O amor bateu na minha porta
29 Inovidable Adios.
Notas iniciais

Violetta Narrando
Aquela indagação que havia feito ao Marotti era a afirmação de que certamente o que de fato eu quero é esquecer o Leon e reconstruir minha vida.Sei,é uma decisão muito difícil,afinal eu o amo.No entanto aquela Violetta que estava feliz,realizada,aquela Violetta que se sentia amada pelo homem que ela julgava ser o melhor do mundo,com quem desejava se casar e formar uma família não existia mais,ela magicamente evaporou e deu lugar a uma Violetta desiludida,infeliz e amargurada,agora só existe dentro de mim essa Violetta desiludida e é ela que a todo custo deseja esquecer o Leon e sanar de uma vez esse amor que a consome.
_Nossa Violetta eu estou surpreso.É sério essa pergunta?
_Claro Marotti,eu não brincaria com esse assunto...A proposta está de pé ou não?
_Violetta,você tem muito talento e se for lançada no mundo musical irá brilhar.Eu não posso desperdiçar essa chance,então é mais que cristalino que sim,a proposta a
inda está de pé.
_Muito obrigado Marotti,e...quando começamos?
_Hoje mesmo minha querida!Você tem exatamente meia hora para arrumar suas malas e irmos para o aeroporto.
_Perdão...aeroporto?
_Sim,sim...Temos que ir para Barcelona hoje mesmo!
_Bar...celona? — perguntei assustada.
_Sim,meu amor Barcelona e lá você vai assinar o contrato com o You-mix.
_Não sei se eu quero ir para Barcelona Marotti,eu tenho uma vida aqui...amigos,meu pai,meu irmão...Não posso deixar tudo assim de repente.
_Me perdoe Violetta mas certas coisas exige sacrifícios,e você não pode ter tudo na vida.
O Marotti tem sua parcela de razão,minha prioridade nesse momento é esquecer,esquecer aquele que dizia me amar,cantar sempre foi o meu sonho e agora tenho uma oportunidade única e talvez ela não bata duas vezes na minha porta.
_Tudo bem Marotti...eu aceito ir para Barcelona.
_Perfeito,me dê seu endereço que daqui a alguns minutos um carro irá te apanhar a mando meu.
_Ok. — concordei e informei o endereço da casa do Leon e o Marotti anotou em seu celular.
Rumei direto para casa do Leon afinal não tinha muito tempo,somente o suficiente para arrumar minha mala.Assim que cheguei em casa a mesma estava vazia,aposto que ele deve está com aquela lá pois que faça bom proveito.Subi direto para o quarto,peguei a mala dentro do closet e comecei a pôr minhas roupas dentro dela,era inevitável não deixar as lágrimas caírem sobre as roupas pois elas tinha o cheiro dele impregnado,elas me faziam lembrar das vezes que fizemos amor e minhas roupas ficaram espalhadas pelo quarto.Aquela cama me fazia recordar das vezes em que alcancei o céu com as mãos por está me entregando ao meu verdadeiro amor.
_Violetta,tudo foi uma mentira,ele te enganou...ele prefere a outra e você foi só um passa tempo. — dizia a mim mesma na tentativa de convencer o meu coração de sanar aquela dor profunda.
Fechei o zíper da mala e a pus no chão,então me direcionei ao banheiro e comecei a retocar minha maquiagem pois devido as lágrimas estava toda borrada.
_É Violetta,você teve muitos momentos felizes nessa casa.__disse suspirando.__Mas agora acabou e você tem que superar...E você Leon?Por inúmeras vezes me jurou amor nesse mesmo lugar enquanto supria suas "necessidades" me usando só como um brinquedo sexual.__peguei meu batom e o posicionei em frente ao espelho.__Você merece pelo menos uma despedida Leonzinho. — disse enquanto escrevia a palavra adeus no espelho.Olhei para o meu dedo e vi o que realmente me fazia lembrar dele a todo instante,tirei a aliança do dedo e a pus em cima da pia.
Não,não consigo — uma voz ecoo em minha cabeça e eu peguei a aliança novamente.
