O Unicórnio de Um Coelho

35 Uma nova forma de olhar.


Notas iniciais
Olá! Feliz 7 de setembro! Faz tempinho mais aqui estou. Eu quero terminar essa história! Só isso! Então, por favor, continuem comigo e mandem energias para dar tudo certo. Afinal, depois de anos, não quero estragar logo o final. >.<(As vezes me sinto um carro perdendo a direção. Vai dar ruim se uma voz na consciência não dizer algo). ............. Boa leitura

As aulas começaram e a maior noticia foi o acidente envolvendo três alunos, sendo dois conhecidos. Francis era o misterioso sortudo sobrevivente sem popularidade. Pela certeza de que o menino ia ser perturbado por colegas e por não estar plenamente recuperado, segundo uma avaliação psicológica, a direção lhe deu uma licença de alguns meses.

Enquanto David, mais uma vez, era obrigado a seguir sua vida e as consequências do que acontecia ao seu irmão. As pessoas logo descobriram e foram atrás dele para saber de detalhes do que aconteceu. Graças a sua habilidade de ignorância, seus amigos e algumas explosões de raiva quando sua paciência chegava ao limite, o Audrey conseguiu espaço e paz. Mas o melhor disso era ter Bianca junto dele, inseparável. Diferente de antes, agora ele tinha alguém para contar suas frustrações e se aconchegar, além de ela o divertir e excitar quando tomava a frente e discutia com algum idiota quando ele estava cansado de repelir curiosos.

Miriam, quando soube de tudo, se prontificou a levar a matérias para Francis em segredo, o ajudando a estudar para as provas e trabalhos que mesmo afastado teria que fazer. Naqueles dias, isolado em casa, a garota se tornou a melhor amiga dele, o distraído do fato de que Jack continuava no leito do hospital. Miriam sabia que seu amigo não era mais o mesmo, o brilho que ele possuía estava fraco e obscurecido pela sombra da preocupação e dos pesadelos do acidente que ainda o perturbavam. Podia ter passado dias, semanas e meses, quando menos esperava o unicórnio mergulhava na velocidade sombria do carro em outro sonho agitado, seu estomago reagia da mesma forma e sua pulsação aumentava junto do pavor, pois ele sabia que o fim daquilo eram a capotagem e sangue.

...

Grace Robinson era uma loira bonita de pouco mais de quarenta anos, advogada. A primeira vista parecia alguém distante e cheia de ocupações mais importantes em mente, mas era uma mulher doce que parava para pensar nas pessoas e principalmente na família, apesar de distraída.

A primeira vez que o casal viu Francis foi de longe, ele estava caminhando pelos corredores do hospital junto de sua mãe, Se recuperando todo enfaixado e distante. Grace achou-o deprimido, pois ele nem notava o arredor. Ela apenas acenou para Kelly e deixou-os em paz, compreendendo a aflição que a outra mãe tinha.

— Apesar de ele estar melhor que o nosso Jack, está mal — comentou ela triste, seguindo na direção do quarto do filho.

— Ele? — o marido perguntou, andando ao lado dela. A mulher apontou discretamente e Jorge compreendeu. —... Ah, eu acho que já o vi antes... — Grace o olhou e foi rápido que ele soube que tinha que explicar. — Jack e ele estavam uma vez em casa. Sabe? — ele deu um leve sorriso que deixou a mulher mais confusa.

— Como assim? Quando? Você não me contou.

— Ahn, eu estava com pressa e com coisas para resolver aquele dia, acabei esquecendo. Mas peguei o menino no quarto de Jack, — o homem riu se lembrando da cena — o garoto ficou assustado. Eu achei graça e ia investigar, mas o Jack... — amenizou seu tom, melancólico. — Jack me distraiu e mal nos falamos...

— Ele não costuma levar ninguém para casa, nem deixar no quarto...

— Sim. Sim. — afirmou Jorge. — Pensei isso também. Ainda mais que a casa estava sem ninguém, eles podiam ficar em qualquer lugar.

Grace parou de andar de repente:

— Eu preciso saber quem é esse Francis para Jack! — e ela ia voltar, mas o marido a segurou:

— Não agora, querida, não é o momento.

