Notas iniciais
Oi gente,sentiram minha falta?Creio que não...mas eu estou com mais um capitulo para vocês,espero que gostem e muito obrigada pelos comentários de: JujuBlanco Gumelo da Luuh Forever 14 RohLeonetta Sra Blanco reeh s2 Jade Lucynara Sullivan Maria Clara Blanco Juh Stoessel Sweet Miss Blue Eduarda Stoessel Blanco Cami Leonetta LauraR Hermione Potter E um obrigado especial a: Vic por favoritar.

Capitulo 30 - Solo queda la tristeza

Os batimentos de Violetta estavam descompassados,ter seu pai em sua frente lhe alegrava como poucas coisas,mas a recordação de que a alguns minutos estaria no aeroporto pronta para ir a Barcelona,ela sentia um vazio,um vazio que para ela era incompreensível,seu sonho estava ali em suas mãos,pronto para ser realizado,todavia algo nela não estava convencido totalmente de que aquilo era o melhor,no entanto a questão era...que decisão tomaria,afinal estava em tempo de desistir.

Agilmente entrelaçou seus braços em volta do pescoço daquele homem que a mirava confuso,está nos braços de seu pai,naquele momento,era o melhor remédio,talvez aquele abraço só se repetiria a alguns meses,ou anos e ela deveria aproveitar.

–Violetta,o que está acontecendo meu amor? — Indagou Germán afastando sua filha de seu corpo e enxugando algumas lágrimas que ousaram rolar por sua face levemente avermelhada.

–Não vamos nos ver tão cedo papai. — afirmou ela tentando controlar as lágrimas.

–Claro que sim meu amor.-Germán abraçou sua filha de lado e a conduziu para dentro de sua casa.-Eu sempre estarei aqui,do seu lado. — completou depositando um leve beijo sobre a testa de Violetta.

–Mas eu não papai.-Germán a olhou confuso.-Eu irei para Barcelona papai,e não sei quando voltarei ou se voltarei.

–Por que meu amor?Por que você tomou essa decisão?-Indagou Germán.-O que o León acha disso Violetta.

–Não sei e sinceramente não me interessa saber.-Violetta cuspiu as palavras com desgosto ao lembra-lo.

–Vocês brigaram? — Indagou Germán tentando entende-la.

–Não exatamente,no entanto o que importa é que não temos mais nada.

–Tudo bem,eu não tenho nada a ver com sua vida pessoal,afinal só diz respeito a você.Mas tem um porém que você está esquecendo.-Germán deu uma pausa e engoliu a saliva.-Você está grávida.

Violetta já ouvira falar que palavras machucam,todavia seus ouvidos jamais haviam absorvido palavras tão dolorosas.Várias lembranças invadiram sua mente como flash,desde o instante em que descobrira está grávida até o infeliz acidente que levou o pequeno ser que se desenvolvia dentro dela.Um vazio a dominou,ela sentia como se um enorme buraco se abrir dentro de si.

Violetta suspirou pesadamente afinal um dia ou outro deveria esquecer aquele fato e quanto mais cedo seria melhor,o que acontecera é irreversível,não poderia fazer nada para recuperar seu filho apesar de querer mais que sua própria vida.

–Não estou mais grávida.-disparou ela tentando não ser tão melancólica.-Hoje pela manhã sofri um acidente e acabei perdendo o bebê. — Violetta somente mirava a expressão pasma de seu pai que parecia ter perdido os sentidos com o choque da notícia.

–Com...-Germán engoliu a saliva.-Como aconteceu isso?

–Papai,eu prefiro não falar sobre isso,não agora pois ainda é muito recente e falar sobre isso só me fará sofrer mais.-Logo aquele ambiente foi invadido pelo som de uma buzina,Violetta sabia que aquela era sua deixa para despedi-se de seu pai e rumar para o aeroporto.-Tenho que ir.

–Vilu,você não deveria ir,você só está abalada por tudo que aconteceu em tão pouco tempo,não seria a solução de tudo viajar para outro país para fazer não sei o quê.

–Papai,eu vou seguir meu sonho,é algo que eu sempre quis e se Deus quiser logo você compartilhará esse sonho comigo,mas agora não posso ficar nem mais um instante aqui.

–Tudo bem.-Germán suspirou aceitando finalmente os fatos.-Se me fosse permitido te aprisionaria dentro de uma bola de cristal assim nunca sofreria.-Violetta sorriu levemente.-Mas a vida tem dessas coisas e Deus te ajudará a superar todas elas.

Sem mais delongas Violetta abraçou seu pai despedindo-se dele e também como uma forma de cala-lo,pois ela sabia o quanto Germán amava discursar.

–Seja feliz. — murmurou Germán afastando seu corpo do de sua filha.

