O amor bateu na minha porta
12 Clarinha
Notas iniciais
[ Violetta Narrando]
_Porque você tem que ser tão grosso Leon? — perguntei e me pus a chorar,até que o Diego aparece do meu lado,se senta,tira do bolso um nariz de palhaço,coloca no nariz e fala:
_He,he é o palhaço Diego tentando animar uma moça triste chamada Violetta! — ele disse e eu ri.
_Diego? O que faz aqui? — perguntei.
_Eu estava passeando pela rua,quando vi uma menina linda que estava muito triste,então resolvi anima-la. — ele disse.
_Vem cá,você sempre anda com um nariz de palhaço no bolso? — perguntei.
_Claro,pois nunca sabemos quando iremos achar uma pessoa triste. — ele respondeu.
_Só você mesmo Diego. — eu disse.
_Eu sei que eu sou único._ele disse e eu ri._Tá vendo,arranquei um sorriso de você.
_Tá,mas agora tenho que voltar para casa. — eu disse me levantando.
_Deixa eu te acompanhar? — ele perguntou.
_Claro.Vamos — eu disse.
_Vilu,você sabe como chamamos os bombeiros na Espanha? — ele perguntou enquanto caminhavamos.
_Que eu saiba é bombeiro. — eu disse.
_Não,chamamos os bombeiros por telefone._ele disse e eu o olhei com a cara de "é sério?"._Eu sei foi muito sem graça,mas vou mandar outra._ele disse._Porque o policial não gosta de sabonete?
_Porque o policial não gosta de sabonete._eu perguntei._Não sei,porque?
_Porque ele prefere detergente. — ele disse e eu ri.
_Não sei se eu riu por causa dessas suas piadas sem graça ou desse seu nariz de palhaço._eu disse e ele riu._Pronto chegamos._eu disse assim que chegamos em frente a "minha" casa._Muito obrigado por me acompanhar Diego. — eu disse.
_De nada,se ficar triste pode chamar o palhaço Diego. — ele disse.
_Pode deixar. — eu disse rindo e entrei em casa,assim que entrei em casa vi o Leon sentado no sofá com as mãos no rosto,então ele tirou as mãos do rosto e quando me viu abriu um grande sorriso,mas eu não retribuir.
_Vilu,que bom que você chegou eu já estava preocupado. — ele disse.
_Você e a sua bipolaridade._eu disse._Vou subir,tomar um banho e dormi.
_Não Vilu,por favor me escuta._ele disse e eu suspirei._Me desculpe por ter te tratado daquele jeito,é que esse assunto mexe muito comigo.
_Já acabou?_eu perguntei._Então boa noite.
_Não Vilu,espera!_ele me impediu._Eu vou te contar tudo,venha._ele foi até mim, me conduziu até o sofá e sentou ao meu lado._Vilu,aquela menina da foto ela era minha irmã mais nova.
_Como assim ERA? — eu perguntei.
_Ela morreu Vilu. — ele disse deixando uma lágrima rolar.
_Desculpa Leon,eu não deveria ter te perguntado.._eu disse segurando as suas mãos._E como ela morreu?_eu perguntei e ele fez uma cara de tristeza._Não precisa me contar se não quiser.
[Leon Narrando]
_Não,eu quero te contar._eu disse._Bom,eu morava no México com a minha mãe,meu pai e a Clarinha.Eu sempre fui super protetor com a Clarinha,desde que ela entrou na adolescência,ela começou a ir a festas o que não me agradava nem um pouco,até que um dia...
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Cheguei cansado de mais um dia em uma das empresas do meu pai e vi minha mãe sentada no sofá assistindo TV.
_Oi mamãe. — eu disse dando um beijo na bochecha dela e sentando ao seu lado.
_Oi meu amor,onde está seu pai? — ela perguntou.
_O papai teve uma reunião de emergência e disse que vai se atrasar para o jantar._eu disse._Mas e a Clarinha,onde está?
_Ela foi para uma festa com uns amigos. — respondeu.
_Como assim mamãe? Eu disse que não era para ela ir,porque a senhora deixou?
_Porque eu não vi nada de mais em ela ir até uma festa,ela é jovem Leon e isso é normal!
_Normal mamãe?_eu perguntei alterado._A senhora não sabe o que rola nessas festas?
_Me desculpe Leon,eu não imaginei... — eu a cortei.
_Onde é essa tal festa?
_Na casa da Rafaela._peguei a chave do carro e me direcionei a porta._Onde você vai?
_Vou buscar a Clarinha! — e isso fiz,peguei o carro e sair em desparada para a casa da tal Rafaela que era amiga da Clarinha já fazia um tempo,então eu sabia onde era a casa dela.Quando cheguei lá confirmei as minhas suspeitas,naquela festa rolava de tudo,drogas,bebidas,pegação e etc..Até que meus olhos se direcionaram a uma garota baixinha dos cabelos claros e lisos,sim,era a Clarinha,ela estava com um garoto e isso me irritou de tal forma que eu fui até ela e falei:
_Espero que tenha se divertido. — eu disse ironicamente.
_Leon?! O que faz aqui? — ela perguntou.
_Vim te buscar,não é óbvio?
_Mas eu não vou,não vou mesmo. — ela respondeu.
_Vai sim. — a peguei pelo braço e a levei para fora.
_Leon,para! você está me envergonhando! — ela disse.
_Pensasse nisso antes de vim para essa festa sem a minha permissão. — a coloquei dentro do carro,entrei no mesmo e comecei a dirigir até minha casa.
_Leon,você não é o meu pai! — ela disse,ou melhor,gritou.
_Não,eu não sou seu pai,mas você me deve respeito! — eu disse.
_Você precisa parar de se achar o meu dono Leon,eu não preciso de guarda-costas!
