Notas iniciais
Oooooooooi gente, esse é a minha terceira fic. Eu ando meio parada em relação as outras duas porque eu estou com poucas ideias para elas :c.Aproveitem

21 de Janeiro

Olá, meu nome é Luna Fray, tenho 14 anos (farei 15 em maio), 1,60 m de altura e peso xx kg (sou pesada) e atualmente estou cursando o primeiro ano do ensino médio. Gosto de vagabundear, ouvir música, dinheiro e óbvio, comida.

As pessoas acham que todos os gordos devem ser automaticamente legais e engraçados mas não, isso não acontece comigo, pois sou chata, encrenqueira e um pouco irresponsável.

Meu pai é militar então constantemente estou mudando de um lugar para outro. Minha mãe é dona de casa e é super protetora, então, ela odeia quando eu arrumo confusão. Tenho um cachorro da raça Pug, seu nome é Man, eu e meu cãozinho somos praticamente inseparáveis.

Deixando as apresentações de lado... amanhã é meu primeiro dia de aula na instituição de ensino médio mas, as aulas começaram semana passada. Não posso dizer que não estou ansiosa só espero que seja diferente dos outros anos.
...

Eu acordei cedo para não cometer o erro de me atrasar como sempre faço, tomei um café da manhã bem reforçado, tomei um bom banho para relaxar e coloquei o uniforme (é um vestido estilo sailor azul, meia calça e a sapatilha. Eu particularmente não gostei muito), como a escola era perto de casa fui andando mesmo:

– Boa aula, filha — meus pais disseram juntos.
– Obrigada! Até mais tarde — respondi.


|Instituição de Ensino Médio Estrela Maior — IEMEM|

A escola é enorme mesmo sendo só ensino médio, eu me senti perdida lá dentro. Tive que passar na diretoria primeiro para confirmar minha matrícula e saber em que sala estava. Cheguei lá e não tinha ninguém, fiquei esperando uns 10 minutos e a aula já tinha começado até que uma mulher muito bonita (que me deu inveja) chegou e falou comigo:

– Olá, você deve ser Luna Fray, não é? — falou com uma voz suave
– A única! Ou não.
– Eu sou a diretora do colégio, prazer.
– Uau, você parece tão nova — eu disse ao mesmo tempo em que apertava sua mão.
– Obrigada pelo elogio mas, tenho 39 anos. Deixando a conversa de lado, vou mostrar a sala em que você vai ficar. Considerando suas notas dos anos anteriores, seu nível é mediano, logo, você ficará na turma C, OK? Ah, as cores dos uniformes são por série, ok? Primeiro ano é azul, segundo verde e terceiro vermelho.
– Tudo bem!
– Nós temos cinco salas de 1º ano, quatro de 2º e três de 3º. O nível de dificuldade vai aumentando ao longo do ano, temos muitas atividades extracurriculares e atividades de campo, acredito que assim os alunos se interessem mais pela escola.
– Nossa, essa escola é bem animada pelo visto — dei um sorriso meio forçado.
– É sim, você vai adorar! — o tom de animação dela era incrível — Bom, chegamos na sua sala. Apresente-se adequadamente e divirta-se!
– Obrigada.

O nervosismo me consumiu naquela hora, eu achei estranho porque sou muito sem vergonha, aí eu respirei fundo e comecei a falar:

– Oi, meu nome é Luna, serei desta turma a partir de hoje, conto com vocês. — ''Geez, esse povo é sem graça. Dando uma visão geral, eu sou a única gorda desse sala, tem mais meninas do que meninos e ninguém me chamou atenção... triste''
– Sinta-se bem com sua nova turma e faça novas amizades, srtª Fray. Há um lugar vazio na última fileira, fique a vontade.
– Yup!

Sentar no fundo até que foi legal, conversei com algumas pessoas mas nada tão profundo como se alguém virasse meu amigo realmente. Foi muito superficial, porém, muito divertido!

Depois de três aulas o sinal do intervalo tocou e eu sai em direção a cantina, estava com fome (normal), a fila estava enorme o povo parecia um bando de galinhas querendo milho. Aquela fila me desanimou mas, eu lembrei que no corredor tem uma máquina de bebidas, caminhei até lá e não tinha quase ninguém naquele local (medo), coloquei o valor do suco na máquina... até que duas meninas, uma loira e uma de cabelo castanho, com uma maquiagem extremamente carregada, vieram falar comigo:

– Hey, gorda! Você é do primeiro ano, né?
– Aham — ''Ela acha que se me chamar de gorda eu ficarei ofendida, tadinha. Já vou arrumar confusão no primeiro dia? Legal.''
– Você sabia que esse corredor é do 2º ano? Ninguém mais pode passar por aqui. — a loira de farmácia falou
– Por acaso vocês compraram o corredor? Ah, meu suco!
– Ei! Preste atenção quando os outros estão falando, sua gorda metida.

Coloquei o canudinho no suco e comecei a tomar, ignorei completamente a presença daquelas duas. Mas quando você espera que está se livrando de um problema arruma outros. Eu senti uma mão me virando com muita força, quando vi, era a menina de cabelos castanhos, começou a falar um monte de merda para mim, eu disse:

– Terminou?
– Argh! Você é irritante! — Ela gritou e deu um tapa na minha mão, o que fez o suco cair no chão.
– Vish amiga, você está ferrada, deixar comida de gente gorda cair no chão é o fim — a loira de farmácia caçoou.
– Relaxa, não vou acabar com você não... quer dizer... não vou acabar com você agora. Tem mais, eu pago essa escola, se eu quiser passar nesse corredor eu passo até desfilando na sua frente, ''querida''.
– Hunf! Não tenho medo de você.

Quando ela terminou de falar aquilo eu comecei a dar uma risada maléfica e fiz uma cara demoníaca, eu gostava de assustar meus primos assim, rapidinho ela se afastou com medo:

– Você vai se ver comigo!
– Blargh, eu vou te assustar até em seus sonhos, mauahahaha — falei brincando e ela saiu correndo com a loira de farmácia.

Depois daquela confusão, que tomou todo meu intervalo, eu voltei para a sala de aula e tive mais três aulas entediantes até que finalmente voltei para casa.

– Oi filha, como foi a aula? — meu pai perguntou
– Foi boa, gostei da escola.
– Arrumou confusão? — minha mãe chegou falando
– Eerr... bem... um pouco — lancei um sorriso forçado
– Luna, você não aprende mesmo, hein? Vê se não me arruma mais cicatrizes. — ela me repreendeu
– Desculpa, mãe.
– Só por isso não vai comer o bolo que seu pai comprou para nós.
– NÃO, EU QUERO! POR FAVOR! — comecei a implorar e fingindo chorar.
– Deixa disso, querida. Dê um pedaço para ela.
– Obrigada, papai!
– Só depois do almoço. Querido, desse jeito sua filha vai explodir.
– Sou jovem ainda mãe, dá tempo de perder essas gordurinhas.

Terminei o dia comendo um pedaço de bolo e jogando videogame com meu pai.

Notas finais
Yay, é isso aí gente bonita :3