–E eu serei papai.-afirmou ela e novamente o som um tanto que irritante de uma buzina atingiu seus ouvidos.

–Deus lhe acompanhe. — ele abençoou sua filha e como recompensa ela somente sorriu.

León...

León se encontrava em seu escritório,seus olhos se encontravam fixos em uma foto que ele segurava com ternura,enquanto levava seu sexto copo de uísque a seus lábios gelados.Aquela foto lhe trazia recordações que lhe destroçava o coração.

Ele estava demasiadamente decepcionado,em todos seus planos havia posto aquela mulher como ponto principal,sempre pensara nela como única,em seus sonhos sempre a via trajando um lindo vestido longo e branco entrando pelas enormes portas da igreja com um singelo sorriso nos lábios.

A raiva era transparente na face daquele homem,ele tinha ganas de morrer e ao mesmo tempo de matar alguém que ultrapassasse seu caminho naquele instante.Como um ato de desabafo,León pressionou seus dedos sobre o copo que estava em sua mão e com tamanha força o objeto acabou não resistindo e se partiu em vários pedaços.

–Maldita! — a amaldiçoou,ele direcionou seus olhos a sua mão e a abriu vagarosamente constatando vários cortes sobre a mesma.

Naquele momento aquilo não lhe importava,na verdade nada lhe importava,seu corpo ao menos sentia dor pelos cortes provocados pela tamanha raiva que sentia.O que mais lhe enraivava era o fato de não saber o motivo pelo qual Violetta o havia abandonado,a única opção que lhe pareava a mente era outro homem,aquilo sim lhe fervia o sangue,não poderia imaginar ela fugindo com outro,tentava procurar outro motivo no entanto não conseguia.

Logo seus pensamentos foram arrebatados pelo som da porta abrindo,León direcionou rapidamente seus olhos a porta de seu escritório que se abria vagarosamente,sua mente já tinha ideia de quem estava abrindo a porta e logo sua suspeitas foram confirmadas pela figura morena adentrando o espaço.

–O que faz aqui? — indagou León rudemente.

–Preciso falar com você. — respondeu ela se aproximando da figura daquele homem tão amargurado.

–Seja o que for pode esperar. — murmurou ele alinhando seu corpo sobre a poltrona.

–León,o que foi isso? — indagou Francesca mirando preocupada a mão do León que sangrava sem parar.

–Nada de mais!-gritou ele afastando sua mão e a pousando sobre seu colo.

–Tudo bem León,o que está acontecendo com você?-indagou ela tentando compreender o que de fato estava acontecendo com aquele homem que não parecia o mesmo que ela conhecia.-Onde está a Violetta?

Aquela indagação feita por Francesca foi um golpe quase que fatal para León,parecia que aqueles cacos de vidro que estavam espalhados pelo carpete do escritório havia perfurado todas as suas entranhas.Um misto de raiva e tristeza o consumiu.León levantou-se rapidamente de sua poltrona,ele esticou seu braço sobre sua mesa e o deslizou fazendo com que todas as coisas que havia sobre a mesa caísse ao chão causando um som ensurdecedor,León virou-se para Francesca que se encontrava espantada com a atitude de seu irmão,Francesca já vira seu irmão irritado mais não fora de si.

–Escute bem Francesca.-ele engoliu a saliva.-Nessa casa não se toca mais no nome dessa mulher,você me entende?

–Mas León... — Francesca fracassou na tentativa de contestar aquele homem furioso pois logo fora interrompida pelo mesmo.

–Não conteste Francesca,só não permito que na minha casa seja pronunciado o nome dela.

León virou-se para trás pois não queria mirar sua irmã naquele momento,a raiva e o efeito de seis copos de Uísque não lhe permitia raciocinar nem distinguir o certo do errado.Naquele momento o orgulho lhe dominava então era totalmente incapaz de desculpar-se com sua irmã pelo ato rude que acabara de ter.

–Ela perdeu o bebê León.-León sem vira-se cerrou suas pálpebras na tentativa de raciocinar e absorver as palavras proferidas por Francesca.-Estive no hospital e fui informada de que ela sofreu um acidente e perdeu o bebê,todavia o médico que a atendeu deu-lhe alta,pensei que ela estava aqui no entanto vejo que me enganei.

–Então foi isso.-concluiu León apoiando uma das mãos na mesa do seu escritório. — Foi por isso que ela foi embora,por está grávida ela sentia-se presa a mim e agora que perdeu o bebê encontrou a oportunidade para ir embora e me abandonar.

–Não estou entendendo nada León. — murmurou Francesca receosa pois temia mais uma cena de seu irmão.

–Por favor Francesca me deixe sozinho.-pediu León em um tom de suplica.

–Mas...