_Cala a boca Clarinha por favor! — eu pedi.
_Não Leon,eu vou falar o que eu penso,e o que eu penso é que eu te odeio! — nisso eu perdi o controle do carro,acabei batendo e tudo ficou preto.
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_Eu fiquei em coma por seis meses,mas acabei escapando,mas a Clarinha,a Clarinha não resistiu e acabou morrendo._eu disse em meio a lágrimas e pude ver que a Vilu chorava também._Depois da morte da Clarinha uma sucessão de tragédias aconteceu com a minha família,primeiro a minha mãe que caiu em uma depressão profunda e acabou se matando,e o meu pai ficou muito doente e não demorou muito para que ele morresse._eu disse._Esse assunto me machuca muito Vilu porque eu me sinto culpado pela morte da Clarinha,da mamãe e do papai.
_Calma meu amor._ela fez com que eu deitasse no seu ombro._A culpa não foi sua._ela disse acariciando os meus cabelos._Ao contrário você só estava querendo proteger a sua irmã.
_Fiz essa tarefa tão bem que acabei a matando. — eu disse.
_Não,você não há matou,foi acaso do destino e contra ele você não pode lutar._ela disse._Se sua irmã estiver vendo tudo lá de cima,ela está muito orgulhosa de você.
_Ainda bem que eu tenho você Vilu. — eu disse,fui me aproximando e a beijei,um beijo intenso e desesperado,nossas línguas travaram uma batalha deliciosa,então o beijo foi se intensificando e eu a deitei no sofá,mas ela me parou.
_Não Leon,eu não sei se ainda sou virgem,mas eu não estou preparada. — ela disse.
_Tudo bem meu amor,vamos dormi? — perguntei.
_Sério que você não vai ficar bravo? — ela perguntou.
_Claro que não,eu entendo que você não está pronta e respeito isso,mas então?Vamos dormi? — eu disse.
_Ok,vamos. — ela pegou em minha mão e fomos dormi.
No dia seguinte...
[Violetta Narrando]
Acordei com um par de olhos verdes me encarando.
_Hum._disse me espreguiçando._O que você tanto olha em mim.
_Eu fico me perguntando como uma só pessoa pode ter tanta beleza? — ele disse.
_Você é um fofo._dei um selinho nele._Agora eu vou tomar um banho. — eu disse.
_Ok,vou te esperar. — ele disse e eu entrei no banheiro,tomei um banho não muito demorado,vesti uma roupa confortável e voltei para o quarto onde encontrei o Leon sentado na cama,o mesmo quando me viu me olhou maravilhado.
_Ai Leon eu não gosto quando você me olha assim. — eu disse.
_Hahahaha eu percebo que você fica vermelha igual a um pimentão. — ele disse.
_Hahaha engraçadinha,eu vou ficar te esperando lá embaixo,ok?
_Ok. — nisso eu desci para a cozinha onde encontrei a Fran conversando com a Olga animadamente.
_Bom dia Fran,bom dia Olguinha. — eu disse.
_Bom dia. — responderam eu unissolo.
_E ai Vilu?Resolveu a sua situação com o Leon? — perguntou a Fran.
_Como?Vocês brigaram? — perguntou a Olga.
_Você não ouviu os gritos Olguinha? — perguntou a Fran.
_Não,ontem eu saí com o Ramalho. — ela respondeu.
_Hum,e quem seria Ramalho. — eu perguntei.
_Meu novo namorado! — disse a Olga animada.
_Hahaha parabéns Olguinha._disse a Fran._Mas e você Vilu? Já fez as pazes com o Leon.
_Sim,já fizemos as pazes. — eu disse.
_Bom saber. — disse a Fran.
_Mas porque vocês brigarão? — perguntou a Olga.
_Ela perguntou da Clarinha. — disse a Fran.
_E ele te contou Vilu? — perguntou a Olga.
_Sim,é uma história muito triste. — eu disse
_É,eu sinto tanta falta da Clarinha. — disse a Olga.
_Vamos mudar de assunto,ok? — eu disse.
_Ah Vilu eu vou na casa da Cami hoje,você vem comigo? — perguntou a Fran.
_Acho que não Fran,prefiro ficar em casa. — eu disse.
_Tá bom. — ela disse
_Bom meninas o café já está pronto. — disse a Olga.
_Que bom Olguinha tô morrendo de fome. — eu disse.
_Então vamos pra mesa Vilu. — disse a Fran e fomos para a mesa,logo em seguida o Leon desce as escadas.
_Bom dia. — disse o Leon se sentado a mesa.
_Bom dia. — respondemos.Nisso a Olga aparece e serve o café.
_Vouu fazer de tudo para sair da empresa mais cedo Vilu e ficar mais tempo com você. — disse o Leon.
_Ai que fofo meu amor. — dei um selinho nele.
_Ah gente eu não quero ficar de vela,então já vou. — disse a Fran se levantando.
_Espera,onde a senhorita vai? — perguntou o Leon.
_Vou na casa da Cami. — respondeu a Fran.
_E você Vilu,não vai também? — perguntou o Leon.
_Não,tô com preguiça. — eu disse.
_Hahaha ok dona preguiçosa._disse o Leon._Também já vou,thau meu amor. — ele me deu um selinho e saiu junto com a Fran.
Então eu fui até a cozinha e vi que a Olga não estava lá.
_Completamente sozinha. — eu disse para mim mesma,então fui até a sala e coloquei um filme qualquer,sentei-me no sofá e fiquei assistindo.
Passei a tarde assim,assistindo filmes,se eu soubesse que a minha tarde seria tão chata teria ido para a casa da Cami com a Fran,estava assistindo ao quinto filme de hoje até que...
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