Naquele dia, o homem conseguiu conte-la, mas houve um momento depois da alta do unicórnio que o casal visitou-o em sua casa. Grace, com cuidado e empatia, quis compreender como foi o acidente e também mais da amizade dos dois garotos. Resumidamente, Samuel era o culpado e Jack o salvou de danos maiores.

—Jack é amigo de meu irmão há mais tempo... — disse o unicórnio. Em mãos já tinha a foto impressa do passeio deles com Miriam, a única depois que seu celular foi perdido no acidente, e mostrou aos dois. — Esse ano nós nos falamos mais... nos aproximamos... Ele me salvou e ajudou muitas vezes. E... nos encontramos... e-em segredo de todos.

Grace olhou para o marido, eles tinham tido uma conversa prévia e imaginado quem seria o garoto para seu filho e concluíram que Francis era diferente.

— Posso te contar uma coisa? — disse a loira, sentada ao lado do menino, já sentindo certa conexão com o Fran, como se o conhecesse a bastante tempo. — Eu e Jorge suspeitamos de que Samuel fosse meio possessivo na relação deles, apesar de fingir não ligar — o menino a olhou confuso. — Sabe, Jack costumava deixar-nos ver os amigos de que ele mais gostava. E eles tinham certo padrão, apesar de sabermos que o grupo de amigos era diversificada. Samuel se encaixava e claramente era algo mais, pois conseguimos trocar umas palavras e só isso deixou Jack bem nervoso. E, considerando que eles estavam afastados e Jack passou por um período de mau humor e rebeldia, e daí você surgiu trazendo calma... Samuel ficou com ciúmes e causou isso — a mulher encarou o garoto. — Francis, apesar de Jack o esconder e você ser bem fora dos padrões que causam sorrisos suspeitos nele... Ou você é alguém muito especial, ou alguém que não ia ter futuro com ele.

Lagrimas brilharam no olhar do unicórnio. Era verdade, Jack não pretendia assumir algo com ele, mas aconteceu, e a mãe dele suspeitava desde sempre, sem se intrometer. Porém não era ele que devia dizer a verdade. O coelho era que devia apresentá-los, se fez isso com outros meninos, mesmo dizendo ser amizade, era para fazer o mesmo. Mas... Jack não estava consciente e as circunstâncias eram atormentadoras.

Incontrolado, Francis ficou de pé e correu, indo para seu quarto com aperto no peito e sentindo saudade da presença do namorado. Já fazia um mês longe.

Kelly que acompanhava tudo na sala de estar, pediu desculpas e dispensou o casal gentilmente.

Mais dias se passaram.

Grace conseguiu se aproximar de Francis quando ligava ou o visitava apenas para falarem da situação de Jack ou para ela conhecer um pouco do menino e sua ‘amizade especial’. Facilmente ela tinha gostado e simpatizado com o unicórnio, principalmente ao descobrir que era bem independente por ficar sozinho em casa e um garoto gentil, apesar de oposto ao seu filho.

...

O celular não tinha mais o numero de Jay. Não tinha as fotos e muito menos as mensagens que trocaram. Não tinha nada porque era novo. O velho e trincado estava perdido para sempre no meio do mato do acidente, provavelmente irrecuperável. E sempre que Francis pegava o telefone se entristecia.

O aparelho tocou sobre a cômoda e o menino deixou o episodio da série que assistia para atender a ligação. Era Grace.

— Está tudo bem? — ele perguntou curioso sobre o coelho.

— Sim... — e ela pareceu engasgada, o que preocupou o menino. — É que... É que tenho uma noticia.

— Então fale, por favor — algo no tom dela tinha esperança, o deixando ansioso.

— Os médicos irão fazer algo, não sei ao certo, fiquei nervosa quando explicaram, mas disseram que teremos boas chances de vê-lo reagir amanhã! — ela soltou um choro rápido e de alivio.

Francis sorriu, imaginando os olhos claros se abrindo e o encarando de forma feliz, ambos aliviados de estarem vivos.

— Isso é ótimo! Posso estar aí para esse momento? — questionou animado.

Grace riu no telefone, contaminada.