Então ouvi uma buzina irritante de carro e logo deduzir que o motorista que o Marotti havia falado tinha acabado de chegar.Voltei para o quarto,peguei minha mala e desci.Abri a porta da rua e olhei pela última vez aquela casa.
_Sentirei saudades. — esbocei um leve sorriso acompanhado de uma lágrima solitária.Fechei a porta e me deparei com um carro preto parado em frente ao portão e um homem alto e forte com os cabelos alguns fios do cabelo brancos encostado no carro.
_Boa noite,você deve ser Violetta certo?
_Sim,sou eu.E o senhor deve ser o motorista que o Marotti falou.
_Meu nome é Cardoso...Bom,é melhor irmos logo que meu patrão é muito impaciente.
_Ok,vamos. — Ele pegou minha mala e pôs no porta-malas,depois abriu a porta do carro e eu entrei.
Leon Narrando
Não havia sentido continuar esperando a Violetta na pista de motocross então rumei rapidamente para casa,afinal creio que ela pode está lá.Ela pode ter se sentido mal e ficou em casa descansando.Assim que cheguei em casa vi um carro preto saindo de frente da minha casa,que estranho quem será?Resolvi ignorar afinal aquilo não era importante,estacionei o carro e entrei em casa.Mas a casa estava aparentemente vazia.
_Violetta...Violetta meu amor,onde você está?_era óbvio que ela não estava na sala então resolvi ir para o quarto pois deduzir que ela podia está dormindo._Violetta?_a chamei abrindo vagarosamente a porta,no entanto a cama estava vazia e o quarto em completo silêncio.
Então resolvi ir ao banheiro,então me dirigir ao banheiro no entanto o mesmo estava vazio,todavia no espelho tinha escrito a palavra adeus com um batom,era impossível não reconhecer aquele batom,era o favorito da Vilu.Não é possível,será que...
A probabilidade que passara por minha cabeça era horrível demais para ser verdade,claro,a dúvida ficou martelando em minha mente e eu precisava urgentemente comprovar o que estava achando.Rumei rapidamente até o closet e o desespero tomou conta de mim quando vi que a parte onde era cheio de roupas da Violetta estava completamente vazio.Sai do closet e caminhei até a cama totalmente se animo,pus minha mão sobre a cama e sentei-me vagarosamente.
_Não acredito,e-ela me deixou. — concluir com a primeira lágrima rolando em meu rosto.
Francesca Narrando
Já haviamos procurado em vários lugares da rua,perguntamos a várias pessoas mas ninguém sabia nada da Vilu,não é possível que ela tenha evaporado e ainda mais no estado em que ela se encontra.
_Não adianta,ela não está em lugar nenhum,é melhor voltarmos para casa. — disse o Marco esgotado de tanto andar.
_E desistir?...Você não meu conhece mesmo Marco.
_Ok vamos supor que você tenha razão.Já procuramos em todos os lugares.
_Vamos procurar no hospital.
_Não sei,me doí imaginar que minha irmã esteja no hospital.
_Te entendo,a Vilu também é minha amiga além de cunhada.Então,é claro que eu não gostaria de encontra-la em um hospital mas é o único lugar onde não procuramos.
_Tem razão,aliais,como sempre._ele acariciou meu rosto._Espero que ela não esteja lá.
_É o que eu espero.
Dito isso peguei em sua mão e rumamos para o hospital Central,o caminho inteiro foi de completo silêncio,um silêncio que indicava medo,medo de descobrir que algo de ruim aconteceu com a Vilu,o Marco é uma pessoa de poucas palavras,porém consigo decifrar a preocupação em seu profundo olhar.Só percebi que havia chegado ao hospital quando ouvi um barulho demasiadamente incomodo da sirene de uma ambulância.Adentramos ao hospital e caminhamos diretamente para a recepção.
_Posso ajudar? — perguntou a recepcionista sendo gentil.
_Estamos procurando uma moça chamada Violetta Castillo,ela desapareceu e queremos saber se ela está ou esteve aqui. — expliquei.
