O amor pode vencer?!
3 O amor entre os de Sá Ribeiro e os Dos Anjos
Notas iniciais
Ao ouvir essas palavras o coração da menina que já estava afoito conseguiu se acalmar, e ela tentava ao máximo esconder a alegria que está afirmação lhe trouxe. Então ela sentiu uma respiração forte tocando-lhe a nuca e não pode evitar arrepiar-se com o ato, eles simplesmente ficaram ali e Olívia poderia continuar ali pelo resto de sua vida, mas o pouco juízo que ela possuía a alertou e ela admitiu que era hora de se ir.
-Olhe eu tenho de ir.- Disse se levantando, com Miguel imitando sua ação.
-Onde?- Miguel perguntou fixando seus olhos no dela.
-Não avisei que ia sai mainha já deve arretada.- Não era ao todo verdade mas precisava mesmo ir antes que seu corpo fala-se por si.
— Intendo mas volte ein. Tenho de busca minhas coisas e volto, tarei lhe esperando Olívia.- Miguel disse chegando perto dela. Seus rostos estavam tão próximos que a menina conseguiu sentir o calor que vinha dele mas resistiu mantendo os olhos fechados a tentação de encara-lo ao sentir o olhar dele sobre si, então sentiu seu doce beijo no canto de sua boca antes de ir, quando abriu seus olhos para vê-lo ele já estava na porta do celeiro, ele se virou e despediu-se dela, tudo que ela conseguiu foi acenar de volta e então ele já tinha se ido.
Olívia teve que se segurar para se manter de pé, quanto mais tempo passava perto de Miguel mais sentia que não iria conseguir se segurar por mais tempo, seu corpo pedia por ele, seu coração sua alma, sua boca, ela sabia que não devia deixar isso acontecer mas parecia tão certo quando estava com ele, quando ele pegava sua mão parecia que tudo que fazia daquele romance impensável desaparecia, toda briga todos os motivos para odiar os de Sá Ribeiro iam embora com o vento. Mas ela tinha de ir, respirou fundo e saiu do celeiro, mas sua cabeça estava longe junto com seu coração, que agora estava nas mãos de um certo menino que a deixava sem chão.
Enquanto isso Miguel seguia com seu cavalo em direção ao local que na noite anterior jurou nunca mais por os pés, mais desta vez tinha um sorriso que ia de orelha a orelha, o motivo era uma certa menina que mexia cada vez mais com seu coração, ele havia deixado Olívia naquele celeiro de certo modo contra sua vontade, o que queria ela continuar ali só com ela pela eternidade, mas ela precisava ir, e bem, ele não podia continuar só com a roupa do corpo, por isso precisou ir, além de precisar tornar definitivo seu termino com Sophie, não podia deixar a ex alimentar esperanças em vão, pensar nela lhe trazia boas memórias de seus tempos juntos em Paris, mas apenas isso, todo o amor que um dia achou sentir por ela havia ido embora de seu coração a medida que Olívia ia tomando conta de seu coração. Pensar nisso só o fez pensar mais ainda na filha de Santo, seu amor, quem diria um de Sá Ribeiro perdidamente apaixonado por uma Dos Anjos, isso devia ser algo inédito, bem pelo menos era oque ele pensava.
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