— É claro! Se estiver disposto, esperamos você aqui. Jack iria gostar de te encontrar depois de tudo.

— Certo — e o unicórnio sorriu. Pouco depois a mulher desligou.

***

Por ter ficado naquela cama de hospital por tanto tempo, o rosto dele estava pálido, como se o leve dourado de sua pele tivesse sido lavado, e estava mais magro, o fazendo parecer estranhamente mais jovem e frágil. Causava certa angustia ver Jack mudando ao ficar tão inerte naquela semi-vida. Os aparelhos eram os mesmos, monitorando e sustentando o corpo, mas até quando aquilo tudo continuaria se ele não acordasse?

Francis estava com o casal Robinson, olhando Jack de um canto do quarto e notando que os ferimentos menores já haviam desaparecidos, até mesmo a cicatriz maior na cabeça já estava bem curada e com os cabelos escuros crescendo e a escondendo.

Um pequeno grupo de médicos e enfermeiros entrou e passaram a fazer um processo planejado, ignorando a presença do garoto sentado na poltrona ao fundo do quarto. Logo todos esperaram o tempo passar, atentos aos monitores e as feições do rapaz adormecido. Não houve reações preocupantes, então o médico avisou que ficariam monitorando-o pelas próximas horas e o quarto ficou mais vazio.

— Não é melhor você ir para casa para almoçar? Ficou apenas sentado aí. — Grace perguntou se aproximando de Francis. O garoto parecia sonolento, mas sem desviar o olhar de Jack em nenhum momento. E, realmente, Fran não tinha dormido bem por culpa da ansiedade, mas não iria desistir.

— Não. Eu quero ficar — respondeu neutro e então percebeu que podia ter outro motivo na pergunta: — S-se não for nenhum incomodo para vocês.

A mulher sorriu e negou com a cabeça:

— Não. Com certeza não. — a admirava tamanho apego.

— Eu vou buscar algo para pormos no estômago — o esposo dela disse solidário e logo saiu.

*** Horas depois. ***

Jack sentiu-se como uma gelatina mal feita. Teu corpo todo estava instável e fraco, o sangue parecia correr de forma lenta e pouco calorosa, os músculos frios e preguiçosos, havia dores distantes em seu interior e, por fim, o estômago parecia faminto, apesar de algo lhe dizer claramente que estava enjoado e devolveria qualquer coisa, mas água era seu maior desejo ao sentir a boca seca e mover os lábios numa tentativa de encontrar umidade. Estava acordado, mas de olhos fechados. Confuso, imóvel e quieto, buscou compreender independentemente o que estava acontecendo e onde estava.

Uma brisa esfriou sua cabeça e estranhou. Com esforço, levou a mão nos cabelos e os sentiu mais curtos, tocou os pontos da ferida e resmungou mudo. Não gostava de ter suas mechas curtas daquela forma e não compreendia porque tinha aquele corte na carne. Suspirou quando o braço mostrou-se fraco e dolorido para aquele simples movimento, despencando-o sobre seu corpo ao invés de posicioná-lo ao seu lado, como estava antes.

O brilho do quarto o incomodou, apesar de serem apenas as luzes do teto, mas insistiu em abrir os olhos e analisar o lugar, definindo que era um hospital.

— Ele acordou! — ouviu vindo de algum lugar, mas antes que olhasse, sua mãe surgiu sobre seu leito, loira e corada. Ela parecia realmente grata de vê-lo.

— M-mãe? — estranhou, sentindo uma dor de cabeça se iniciar. Não se lembrava de como havia chegado lá e a sede o fez economizar palavras.

— Jack... — Grace o admirava com emoção — Ah, vou chamar seu pai! — agitou-se. O coelho a viu olhar para o outro lado da cama e acompanhou-a, encontrando um estranho. — Fique com ele, por favor, eu volto logo — ela disse para ele.