_Você disse Violetta Castillo,certo?_confirmei._Ok,só um momento. — então ela começou a digitar no teclado do computador.
_Espero encontrar logo a Violetta. — disse o Marco e um homem trajado de branco,ou melhor,um médico parou ao nosso lado.
_Perdão,vocês disseram Violetta,er...Violetta Castillo? — ele perguntou.
_Sim doutor,ela mesma. — respondi.
_Eu a atendi hoje,a algumas horas atrás. — ele comentou.
_E o que aconteceu com ela doutor? — perguntou o Marco.
_Ela foi atropelada por um carro e o motorista a trouxe. — respondeu o doutor.
_E onde ela está agora? — perguntou o Marco preocupado.
_Bom,eu não vi problema algum de libera-la e isso fiz.
_Então,ela já deve está em casa. — eu disse.
_Provavelmente,pois eu apanhei o táxi para ela...Você deve ser o pai do filho que ela esperava,certo? — ele perguntou se referindo ao Marco.
_Não,sou irmão dela. — ele respondeu.
_Espera doutor,eu ouvi bem?O senhor disse esperava isso quer dizer que...
_Sinto muito mas a Violetta perdeu o bebê,me perdoem mas foi inevitável.
_É uma pena,mas não podemos fazer nada._eu lamentei._Bom,é melhor irmos pois eu quero saber como ela está.
_Sim,façam isso e mandem lembranças por mim além de dizer que eu recomendei absoluto repouso pois devido a quantidade de sangue que ela perdeu certamente está muito fraca.
_Pode deixar doutor. — respondi e caminhamos para fora do hospital,realmente a tristeza paerava entre nós e o silêncio permanecia presente,sei que a Vilu e o Leon são jovens podem ter outros filhos,mas a ansiedade que ambos sentiam para a chegada desse bebê me causa uma enorme tristeza e imagino que a Vilu deve está sem chão nesse momento e creio que o que ela mais precisa nesse momento é um consolo,um abraço amigo e é isso que eu pretendo ser.
Violetta Narrando
Meus olhos estavam fixos na janela do carro onde eu via Buenos Aires,minha cidade amada,minha cidade natal e meu coração se encontrava apertado por ter que abandona-la assim,tão de repente.Então eu vi pela janela do carro um homem com uma linda menina em seus braços,ela ria e abraçava seu pai a todo instante,aquela cena trouxe a tona várias lembranças da minha infância e consequentemente recordei do meu pai,meu papai urso-como o chamava-eu não posso ir embora se ao menos me despedir dele.
_Cardoso. — chamei sem tirar meus olhos da janela.
_Sim Violetta. — respondeu sem tirar a atenção do volante.
_Cardoso,será que você pode passar em um lugar antes de irmos para o aeroporto?
_Não sei Violetta,o Marotti ele é muito apressado e se eu me atrasar terei sérios problemas. — respondeu ele meio receioso.
_Vai,por favor...Se o Marotti ficar bravo eu assumo toda a responsábilidade. — tentei argumentar.
_Tudo bem...mas lembre que você é responsável por tudo._assenti com um sorriso estampado no rosto._Aonde vamos?
_Sabe onde é a Rua Margarida Campos? — perguntei.
_Sim,sei. — ele respondeu e voltou sua atenção para o caminho e eu continuei admirando minha Buenos Aires que logo deixaria para trás junto com todas as lembranças que vivi nela.
(...)
_Pronto Cardoso,pode parar aqui. — disse assim que fomos nos aproximando da casa do papai e assim como pedir o Cardoso parou o carro.
_Lembre-se não demore. — ele avisou.
_Tudo bem,já sei...e muito obrigada Cardoso. — agradeci e sai do carro.Caminhei até a porta e apertei a pequena campainha que havia do lado dela,no entanto ninguém atendeu,tentei mais uma vez e nada,resolvi desistir creio que o papai não deve está em casa,virei-me pronta para voltar para o carro no entanto o barulho da porta se abrindo fez com que eu parasse.
_Vilu?...O que faz aqui a essa hora?....
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