O Ultimo Salvador
5 Capítulo 4: Revelações parte 2
Os homens ainda estão de frente para à lareira, Egbert agora se senta em um banco perto de Michael e Alecsander, ele aparenta ter trinta e poucos anos mais seu rosto é marcado pelo tempo sua expressão é firme e apesar de aparentar ser jovem já apresenta alguns fios brancos em sua cabeça, Michael está com as mãos apoiadas nos cotovelos já Alecsander olha fixamente para o chão onde com um graveto desenha um sinal de interrogação, o silêncio paira no esconderijo, ouve-se apenas o estalar das chamas na lareira e o som de alguns cidadãos que passam perto do casebre onde fica escondida a entrada do esconderijo, percebendo a angustia de Alecsander Egbert resolve dar inicio aos esclarecimentos.
- Alecsander não posso explicar-lhe o porquê perdeu sua memória, mais posso lhe dizer que você e filho de Alecsander Angelus II, mais conhecido como Il Magnífico, ele, bem quero dizer seu pai, foi um dos grandes lideres de nossa ordem, um verdadeiro mentor para todos nós recém iluminados pela sabedoria de nossos ancestrais.
- Foi? Michael indaga.
- Sim meu caro, pouco depois de seu desaparecimento seu pai ficou doente, não se sabe ao certo quais foram os motivos, mais dias depois disso ele faleceu. Sinto muito lhe dizer isso.
Alecsander não demonstra reação nenhuma, apenas mantém sua cabeça abaixada, Michael passa a mão por suas costas mais vendo que não obtem reação de seu amigo volta a por as mãos nos joelhos.
- Com a morte de seu pai as outras ordens viram o momento certo para atacar.
- Outras ordens? Michael indaga, como se não entendesse coisa alguma.
- Sim, nós Caeslestis defendemos o mundo de duas outras ordens, os Illuminatis e os Cavaleiros Templários, com a morte de seu pai eles se uniram, é a primeira vez que isso acontece. Quando o ancião de nossa ordem ficou sabendo disto resolveu dar uma missão a todos os irmãos, você meu caro Alecsander deveria ser encontrado, você e herdeiro de seu pai. Não sabemos os planos de nossos inimigos pra dizer a verdade tenho a impressão que o incêndio na estalagem tenha sido obra deles.
- Como assim? Por que me atacariam? Pergunta Michael.
- Você não entende, Alecsander vc foi mais que um filho para seu pai, foia seu discípulo mais promissor, seu pai confiava sua vida a você , e confiou o destino de nossa ordem também. Alecsander você é o sucessor de seu pai, seu destino é ser nos líder, nos liderar nesse tempo sombrio.
Alecsander levanta sua cabeça sua feição esta seria.
- Michael o ataque não foi a você, estavam atrás de mim não é Egbert?
- Creio que sim, nosso ancião ordenou que achássemos você pois o considerava essencial para o futuro de nossa ordem, com certeza nossos inimigos também pensaram o mesmo, devem ter mandado homens atrás de você, infelizmente Michael você estava no caminho.
- Quem é esse ancião de quem você tanto fala? Michael muda de assunto, a lembranças da perca de seus itens ainda o abala.
- Não se sabe seu nome, ele está na ordem a muitos anos, é conhecido apenas como Ancião, ele assumiu a ordem que o novo líder voltasse a nós. Foi dele a ordem de encontrar-te Alecsander.
- Mas o que ele deseja de mim.
- Seu propósito não foi revelado, ele apenas ordenou que nós o encontrássemos e que você retornasse a nosso templo.
- E onde seria?
- No local para onde o poder de nossa crença foi transferido, devo te levar para Itália, onde fica nossa cede oficial.
Alecsander se levanta, chama Michael para um conversa particular.
- Michael eu desejo ir com ele, desejo saber mais sobre meu passado.
- Como podemos confiar nele, não temos certeza se ele diz a verdade.
- Concordo, mais e a pista mais concreta que tenho sobre minha identidade, e esse tal Ancião pode me ajudar a descobrir mais.
- Alec se é esse caminho que você deseja, siga-o.
- Eu desejo que você me acompanhe, afinal é meu único amigo, e como você mesmo disse está na mesma situação que eu. Na rua e sem nada.
- Que bom? Pensei que você não me chamaria. Ambos sorriem juntos, Alecsander retorna para Egbert.
- Eu seguirei você até esta tal sede, porém tenho uma condição.
- E qual é?
- Que meu amigo Michael nos acompanhe, e que receba o mesmo tratamento que terei.
- Eu aceito a condição, partiremos amanhã bem cedo, iremos para Jerusalém onde pegaremos o trem, vamos nos manter escondidos, se minhas suspeitas sobre o incêndio estiverem corretas nós não estaremos seguros.
- O que faremos a respeito disso? Michael pergunta alarmado.
- Ficaremos atentos, tentaremos passar despercebidos, e chegaremos o mais rápido possível a nossa cede.
Todos se calam, Egbert apaga o fogo que resta na lareira, ele se deita perto da entrada como se a estivesse guardando, já Michael e Alecsander se acomodam perto da onde estavam, onde as cinzas da lareira deixam o ambiente quente e aconchegante. O silêncio toma o esconderijo novamente, Michael dorme com facilidade, Egbert fica acordado olhando fixamente para a entrada, já Alecsander observa Egbert atentamente, sua mente está enevoada, ele deseja conhecer seu passado, mais não sabe onde isso irá leva-lo.
Os minutos se transformam em horas, Alecsander percebe que não adianta ficar remoendo o que Egbert falou, ele apenas irá seguir o caminho que lhe parece certo e receber as consequências que o mesmo lhe trazer, perante isso ele se entrega ao cansaço e adormece.
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