Notas iniciais
Boas, pessoal!
Espero que gostem da historia do Bast, porque de todos os meus personagens, ele é meu favorito :3

Como começar minha historia?

Qual das minhas historias eu deveria contar?

Não pretendo tornar isso uma biografia.

Mas vou fazer um resumo de minha vida, até o ponto onde pude vislumbrar meu projeto de vida próximo de sua realização.

Nasci no reino de Uthar. Filho bastardo do rei Boric, com alguma mulher qualquer — que está provavelmente morta a esse ponto.

Assim que nasci, fui deixado com os assassinos mais cruéis do super continente de Yeralf — os Laminas Noturnas — e perseguido por toda a guarda real.

Como não tinha nenhum outro lugar para ir, passei quinze anos de minha vida treinando arduamente todos os dias. Exercícios de combate no patio, atiçar animais da selva e fugir com vida, furtar toda sorte de itens nos mercados, e até mesmo me cortar e me envenenar — para me tornar a arma mais resistente e mortífera já vista na dimensão.

Estudei também durante meu período na fortaleza noturna.

Os assassinos possuíam um enorme estoque de livros, que eu lia incessantemente.

Aprendi desde o uso de venenos exóticos até o mapeamento das dimensões existentes neste universo. Apesar de sempre ter tido certeza de que não existia magia em Yeralf, descobri que ela existia em outro lugar. Uma dimensão, com um super continente conhecido por “Falkreath”.

Mas isso não importa, a viagem inter dimensional é impossível.

Aos quinze anos, fui mandado para a divisão dos assassinos infiltrada na corte real, para que eu pudesse aprender a falar, a mentir, e a me portar como um nobre (Ou até mesmo um mendigo, se fosse preciso).

Esse processo levou mais três anos, e quando completei dezoito, eu era um assasino completo. Mestre do disfarce, dos venenos, da corrida e do manuseio de adagas. Podia correr tão silenciosamente quanto uma cobra, e podia atacar tão rapidamente quanto a mesma. Comecei a ser conhecido por todo o reino. Um homem que buscava vingança sobre seu pai louco. Meu nome era Bast, O Bastardo. Tinha contatos espalhados por todo o lugar.

Meu sonho? Tomar o trono.

Meu pai não o merecia, nem suas duas filhas.

Denna e Carline cresceram juntas, mas Denna era bastarda do rei.

Ambas apoiavam seu pai, um velho que estava apodrecendo em seu quarto, tomado por dor, odio, loucura e velhice.

Eramos todos peças de um jogo maior, onde cada movimento teria que ser feito por debaixo de varias camadas de sombras. A cada movimento, estavamos todos mais proximos da coroa, e do conhecimento publico.

O povo estava dividido, uma vez que não gostavam do rei, mas não se sentiam confortaveis em colocar um assassino no trono. Não tenho certeza se eles acreditam realmente que um membro dos Laminas quer se tornar rei.

Sorte a minha, não precisava da ajuda deles.

Exatamente um mês após meu aniversario de 20 anos, estava agora na comemoração de 19 da princesa Carline, esperando meu contato.

Eu tinha um metro e setenta, era moreno e tinha olhos de uma noite profundamente escura — herança do rei Boric. Tinha riso facil e estava sempre sorrindo, não importava a situação.

Apesar da mão leve de ladrão, possuia a língua rápida de um ator, e meus pés eram ageis como as asas de um pássaro. Trajava uma tunica com capuz, negra e rasgada, de aparencia velha — para me disfarçar na multidão.

Por baixo da tunica, carregava um peitoral de couro negro, e calças de alta qualidade, tipicas dos assassinos importantes. Minha adaga estava presa na cintura, proxima a três facas de atirar. Eu parecia sempre pronto para assaltar uma fortaleza, mas só estava usando as roupas que achava mais confortáveis.

A festa ocorria em dois locais diferentes, de dois modos diferentes.

Um baile, dentro do castelo, para os ricos e os nobres.

E um teatro, na vila, para o restante da população.

Eu estava atrás do palco do teatro.

Vi uma forma feminina se esgueirando para onde eu estava, e observei-a.

Ela não era exatamente alta, ou baixa. Ela era morena, com a pele ligeiramente mais clara que a minha, e seus olhos brilhavam com um verde intenso e sedutor. Um sorriso queimava em sua face, branco como as estrelas no céu, enquanto ela se aproximava lenta e cautelosa.

-Olá Bast.

-Olá Feluriana. — Cumprimentei-a com uma reverencia e um sorriso.

-Não acho que os laminas marcaram esse encontro apenas para velhos amigos se encontrarem… A menos que eles não tenham marcado nada e você precisava de uma desculpa para me chamar para sair?

Soltei um riso baixo.

-Preciso de nomes, Fel. Preciso do nome dela, e do nome da cela. — Olhei para os lados ao falar “Ela” — E preciso de hospedagem. Pode me arranjar isso?

Mostrei uma moeda de ouro para ela, mas ela recusou.

-Para o novo rei, farei isso de graça. Não estou nem sendo ameaçada pelos Laminas. — Ela disse sarcastica — Mas mesmo assim, quero ajudar sua causa. Ela se chama Amelia Lancaster, e está presa na cela D do quarto andar da masmorra.

Notas finais
Gostaram?
Espero que sim :3