Por longos segundos, Jack ficou sério, encarando o garoto de cabelos bagunçados e olhos castanhos que O observava sem timidez e sorrido de leve. Ele parecia querer se aprofundar nele, saber algo dele e ter algo, mas Jack não entendia, então o moreno fechou os olhos com força. Seu coração tinha começado a acelerar e o incomodava a forma que ele o olhava, tão... Intimo. Perguntou-se quem era. Não lhe parecia um enfermeiro, era novo demais e estava com roupas casuais, e não era algum amigo ou vizinho, nem alguém que sua mãe conhecesse há tempos, mas por alguma razão ela confiava bastante.

— Jay? — o menino chamou-o. Ao abrir os olhos novamente, Jack viu que ele ainda o encarava e tinha se aproximado um pouco preocupado. — Está sentindo algo?

Encararam-se novamente em silêncio. E, de repente, uma súbita ânsia o percorreu, o deixando confuso. Era como se precisasse fazer ou dizer algo, mas não tinha idéia do que seria e perturbou-se, então se fechou e sufocou aquela sensação. Os dedos quentes do estranho tocaram seu rosto, causando contraste a sua pele fria após despertar, numa reação rápida Jack virou o rosto, afastando-se, e lançou um olhar de estranhamento. Nenhum desconhecido tocava nele daquela forma.

— Jack? O que foi? — O unicórnio perguntou confuso e receoso. Definindo a falta de sentimentos na expressão do coelho e a inexistência daquele olhar de paixão que o moreno tinha ao se encararem. Havia uma distancia entre eles.

A equipe médica os interrompeu, começaram a perguntar algumas coisas e explicar o que estava acontecendo para Jack, evitando o esforço do rapaz em realizar perguntas. E o unicórnio apenas afastou-se, ouvindo e observando, vendo Jack reagir e, aos poucos, falar algo com os pais, o ignorando completamente.

***

— Não é culpa sua, Francis. — Grace disse acompanhando-o pelo corredor quando era tarde da noite e ela o convenceu a ir para casa descansar. — Ele esqueceu muita coisa dos últimos meses. Disseram que uma parte maior deve ter sido afetada pelo trauma na cabeça, vão fazer mais analises e tratar para ajudá-lo a se lembrar. Tenha fé e uma hora ele vai recordar de você. É só questão de tempo e do seu cérebro se recuperar completamente.

Não adiantava nenhuma palavra de consolo, mas Francis assentiu, prendendo sua angustia dentro de si. Junto com uma sensação de vazio na vida, ele tinha medo de não alcançar Jack novamente ou daquele sentimento voltar alterado, talvez mais fraco. E ser excluído e ignorado por aquele que o amava e o protegeu num dos piores momentos de sua vida, o feria gravemente, deixando-o sem forças, mas ninguém via.

O obrigado que devia dizer para Jack, por protegê-lo durante o acidente, não teria valor algum se ele não entendesse completamente do que ele havia o salvado. E o fato de ter que segurar todo seu sentimento e sua vontade de agarrá-lo e afirmar o quanto gostava dele, não deixou espaço para alivio em vê-lo acordar. Era como ser uma peça sobrando que não faria falta no quebra-cabeça, uma peça com uma história que apenas ele conhecia. Parecia um sonho que apenas ele viveu. E será que não foi?

O bobo do Francis Audrey podia ter se apaixonado por um dos amigos de seu irmão e, cansado da sua solidão e cheio de problemas na mente, sonhou com uma história de amor entre eles. Afinal, a probabilidade de ele ter encontrado Jack numa festa, longe de conhecidos, com apenas os dois livres, e se atraírem até os beijos que iniciou tudo, era mínima. De repente tudo isso soava mais adequada a uma imaginação estressada da vida do que algo real. Sendo um sonho.

***

Alguns dias passaram, Francis recebia noticias de Grace, mas o atormentava lembrar-se da expressão indiferente de Jack sempre que seus olhares se cruzavam e por isso não voltou ao hospital.

Em um dia que devia estar sozinho em casa, ouviu batinas na porta de seu quarto e estranhou. Logo ela se abriu e David surgiu quase sem expressão.

— Já faz duas semanas, bebezão — disse ele, olhando-o deitado na cama. — Eu achei isso no lixo. — Levantou no ar uma sequência de três revistas de quadrinhos. — Não eram seus preferidos?