–Por favor Francesca me deixe sozinho. — ele repetiu sua suplica pausadamente.

–Tudo bem,se precisar de mim,estou em meu corpo. — disse Francesca se rendendo e se retirou daquele ambiente que estava demasiadamente desorganizado.

Violetta...

Violetta encontrava-se inundada em seus pensamentos,lembranças de sua vida passeava por sua mente,ela indagava-se a todo instante o motivo pelo qual tudo aquilo acontecera com ela.Por que perdeu sua memória e foi pedir ajuda logo na casa dele,por que não na casa de qualquer outra pessoa que talvez a ajudaria e não a iludiria.Ela concluiu que não valia a pena fazer aquelas indagações a si mesma.

Ela sacudiu sua cabeça na tentativa de afastar aqueles pensamentos,todavia no lugar daquelas indagações várias lembranças dos beijos de León apareceram,inconscientemente ela levou seu dedo até seus lábios sentindo o gosto da boca dele no entanto tudo mudou quando sua mente exibiu a cena do beijo entre a Lara e o León e uma súbita ânsia de vômito a consumiu.

Passageiros com Destino a Barcelona,por favor dirigir-se ao portal de embarque.

–Violetta,está na hora. — anunciou Marotti e Violetta apenas sorriu assentindo.Ela pegou sua mala e levantou-se da cadeira e logo viu Marotti caminhando arrastando sua mala até o portão de embarque,ela suspirou engolindo sua saliva e fez o mesmo que o produtor musical.

[...]

Violetta passou a viagem toda dormindo,aquele dia foi um dos piores da sua vida e seu corpo só implorava por descanso,uma pausa.Todavia era impossível dormir naquele estado que se encontrava,talvez se cedesse aos caprichos de seu corpo mais pensamentos se acumularia e sofreria mais.

Ela se encontrava dentro de um táxi,já havia chegado ao seu destino Barcelona,ela mirava a paisagem daquela bela cidade pela janela do automóvel,ela virou-se para o lado e viu Marotti que continuava em seu celular digitando sem parar,ela se indagava o que tanto aquele homem digitava.Resolveu ignorar aquele fato e voltou a admirar Barcelona que não era muito destinta de Buenos Aires.

–Ai Buenos Aires.-murmurou ela em um tom inaudível.-Espero um dia voltar para você.

León,Buenos Aires...

León caminhava pela rua deserta de Buenos Aires,suas mãos se encontravam dentro do bolso de sua calça jeans enquanto permanecia com a cabeça baixa encarando o chão.Ele resolvera sair da sua casa pois precisava espairecer,necessitava sentir o ar puro invadir suas narinas.Naquele momento seus pensamentos tentavam adivinhar onde estaria ela nesse momento,e com quem estaria.Seus pensamentos foram interrompidos por som de instrumentos musicais vindo de um estabelecimento que curiosamente não estava fechado.

León analisou rapidamente aquele local e constatou que era um bar,aquele lugar parecia ter vindo dos céus,era tudo o que necessitava naquele momento.Bebida e música,duas combinações que fazem qualquer cabeça esquecer qualquer coisa.

Agilmente adentrou ao espaço podendo ver várias pessoas dançando e bebendo,seus olhos se direcionaram a um local do bar onde vários casais dançavam com o corpo colado um no outro,León os invejava pois dançavam tão apaixonados como se em seu campo de visão somente existia eles.

León caminhou até o balcão de bebidas e pediu uma vodka,ele queria algo forte,algo que descesse em sua garganta como fogo ardente.Tão logo seu pedido foi entregue em suas mãos e em um só gole acabou com o liquido que havia no pequeno copo.

– En las noches,tengo mucho miedo al soñar contigo,y esto no es solo un castigo es algo que siento por ti.Inutil es pensar que un dia volveras,pues la soledad me mata cada dia más.– essa música invadiu os ouvidos de León que bebia o segundo copo de vodka,aquela musica parecia despertar nele uma tristeza incomparável,ele repousou o copo sobre o balcão e voltou sua atenção a música que já havia ouvido.

– Y no sé que pasó,y no sé en que falle,si mi amor te lo entrege a ti.Y no sé que paso,y no sé en que falle.Si muchas veces me arriesgue por ti...Y no sé que pasó. — León acompanhou a música como uma forma de deixar seu coração falar,sempre quis ter o dom de cantar e compor pois a música é o melhor remédio que existe.León agarrou novamente o copo de bebida e o engoliu.

Violetta,Barcelona...

Violetta se encontrava sentada numa poltrona de couro,ela estava com seus olhos fixos em Marotti que estava na recepção do hotel em que ficaria,que era nomeado de Império,Violetta analisou o local em que estava e constatou que era um hotel muito fino e consequentemente caro.Ele se pôs de pé ao ver Marotti caminhando em sua direção com um largo sorriso no rosto.

