O amor pode vencer?!
6 Início de uma noite inesquecível
Notas iniciais
Miguel voltou ao celeiro da fazenda Piatã, preferiu deixar seu cavalo amarrado no fundo e depois aguardou na lateral a espera de Olívia, ele sabia que ela viria, mesmo que ela não tenha dito ele podia sentir isso. Logo surgiu em suas vistas ao longe uma silhueta pequena, só podia ser ela, a medida que a menina se aproximava ficava mais nítido de que ele estava certo sobre oque sentiu. Ali estava ela agora ainda mais perto, Miguel pode deixar de notar o quanto ela parecia mais linda ainda com o vento bagunçando seus cabelos curtos e com os últimos raios de sol do dia tocando-lhe a pele, quando ela alcançou a entrada do celeiro ele se pronunciou.
—Tu veio.-Disse atraindo a atenção da menina para sua direção enquanto se encostava na parede atrás de si.
—Você foi lá?- Perguntou se aproximando de onde ele se encontrava. Seus olhares se cruzaram e ela abaixou o olhar ao sentir um calafrio percorrer sua pele.
—Sim, pela última vez, os pés naquela fazenda eu não ponho nunca mais.- Miguel estava convicto de que tudo oque queria era ficar longe daquele covil de mentirosos.
—Oxi, não diz oque tu não pode te certeza, não da pra sabe do futuro.- Olívia continuou ali em frente ao menino parada enquanto sua vontade era abraça-lo.
—Não quero fala mais disso não, vem venha comigo.- Miguel mal falou e entrelaçou sua mão a da menina e começou a andar levando ela consigo para detrás do celeiro.
—Onde Miguel?-Perguntou a menina apreensiva, observando ser levada em direção ao cavalo do garoto.
—Venha, tu vai vê.- Disse o garoto abrindo um grande sorriso já montado em cima do cavalo com a mão estendida a menina, que ainda não sabia se subia ou não no cavalo.
— Tá , mas me traga de volta visse?- Olívia disse enquanto usava a mão do rapaz para se içar para cima do cavalo, sentada atrás de Miguel com os braços em sua cintura.
—As ordens.- Miguel disse rindo e se sentido confortável com os braços que rodeavam sua cintura.
E saiu cavalgando em direção ao velho chico enquanto os últimos raios de sol iam manchando o céu, e a lua cheia subia gloriosa pelo céu banhado de estrelas, aquele céu que só é visto longe das cidades grandes, em lugares como aquele. Olívia não pode deixar de olhar pra cima vendo as estrelas iluminarem o céu claro do início daquela noite de lua cheia, logo percebeu aonde iam, pouco depois alcançaram as margens do Rio São Francisco.
—Porque tamos aqui?-Perguntou Olívia deitada nas costas do rapaz.
—Porque eu preciso fazer algo.- Miguel disse sério antes de com delicadeza se afastar dela e descer do cavalo, ela logo se posicionou para fazer o mesmo e ele a pegou pela cintura a tirando com cuidado de cima do cavalo.
Após por ela no chão permaneceu com as mãos ao redor da cintura da menina que manteve as mãos nos ombros dele, ao olhar para cima encontrou os olhos penetrantes do menino curvados sobre ela, e notou o quando estavam próximos, de início teve receio do que iria acontecer, mas ao sentir seus narizes se tocarem enquanto ele respirava fundo contra seus lábios entreabertos ela não resistiu. Em um instante tudo se apagou de sua mente e só registrou o momento em que ficou na ponta dos pés e enlaçou o pescoço do garoto com os braços tocando seus lábios suavemente.
Miguel de primeira ficou estático com o ato, enquanto se aproximava do rosto da moça ele teve medo de ela afasta-lo ou fugir, não esperava o que veio a seguir, mas tão rápido quanto o susto veio, ele se foi e ele abraçou forte a cintura de Olívia pressionando seus lábios contra os dela e sentiu ela abrir levemente a boca permitindo ele aprofundar o beijo e ele o fez prontamente. Não se sabe o quanto durou o beijo, o tempo fluía longe deles, estavam presos naquele momento e nos braços um do outro, o beijo era doce calmo e suave e duraria pra sempre se não fosse a falta de ar que pegou os dois de surpresa, apesar de terem parado o beijo continuaram ali testa contra testa respirando o ar um do outro, até que Olívia irrompeu o silêncio.
-E oque é?- Perguntou a moça quase num sussurro. E então viu o sorriso que brotou nos lábios do garoto meio avermelhado pelo beijo recente.
—Você vai ver.- Foi tudo oque disse antes de tomar os lábios de sua amada novamente.
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