser outra traidora. *Lady Cyndi Laurence, com lágrimas nos olhos, olhava para fora da janela.

– Mas... mas... mas... que histórtia eu inventaria mãe?? Para salvar minha vida e da minha pequena Misha? Vamos! Me fale por favor... Eu já não sei mais o que pensar... *Pedia angustiada a jovem Charloth.

Lady Cyndi Laurence, voltava a olhar a filha que estava sentada a cama, indo até a mesma, ajoelhando-se na frente da filha, pegando as duas mãos branquinhas e macias de Charloth.

– Meu amor... será uma coisa terrível que vamos ter que inventar, será isso ou vou ter que fazer você ir embora meu bem, do castelo. Mas isto eu não quero, tu és a minha única filha, tive 3 meninos e só tenho você minha caçula querida... minha princesa... minha vida, terás que ter coragem muita coragem para fazer o que eu vou te dizer, eu vou estar ao teu lado quando tu for contar isto a vosso pai. Pois, teremos que falar antes da sua barriga crescer mais, e vai crescer mais daqui a alguns dias, sendo tu uma vampira a gestação é muito mais rápida do que a gestação de uma humana normal, isto tu sabes. Filha... dirás a teu pai que tu foste estuprada naquela floresta... teu pai ficarás furioso, querendo saber quem foi o desgraçado que te fizeste mal... e tu dirás que conseguiu matar o estuprador naquela mesma noite, e que tu enterrou ele, em um local onde tu não lembras, sendo que faz tantos meses isto, que o corpo dele já foi até consumido pelos próprios animais. Tenhas coragem, e e faças tudo que eu te disse neste momento, e amanhã mesmo, cedo quando teu pai estiver no clã, sozinho, vou eu e tu até ele, e contar isto. Pelo menos tu seras vitima neste história e não mais culpada, teu pai vai ficar muito zangado, mas vai deixar tu e eu vivas. *Respirava fundo, com os nervos a flor da pele.

Levantava, e ia em direção a porta, rodando a chave para poder sair. Olhava a filha, piscava para a mesma, fazendo o gesto de combinado.


–Durmas bem meu amor, e acalme este coração... Sua mãe esta do seu lado, não estarás sozinha nesta situação. *Falava com doçura, disfarçando o nervosismo para não deixar Charloth mais tensa do que já estava.

Lady Cyndi Laurence, saia do quarto da filha, fechando a porta.

Charloth, deitava-se pensando concentradamente em tudo que a mãe havia lhe dito para fazer. Sentindo-se mais forte, pois ela sabia que com a mãe ela poderia sempre contar, na verdade era a única pessoa que ela poderia contar, nem com seu irmão mais velho nesse assunto ela contaria.

Notas finais
O capitulo três promete fortes emoções. Espero que gostem, de verdade.