–Já está tudo resolvido,seu quarto é o 435 no sétimo andar. — disse Marotti entregando a chave para Violetta que sacou a chave na mão do Marotti e sorriu como forma de agradecimento.

Violetta sacou sua bolsa e caminhou até o elevador do hotel,assim que adentrou no mesmo ela pressionou o botão do sétimo andar.Enquanto esperava chegar a seu destino Violetta analisava sua aparência no grande espelho do elevador.Definitivamente aquele foi o pior dia da sua vida,Violetta só recordava tamanho sofrimento somente no dia da morte de sua mãe,Violetta suspirou,aquele dia ficaria para sempre na sua memória,todavia naquele dia teve o consolo do seu pai e dos seus irmãos que nunca a abandonaram,ela sorriu,sentiria falta de sua família.

Novamente Violetta teve seus pensamentos interrompidos pelo som do elevador se abrindo,agilmente ela saiu do mesmo pois nunca gostara de elevadores,sempre fora um pouco caustrofobica e evitava ao máximo lugares fechados ou cheio de pessoas.Violetta percorreu seus olhos por toda extensão do corredor onde estava,procurando o quarto de número 435,felizmente não demorou para que o encontra-se,ela sorriu satisfeita e adentrou seu quarto.

Violetta analisou todo o quarto,era bem bonito e aconchegante,havia uma Tv,um banheiro e curiosamente duas camas.Violetta se indagava o motivo pelo qual em seu quarto havia duas camas,deixou esse assunto de lado e dirigiu-se até o banheiro,seu corpo ansiava por um banho quente e relaxante.

Ela adentrou o box e ligou o chuveiro,então se despiu vagarosamente aproveitando cada toque sobre seu corpo dolorido,assim que estava totalmente despida entrou debaixo do chuveiro deixando cada gota daquela agua morna percorrer toda a extensão do seu corpo.Assim que terminou o banho ela sacou um ropão que havia de lado do box,envolveu seu corpo no mesmo e voltou para o quarto secando seus cabelos com uma toalha,Violetta terminou de secar o cabelo e pousou a toalha sobre a cama.

Os olhos de Violetta se direcionaram a uma mulher loira com uma saia rosa e uma blusa dourada,no mesmo instante Violetta saltou devido ao susto fazendo com que a loira fizesse o mesmo.

–Ai,você quase me matou. — murmurou a loira com a mão no peito.

–O que você faz aqui? — indagou Violetta tentando entender o motivo pelo qual aquela desconhecida estava em seu quarto.

–Esse é o quarto 435? — indagou ela e Violetta apenas assentiu. — Então esse é o meu quarto.

–Não,isso só pode ser um engano,esse é o meu quarto.

–Você deve ser minha colega de quarto. — afirmou ela sorrindo.

–Colega de quarto? — indagou Violetta sem entender.

–Não te falaram? — indagou ela. — Terá que dividir o quarto comigo. — afirmou ela colocando sua enorme mala rosa sobre uma das camas.

–Agora entendo porque tem duas camas. — murmurou Violetta assimilando os fatos.

–O quê? — indagou a loira.

–Nada. — respondeu Violetta sentando-se em sua cama.

–Meu nome é Ludmila,mas pode me chamar de Ludmi Violetta. — a loira se apresentou.

–Espera,como você sabe o meu nome? — Violetta indagou curiosa.

–É... — Ludmila engoliu a saliva,ela parecia não saber o que iria responder,aparentava vasculhar sua cabeça em busca de uma resposta. — O Marotti me falou. — respondeu ela por fim.

–Entendo.-murmurou Violetta com um pouco de desconfiança evidente em sua voz.-Eu estou muito cansada,se não se importa vou vesti-me e dormir.

–Tudo bem,também estou muito cansada,parece que fui atropelada por um ônibus.

Violetta sorriu de leve e dirigiu-se até sua mala que estava em um canto do quarto,provavelmente o carregador havia trazido,ela pôs sobre a cama sua mala e tirou uma camisola preta parte seda,parte renda.Agilmente tirou seu ropão ficando totalmente nua,aproveitou o fato da sua colega de quarto ter ido ao banheiro,afinal mesmo sendo também uma mulher sentia muita vergonha.Violetta vestiu sua camisola e não pode deixar de notar algo diferente em sua mala,ela levou sua mão até aquilo que tanto aguçou sua curiosidade e tirou de lá uma foto,uma foto que ela se indagava como foi parar em sua mala.Aquela foto lhe causava raiva e dor,e como uma to impensado pressionou sobre seus dedos aquela foto a amassando e jogando no chão.

Notas finais
Gostaram?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.