Francis, depressivo, virou o rosto em silêncio. Eram seus livros preferidos, por isso indicou que Jack os lesse, mas agora só lhe trazia lembranças de algo que o coelho não recordaria, e esses detalhes doíam cada vez mais, sem nunca sumir.

Ouviu o irmão bufar, jogando os quadrinhos no chão de seu quarto.

— Eu tenho uma noticia dele — comentou. Curioso, Francis voltou o rosto na direção dele novamente. David se aproximou, não parecia à vontade com a conversa e agachou na altura do colchão, olhando diretamente para o irmão e murmurando: — Nós... conversamos sobre você.

Houve silencio até Francis reagir, confuso:

— Você e Jack?

— Claro! Quem mais seria?! — irritou-se, mas então se controlou com um inspirar profundo. — Basicamente ele nunca te conheceu. Sabe que é meu irmão, mas toda a historia de como se aproximaram “puff!”, sumiu. Mas... — David abaixou o olhar: — Quando falaram do que aconteceu com Samuel ele reagiu.

Um arrepio percorreu Francis.

— Como assim?

— Ele ficou... hm, ‘sentimental’ e quase arrasado, não acreditou que o acidente foi culpa do Sam. Chamou-o de amigo, mas... — o coração do unicórnio bateu com força, talvez até sangrando internamente. — Claramente a reação dele foi a de alguém que perdeu uma pessoa de quem gostava bastante... E eu confirmei que ele achava que ainda eram ‘companheiros’. Jack ficou assustado por eu saber.

Francis sentou-se na cama, muito incomodado e fazendo David ficar de pé.

— Ele se lembra dele e não de mim?

— Eram amigos há bem mais tempo, tinham um sentimento recíproco... Eu tentei convencê-lo da verdade, Francis, mas ele não acredita e não quer aceitar. E é difícil provar. Tudo entre vocês era escondido. Perdi a paciência.

Doeu profundamente no peito. Se naqueles dias Francis viveu se abstendo de ter emoção, naquele momento chegou como uma facada e o fez sangrar, o obrigando a deixar as lagrimas acumuladas rolarem para seu rosto. Ele chorou com soluços diante do irmão, apesar de esconder o rosto. Não era apenas uma distância entre eles, havia uma parede. Uma parede que o unicórnio não tinha ideia se era forte suficiente para atravessar. Era tão difícil estar sozinho nisso. Chorou mais.

David grunhiu, apenas observando:

— Que merda ver isso... — resmungou. — Olha, se você ainda gosta dele e o conhece o suficiente, pode tentar reconquistá-lo! Só não fica ai parado... — Francis, com o rosto molhado e vermelho, o encarou atento. — Você tem que tomar a atitude agora. Se antes Jack se apaixonou por um cara como Samuel, que realmente deve ter tido muita atitude para pegá-lo e levá-lo para a baixaria, você pode tê-lo de volta se correr atrás e despertar o que ele sentia por você. Se é que a relação de vocês prestava.

— Ah... — soluçou. — David! — se pôs de pé rápido, conseguindo agarrar o irmão num abraço, mas foi logo repelido com nojo.

— Não faça isso! — o Audrey já ia embora.

— Espera! Tem que me ajudar David! Por favor!

O irmão ouviu o pedido desesperado e parou na porta por alguns instantes. Remoendo prós e contras. Depois seguiu seu caminho.

Notas finais
Obrigado por ler, não deixe de comentar, isso me inspira! ............. Eu estou me afastando disso de escrever ^^` Essa e a história do lobo-homem são minhas amarras por enquanto. Um dia vou terminar tudo (se resistir as ideias locas que tenho). Um dia estarei fazendo outras coisas e talvez até esqueça minha senha do nyah. Mas não se preocupem, ainda terei boas lembranças e quem sabe uns surtos de autor e arrumar uns contos para postar. Sem dizer de nomes que me fizeram compreender as vantagens de ter alguém para dedicar cada capítulo novo, sim, falo dos leitores comentadores, obrigado por não me deixar falando sozinho e por todas as ideias e injecao de ânimo que me deram para o capítulos seguintes (sendo conscientes disso ou sem nem saberem, kkk). Nos vemos! Até. ;D