O amor pode vencer?!
5 Previsão de uma noite inesquecível
Notas iniciais
Enquanto isso na fazenda Olívia era só sorrisos, quando chegou em casa encontrou sua avó e a mãe preparando cocada.
—Eita parece que cheguei em boa hora.- Disse roubando um pedaço do doce das mãos de sua vó enquanto lhe dava um beijo no rosto.
—E se foi, se achegue aqui com tua mãe e vó menina que eu sei quanto tu gosta da minha cocada.- Disse a senhora contagiada pela alegria da neta.
—E tem como não gosta vó?!-Disse sorrindo aos quatro ventos animada demais para se sentar.
—Mas que alegria é essa toda Olívia, saiu daqui de cara amarrada e volta assim?- Luzia falou observando a menina que se sentiu desconfortável sem saber oque responder a mãe.
—Oxi mainha, foi por nada não.- Ela queria poder dizer o motivo de sua alegria, mas faze-lo era como declarar guerra em prol de uma causa perdida, sua mãe nunca aceitaria seu romance com o neto do Saruê.
—Alguma coisa deve ter sido pra tu sorri pras parede.- Piedade sabia que mulher só sorria assim quando o amor era á razão.
—Até que teve vó.- Disse sonhadora relembrando de como apenas o calor das mãos dele na sua era o suficiente para acender algo dentro de sua mente.
—E se não vai dize pra tua mãe não?- Luzia não podia deixar de desconfiar do que se tratava. Olívia sabia que se continuasse a desconversar sua mãe desconfiaria.
—Meu projeto ta andando, tó achando que vai dá certo mainha, não era só sonho de menina como painho dizia.
—E tu duvido? Tudo que se sonha também pode se fazer acontece.- Não pode evitar sorrir ao ouvir a palavras de dona Piedade, a avó parecia sempre saber oque dizer e quando.
— Brigado vó.- Disse beijando a mão da vó com carinho, e virando –se para deixar um beijo na bochecha da mãe antes de seguir em direção ao seu quarto.
—Onde tu vai Olívia?- Perguntou sua mãe.
—Vó toma um banho mainha depois vó anda um poco pela fazenda.-Ela tentou ao máximo soar convincente.
—Tá bom.- Luzia disse olhando a filha seguir pro quarto, ela sabia que tinha algo haver com o saruêzinho, menino dos diabo que surgiu pra destruir sua família, ela não iria deixar tudo que era dela ser tomado assim tão fácil, não ia mesmo.
Olívia parecia ter os pés fora do chão, e quase nem sentia a água que escorria por seu corpo durante o banho, ela não conseguia parar de sorrir e relembrar as palavras de Miguel em sua mente.
— Olívia, já te disse mulher, eu não tenho namorada, ainda.
Era como se ele ainda estivesse dizendo isso a ela, o calor em seu peito só parecia crescer e o rosto dele surgiu em sua mente, foi quando se lembrou de que ele a esperava quando voltasse. Ela não podia demorar muito mais, saiu do banheiro e passou mais um ano indecisa sobre oque vestir, sua mente borbulhava e nada parecia bom o suficiente por fim vestiu uma lingerie simples creme, com um vestidos que ia até meta de suas coxas branco no busto com grandes flores em vermelho na barra, calçou suas botas marrom- avermelhadas, e discutiu com sigo mesma se fazia maquiagem ou não por fim optando por ir sem ela. E saiu apressada, algo em seu coração lhe dizia que aquela noite seria uma da qual se lembraria pelo resto de sua vida.
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