Notas iniciais
Não consigo parar de escrever espero que quem leia goste.

—Como? Que tu disse?- Perguntou assim que saiu do torpor que a envolveu assim que ouviu a confissão do garoto.

—Ora exatamente o`que tu ouviu.- Miguel disse sem retirar-se do colo da moça, por um momento manteve-se encarando seus grandes olhos, ele sabia que ela esperava uma explicação suspirou e decidiu que era hora de falar sobre a noite passada.- Ontem Sophie chegou ao Brasil, minha mãe convenceu ela a vir a Grotas, depois disso a confusão tava armada, briguei com minha mãe com meu pai e com meu avô, depois meu tio Martim me disse pra sair dali, e foi o`que fiz.

Miguel se manteve esperando uma reação da garota que ainda estava desnorteada com as informações que receberá, ele havia fugido para sua fazenda, brigado com o coronel Saruê e ainda havia Sophie sua ex- namorada parisiense que estava em Grotas, era muita informação para Olívia digerir.

—E tu veio para pra essas bandas porque ?-Olívia tentava ao seu máximo manter-se indiferente mas a novidade de que Sophie estava na cidade á deixava aflita.

—E pronde mais iria?- Perguntou o garoto sorrindo ao notar o desconcerto da moça e levando seu braço a lhe acariciar a bochecha avermelhada dela.-Eu peguei o cavalo e vim, a única coisa em que pensei foi em tu.

Olívia sentia o mesmo clima voltar a se instalar entre os dois, o mesmo clima que surgia toda vez que estavam juntos, ele ainda lhe acariciava o rosto enquanto ela tentava manter o coração dentro do peito. Ela não sabia oque dizer, não tinha argumentos contra as palavras de Miguel.

—Eita, perdeu a fala foi?-Perguntou Miguel desconfortável com o silêncio.

—Só tentando entende a encrenca que tu arranjo ein.- Ela voltou a mexer nos cabelos dele tentando não deixar seus sentimentos aflorarem.

De repente Miguel se sentou novamente assustando a moça, por um momento manteve a cabeça baixa, tentando organizar os pensamentos levantou e se pós a andar de um lado ao outro do celeiro.

—De uma coisa eu sei- Disse parando de frente a garota ainda sentada- Mas pra quela fazenda eu num vouto. Lá num é meu lugar.

Miguel nunca se sentiu tão certo de algo do que naquele momento, ele não tinha ideia de para onde ir, de onde passaria a noite, mas tinha a certeza que seria longe daquela fazenda amaldiçoada que torna aqueles que lá moram prisioneiros.

—Num só um Saruê, nunca fui, num vó carrega nas costa um fardo que não é meu!-Afirmou mais para si mesmo do que para Olívia que ouvia tudo calada.

—Perâ um instante, e a tua namorada?-Olívia ouviu cada palavra que Miguel disse mas a informação que a outra estava ali tão perto não saia de sua mente. Miguel percebeu então o quanto aquilo estava mexendo com a menina, logo se deu conta de que ela achava que ele havia voltado com Sophie, então se sentou ao lado dela pegou uma de suas mãos entre as suas e falou agora mais suave com ela.

—Olívia, já te disse mulher, eu não tenho namorada, ainda.- Ao terminar a frase um sorriso saiu instantaneamente de seus lábios.

Notas finais
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